2.4 YENİ YÖNETİM ANLAYIŞI UYGULAMAYA NASIL YANSIDI? : KAMU
2.4.2 Özelleştirme
A identificação dos autores das solicitações de patentes consideradas verdes foi realizada por meio de indicadores do Código INID, de acordo com a análise da área (70) que se refera a Identificação das partes relacionadas com o documento de patente, especificadas em: (71) nome do depositante; (72) nome do inventor; (73) nome do titular, beneficiário, cessionário ou proprietários e (75) nome do inventor, quando também for o depositante.
Para melhor apresentação dos resultados, todos os códigos da área (70) foram considerados. Em alguns casos não havia informações em todas as subdivisões, a exemplo do código (73), que indicava informação do titular em 5 das 126 patentes. Já para o código (75) nome do inventor - quando este também era o depositante - não se identificou preenchimento do campo em nenhuma das 126 patentes, ainda que houvesse inventores/depositantes. Isso demonstra o relativo desuso de alguns campos e a necessidade de especificação, para fins judiciais, para deixar claro quem é o depositante, o inventor e o beneficiário da carta patente.
Para melhor análise, os autores foram categorizados em: autor centro de pesquisa; autor universidade; autor empresa e autor inventor individual. Nesta última situação quando o depositante - pessoa física - for o inventor. O Gráfico 4 ilustra o percentual de autores por categoria analisada.
Gráfico 4 – Percentual de autores por categoria
Fonte: Elaborado pelo autor com dados extraídos da base de dados do INPI.
As análises dos indicadores de autoria evidenciam que o interesse no desenvolvimento de tecnologias que beneficiam o meio ambiente parte em primeiro de autoria inventor individual (pessoa física) com 43%, seguido de autor empresa (pessoa jurídica) constando 40%, acompanhados dos 16% das universidades públicas e de 1% de centro de pesquisa. Evidencia mais uma vez a afirmação de Theotonio (2004) sobre o desconhecimento do patenteamento além de ser forte a cultura da publicação de artigos científicos na academia e nos institutos de pesquisa onde se localiza grande parte da competência em P&D. Há acadêmicos que justificam por meio da falta de incentivo ao patenteamento (GARCIA, 2007). A Tabela 4 mostra a quantidade de autores por categoria, especificados ainda por residentes e não residentes.
Tabela 4 - Autores de patentes verdes por categoria
AUTORES RESIDENTES NÃO RESIDENTES Quant.
Centro de pesquisa 2 0 2
Universidade 20 0 20
Empresa 32 18 50
Inventor individual 52 2 54
Total 106 20 126
Fonte: Elaborado pelo autor com dados extraídos da base de dados do INPI.
A Tabela 4 registra dois autores - centro de pesquisa, que identificados são o Instituto de Tecnologia e Pesquisa de Sergipe e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - SENAI / Departamento Regional da Bahia. Analisando a publicação de patentes desses centros na base do INPI, é possível afirmar que os mesmos são experientes em
desenvolvimento de pesquisas, porquanto há outras solicitações de patentes junto ao INPI, sem referir aos campos tecnológicos que classificam as patentes verdes, isso pelo inventário da OMPI. Assim, acredita-se ter-se iniciado interesse no desenvolvimento de pesquisas voltadas às tecnologias verdes, por parte desses dois autores, embora os centros de pesquisa19 são os que menos contribuem como autores de patentes verdes. O baixo índice de patentes depositadas pelos centros de pesquisa se deve ao baixo número de instituições nas regiões brasileiras considerando-se o número de universidades.
Em relação ao autor - universidade, a Tabela 4 mostra que foram identificados 20 universidades brasileiras e nenhuma de outros países. A identificação das universidades brasileiras como visto anteriormente com predominância da região Sul e Sudeste do país, confirmando a atividade de pesquisas nas regiões demonstrada na Figura 4 - Intensidade de pesquisas verdes no Brasil.
Ainda sobre o autor – universidade apresenta-se na Tabela 5 maiores detalhes sobre as que realizaram pedidos de patentes classificadas verdes.
Tabela 5 – Universidades brasileiras por solicitação de patentes verdes
AUTOR UNIVERSIDADE QUANT.
Universidade Federal de Viçosa – UFV 1
Faculdades Católicas – RJ 1
Universidade Estadual Paulista - UNESP - Júlio de Mesquita Filho 1
Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia – UESB 1
Universidade Estadual de Montes Claros – UNIMONTES 1
Universidade Federal do Paraná – UFPR 1
Universidade Federal de Ouro Preto – UFOP 1
Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP 3
Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ 4
Universidade Tecnológica Federal do Paraná – UTFPR 6
Total 20
Fonte: Elaborado pelo autor com dados extraídos da base de dados do INPI.
A quantidade de patentes da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, 6 solicitações, em relação às demais universidades, sugere atenção nas diferenças de pesquisas básicas e pesquisas aplicadas voltadas para inovação. Cabe salientar que o fato da
19 De acordo com o INPI os 10 principais titulares de patentes mais expressivos no Brasil no período de 2004 a 2008, constam de 4 universidades (UNICAMP, USP, UFMG e UFRJ), 2 instituições de fomento (FAPESP e FAPEMIG), 3 empresas (Petrobras, Whirlpool e Semeato) e 1 instituição de pesquisa pública (CNEN). (INPI, 2011, p.15).
universidade ser “tecnológica” pode indicar pesquisas voltadas às questões técnicas e aplicadas. Pode ainda ser fruto de uma política que enfatiza cursos com característica tecnológica, focalizando desde que o aluno ingressa a ideia de melhoria de produtos ou processos que empregados em determinado instrumento agilizará a inovação.
