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3.1. TÜRK BANKACILIK SİSTEMİNDE KATILIM BANKACILIĞI

3.1.1. Türk Bankacılık Sektörünün Tarihi Gelişimi

Fernandes (1991) destaca que o desenvolvimento da tecnologia de informação, tornou o computador um elemento catalizador da integração das funções desempenhadas no sistema fabril. Exemplos de sua aplicação podem ser observados na integração do projeto do produto com o planejamento do processo, deste último com o gerenciamento da produção, entre outras.

Ao tratar do assunto Manufatura Integrada por Computador, com a correspondente sigla em inglês CIM (Computer Integrated Manufacturing), Rozenfeld (1999) destaca que num primeiro momento a ênfase estava na letra "C" de Computador, ou de uma forma mais ampla, Tecnologia de Informação, tendo como exemplo disto a utilização do processamento de dados eletrônicos e o fluxo de informações auxiliado por computador em todos os setores da empresa. Posteriormente, numa visão mais contemporânea, a ênfase migrou para o "I" de Integração, posicionando o "C" a um segundo plano, como potencializador da integração e por fim, a letra "M" da sigla refere-se ao domínio do negócio, um aspecto essencial quando se almeja uma abordagem integrada dos processos.

Morris e Brandon (1994) apontam a tecnologia como elemento chave para a eficiência do processo empresarial e suas possibilidades de oferecer contribuições são mostradas no quadro 8.

Quadro 8 – Contribuições que a tecnologia pode oferecer nos processos empresariais

Aspecto Contribuição

Aumento da velocidade

A tecnologia pode ser usada para realizar atividades de forma mais rápida do que uma pessoa, podendo também reduzir o tempo transcorrido no caminho crítico de um processo

Armazenagem e recuperação A tecnologia pode armazenar informações e recuperá-las com rapidez

Comunicação A tecnologia pode movimentar dados e informações de um ponto do processo a outro de maneira instantânea de variadas formas Controle das tarefas A tecnologia pode auxiliar na eliminação de erros e na aprimoração

de processos técnicos e de escritório

Monitoramento A tecnologia pode comparar aquilo que está sendo feito com uma série de padrões enquanto o processo está sendo executado e depois Apoio à tomada de decisões

A tecnologia pode ser utilizada para tratar um grande volume de dados e informações de modo a tornar o processo de decisão mais fácil ou até mesmo automatizá-lo

Fonte: Morris e Brandon (1994, p.239-240)

Fernandes (1991) observa que nos sistemas convencionais de manufatura a falta de dados confiáveis e atualizados torna-se um problema para a tomada de decisão, já nos CIMs, devido à centralização de informações nas bases de dados e a alimentação de dados em tempo real, a tomada de decisão pode ser melhor subsidiada.

Fernandes (1991, p.7) ressalta que quanto mais a tecnologia de automação estiver presente nos CIMs, mais há a necessidade de se obter integração entre os cinco componentes do sistema (hardware, software, gerenciamento da base de dados, tecnologia de comunicação e recursos humanos), a fim de obter resultados compensadores.

Alinhada a esta mesma perspectiva, Gutierres (2010) relata que cada vez mais as companhias têm buscado melhores resultados em seus processos por meio da informatização de suas atividades, almejando a otimização de sua operação de forma integrada e confiável. A autora adverte, porém, que as empresas que se preocupam em apenas comprar novas máquinas, novos softwares e se esquecem do treinamento adequado e conscientização dos colaboradores, de pouco adianta todo o investimento.

Esta seção enfatizou os aspectos relacionados à evolução da tecnologia, notadamente da tecnologia de informação, como facilitadores da integração no contexto organizacional. Esta ênfase justifica-se pelo fato de que o compartilhamento de informações é uma das atividades primárias para se promover a integração, no entanto, apenas a adoção da tecnologia não é suficiente, sendo necessários aspectos tais como a disposição de se desenvolver trabalhos de forma colaborativa, a adoção de estilos de gestão que privilegiem a visão por processos e não simplesmente linhas de ações voltadas para a hierarquia funcional, entre outros aspectos listados nas seções anteriores como forma de se promover a integração.

3.4. CONSIDERAÇÕES SOBRE O CAPÍTULO

A revisão bibliográfica apresentada neste capítulo, mesmo sem a pretensão de esgotar o assunto, permite a construção do cenário em que a proposta de trabalho se insere (integração entre duas funções chave para auxílio à consecução dos objetivos de desempenho da organização).

Na seção 3.1 enfatizou-se a caracterização do DP como atividade que interpreta as necessidades do mercado consumidor e as transpõem na forma de requisitos e especificações para produção e comercialização do produto. Um modelo de referência foi apresentado como forma estruturada de se organizar as atividades do DP, explorando suas interfaces com diversas áreas funcionais ao longo do ciclo de vida do produto.

Na seção 3.2, a caracterização do PCP como função organizacional que coordena e ativa os recursos produtivos de modo a gerar os produtos especificados pelo DP é realizada, suas atividades e suas principais interfaces foram listadas, assim como uma breve discussão sobre as ERDs que podem ser adotadas por um Sistema de Produção e suas implicações na relevância das atividades a serem realizadas.

A necessidade de um olhar mais abrangente para as organizações, indo além dos limites funcionais e explorando as interfaces que são fundamentais para o funcionamento organizacional, é tratada na seção 3.3, destacando-se uma série de benefícios e desafios que precisam ser superados para que a integração ocorra.

A discussão sobre a evolução da tecnologia e dos fatores competitivos provenientes do ambiente em que as empresas se inserem é realizada e a integração é proposta como forma da organização delinear seus processos a fim de se adaptar para atender às demandas de seu ambiente, obtendo assim, maior coordenação das interdependências funcionais.

A importância da integração entre DP e PCP para a organização é notória, a fim de coordenar a correta transposição das saídas do DP com a efetiva produção do produto, tendo em vista seu potencial de incrementar a competitividade do empreendimento e satisfazer as necessidades dos clientes – aspectos que serão tratados na pesquisa de campo. Além disto, esta integração traz melhores condições para que a empresa possa obter competitividade em excelência operacional, que é uma das três categorias de estratégias que uma empresa industrial pode adotar como trunfo competitivo segundo Fleury e Fleury (2003).