2.4 YENİ YÖNETİM ANLAYIŞI UYGULAMAYA NASIL YANSIDI? : KAMU
2.4.5 Stratejik Yönetim
A análise dos autores, classificação das áreas e crescimento por ano, permitiu traçar as tendências ou trajetórias tecnológicas de pesquisas em desenvolvimento, contribuindo com o mapeamento de tecnologias limpas no país, como fatores determinantes benéficos ao meio ambiente.
A identificação das áreas foi realizada a partir da análise e comparação de duas classificações: a Classificação Internacional de Patentes – CIP e a Listagem das tecnologias verdes, baseada no inventário da OMPI. A análise da CIP revelou as solicitações de patentes em Química, juntamente com Agricultura, Operações de processamento e Engenharia.
O Quadro 9 apresenta as classificações de maior frequência de acordo com os pedidos de patentes verdes.
Quadro 9 - Códigos da CIP que apresentam maior frequência de pedidos
CIP Definição
A01C Agricultura - plantio; semeadura; fertilização.
A01G Agricultura - horticultura; cultivo de vegetais, flores, arroz, frutas, vinhas, lúpulos ou algas; silvicultura; irrigação.
A01N Agricultura - conservação de corpos de seres humanos ou animais ou plantas ou partes dos mesmos; biocidas, como desinfetantes, pesticidas ou como herbicidas; repelentes ou atrativos de pestes; reguladores do crescimento de plantas.
B01J Processos ou aparelhos físicos ou químicos em geral.
C02F Tratamento de água, de águas residuais, de esgotos ou de lamas e lodos. C05F Fertilizantes orgânicos resultantes do tratamento de lixo ou refugos.
C07C Preparação de hidrocarboneto a partir de um ou mais compostos, nenhum deles sendo hidrocarbonetos.
C11D Óleos animais ou vegetais, gorduras, substâncias graxas ou ceras.
C12P Bioquímica - Processos de fermentação ou processos que utilizem enzimas para sintetizar uma composição ou composto químico desejado
C25B Processos eletrolíticos ou eletroforéticos para a produção de compostos ou de não metais.
F03D Motores movidos a vento. Fonte: Elaborado pelo autor
As classificações identificadas foram comparadas com a listagem das tecnologias verdes, baseada no inventário da OMPI que comportam de cinco grandes áreas classificadas como tecnologias verdes que são: 1 Energias alternativas; 2 Transportes; 3 Conservação de energia; 4 Gerenciamento de resíduos; 5 Agricultura.
A comparação das duas de duas classificações permitiu identificar as principais áreas pesquisas de acordo com o proposto pela OMPI. A Figura 6 ilustra o caminho para identificação das áreas em desenvolvimento.
Figura 6 – Caminhos para identificação das áreas de tecnologias verdes
De acordo com o procedimento realizado na Figura 5 foi possível identificar e percentual as áreas técnicas mais procuradas que são as de: gerenciamento de resíduos 45%; agricultura 24%; energias alternativas 22% e demais áreas 9%.
A área de Gerenciamento de Resíduos foi a que mais obteve solicitações de patentes, a mesma é composta por subdivisões, entre elas as classificações que foram mais identificadas foram às relacionadas à: Eliminação de resíduos; Tratamento de resíduos; Utilização de resíduos para a produção de fertilizantes; Recuperação ou aproveitamento de resíduos; Controle da poluição da água e Tratamento de águas residuais ou esgoto.
A área de Agricultura foi à segunda com mais solicitações. As pesquisas desenvolvidas foram relacionadas à: Melhoria do solo (ex: fertilizantes orgânicos derivados de resíduos); Técnicas de reflorestamento (Silvicultura, métodos naturais e artificiais de reflorestamento) e Pesticidas alternativos.
Já a Energias alternativas, terceira área com mais solicitações, foram identificadas pesquisas sobre: Biocombustíveis; Aproveitamento de energia a partir de resíduos humanos; Energia eólica; Energia Solar; Resíduos químicos; Resíduos industriais.
Comparando as áreas da listagem da OMPI, com os anos pesquisados foi possível traçar uma tendência das áreas verdes em desenvolvimento, conforme a Figura 7
Figura 7 – Tendência das áreas verdes em desenvolvimento por ano
Fonte: Elaborado pelo autor
A relação das áreas com os anos revela que as pesquisas em desenvolvimento em inovação verde estão sendo voltada ao gerenciamento dos resíduos, a melhoria do uso do solo
e soluções dos problemas relacionadas à agricultura e o aproveitamento dos recursos naturais, como: energia solar; energia eólica; biocombustíveis.
Com o crescimento do agronegócio nos últimos anos, a tendência é de produção e desenvolvimento no setor de gerenciamento de resíduos e agricultura. De acordo com a análise dos autores que solicitaram patentes verdes, é possível prospectar que as pesquisas têm mais perspectivas de serem realizadas por inventores individuais, empresas nacionais sem excluir as internacionais, com tendências de crescimento em pesquisa realizadas por universidades nacionais. Com base nos assuntos e categorias pesquisas, é possível afirmar uma forte tendência do crescimento de pesquisa e desenvolvimento em tecnologias verdes nacionais e que tais pesquisas verdes, aumentem e incentivem a realização de outras pesquisas em diversos contextos e panorama tecnológico.
