2. AKTİF KARBON VE ÇEVRE KİRLETİCİ UNSURLAR İLE İLGİLİ
2.1 Aktif Karbon
2.1.5 Aktif karbonun hazırlanışı
2.1.5.1 Aktif karbon üretiminde hammadde seçimi ve ön işlem
Capital Social
Adler e Kwon (2002) identificaram diferentes abordagens usadas no estudo do capital social, entretanto, dois padrões reduziam as várias definições. O primeiro padrão é derivado dos teóricos das redes sociais (BELLIVEAU; O‟RILLY; WADE, 1996; BURT, 1997) que enfatizam os benefícios pessoais. Os proponentes dessa perspectiva consideram o capital social como sendo um bem do qual os indivíduos se apropriam. Observa-se nesse padrão, o nível de análise individual. O segundo padrão é utilizado pelos teóricos que conceituam o capital social como um bem público (BOURDIEU, 1986; PUTNAM, 1995). Eles consideram o capital social como um atributo de uma sociedade ou grupo e não apenas de um indivíduo. Esses conceitos de capital social auxiliam na busca da eficiência no trabalho numa sociedade econômica. É importante reconhecer o que se propõe de capital social, pois esse reconhecimento pode levar a um uso ativo, como recursos para dentro da comunidade.
Dentre esses benefícios apropriados pelo indivíduo, podemos citar: progressão na carreira, privilégios no acesso a conhecimento e informação, oportunidades preferenciais para novos negócios, reputação, influência e uma melhor compreensão das normas sociais do grupo.
O Dr. Eustácio Vieira como empresário de destaque, com uma carreira consolidada, usufrui dos benefícios do capital social privado, recebido durante todo o desenvolvimento de sua vida profissional. Reconhece e retribui a importância e a influência que o Dr. Oswaldo Cássio Cunha, médico de sua cidade natal, teve no início da sua formação, com ações concretas.
[...] Tive a oportunidade de dizer isso a ele. Ele ficou muito surpreso quando ele já aos 82 anos de vida procurou o serviço do Hospital Santa Joana. Ele não tinha grandes recursos e então me procurou pessoalmente e manifestou o desejo de fazer tudo lá, mas que não podia. Eu disse a ele que ele podia tudo, porque ele tinha sido meu guru, ficou muito orgulhoso, jamais imaginava, e essa imagem de médico, ela continua.
A construção do capital social reforça os valores desenvolvidos na comunidade, incentiva as redes sociais, forma grupos de apoio comunitário para ajudar na tomada de decisão e encoraja as interações sociais, (KAY; PEARCE, 2003). As relações entre os membros de uma rede podem ser facilitadas pela ligação entre eles. A cooperação entre seus membros é afetada pelo baixo custo na obtenção e processamento da informação, gerando redes entre indivíduos similares do ponto de vista de seus interesses (MARTELETO, 2004). Através de uma posição administrativa dentro de uma associação de classe, o respondente tem maiores possibilidades de trocar informações e gerar um capital social.
Eu exerço há 7 anos a vice-presidência de uma entidade que reúne os 38 mais importantes hospitais do Brasil. Eu sou o fundador. Uma entidade que tem sete anos de existência, eu sou desde a primeira diretoria, diretor, ela chama-se Associação Nacional de Hospitais Privados – ANAHP.
O Dr. Eustácio tem, também, uma participação empreendedora na fundação de uma associação de hospitais privados. A ANAHP - Associação Nacional de Hospitais Privados - foi fundada em 11 de maio de 2001, durante o 1º Fórum Top Hospital, realizado em Brasília. O fórum, que reuniu representantes de 23 hospitais particulares, líderes em qualidade e excelência no atendimento, constatou a necessidade de instituir um órgão para defender os interesses e necessidades do setor e expandir as melhorias alcançadas pelas instituições privadas, para além das fronteiras da saúde suplementar. Com propostas de organizar um trabalho, sempre em benefício dos associados, em diferentes frentes, com relações institucionais e com fontes pagadoras, ensino e pesquisa e busca por melhor qualidade de atendimento e gestão, a ANAHP usa de forma eficaz e eficiente o conteúdo transacionado dentro de uma rede de relacionamentos (ANAHP, 2008). Dr. Eustácio Vieira, como coordenador do Comitê de Relações com os Fornecedores, tem uma função relevante no sentido de estreitar os relacionamentos entre os hospitais credenciados através de troca de conhecimentos e experiências.
