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2. AKTİF KARBON VE ÇEVRE KİRLETİCİ UNSURLAR İLE İLGİLİ

2.1 Aktif Karbon

2.2.2 Su kirliliği

2.2.2.1 Su kirlenmesinin çevreye etkileri

O termo cultura do consumo muitas vezes é empregado como cultura de massa, contudo o consumo de massa está atrelado à idéia de uma produção que possa atender a um mercado qualquer sem especificações sob medida, ou seja, os indivíduos são sujeitos anônimos, desconhecidos e tidos pelo marketing, assim como as mercadorias, objetos que interessam às relações de mercado (SLATER, 2002). Não existem no mundo moderno

restrições para compra nem para quem compre. É interessante destacar que a cultura é universal em razão de que existe uma liberdade de todos poderem ser consumidores e que todos devem ser consumidores (SLATER, 2002; BAUDRILLARD, 2006).

Para melhor compreensão é importante diferenciar a cultura de consumo da cultura de massa, considerando que a primeira se define como uma manutenção dos valores que não podem ser obtidos por meio de dinheiro nem por meio de troca no mercado (SLATER, 2002).

Eis a razão porque muitas vezes a cultura de consumo se confunde com a cultura de massa onde os indivíduos têm gostos e desejos “de massa” e que ampliou seu poder com a posse do

dinheiro e com os direitos democráticos, o que leva definição errônea de cultura com um consumo. A cultura do consumo é a cultura de uma sociedade de mercado onde a vida cotidiana é reproduzida pelo mercado para obtenção do lucro e aspectos econômicos, renegando as necessidades e valores culturais. Portanto, a cultura do consumo é capitalista. (SLATER, 2002; DE CARLI, 2002).

O termo indústria cultural foi cunhado por Theodor W. Adorno em oposição à cultura de massa que em seu entender tal expressão responsabilizava as massas pela desordem na cultura, além de se interpretar como se a massa tivesse voz e poder. A rigor, ao considerar o termo indústria cultural é possível criticar o poder das instituições preocupado apenas em fomentar cultura de massa e colocar os indivíduos como elementos da massa. Segundo Adorno a sociedade liberal prega a libertação do indivíduo da autoridade social, mas cada vez o indivíduo está preso ao poder, fazendo coisas que não deseja, mas que não tem forças para ir de encontro, buscando satisfazer seus interesses individuais, devido à desregulamentação que impede discernir o que é certo o que é errado (COELHO, 2006; HORKHEIMER eADORNO, 2002; SLATER, 2002).

A indústria cultural tem sido objeto de vários debates, tanto a favor quanto contra, na produção de cultura em nossa época. Para pode empreender quaisquer reflexões sobre comunicação, cultura de massa, e também o consumo, é imperativo buscar subsídios nas considerações de Baudrillard, Horkheimer, Adorno entre outros sobre a sociedade de consumo e a indústria cultural, onde esta última se encarregava da produção dos bens culturais, transformando-os em mercadorias.

A facilidade de compra entre as camadas mais baixas, a desregulamentação das restrições tradicionais, o culto à democracia e à igualdade são características da cultura de massa, onde mulheres, idosos, classes trabalhadoras, minorias étnicas, entre outros eram excluídos pelo liberalismo por não fazer parte do grupo de “indivíduos racionais”. A cultura

da massa consome para prazeres imediatos, e que sem dar conta da manipulação e das formas sutis de ausência de liberdade, absorve as novas formas do poder degradativas dos valores sociais sem contestações (SLATER, 2002; COELHO, 2006; HORKHEIMER eADORNO, 2002).

Para a Teoria Crítica o indivíduo é desprovido de sua singularidade, tornando-se um objeto no meio da massa totalmente sujeito à manipulação da indústria cultural. O indivíduo se torna homogeneizado culturalmente para consumir o que a indústria cultural chama de arte. A arte outrora seletiva por ser cara é tornada popular e barateada perde seu valor e funde-se apenas como mercadoria (HORKHEIMER eADORNO, 2002; COELHO, 2006).

