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As simulações foram geradas utilizando o software TransCad® que se baseia no

algoritmo desenvolvido por Dijkstra para geração de caminhos mínimos, onde esta imputa o seu objetivo baseando-se no peso atribuído aos arcos até que se alcance o menor custo entre a origem e o destino, que, neste caso, estará relacionado à distância entre estes pontos.

Foi gerado apenas um caminho mínimo entre cada par O-D, para cada um dos cenários apresentados, totalizando 48 simulações considerando as imposições de cada cenário. A figura 31 ilustra uma das simulações realizadas entre o par O-D 8203-21134, a partir do primeiro cenário proposto. Vale salientar que todas simulações realizadas neste trabalho, estarão disponíveis no Apêndice C.

Figura 31 - Caminho mínimo simulando o primeiro cenário para o par 8203-21134.

Fonte: Elaborado pelo autor.

Através da figura 31, referente a simulação do primeiro cenário proposto, é possível perceber que o cenário simula uma rota, destacada pela cor azul, considerando a rede livre de impedâncias e, por isso, tem acesso aos corredores restritos: Avenida Santos Dumont e Avenida Barão de Studart, os quais a simulação os utilizou para gerar o caminho mínimo entre o ponto de origem 8203 e o destino 21134, com uma distância total de 11,473 km. Esta pode ser a rede apresentada como desejada para o planejamento de roteiros para a atividade de distribuição de mercadorias em áreas urbanas, no entanto, deve-se considerar a rede real com seus devidos aspectos. Desta forma, o segundo cenário proposto busca acrescentar, à geração do caminho mínimo, as medidas restritivas, forçando modificações quanto ao primeiro roteiro proposto. Por tanto, ainda tendo como base o par O-D 8203- 21134, a figura 32 ilustra o caminho mínimo gerado com base nas novas informações sobre à rede.

Figura 32 - Caminho mínimo simulando o segundo cenário para o par 8203-21134.

Fonte: Elaborado pelo autor.

Ao considerar os 454 segmentos de links restritos como impedância para geração do caminho mínimo, a ferramenta busca caminhos alternativos que proporcionem o alcance do destino através de um novo caminho mínimo, destacado pela cor verde, evitando acessar tais corredores restritos, baseando-se na menor distância entre estes dois pontos. Assim, o custo referente à distância para acessar tal destino, com base neste segundo cenário, é de aproximadamente 12,325 km, representando um aumento de cerca de 7,5%, equivalente a um acréscimo de 852 metros quando comparado ao primeiro cenário.

É possível perceber pela simulação do cenário II, que as medidas restritivas impõem certa redução no nível de acessibilidade da rede proposta, pois da forma como estão dispostas na rede forçam os operadores a traçarem novas rotas que busquem não utilizar tais corredores restritos. No entanto, como pode ser visto pela figura 32, ao forçar uma mudança no roteiro proposto inicialmente, ao considerar as medidas restritivas, é possível que este acabe acessando rotas não confiáveis, vulneráveis à rede, devido a possibilidade de ocorrência de eventos, como esse que faz uso do segmento de link crítico 1.

Devido a isso, a simulação do cenário III busca avaliar o impacto tais interrupções de via podem causar no processo de escolha de rotas quando, considerando a ocorrência de um evento não regular e imprevisível. Portanto, a figura 33 ilustra de um roteiro planejado considerando a interrupção do segmento de link crítico 1, referente ao Logradouro Monsenhor Bruno, cujas informações estão destacadas na tabela 10.

Figura 33 - Caminho mínimo simulando o terceiro cenário para o par 8203-21134.

Fonte: Elaborado pelo autor.

Pela figura 33, é possível perceber, através da linha na cor cinza, que o roteiro planejando pelo terceiro cenário, devido a interrupção do segmento de link crítico 1, implica em uma distância de 12,814 km a ser percorrida entre os referidos pontos. O custo da distância foi aumentado em até 11%, equivalente à um aumento na distância de 1341 metros em relação ao cenário I.