7 CONCLUSÕES
As tecnologias ditas como ambientalmente amigáveis, pois não agridem o meio ambiente, configuram-se como acréscimo aos estudos de ciência e tecnologia. O Programa Patente Verdes, conduzido em diversos escritórios de propriedade industrial no mundo foi iniciado com sucesso no Brasil, pois traz significativas mudanças em pesquisa e desenvolvimento, segundo a análise patentométrica de área e ano.
Os resultados da pesquisa sobre patentes verdes possibilitam traçar uma perspectiva das tendências tecnológicas, das regiões e dos autores que mais realizam pesquisas, inclusive permitindo identificar quem desenvolve pesquisas verdes no Brasil. Retorno aos objetivos específicos, referentes aos aspectos aqui estudados, permite chegar as seguintes conclusões.
A revisão do estado da arte da patentometria, da propriedade industrial e dos estudos de prospecção tecnológica no campo da CI, apresenta relativa quantidade de pesquisas utilizando essas temáticas em relação a outras áreas da CI, principalmente quando o foco são os periódicos nacionais e internacionais. Os artigos internacionais comprovam o início dos estudos há mais tempo do que em periódicos nacionais, embora ambos sejam recentes.
Reafirma-se que para o desenvolvimento tecnológico de pesquisas, a informação verde é imprescindível ao suporte informacional em diversas etapas na construção de estudos. Como o Programa Patentes Verdes é novo tanto no cenário nacional quanto no internacional, as publicações científicas ainda são incipientes, no sentido de trazer oportunidade de negócio, com vistas a programas, projetos e financiamentos relativos ao tema.
O desenvolvimento de pesquisas em inovação verde volta-se ao aproveitamento dos recursos naturais, incluindo gerenciamento dos resíduos; agricultura; energia solar; energia eólica e biocombustíveis. Constata-se que o crescimento das áreas com maior quantidade de patentes está diretamente relacionado aos gastos e investimentos realizados pelo governo e/ou empresas, em cada setor. A identificação das patentes verdes por região destaca as regiões Sul e Sudeste, observando-se que quanto maior o investimento em educação e infraestrutura científica e tecnológica, maior os resultados de desenvolvimento de pesquisas por cidades e/ou regiões.
Com relação à categorização dos autores das solicitações de patentes, o destaque maior é para autores individuais, seguidos de empresa, universidades e centro de pesquisa. Com destaque para as empresas internacionais interessadas no mercado verde brasileiro, no crescimento do negócio verde e na economia, alinhadas a projetos em prol do meio
ambiente. Por sua vez, identifica-se a presença do autor universidade em áreas que contemplam diversos setores tecnológicos, baseados na listagem do inventário da OMPI de tecnologias que são consideradas verdes.
A pesquisa proporcionou outras reflexões em relação a patentometria, por ser também ela considerada nova metodologia na CI. Que indicadores caracterizam um estudo patentométrico? Como atrair os profissionais da informação para esse tipo de pesquisa? Que estratégias possibilitam acrescer o desenvolvimento de pesquisas em informação verde? Acredito que a presente pesquisa contribua em ratificar que o profissional da informação tem competência para trabalhar com propriedade industrial, e que em conjunto com outras pesquisas na área da PI realizadas na CI, surjam novos nichos de mercado para atuação do profissional da informação. Almejo que cada Núcleo de Informação ou Inovação Tecnológica, existente nas universidades e em centros de pesquisa, inclua em sua equipe um profissional da informação.
Para dar continuidade e outras vertentes à pesquisa, futuros trabalhos podem ser desdobrados a partir desde, como sugestão pode-se: comparar os resultados do escritório nacional com outros escritórios de patentes internacionais; verificar as patentes verdes por região brasileira de modo a identificar os setores de cada região e estado; identificar as estratégias de competitividade das empresas que depositam patentes no Brasil; aperfeiçoar a classificação de inventores individuais com ou sem vínculo empresarial e analisar o comportamento estratégico das empresas depositantes de patentes, no que diz respeito às suas políticas de propriedade industrial.
Por fim, a análise das patentes verdes apresenta uma prospecção de como será o cenário das pesquisas em inovação tecnológica verde, que tem como autores e/ou potenciais investidores, empresas internacionais interessadas no mercado verde brasileiro, no crescimento do negócio verde e na economia alinhadas com projetos em prol do meio ambiente.
Apesar das ações e programas existentes e das pesquisas em andamento atualmente, ainda não é suficiente para resolver uma série de graves problemas associados à água, energia, saúde, agricultura, biodiversidade e pobreza.
Certamente o planeta Terra passa por diversas alterações climáticas, as economias dos países estão cada vez mais interligadas para dar atenção e buscar na natureza soluções para questões práticas, tecnologias modernas, com baixo custo, sem agressão ao meio ambiente e com a capacidade de mudanças e melhorias de rotinas. Dado o sucesso dos Programas de Patentes Verdes no Brasil e no mundo, prospecta-se que outros países, também
o implantem em seus escritórios, aproximando o interesse estratégico e competitivo do negócio verde e que ao mesmo tempo o liberem das agressões.
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