8. Tabular
8.2. Türk Karşıtlığına Tepkiler İfade Özgürlüğü ve 301 Madde
3.1.4.1 Formação Missão Velha
A Formação Missão Velha apresenta feições geomorfológicas bem características que contribuem ao mapeamento no Vale de Cariri (Figura 3.6A). A sua composição litológica permite a preservação de afloramentos estabelecendo uma distribuição espacial que sugere um arcabouço estrutural complexo.
Foi descrita pela primeira vez por Small (1913), com o nome de Arenito superior, e redefinida por Anjos (1967). Litologicamente, esta unidade é, de forma geral, composta por arenitos, principalmente quartzosos, finos a grossos, com estratificações cruzadas acanaladas e, subordinadamente, estratificações cruzadas tabulares e laminações cruzadas cavalgantes. Tais rochas se dispõem em sets de 10 a 40 cm que se somam formando camadas de até 4 m. Ocorrem também conglomerados polimíticos com estratificações cruzadas acanaladas e níveis de intraclastos argilosos. No empilhamento sedimentar é comum a presença de camadas argilosas e síltiticas de até 1 m de espessura na parte basal da formação (Figura 3.6B). Estas camadas pelíticas apresentam uma coloração principalmente rosa, sendo em geral maciças, embora também exibam estruturas associadas a processos de liquefação e laminações cruzadas onduladas.
Uma característica da Formação Missão Velha é a presença de troncos de madeira silicificada, os quais são atribuídos à conífera Dadoxylon Benderi ( Brito,1987; Figura
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3.6C). No tocante à espessura, segundo dados derivados do poço 2-API-1-CE é de 186 m para a sub-bacia de Feitoria (ou Serrolândia), setor oeste de Araripe. No Vale de Cariri a espessura calculada é da ordem de 100 m. As relações estratigráficas com a sotoposta Formação Brejo Santo permitem sugerir que os arenitos pertencentes à Formação Missão Velha repousam de maneira discordante. Este fato apresenta-se diferente do que é reportado na literatura atual e é um ponto que será ilustrado e discutido nos capítulos seguintes.
Em termos regionais, as rochas em questão têm sido correlacionadas com as das formações Sergi e Serraria das bacias Recôncavo/Tucano/Jatobá e Sergipe/Alagoas, respectivamente (Assine, 1990).
A presença de uma discordância de forte caráter erosivo (Figura 3.6D), interna a esta unidade, reconhecida tanto na área de estudo, como também em outras partes da Bacia do Araripe pelos trabalhos que vem sendo conduzidos pelo Projeto Bacias Interiores (vide Aquino, 2007), tornou necessária a subdivisão da Formação Missão Velha em duas unidades denominadas informalmente de seção inferior e seção superior. Tal discordância caracteriza-se por ser uma superfície bastante irregular que se evidencia facilmente nos afloramentos por estar normalmente associada a um nível conglomerático composto por seixos e blocos de arenitos e troncos de madeira fóssil, além de clastos de argila. Faciologicamente, os arenitos da seção inferior se assemelham grandemente aos da seção superior. Em termos de associação litológica, no entanto, a seção inferior apresenta uma quantidade maior de níveis pelíticos com relação ao que ocorre na seção superior.
3.1.4.2 Formação Abaiara
Esta unidade representa o final da seqüência juro-neocomiana na Bacia do Araripe. Caracteriza-se por ter um empilhamento estratigráfico composto por grandes variações faciológicas, tanto lateral como verticalmente, distinguindo-se na maioria das locações dos litotipos sotopostos. Na porção inferior desta unidade predominam folhelhos e siltitos vermelhos e verdes, maciços, intercalados por lâminas milimétricas e decimétricas de rochas carbonáticas (Figura 3.7A). A espessura deste pacote pelítico inferior é variável ao longo do Vale do Cariri, existindo locais em que a espessura ultrapassa os 10 m e locais em que este pacote nem está presente.
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Figura 3.6 –Formação Missão Velha. A) Expressão geral da seção superior desta unidade, composta principalmente por arenitos médios a grossos com níveis seixosos isolaodos. Vila Conceição; B) Discordância Erosiva que divide a Formação Missão Velha em duas seções (traçada em linha ponteada) ao Norte do 2 km do Café da Linha; C) Intercalações de arenitos e siltitos exemplificando alguns dos elementos arquiteturais característicos da seção inferior desta unidade, e D) Presença abundante de fragmentos de troncos fossilizados rolados. Rodovia entre as cidades de Milagres e Missão Velha.
A
D C
B A
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Ascendendo estratigraficamente, sobrepostos ao nível de pelitos, ocorrem camadas de arenitos finos a médios, bem selecionados, com estratificações cruzadas de baixo ângulo e tabulares, assim como laminações cruzadas de marcas onduladas fluviais e eólicas. Estes arenitos compõem sucessões com granodecrescência e granocrescência ascendente, segundo processo sedimentar envolvido (Figuras 3.7B e C). Ocasionalmente, ocorrem níveis de conglomerados polimíticos. Para o topo, intercalações de camadas métricas de arenitos finos com laminações cruzadas de marcas onduladas e pelitos vermelhos laminados completam o registro litológico desta unidade no Vale do Cariri.
Um elemento adicional muito comum nesta formação é a presença de níveis arenosos com estruturas de fluidização formando dobras convolutas. Este elemento é indicativo de deformação penecomtemporânea (Figura 3.7D).
A Formação Abaiara foi definida por Ponte & Appi (1990) e por Assine (1990) estabelecendo diferentes seções-tipo segundo a definição de cada autor. A espessura desta formação é controlada pelo grau de erosão em que a mesma foi submetida e pela configuração estrutural que permitiu uma preservação diferencial ao longo da Bacia. Dados sísmicos sugerem uma espessura mínima da ordem de 400 m. No tocante à idade desta unidade, dados paleontológicos permitem posicionar cronoestratigraficamente a Formação Abaiara nos andares Rio da Serra e Aratu (Assine, 1990).