Apesar de ter sido acrescida mais uma impedância à rede, além das vias restritas, a distância total obtida entre a simulação do segundo cenário e do terceiro cenário apresentou uma variação equivalente à, aproximadamente, 490 metros. No entanto, não implica dizer que devido a isso a rede passa ser confiável ou não, uma vez que se deve considerar o tempo de exposição, que para este segmento de link crítico sua média de duração é de, aproximadamente, 15 horas, bem como a percepção de cada usuário quanto aos efeitos da interrupção. Um usuário que utiliza este segmento de link crítico várias vezes durante um dia, sentirá muito mais os efeitos decorrentes da falha nos seus custos, se comparado àqueles que a utiliza esporadicamente.

O fato de a rede urbana ser ampla e possuir várias opções de acesso, segundo Sullivan et al (2010) comprova a veracidade de que mesmo com a adoção de impedâncias a rede fornece suporte suficiente para que se possa realizar o acesso entre as regiões, o que não significa dizer que a mesma está em equilíbrio, o que dependerá do ponto de vista do usuário. No entanto, o terceiro aspecto reporta-se a circunstância de que o cenário III possa acessar um outro segmento de link crítico, como pode ser visto na figura 33, em que esse novo roteiro faz uso do segundo segmento de link crítico para promover a conexão entre os dois pontos destacados.

Desta forma, o quarto cenário é proposto a fim de que seja avaliada a possibilidade de um segundo link crítico vir a ser interrompido, e o quanto este afeta diretamente na eficiência da atividade de distribuição, uma vez que as opções de acesso acabam se tornando cada vez mais reduzidas. Assim, a figura 34 ilustra a simulação de um novo caminho mínimo ao considerar a interrupção do segmento de link crítico 2.

Figura 34 - Caminho mínimo simulando o quarto cenário para o par 8203-21134.

Fonte: Elaborado pelo autor.

Ao realizar a simulação do quarto cenário, observa-se uma mudança no roteiro em relação ao anterior. A distância final obtida pela simulação desse foi de aproximadamente 13,927 km, equivalendo a um aumento de cerca de 21,4% em comparação ao primeiro roteiro, correspondendo em um acréscimo de 2454 metros. Assim, através da figura 35, é possível observar todos os roteiros em que foram simulados a partir dos cenários propostos.

Figura 35 - Caminhos mínimos a partir dos quatro cenários propostos para o par 8203-21134.

Fonte: Elaborado pelo autor.

Diante dos roteiros reproduzidos pela simulação dos cenários é possível notar que, diante da afirmativa apontada por Sullivan et al. (2010), a rede urbana é capaz de fornecer uma gama de opções de acessibilidade suficientes para o alcance do equilíbrio da mesma, mas, inserido a este contexto, estão os links, segmento de links, arcos, que possam oferecem certa criticidade à rede e que podem torna-la fraca ao considerar todos os elementos constituintes do seu planejamento como, por exemplo, as medidas restritivas.

Pois, para You et al. (2016), estes eventos intempestivos não são considerando quando da proposição de um plano rotas, forçando os operadores a agirem em um nível tático mais detalhado mesmo que estes não possuam as devidas informações sobre estes eventos, ao considerar a dinamicidade da rede e por conseguinte a influência que causa no comportamento do tráfego.

A análise realizada quanto a obstrução da via em relação as obras e manutenções em vias públicas, é uma de muitas análises que podem ser feitas a respeitos da medição dos riscos em relação ao fatores que podem promover à vulnerabilidade da rede. Quando se considera vias que apresentam quaisquer medidas que regulamentam à atividade de transportes de cargas, a o nível de vulnerabilidade torna-se maior devido ao peso dado aos outros links alternativos disponíveis, por se tornarem uma possível nova escolha de caminho.

Ao considerar, neste trabalho, a quantidade de corredores restritos, os sentidos e direções das vias, percebe-se que as simulações foram forçadas a buscar caminhos mínimos que se utilizam destes segmentos de links críticos, dada uma redução no nível da acessibilidade. Ao simular a

interrupção destes segmentos de links críticos, este nível reduz ainda mais ao limitar a quantidade de opções ótimas disponíveis. Contudo, vê-se que em todas as simulações de caminhos mínimos entre os pares O-D aqui destacados, os roteiros apresentaram um aumento em relação ao custo da distância entre um cenário e outro.