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Suriye Krizi ve Türkiye’nin Politikası

2.6. Suriye’deki Halk Hareketleri ve Türkiye-Rusya İlişkileri

2.6.2. Suriye Krizi ve Türkiye’nin Politikası

A concentração de poluentes está fortemente relacionada às condições meteorológicas, além da queima de combustíveis fósseis. Alguns dos parâmetros que favorecem altos índices de poluição são: alta porcentagem de calmaria, ventos fracos e inversões térmicas a baixa altitude (CETESB, 2010).

Nos grandes centros urbanos, existem áreas onde a geração e dispersão dos poluentes favorecem os níveis ambientais de poluição fazendo com que eles sejam significativamente maiores nesses locais. “Áreas vizinhas aos grandes corredores de tráfego e regiões sujeitas a constantes congestionamentos são pontos que condicionam maior risco aos seus habitantes” (SALDIVA et al., 2007, p. 18).

Em 2004, o número de megacidades aumentou para vinte e uma, sendo que, dessas, duas estão no Brasil, nas Regiões Metropolitanas de São Paulo e do Rio de Janeiro. Segundo a UN-HABITAT (2010), as megacidades são definidas como centros urbanos com 20, ou mais, milhões de habitantes e, juntas, essas cidades correspondem a 9% da população urbana mundial. O acelerado processo de expansão urbana e o atraso na implantação de infraestrutura adequada ao ritmo de crescimento das cidades faz com que elas não se encontrem preparadas para os efeitos das mudanças climáticas (SALDIVA et al., 2010b).

4.3.1 As alterações ambientais

A cidade é mais afetada que o campo por não possuir vegetação suficiente e áreas permeáveis no solo, já que grande parte foi pavimentada para a malha viária. Somado a isso, têm-se as fachadas de vidro dos edifícios, o concreto, o asfalto negro e a cobertura escura, regiões com constantes congestionamentos, que, juntamente com as emissões dos veículos, alteram o clima em menor escala.

“A forma exata e a dimensão deste fenômeno variam no tempo e no espaço como resultado da meteorologia, da localização e das características urbanas” (OKE, 1987, p. 288, tradução nossa). A intensidade de ilha de calor se modifica ao longo do dia61, sendo que o fator mais notável é a menor redução da temperatura na área urbana no final da tarde e à noite, quando comparada aos arredores, resultando em uma temperatura noturna superior na cidade. “A diferença entre este valor e a temperatura da área rural define a intensidade da ilha de calor” (OKE, 1987, p. 289, tradução nossa).

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A área urbana demora mais para aquecer depois do nascer do sol, sendo que a intensidade da ilha de calor cresce rapidamente logo após o pôr do sol, atingindo o valor máximo depois de um período que varia de 3 a 5h mais tarde. A intensidade normalmente diminui um pouco no restante da noite e termina depois do nascer do sol (OKE, 1987).

Pela Figura 49, percebe-se um aumento da temperatura à medida que ocorre um distanciamento da área rural adjacente à cidade e se caminha em direção ao centro adensado.

Figura 49 – Variação da temperatura do ar na área rural, suburbana e urbana (OKE, 1987)

Os estudos desenvolvidos por Oke (1987) demonstram que a intensidade e a configuração da ilha de calor recebem uma influência maior do cânion urbano e das propriedades térmicas das superfícies construídas do que da densidade populacional e regime dos ventos, consolidando a relação do clima urbano e do uso e ocupação do solo, envolvendo a intensidade da ilha de calor e a relação H/W (altura/largura) nos cânions urbanos.

Tarifa e Armani (2001, p. 52), mencionam que

A distância entre os blocos, a altura de cada edifício, bem como a combinação com áreas verdes e diferentes altitudes possibilitam enormes diferenças de aquecimento e na emissividade térmica dessas unidades. Por outro lado, abaixo desta superfície cria-se uma infinidade de microclimas, dos quais os “canyons urbanos” parecem ser um dos mais importantes. A combinação desses espaços parcialmente confinados, pouco ventilados e pouco ensolarados, pode resultar em microclimas muito inóspitos ou altamente poluídos, já que estes canyons circundam, na maioria das situações, avenidas e corredores de tráfego intenso e pesado.