Dimensão Cognitiva
A dimensão cognitiva aborda os significados que são compartilhados pelos atores da rede. São idéias comuns, com relação a assuntos diversos, que fazem parte do contexto da rede e orientam as decisões e comportamentos (RÉGIS, 2005).
No que se refere aos papéis sociais desempenhados, observou-se que as pessoas citadas pelo profissional focal compartilham habilidades e conhecimentos específicos, tais como informações sobre o processo administrativo, uma vez que todos fazem parte da diretoria, e informações gerais, como forma de se relacionar com os outros e de estabelecer seus próprios objetivos profissionais.
Percebe-se que o Dr. Eustácio Vieira se vale de sua sólida estrutura de conhecimentos da área de saúde para fazer avaliações, julgamentos e/ou tomar decisões sobre oportunidades, inovações e novos empreendimentos, o que confere ao Hospital Santa Joana um papel de destaque no Pólo Médico do Estado de Pernambuco.
Quando perguntado sobre o que pensava sobre uma carreira de sucesso como empresário, respondeu com bastante segurança e objetividade que para ser bem sucedido é necessário [...] Acreditar, dedicar-se, coragem, trabalhar, obstinação, confiança e sorte [...].
Foi possível identificar na entrevista que na percepção do respondente a construção de sua carreira ocorreu com muito trabalho, tendo sido baseada em valores que ainda guiam seus atos enquanto profissional, pessoa e cidadão, e que o seu sucesso é uma conseqüência da sua história de vida.
Em toda relação interpessoal existe um compartilhamento de interesses, identidades, ou informações básicas que facilitam a rotina pessoal e profissional de cada indivíduo. Esse compartilhamento é realizado através do que Granovetter (1973) chama de laços fortes, pessoas com as quais mantemos uma relação de confiança ou laços fracos, com aquela que simplesmente trocamos dados, informações.
Dr. Eustácio Vieira, como qualquer profissional de sucesso, necessitou se utilizar de maneira sábia do conteúdo transacionado em sua rede de relacionamento, que descrevemos, com mais detalhes a seguir.
Dimensão Relacional
Refere-se aos conteúdos transacionados entre os atores de uma rede de relacionamentos e podem ser analisados através dos papéis desempenhados por esses atores. Cada pessoa assume um ou mais papéis específicos: professor, sócio, amigo, empregado, marido, pai, etc. A natureza dos itens transacionados indica não apenas o investimento dos atores na relação, mas, especialmente, os benefícios que os atores esperam colher da relação. (MARINHO-DA-SILVA, 2003).
A FIGURA 5 identifica o papel social de cada ator da rede de relacionamentos do profissional focal, que foi analisada através do conteúdo transacionado de amizade, de informação e de confiança.
Amizade
A rede de amizade é uma rede informal baseada na troca de amizade e socialização, fornece apoio e melhora a auto-estima, além de encorajar certos comportamentos como o aumento da aceitação junto a grupos, dentro das organizações.
Observa-se que durante a entrevista semi-estruturada, gravada e transcrita, e através do preenchimento do cartão gerador de nomes, o profissional focal menciona, claramente, o conteúdo transacionado relativo à amizade, conforme a definição de
philos por Krackhardt (1992), em que três condições são necessárias: interação, afeição
e tempo.
Seu pai, Sr. José Eustácio Vieira, e sua mãe, Sra. Joana Vieira, foram identificados como amigos, e inspiradores, demonstrando a presença marcante do papel social dos genitores na sua formação.
Dr. Augustinho Bettarelo, citado como amigo pessoal, passou a pertencer à rede de relacionamentos do profissional focal durante uma especialização realizada em São Paulo e se mantém até hoje compartilhando assuntos de interesses comuns.
Mais duas pessoas foram citadas como “amigas”: Joana Vieira, sua cunhada, colaboradora e sócia; e Marisa, colaboradora eficiente, chefe do faturamento, desde a fundação do Hospital Santa Joana, ratificando que a interação entre os indivíduos de uma rede de relacionamentos é específica ao contexto no qual é formada e os laços são utilizados para transferência de qualquer tipo de recurso.
