BÖLÜM 2: TÜRK KAMU YÖNETİMİNDE ETİK VE ETİK EĞİTİMİ: YASAL
2.2. Türk Kamu Yönetiminde Etik Sorunlar
Em Freud, o Eu consciente possui um método avaliativo próprio, ligado à noção de conservação do organismo e à palavra. Essa estrutura de consciência avaliativa e deliberativa tende, em grande medida, a ignorar o sentido das manifestações do psiquismo ligado ao corpo, o qual também avalia de acordo com seus próprios interesses econômicos, sem que, no entanto nada disso fique claro ao sujeito da consciência. A linguagem do inconsciente é coerente com o propósito de afirmação através da realização de desejos que, muitas vezes, só podem ser alcançados pela via dos sintomas, sejam eles físicos, ou ligados aos processos de pensamento e percepção.
Os interesses e deliberações inconscientes nem sempre correspondem às avaliações conscientes, gerando então conflitos na intimidade inconsciente do próprio psiquismo, derivados do conflito basal entre o organismo e o mundo exterior. Tais conflitos mostram como a consciência toma partido do mundo exterior, ignorando as necessidades e desejos próprios.
As forças libidinais ligadas ao Eu possuem então um caráter restritivo. Seu objetivo primário deveria ser apenas conciliar os interesses inconscientes com as possibilidades efetivas da experiência. No entanto, a dificuldade de obter satisfação direta impele o sistema psíquico como um todo a buscar satisfações indiretas e substitutivas. Em seu limite tenso de ação, o sistema percepção-consciência sempre precisa oferecer objetos satisfatórios ao desejo, o que evidencia a sua dupla servidão.
No entanto, com a permanência da linguagem no âmbito da cultura humana, o Eu consciente não mais se conforma com sua natureza essencial. A história intelectual da
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SA III, p. 294. OP III, p. 39. A metáfora „Reiter/ Pferd“ aparece também em SA I, XXXI, p. 514.
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SA I, p. 305.
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humanidade parece ser uma resposta à exigência dos impulsos, mas também às
exigências exteriores, e isso se evidencia pela tentativa de entender e dominar a natureza
em busca de segurança.
Devido ao seu modo de funcionamento conectado à percepção, o Eu consciente pode definir uma escala de valores muito diversa do funcionamento do Isso. Tal fenômeno ligado à experiência acentua o conflito entre instâncias igualmente poderosas, uma originária e outra derivada e ligada ao mundo exterior. O ponto nevrálgico desse conflito gerador de sofrimento, de acordo com Freud, é a questão da sexualidade. A força incomparável do psiquismo orgânico está baseada em seu caráter sexual, que supera o ponto de vista da sobrevivência e define o indivíduo, do ponto de vista psicofisiológico, como alguém que busca potência, mas encontra seu caminho barrado na interação com os objetos do mundo. Aqui pouco importa se os objetos do mundo são reais ou alucinados, pois o que está em consideração é o efeito angustioso que a existência comum e as restrições civilizatórias representam para o indivíduo que deseja, pois todos igualmente desejam. É do embate entre o desejo e a necessidade que surge a experiência da angústia.
A partir daqui vamos isolar o fator que, para Freud, ativa o psiquismo. Esse fator de ativação é uma força biológica intensificadora e avaliadora de possibilidades de satisfação que definem ações efetivas. Estas serão consideradas a partir do conceito de “Trieb”.
O impulso apresenta três diferentes aspectos: (A) fisiológico, pois o tipo de excitação produzido pelo impulso diverge da excitação produzida pelos receptores da sensibilidade ligados ao mundo exterior por suas características: (a) sua origem é interna, (b) possui força constante, (c) é impossível se lhe escapar por ações de fuga; (B) biológico: Na ausência da possibilidade de fuga, impõe-se a tarefa de controlar as excitações internas, tendo como parâmetro de sucesso para esse controle as flutuações constantes da série prazer-desprazer; (C) psicológico: o impulso se apresenta como um conceito-limite entre o somático e o psíquico, sendo então o verdadeiro representante do corpo frente ao psiquismo, dado como uma exigência de trabalho ou satisfação, que é imposta ao
psíquico pela sua estreita conexão com o organismo.
Essa associação do psiquismo ao impulso é primária para a psicanálise (ainda que a sua teorização tenha se dado de modo gradativo), determinando todas as outras relações, inclusive as intelectuais, que aparecem então como alguma coisa secundária ou derivada da atividade orgânica.
Freud percebe que a pressão (Drang) do impulso requer uma estratégia avaliadora suplementar, submetida à estratégia primária de acumular e descarregar estímulos
endógenos. Dada a restrição inerente ao desejo frente ao efetivo surgem modos de
satisfação do impulso que se ocultam à consciência. A satisfação coloca em risco a estrutura coerente do Eu. Assim, a realização de desejos pode conflitar, em certas ocasiões, com os interesses de manutenção da vida individual, o que gera a preocupação de ocultar
a vida sexual. Como a sexualidade é uma força que supera as do indivíduo (portanto, a
libido se divide em relação a interesses distintos), estabelece-se o conflito e o risco da conservação de si.
Para Freud, na análise, há necessidade de franqueza sobre questões sexuais. Na quarta das Cinco Lições sobre psicanálise, o Psicanalista vienense expõe a situação da sexualidade em dois contextos: o do consultório, sujeito à exigência de franqueza sobre sexualidade, e o comum, no qual a franqueza pode por em risco a segurança individual: “o sol e o ar em nosso mundo civilizado não são realmente favoráveis à atividade sexual. Com efeito, nenhum de nós pode mostrar aos outros seu erotismo, livre de todo disfarce”. 214
O impulso é uma força efetiva, perene e definidora, diante da qual o intelecto se submete a contragosto — porém, ele não tem escolha, pois em grande medida o seu próprio funcionamento é inconsciente O que anima as representações são os impulsos e não a razão ligada aos objetos reais. O impulso ilude o intelecto ao se ligar a restos mnêmicos de experiências reais: “qualquer coisa proveniente de dentro (à parte os sentimentos) que procure tornar-se consciente deve tentar transformar-se em percepções externas: isto se torna possível mediante os traços mnêmicos.” No entanto, isso evidencia que um traço mnêmico possa voltar sobre o sujeito como uma percepção, como no caso de uma alucinação. O que nos garante a percepção imediata?
O papel efetivo da razão é definir certo nível de complexidade maior das
representações ligadas à linguagem da cultura. Enquanto, por oposição, as representações ligadas ao conhecimento íntimo do organismo são difusas e obscurecidas pelo inominável que há em certas afecções dos impulsos, sendo relativamente imunes a uma intelecção objetiva. O que não quer dizer que não se possa esclarecer a linguagem desses afetos através da interpretação. Apenas ocorre que este elemento difuso ligado ao senso íntimo aumenta o grau de imprecisão e o nível de generalização das descrições feitas.
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Além disso, cada impulso — ou grupo de impulsos — procura controlar as representações de acordo com os seus fins e, como as tendências nem sempre são compatíveis entre si, surge com frequência o conflito de interesses. Assim, a oposição entre diferentes representações nada mais é do que a expressão de combates entre impulsos divergentes e talvez inconciliáveis.