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BÖLÜM 2: TÜKENMĐŞLĐK (BURNOUT) SENDROMU

2.2. Tükenmişlik Modelleri

1.6.1 Predições para a variação de emprego

Usualmente, a literatura aponta que a inovação em processo implica resultados

positivos sobre o processo produtivo, o que, por seu turno, impacta diretamente sobre a

produtividade dos fatores, bem como sobre os custos unitários na confecção dos produtos. Ao

se concluir que as firmas podem produzir a mesma quantidade de produtos com uma menor

quantidade de insumos, espera-se que os seus custos sejam reduzidos, dentre eles aquele

relativo ao custo total do trabalho empregado. Por essa perspectiva, o leitor é levado a crer na

inovação como vetor de promoção do desemprego para um dado nível de produto, o que pode

se provar enganoso, pois a extensão imediata do efeito sobre o emprego na firma inovadora

depende também da tecnologia de produção empregada e, por conseguinte, do grau de

substituição entre os insumos de produção.

Desse modo, a regra geral aponta para um impacto negativo sobre o nível de empregos

no curto prazo, freqüentemente denominado efeito de deslocamento das inovações em

processo (displacement effect). Porém, a análise da extensão dos impactos da inovação pode

se provar mais útil ao se concluir que a essa redução de custos de produção segue uma queda

nos preços para os produtos, o que lhes imprime maior competitividade, auspiciando maiores

mercados potenciais de consumo. Este repasse aos preços oriundos da diminuição dos custos

é diretamente proporcional à intensidade da competição prevalecente no mercado. Dessa feita,

tanto o produto quanto o emprego seriam positivamente afetados, uma vez que a firma

poderia ser forçada a contratar mais do insumo mão-de-obra para suprir a demanda do

mercado. Esse último mecanismo se constitui o efeito de compensação.

Entretanto, cabem algumas ressalvas adicionais sobre a natureza desses efeitos.

Exemplarmente, o efeito de compensação está condicionado não somente à natureza da

competição do mercado e à elasticidade de demanda dos produtos da firma, como também ao

comportamento dos agentes dentro das firmas. Sobre este ponto, destacam-se os papéis dos

poderes de barganha envolvidos em negociações entre sindicatos e os patrões, que podem

tanto aumentar quanto diluir o efeito de compensação, potencializando o efeito de

deslocamento.

A literatura aponta a inovação em produto como causadora de impactos positivos

sobre o emprego, e que à mesma, pelo menos no longo prazo, segue uma inovação em

processo, redutora de custos. Esse tipo de inovação também é associado a um aumento na

quantidade produzida pela empresa, como sobre os preços praticados. Casualmente, são

reportados efeitos sobre a produtividade, ainda que este tipo de atividade não esteja associado

com alguma inovação em processo simultânea. Além disso, a inovação em produto

usualmente resulta num aumento de demanda. A esse fato, soma-se um aumento potencial do

nível de emprego.

Este efeito sobre a demanda costumeiramente é explicado como implicação da

expansão do mercado, como também do efeito “roubo de negócios”, o que implica, por parte

da firma inovadora, um aumento da demanda por trabalho, que se traduz num efeito

compensatório. Subjacente à sustentação desse efeito, se encontram fatores tais como a

competição prevalecente no mercado e a velocidade de reação das firmas competidoras.

Ademais, há a ação de efeitos indiretos sobre o emprego, estando estes à mercê do grau de

sustentação no mercado do produto antigo e do novo: se o novo produto substitui parcial ou

totalmente o antigo, a demanda de trabalho pelo antigo diminuirá e o impacto resultante sobre

o nível de emprego tornar-se-á ambíguo. Todavia, se ambos os produtos são complementares,

o impacto sobre o emprego tenderá a ser positivo. Há, por fim, um contrapeso sobre os

impactos positivos sobre o emprego: em certos casos, as vendas de produtos totalmente novos

ou melhorados podem dirimir alguma fatia das vendas já existentes da firma, o que redundaria

num atenuante do efeito positivo de compensação da inovação em produto.

1.6.2 Predições sobre a variação nos salários

Parte considerável das pesquisas correntes apresenta evidências de que os salários

tendem ou mesmo são efetivamente mais elevados e potencialmente crescem mais

rapidamente em indústrias com maiores oportunidades tecnológicas ou sujeitas a altas taxas

de mudança tecnológica. Além disso, há evidência de que a mudança tecnológica enviesada

em torno de qualificações seja responsável pelo grande aumento do salário dos indivíduos

mais bem qualificados com respeito àqueles menos qualificados ou para aqueles que usam

computadores no trabalho. Tais efeitos positivos sobre a renda costumam ser mais evidentes

em setores de informática e de serviços, que usualmente investem mais em P&D, e tal efeito

também é observado naqueles países que não se apresentam como acentuadamente dinâmicos

do ponto de vista tecnológico.

De qualquer modo, compete aqui apontar um resultado interessante levado à tona no

trabalho de Doms, Dunne e Troske (1997), para os quais a despeito de a adoção de novas

tecnologias ocorrer com maior probabilidade em firmas cujos trabalhadores revelam maior

capacitação, o ato em si da adoção de inovações não altera de maneira drástica o salário pago

aos funcionários. O resultado usual de que a inovação está associada a aumentos em salários

pode se revelar enganoso, visto que as firmas mais tecnologicamente avançadas usualmente já

pagavam maiores salários no período de pré-tratamento. Por conseguinte, pode-se sinalizar

que a correlação observada entre o uso da tecnologia e a os salários dos trabalhadores pode se

dever a diferenças não observáveis entre as qualificações dos trabalhadores.

2 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS