• Sonuç bulunamadı

C) Ajansa İlişkin Bilgiler

1. Fiziksel Yapı

sítio do Google, computou-se um total de 29 empresas participantes voluntárias com a pesquisa, em que todas compreendem do mesmo tipo de operação, transporte de cargas em áreas urbanas. Além disso, identificou-se que os operadores participantes da entrevista fazem parte de empresas que realizam o transporte de mercadorias perecíveis como bebidas e alimentos, bem como de componentes e equipamentos eletrônicos e eletrodomésticos, além de prestarem serviços terceirizados ou não, indicando assim certa variedade quanto ao mercado, tipo de produto e público ao qual o questionário fora aplicado. Ao todo 75% destas empresas realizam entregas em horários de pico e entrepico e que, algumas destas, ainda buscam horários flexíveis para realização das suas operações, conforme mostra a figura 15.

Figura 15 - Horários de entrega realizadas pelas empresas respondentes.

Fonte: Elaborado pelo autor.

Com base nos resultados obtidos, percebeu-se que 31% acabaram por não apresentar certa flexibilidade em relação aos horários de operação, o que faz com que os mesmos assumam que

tais horários não sejam satisfatórios à eficiência da operação, uma vez que estes realizam suas operações em horários de pico. Devido a isso, pode-se interpretar que a causa dessa afirmativa está em considerar as adversidades do tráfego durante esses horários de pico, já que 100% concorda que o comportamento do tráfego deve ser um fator importante ao se elaborar um plano de rotas, além do mais, outra forma de assegurar esta afirmativa, é considerar que 81% concorda que rotas extensas e sem congestionamento acabam tendo uma vantagem maior sobre as rotas curtas e congestionadas.

Baseando-se na perspectiva abordada por You et al. (2016), em que não apenas elementos estáticos, mas sim dinâmicos do sistema de transporte influenciam diretamente na tomada de decisão em nível tático, foi pedido que os entrevistados classificassem diante dos elementos apresentados quais aqueles que são mais relevantes para o processo de roteirização. Os mesmos afirmaram que a vulnerabilidade da rede à eventos aleatórios que provocam congestionamentos, e as medidas regulamentares, como corredores restritos não são de caráter tão decisivo quanto o tempo de viagem, bem como a distância e o congestionamento ao estabelecer roteiros, conforme se observa na figura 16.

Figura 16 - Classificação das variáveis quanto a sua influência para a roteirização.

Fonte: Elaborado pelo autor.

Além disso, ao assumirem tais variáveis como motivadoras para o planejamento de roteiros, 71% participantes afirmaram que suas rotas são confiáveis e não apresentam vulnerabilidade, ainda que, em sua totalidade, estes assumam que o plano de rotas inicialmente definido sofre alguma modificação de trajeto durante a viagem. Isso leva a acreditar que, por mais que algum fator externo influencie na alteração do roteiro previamente estabelecido, ainda assim é possível se obter um equilíbrio da rede reforçando a afirmação dos respondentes quanto a confiabilidade das suas rotas,

reforçando outra afirmativa levantada por Sullivan et al. (2010) ao destacar a ampla gama de opções de caminhos dentro da rede urbana.

Em complemento, todos os respondentes afirmam que a ocorrência de obras e manutenções é algo comumente evidenciado nas via públicas, podendo interpretá-las como contribuintes para que seus roteiros sejam modificados durante o trajeto, além do mais, em sua grande maioria, esses ainda declaram que a ocorrência dessas intervenções causam graves modificações quanto aos atributos da via, por exemplo, redução da capacidade. Em adição, aproximadamente 82% dos entrevistados responderam que tais intervenções consomem cerca de um, dois dias, ou mais, para que sejam mitigados os efeitos das falhas ocorridas, como mostra a figura 17.

Figura 17 - Percepção quanto ao tempo de duração das intervenções.

Fonte: Elaborado pelo autor.

Por fim, 100% dos entrevistados afirmaram que a eventualidade destas intervenções pode provocar congestionamentos não recorrentes, imprevisíveis, por ocorrerem fora do período comum como os que acontecem em horário de pico, levando os mesmos a interpretarem que rotas menos confiáveis influenciam diretamente no tempo de viagem, em decorrência destes eventos. Ainda assim, aproximadamente 69% respostas obtidas remetem a afirmativa de que tais rotas não confiáveis acabam sendo consideradas no planejamento dos roteiros, mesmo que estes apresentem certa flexibilidade em relação aos horários de entrega, o que leva a crer que não apenas a ocorrência de eventos aleatórios, bem como dos congestionamentos recorrentes influenciam na disponibilidade de opções de caminhos da rede, como mostra a figura 18.

Figura 18 - Abordagem da vulnerabilidade da rede na roteirização.

Fonte: Elaborado pelo autor.

Devido a isso, essa abordagem a respeito dos elementos influentes no plano de rota acabam causando influência direta nos custos de distribuição, segundo Buhsiri et al. (2014), por isso os entrevistados listaram quais os elementos e variáveis que são considerados ao consolidar seus custos quanto a operação de transportes. Em sua maioria, assumiram com certa frequência àqueles que estão relacionados a mercadoria em si ou a própria operação, por exemplo, volume, peso e densidade da carga e os custos com mão de obra, consumo de combustível, lubrificantes, pneu e até mesmo o tempo de operação.

Diante disso, é possível interpretar que esses elementos e variáveis levantados correspondem às características identificadas pelos quesitos anteriormente apresentados, podendo ser associado às alterações pelas quais o plano de rotas acaba passando. Além disso, os respondentes associam a distância de viagem e o consumo de combustível como elementos relevantes aos custos de distribuição, sendo que aproximadamente 38% e 31% deram notas 9 e 10 para estes elementos, respectivamente.

Ambos elementos estão diretamente ligados uma vez que as intervenções nas vias públicas, bem como o congestionamento e as medidas regulamentares, provocam um maior esforço tático dos operadores em buscar novos caminhos mínimos com base nas informações limitadas a respeito dos efeitos desses eventos na rede, fazendo com que o roteiro acabe se tornando mais extenso aumentando os custos de distribuição, por influenciar essencialmente no consumo do combustível, como mostra a figura 19.

Figura 19 - Classificação dos elementos na consumação dos custos de distribuição.

Fonte: Elaborado pelo autor.

Todavia, pode-se concluir que as empresas entrevistadas se utilizam da distância, consumo de combustível, congestionamentos recorrentes e medidas regulamentares como forma de promover um melhor planejamento dos roteiros a serem seguidos, estando diretamente ligados aos impactos que podem provocar na eficiência da operação de distribuição de mercadorias em áreas urbanas e consequentemente nos custos, reforçando a ideia levantada por You et al. (2016), ainda que esses considerem as intervenções ligadas às obras e manutenções em vias públicas relevantes no processo de roteirização.

Para tanto, a ideia aqui lançada através da aplicação desse questionário é a de levantar informações sob a perspectiva dos operadores de transporte em relação a importância de alguns fatores, compreendendo os critérios que estes consideram relevantes ao processo de escolha de rotas. Para isso, fez-se necessário a definição de um objeto de estudo em que se pudesse inserir todas as informações que foram obtidas, como meio de poder manipula-las e assim observar sua relevância e influência na análise da problemática lançada para esta pesquisa. Desta forma, o próximo item trata de definir uma rede de transportes como objeto de estudo para realização dessa análise, levantando outras caraterísticas provenientes da rede, além destas aqui abordadas.