Destaca, também, vários colegas de turma, amigos de ginasial e faculdade, porém enfatiza que as pessoas que, efetivamente, o influenciaram e o inspiravam a ser um profissional estavam na sua infância.
Portanto, fica implícito através dos papéis sociais desempenhados pelos membros da rede de relacionamentos do profissional focal que existe o conteúdo transacionado de amizade.
Informação
O conteúdo transacionado entre os membros de uma rede de relacionamentos, identificado como informação pelo referencial teórico, diz respeito ao que está acontecendo na organização como um todo, desde uma oportunidade de ascensão, um processo decisório ou assuntos rotineiros que afetam todos os seus membros.
As organizações hospitalares são organizações complexas, que exigem a interação de profissionais das mais diversas áreas, muitos deles não sendo nem empregados da instituição, como é o caso de alguns médicos. Para crescer neste ambiente competitivo há necessidade do gestor se manter informado, tanto ao nível de relacionamento quanto ao nível de gestão. Falk (2008), mostra em seu livro, a importância da informação para a gestão de custos e resultados, no ambiente da gestão hospitalar. Neste contexto complexo, a rede de relacionamentos pode interferir na carreira do empreendedor da unidade hospitalar. O gestor que é capaz de entender e utilizar recursos na rede aumenta suas possibilidades de usufruir dos benefícios destes relacionamentos em proveito da organização.
O respondente é seguro ao afirmar e ao enfatizar a importância que se deve dar à rede de relacionamentos e ao conteúdo nela transacionado, principalmente, com relação à informação. Afirmou que a sua aprendizagem de uma maneira geral se devem a conhecimentos adquiridos, através de consultorias, em eventos, em reuniões, da leitura, da troca com outras pessoas. Principalmente, através da prática da vida empresarial, quando menciona: [...] eu fui mais produto da vivência..[...], corroborando com os resultados da pesquisa de Lucena, (2001) em que os profissionais na área de varejo aprendiam por intermédio do exercício do trabalho diário, desenvolvendo suas habilidades, mediante o desempenho e a reflexão das experiências que vivenciam no dia-a-dia.
[...] eu acho muito importante o relacionamento, de um modo geral, para o sucesso de qualquer atividade porque, a começar pela informação, ninguém pode ter êxito em alguma coisa sem ser bem informado, e o relacionamento permite a boa informação, o bom relacionamento é o caminho da boa informação, além do mais, as oportunidades surgem decorrentes de um bom relacionamento [...]
[...] nas participações nos eventos, tudo isso é muito dependente do bom relacionamento.
É interessante observar a distinção apresentada pelo respondente entre a rede de relacionamentos do mundo empresarial e aquela relacionada à atividade médica. Através de sua fala percebe-se que, no exercício da atividade médica, Dr. Eustácio recebeu grande contribuição de seus professores (FIGURAS 5 e 6). São eles: Dr. Antônio Zapalar, Dr. Bezerra Coutinho e Dr. Hélio Mendonça. Ele cita também que há imensa possibilidade de troca na vida acadêmica: “[...] você adquire através da leitura, [...] nas especializações, mestrados, ou seja, em todas as graduações, que são existentes”.
Mesmo comentando estas interações entre os membros de sua rede de relacionamentos, quando médico, o profissional focal enfatiza que, na vida empresarial, esta troca é mais importante, pois sem ela a possibilidade de crescimento fica reduzida
[...] na vida empresarial é fundamental, muito mais importante do que na atividade profissional liberal [...], e ainda quando diz:
[...] Na outra, empresarial, a informação ela é menos acadêmica e ela é muito mais dependente do bom relacionamento, e o relacionamento institucional, com as pessoas que comandam as grandes instituições, isto tanto dentro de seu país, como fora, por igual. O intercâmbio, conhecimento, a convivência é muito importante.
Em sua pesquisa sobre a aprendizagem de profissionais varejistas, Lucena (2001) comprova que os profissionais aprendem por intermédio de suas relações com outras pessoas, tais como membros familiares, amigos e profissionais de outras empresas. De um modo geral, a importância dos relacionamentos, para a aprendizagem de um profissional, é enfatizada por alguns pesquisadores da área (KRAM, 1983; KRAM, ISABELLA, 1985).
