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2. EKİM VE SAYIM BEYANLARINI DENETLEMEME FİİLİ

2.1. EKİM VE SAYIM BEYANLARINI DENETLEMEME FİİLİNİN GÖREVİ

2.1.2. SUÇUN UNSURLARI

2.1.2.1. Suçun Maddi Unsurları

Conforme a lei de Hooke, o módulo de elasticidade é definido como a relação entre a tensão normal e a deformação correspondente, dentro do limite elástico. Ocorre que a argamassa não é um material tipicamente elástico para qualquer estágio de carregamento a que é submetida (ARAÚJO JR, 2004), ou seja, não pode ser determinado o módulo de elasticidade sem que se defina um nível de tensão do material.

O módulo de elasticidade é a capacidade da argamassa de deformar-se elasticamente resistindo sem fissurar às deformações do substrato, sejam estas de retração ou ainda às de pequena amplitude geradas pela base onde está aderida (MONTE, SILVA E FIGUEREDO, 2007).

O módulo de elasticidade do concreto sob tração ou compressão é dado pela declividade da curva tensão-deformação sob carga uniaxial, não sendo linear, o que permite dividir este módulo em três tipos (MEHTA e MONTEIRO, 2008), figura 2.5.

• Módulo tangente – corresponde a inclinação da linha TT '. Tangente a qualquer ponto da curva s;

• Módulo secante, - corresponde a inclinação da linha SO. É obtido pela declividade de uma reta traçada da origem até um ponto da curva, que corresponde à tensão de 40% da carga de ruptura;

• Módulo cordal – corresponde ao declive da linha correspondente a linha SC. É dado pela inclinação de uma reta traçada entre dois pontos da curva tensão-deformação, sendo o primeiro corresponde a 50 µm e o segundo a 40 % da carga de ruptura.

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• Módulo de Elasticidade Dinâmico - Inclinação da linha OD. Corresponde a uma deformação instantânea muito pequena, e é dado por aproximação pelo módulo tangente inicial. Geralmente é de 20 a 40 % mais alto que o módulo de elasticidade estático.

Figura 2.5 – Diferentes tipos de módulos elásticos. Fonte: adaptado de Mehta e Monteiro (2008).

A capacidade do revestimento de absorver deformações pode ser avaliada através do módulo de elasticidade, que pode ser obtido através do método estático ou dinâmico. Quanto menor o valor do módulo, maior será a capacidade do revestimento de absorver deformações (SILVA, 2006).

Os ensaios para determinação do módulo de deformação podem ser divididos em estáticos e dinâmicos. Os ensaios estáticos são destrutivos, ou seja, os corpos de prova não podem ser reutilizados depois de submetidos a estes ensaios. Os estáticos baseiam-se na aplicação de carga, com concomitante medição da deformação, traçando-se assim a curva tensão- deformação (SILVA, BARROS e MONTE, 2008).

O módulo de deformação dinâmico corresponde a uma deformação instantânea muito pequena, devido a uma carga muito baixa, assim é obtido pelo módulo tangente inicial, que é o módulo tangente para uma reta traçada desde a origem, e é superior ao módulo de deformação estático (ARAÚJO JR., 2004).

O módulo de elasticidade dinâmico pode ser determinado através de ensaio por propagação de ondas ou por frequência ressonante. Eles não permitem traçar a curva tensão-deformação,

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e o resultado que fornecem equivale ao módulo tangente inicial à compressão (SILVA, BARROS e MONTE, 2008).

O método de frequência ressonante utiliza ondas geradas eletromecanicamente e a partir das dimensões, massa, forma e frequência fundamental de vibração do corpo de prova são calculados. Esta relação se aplica a um meio sólido homogêneo, isotrópico e perfeitamente elástico. Já o método da velocidade de pulsação ultrassônica, envolve a medida do tempo de propagação de pulsações mecânicas geradas eletronicamente. Uma outra opção desse método envolve a medida do tempo de propagação através do material de uma onda causada por impacto (CARVALHO JR, 2005).

Quanto aos ensaios estáticos, Bastos (2001) observou em seus estudos, que não houve proporcionalidade na relação tensão/deformação do ensaio de flexão das argamassas ao longo de todo o carregamento, assim, tornou-se necessário fixar alguns parâmetros e adotar simplificações no cálculo do módulo.

Assim, Bastos (2001) adotou como critério o módulo corda para representar a deformabilidade das argamassas, que foi obtido pela declividade da reta traçada entre dois pontos da curva tensão x deformação, adotando-se os pontos correspondentes a 5% (

ε

5 e σ5

e figura 2.6) e 30% (

ε

30 e σ 30 figura 2.6) da tensão de ruptura, onde o módulo corda

corresponde a declividade α, conforme a figura 2.6. Desta forma o autor obteve valores médios para o módulo corda na flexão, para argamassas mistas (1:1:6-cimento:cal:areia), de 4,7 GPa.

Figura 2.6 – Gráfico Tensão de tração na flexão versus deformação. Fonte: Adaptada de Bastos (2001).

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Araújo Jr. (2004) realizou ensaios por três métodos: módulo dinâmico por propagação de ondas por ultrassom, ensaios estáticos por módulo secante e módulo corda na flexão. O autor utilizou os mesmos critérios de Bastos (2001) para o módulo corda na flexão. Para a realização do ensaio módulo secante, seguiu as recomendações na norma NBR 8522:2003, com as devidas modificações para ensaio em argamassas de revestimento, considerando a tensão inicial do ensaio de 10% da carga de ruptura ao invés de 0,5 MPa. Os valores obtidos para o módulo dinâmico foram superiores, não apresentando correspondência direta com o comportamento dos módulos obtidos através de ensaios mecânicos clássicos.

As normas brasileira ABNT NBR 13281:2005 e ABNT NBR 13749:2013 não trazem nenhuma tratativa no que se refere ao módulo de elasticidade, quanto a classificação por classes ou valores mínimos ou máximos. Silva (2011) demostrou uma relação exponencial do módulo de elasticidade dinâmico e as resistências à compressão e à tração na flexão. O mesmo autor verificou que o incremento da incorporação de ar, aumentou a capacidade superior de deformação verificado pela redução do módulo de elasticidade, conforme os gráficos da figura 2.7 a, b e c.

Figura 2.7 – Gráficos de relação do módulo de elasticidade dinâmico com as resistências à compressão, à tração na flexão e com o teor de ar incoprorado. Fonte: Silva (2011).

a) Correlação exponencial Módulo de elasticidade versus resistência à compressão; b) Correlação

exponencial Módulo de elasticidade versus resistência à tração na flexão; c) Correlação linear teor de ar incorporado versus módulo de elasticidade.

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