Alguns autores apresentaram em seus estudos um crescimento tímido das universidades em relação às empresas, quando se trata da quantidade de depósito de patentes e desenvolvimento de pesquisa aplicada. Cabe destacar a necessidade da relação tríplice de universidade - governo - empresa, como forma de crescimento em desenvolvimento tecnológico no país, porém apesar de poucas patentes solicitadas por universidade no contexto geral, em relação ao programa de patentes verdes, há um significativo número de patentes consideradas tecnologicamente ambientais que foram solicitadas por universidades brasileiras.
Isso mostrou o interesse também das universidades em colaborar com pesquisas e desenvolvimento sustentável que possam contribuir com o meio ambiente, sendo ainda uma questão de responsabilidade social e retorno financeiro através de financiamento de projetos e pesquisas em inovação verde para a sociedade.
Cabe acrescentar que não foram identificadas solicitações de patentes verdes por autoria ou co-autoria de universidades de países estrangeiros ou não residentes, tendo em vista ser o Brasil reconhecidamente verde pela sua vasta natureza, variedades de vegetação e espécies (concentrado especialmente na região norte) além do país ser possuidor de tecnologias verdes tais como biomassa, energia eólica e hidráulica dentre outras.
Ainda conforme a Tabela 4, agora no aspecto que diz respeito ao autor – empresa identificadas 50 empresas, especificadas em 32 empresas brasileiras e 18 de origem estrangeira. Tais quantidades podem demonstrar um grande interesse no mercado de tecnologias limpas no Brasil por parte de países estrangeiros, em especial os Estados Unidos que depositaram 12 solicitações de patentes verdes, todas de autoria empresarial. A especificação dos Países estrangeiros que depositaram patentes verdes no Brasil visualizados na Tabela 2.
Em termos dos países que compõem a categoria autor – empresa, pode-se observar
no Gráfico 5 o percentual e a origem dos países das empresas depositantes, o qual constou de 64% de empresas nacionais e 36% de empresas de países estrangeiros, estes divididos em: 24% Estados Unidos, 6% Holanda e 6%Japão.
Gráfico 5 – Percentual de autores na categoria empresa
Fonte: Elaborado pelo autor com dados extraídos da base de dados do INPI.
Verificada a natureza do segmento empresarial dessas empresas, constatou-se que grande parte delas são empresas especializadas em desenvolvimento de tecnologias e inovação, dentro do segmento o qual a patente foi solicitada, ou seja, os pedidos de proteção solicitados no Programa Patentes Verdes estão diretamente relacionados com a área especializada do autor - empresa. Há exceção para África do Sul e Líbano, que têm como autores inventores individuais.
Sobre a categoria autor - inventor individual, a Tabela 4 - Autores de patentes verdes por categoria, mostra 54 solicitações de patentes verdes. Em comparação as demais categorias, o inventor individual ou pessoa física, foi o que mais realizou depósitos dentro do Programa Patentes Verdes.
A análise dessa categoria permitiu identificar que alguns depositantes individuais buscaram serviço de empresas especializadas em registro de marca e patente, e com auxílio de um procurador, depositaram seus inventos.
O grande percentual da categoria autor - inventor individual pode estar relacionado à ideia de que ao ser detentor de patente, haja possibilidade, portanto expectativa de retorno financeiro - royalties (caso a invenção chegue a se tornar uma inovação) além da possibilidade de montar o próprio negócio. De acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas - SEBRAE cresce a cada ano o percentual de agentes interessados em obter o próprio negócio, estímulo relacionado aos incentivos governamentais e à facilidade em obter subsídio financeiro por parte de bancos ou por agências de fomento aos projetos. Assim um inventor individual é um potencial a ser autor - empresarial. INPI (2009).
Outra justificativa para a categoria autor - inventor individual, em comparação as demais categorias é observada pelas estratégias e táticas empresariais e políticas internas de propriedade industrial de cada empresa. Segundo o INPI (2011) alguns dos inventores individuais podem estar vinculados a empresas dependendo da estratégia de mercado.
Entre estes depositantes, alguns podem ser inventores independentes ou estar vinculados a empresas. A estratégia de algumas empresas é depositarem seus pedidos de patente em nome de seus donos, acionistas ou de qualquer pessoa física pode ter por objetivo excluir as patentes do ativo da empresa, dificultar o monitoramento estratégico por parte de seus concorrentes e/ou reduzir, em até 60%, os custos com taxas de depósito e manutenção do pedido. (INPI, 2011, p. 12-13).
Outro fator é o aproveitamento dos incentivos fiscais e financeiros, pois é oferecido pelo INPI um desconto de até 60% nas taxas envolvidas no processamento de solicitações de patente a pessoas naturais, se estendendo segundo a Resolução INPI nº 240/2010 a “microempresas, empresas de pequeno porte e cooperativas, assim definidas em Lei; a instituições de ensino e pesquisa; entidades sem fins lucrativos, bem como a órgãos públicos, quando se referirem a atos próprios e ao Micro - Empreendedor Individual – MEI” (INPI, 2011, p. 12). Tais incentivos e interesses particulares de cada autor contribuíram para que a categoria autor - inventor individual seja responsável pela maior quantidade nos resultados.
Os 106 autores de solicitações de patentes verdes residentes no Brasil, constituído por: autor - centro de pesquisa; autor - universidade; autor - empresa e autor - inventor individual evidenciam que o sistema de propriedade industrial nacional está sendo utilizado como instrumento de proteção de tecnologias verdes desenvolvidas por autores diversos.