Gherardi, Nicolini e Odella (1998 p 275) concebem “aprendizes como seres sociais que constroem os seus entendimentos e aprendem por interações sociais em ambientes sócio-culturais específicos”.
[...] e vai aprendendo com os outros, aquilo que às vezes você ta aprendendo no lugar onde menos imagina que vai aprender, numa reunião menor, onde você convida dentro
do seu próprio hospital, ou no hospital dos outros ou através de entidades [...]
Essa idéia também está presente na fala do Dr. Eustácio Vieira, quando sugere como um gestor público deve se posicionar diante de sua rede e saber utilizar os benefícios por ela gerados.
[...] um gestor público, por exemplo, de um município, mesmo do interior, [...] deve ter uma visão nacional, não apenas a visão do estado dele.
[...] se você não tiver uma compreensão do todo, você não vai ser exitoso, absolutamente. Igualmente no setor privado, não posso imaginar um empresário bem sucedido, em nenhuma cidade....sem esta compreensão.
[...] Se ele ficar olhando pra o próprio umbigo, ele vai ter que olhar, entendeu, pra o estado e pra o país, o que é que está se passando, do contrário ele vai viver das mesmas mesmices, que outros que o antecederam naquela atividade e não fizeram nada de diferente.
Outro aspecto importante levantado pelo Dr. Eustácio Vieira relativo às trocas de informações na área de saúde, reconhecidamente como uma área muito nova em nosso país, quando comparada com outras atividades, é o fato de os presidentes (CEO`s) dos hospitais privados mais importantes do Brasil não serem formados em administração hospitalar.
O Superintendente do Einstein, o presidente do Einstein, o Superintendente e presidente do Sírio Libanês, do Oswaldo Cruz,... de todos hospitais importantes do Brasil, são todos, no momento, mais de 90% dos gestores dos grandes hospitais do Brasil, são médicos.
Esses gestores iniciam suas carreiras trabalhando tanto na atividade médica quanto em atividades administrativas. Posteriormente, são convidados para chefiar um setor de emergência ou para ser chefe de plantão, chefiar equipes, para ser gerente de alguma área dentro do hospital, demonstrando qualidades de gerenciamento e liderança, e se lançando, neste momento, na carreira de empresário. Não tendo esses profissionais
históricos acadêmicos na área da administração de saúde, a experiência vem da vivência na prática do dia-a-dia, uma vez que os indivíduos constroem visões de mundo com base nas diferentes situações que vivenciam (LUCENA, 2001).
A possibilidade de aprendizagem fora do ambiente de educação formal e programas de treinamento e fundamento na prática foi também o caminho trilhado pelo profissional focal pesquisado.
Na literatura, o termo que melhor descreve o fenômeno da aprendizagem de uma pessoa adulta de forma independente é a aprendizagem autodirecionada. Os adultos são responsáveis pelas suas próprias experiências de aprendizagem, porém isso não quer dizer que o indivíduo aprenda isoladamente: ao contrário, outras pessoas são envolvidas nessa aprendizagem (LUCENA, 2001). Como percebido, Dr. Eustácio sempre esteve rodeado de pessoas que contribuíram para o desenvolvimento de sua carreira.
Dr. Eustácio demonstra a consciência da necessidade de estar sempre atualizado em sua área de atuação, onde as informações fluem de maneira dinâmica e rápida, e de estar sempre presente em eventos onde esse conteúdo é transacionado. Participou ativamente do VI Encontro de dirigentes da ANAHP, sediado no Rio de Janeiro, em março deste ano, que reuniu mais de 100 especialistas do setor de saúde, discutindo a sustentabilidade da saúde suplementar no Brasil, corroborando que informações geradas entre membros de uma mesma rede de relacionamentos, neste caso, a associação, contribuem para fornecer resultados que beneficiam a todos.
Vale salientar um fato interessante, mencionado pelo Dr. Eustácio Vieira, que se relaciona ao fato dos médicos hoje em dia: serem eles profundos conhecedores de Bolsa de Valores. As instituições que muitos médicos administram fazem IPO (Inicial Public Offering), oferta pública inicial que equivale ao primeiro leilão para venda de ações de uma empresa na Bolsa de Valores.