Oke (1987) conclui que, com base em estudos realizados em cidades europeias e norte-americanas, o controle da geometria urbana é fundamental sobre a ilha de calor. Essa, além de dificultar a dispersão dos poluentes, provoca inundações, alterações no regime e na intensidade das chuvas.

O total de chuva acima de 30 mm em um dia tem potencial para causar enchentes e inundações graves. Na cidade de São Paulo ocorrem episódios de duas a cinco vezes por ano onde o total de chuva registrado é acima de 50 mm/dia, sendo que essa marca era praticamente inexistente antes da década de 1950 na cidade. A projeção gerada para o cenário de crescente urbanização das periferias atuando em sinergia com o aquecimento global é que eventos com grandes volumes de precipitações pluviométricas irão ocorrer com mais frequência no futuro (SALDIVA et al., 2010b).

O relatório “Vulnerabilidade das Megacidades Brasileiras às Mudanças Climáticas: Região Metropolitana de São Paulo” (SALDIVA et al., 2010b), refere-se às projeções climáticas até 2100 para a região, além de fornecer dados e análises sobre os impactos e vulnerabilidades atuais e projeções para 2030. Esse estudo de paisagem permitiu identificar as possíveis áreas que seriam ocupadas no futuro e o risco potencial, caso o padrão de uso e ocupação do solo atual se perpetue sem nenhuma alteração e controle. O resultado disso é que mais de 20% da área total de expansão urbana em 2030 será suscetível e poderá eventualmente ser afetada por acidentes naturais provocados pelas chuvas.

O desafio é evitar que os loteamentos irregulares aumentem sua área de abrangência que, em 1981, foi de 311,35 km², e, em 2000, foi de 339 mil km², o que corresponde a 22% da área total do Município de São Paulo (SALDIVA et al., 2010b).

Como uma das possibilidades para se evitar a expansão urbana, tem-se a concentração de atividades e pessoas nas cidades, porém isso é frequentemente percebido como a principal fonte de problemas ambientais (STEMEERS, 2003). No entanto, essa concentração pode trazer vantagens como, por exemplo, compartilhamento de recursos, uso intensivo da terra e a utilização de infraestrutura de energia, de abastecimento de água, de drenagem, de estradas e de transportes coletivos. Isso aliado ao planejamento urbano pode proporcionar benefícios econômicos, sociais e ambientais quando comparado às dispersões urbanas.

Stemeers (2003) ressalta que, para o equilíbrio de calor e energia serem utilizados de forma otimizada, a demanda de energia não deve apenas ser localizada, mas também mista, combinando moradia com outras atividades comerciais. Uso misto e bairros de alta densidade têm ainda a vantagem potencial de emprego local, comércio, lazer e serviços, que, por sua vez, reduzem as

distâncias de deslocamento, fomentando os percursos a pé e de bicicleta que são meios não poluentes (Figura 50).

Figura 50 – Diferença dos deslocamentos de uma cidade com zoneamento por atividades para os núcleos compactos de uso misto

(ROGERS, 2001)

As cidades de alta densidade, como, por exemplo, Hong Kong, na China, têm uma demanda de energia muito mais baixa de transporte per capita do que cidades de baixa densidade, como Houston, nos Estados Unidos (Figura 51). Em média, ao se comparar 10 cidades americanas com 12 europeias, tem-se que essas são 5 vezes mais densas e que as cidades americanas consomem 3,6 vezes mais energia

per capita de transporte (STEMEERS, 2003).

Figura 51 – Demanda de energia de transporte versus densidade (BAKER; STEMEERS, 2000)

4.4 Algumas ações e propostas para mitigar a poluição e melhorar