Para o realismo crítico a análise de discurso tem um caráter duplamente relacional: preocupasse com as relações entre o discurso e outros elementos sociais, e as relações entre os textos e eventos discursivos e ordens de discurso (FAIRCLOUGH, 2005). A realidade é filtrada a

partir de nossas percepções e assim a interpretamos de forma muito subjetiva. Por isso a realidade não pode se limitar apenas o que percebemos, uma vez que esta se apresenta de diferentes perspectivas.

Nos séculos XVII e XVIII, período de ascensão burguesa não havia ainda uma cultura de massa devido à falta de uma economia de mercado que possibilitasse o acesso de múltiplos setores sociais a uma diversidade de mercadorias, seja de caráter material ou mesmo de feito imaginário. A cultura burguesa permanecia restrita a uma cultura superior que exige um conhecimento especializado (SLATER, 2002).

No período moderno o indivíduo passa a fazer parte de uma cultura onde seus passos como um viajante em prol do conforto estão delimitados. O indivíduo não precisa sair de casa para viajar o mundo pois o desenvolvimento tecnológico lhe presta todas as informações (SLATER, 2002). Os meios de comunicação de massa cercearam a liberdade em troca de uma racionalidade parcial, manipulando a comunicação e dirigindo parcialmente os veículos informativos (HORKHEIMER eADORNO, 2002; COELHO, 2006; SLATER, 2002).

Assim, com o advento da automação do sistema de produção o homem é convertido a simples condição de consumidor dentro da massa (COELHO, 2006; MOLES, 2000;

HORKHEIMER eADORNO, 2002).

A cultura de massa só existe devido aos meios de comunicação que se encarregam de difundir as informações por meio de códigos que facilitam a compreensão do que é divulgado. Sua meta primordial é alcançar grande parte dos indivíduos, enfatizando a emoção, o sensacionalismo, para obter retorno financeiro (MORIN, 2007; COELHO, 2006; HORKHEIMER e ADORNO, 2002).

O legado do capitalismo do século XIX é um cotidiano preocupado em produzir informações erigidas na base do menor esforço, apresentando assuntos de fácil debate e de fácil assimilação e que não levantem polêmicas, desprezando os problemas de caráter científico ou técnico, causando um afastamento de sua missão precípua de ser fiel a sua missão informativa de buscar informar o que é mais importante (COELHO, 2006; MOLES,

2000; HORKHEIMER eADORNO, 2002).

Moles (2000) afirma que existe quatro tipos de doutrinas dos mass media: a doutrina demagógica que atrai o consumidor condicionando a se identificar com os valores da sociedade de consumo e fazê-lo buscar o menor esforço; a doutrina dogmática em que os valores são permanentes e hierarquizados e no decorrer do tempo vão moldar os indivíduos sob o jugo de abstrações sociais como o Estado, a religião ou a virtude; a doutrina eclética ou informacional que busca fundamentar-se na própria existência dos ciclos socioculturais, ou seja, a adequação do indivíduo ao seu habitat constitui seu maior valor. Nesta abordagem doutrinária o a doutrina eclética, também chamada de culturalista considera as idéias no lugar dos fatos históricos e se mostra como um reduto curto de cultua, com abordagens mais ou menos conscientes e finalmente a doutrina sóciodinâmica que diz respeito à tomada de posição do ser de uma sociedade em seu conjunto diante de sua evolução.

O pensamento da Escola de Frankfurt é que o homem antes temente à natureza cria ferramentas para sobrevivência e com o iluminismo houve uma desmistificação da magia e o homem se tornou livre para técnica, favorecendo o aparecimento da indústria cultural. Entretanto, a indústria passa a criar bens culturais e simbólicos e a reproduzir idéias que se tornam mercadorias para o consumo da massa (MOLES, 2000; COELHO, 2006; HORKHEIMER e

ADORNO, 2002).

Na produtividade de bens culturais e simbólicos, o marketing como sistema se encarrega de convencer os indivíduos a consumir desenfreiadamente, corroborando para a perpetuação da cultura de consumo do mundo ocidental e alienação do consumo.