Porque as instituições que eles trabalharam fizeram IPO, a exemplo, do Grupo Fleury, do Diagnósticos da América, que é uma rede de laboratório, produto da fusão de várias empresas, ... Recentemente você tem o grupo AMIL, que é de medicina de grupo e a Medial Saúde, também, então, os executivos que eu conheço, executivos médicos, desses hospitais, que são hoje profundos conhecedores de Bolsa.
Existem, ainda, conforme a fala do Dr. Eustácio, médicos que fazem conferências sobre mercado financeiro. O médico no desenvolvimento da sua carreira
que chega ao comando de grandes hospitais sente a necessidade de ampliar seus conhecimentos no mercado financeiro e imobiliário devido à influência da mundialização nas decisões. Uma das redes de relacionamentos na qual o profissional focal participa, a ANAHP, destacou este assunto em um encontro recente (ANAHP, 2008).
A inovação é uma busca freqüente do Dr. Eustácio frente ao Hospital Santa Joana, mantendo parcerias nacionais e internacionais, por exemplo, com o Hospital Methodist de Houston, e a Yale University, ambos nos Estados Unidos e a rede MedAlliance. Essas alianças e parcerias permitem uma constante troca de informações favorecendo o aperfeiçoamento nas áreas médica e tecnológica.
Figura 6: Papel Social gerado pela entrevista
Confiança
Sabemos que as organizações sempre investiram muitos recursos e esforços na aquisição de novas tecnologias para ajudar a manipular, trocar e armazenar
informações, que são conhecimentos que facilitam a realização das tarefas rotineiras e o processo de decisão. Entretanto, a literatura das redes sociais afirma que indivíduos se sentem mais confiantes em procurar os membros de sua rede de relacionamentos para trocar conhecimentos e experiências.
Quando solicitado ao respondente o preenchimento do cartão gerador de nomes, este identificou 13 pessoas da sua rede de relacionamentos como importantes no desenvolvimento de sua carreira. A descrição, espontaneamente, da maioria dos membros com o uso do adjetivo “confidente”, que segundo o dicionário Houaiss (2004) é a “pessoa a quem se confiam segredos, contam-se intimidades, fazem-se confissões reservadas em confiança, ou com quem de hábito se conversa privadamente”, reforça o referencial teórico que sugere que: a confiança leva a um aumento na troca de conhecimento tornando este compartilhamento menos oneroso e aumentando a percepção de que o conhecimento adquirido é confiável e pode ser utilizado.
O papel social dos atores da rede de relacionamento do Dr. Eustácio Vieira está descrito, na FIGURA 7, sem considerar a ordem por ele mencionada.
Dos treze nomes citados através do cartão gerador de nomes, pode-se perceber que quatro deles se referem a laços fortes, que segundo Granovetter (1973), estão relacionados à quantidade de tempo, à intensidade emocional, à intimidade e serviços recíprocos. São eles: os seus progenitores, a cunhada e a colaboradora. A esposa, dois dos irmãos, uma irmã, e os filhos se encaixam no conteúdo transacionado referente à troca de informações de confiança interpessoal (ABRAMS, et al. 2003).
O primeiro papel identificado foi o de esposa, uma relação em que se pressupõe a presença da confiança, ratificado por suas palavras de ser ela sua confidente e colaboradora. Dois outros papéis sociais que, principalmente, quando inseridos em um relacionamento profissional devem estar fundamentados na confiança, são os papéis de irmão e de filhos, os quais Dr. Eustácio Vieira descreve também como confidentes.
4.4 Limitações
Como uma das primeiras limitações identificadas nesta pesquisa, observa-se que a técnica da história oral utilizada é baseada em um depoimento pessoal e na memória de um respondente. Segundo Hagguete (1987), esta técnica está sujeita a críticas, a respeito da validade dos dados coletados, por se basear em depoimentos parciais de um respondente, transmitindo apenas a sua versão dos acontecimentos e não a reconstituição dos acontecimentos em si. Esta visão pode ser deturpada pela força da maneira de ser do respondente, pela sua ideologia e por se fundamentar na sua memória. Os acontecimentos podem ser distorcidos ou omitidos. Reconstituir, “de memória”, acontecimentos passados pode estar em desacordo com o ocorrido no passado, pelo fato do depoimento ser uma reinterpretação no presente à luz de seus interesses. Apesar das críticas serem pertinentes a esta técnica, elas representam as reais limitações, embora