2.4. Motivasyon ve Başarı Motivasyonu
2.4.6. Sporda başarı motivasyonu kuramları
CRÍTICA (1)
Imagens traçam panorama da evolução da arte da fotografia62
A MOSTRA APONTA PARA O REQUINTE E O APRIMORAMENTO TÉCNICO, AINDA NOS PRIMÓRDIOS DA FOTOGRAFIA
62 CYPRIANO, Fábio. Imagens traçam panorama da evolução da arte da fotografia. Folha de S. Paulo,
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DE SÃO PAULO
Duas exposições na Pinacoteca do Estado traçam um ótimo panorama da história da fotografia na primeira metade do século 20, do retrato clássico, feito em estúdio, às experimentações modernas.
"Estúdio de Arte Irmãos Vargas - A Fotografia em Arequipa, Peru - 1912/1930" reúne 75 imagens, em preto e branco, feitas pelos irmãos Miguel e Carlos Vargas.
Quando, atualmente, a realização de retratos se popularizou, já que até mesmo celulares são capazes desse registro, a mostra aponta para o requinte e o aprimoramento técnico, ainda nos primórdios da fotografia.
São impressionantes a clareza e o detalhamento das fotografias da dupla, sejam nas poses dramáticas dos artistas, sejam nas típicas fotos de família daquele período, ou mesmo nos curiosos retratos de recrutas.
Um dos destaques da exposição são os negativos de vidro, exibidos numa área escurecida, que dá a eles ar de preciosidade. Já "Gaspar Gasparian, um Fotógrafo" apresenta 150 imagens de uma fase da história da fotografia mais preocupada com a construção da imagem, retirando dela seu caráter meramente documental, como se vislumbra da mostra peruana.
Gaspar Gasparian (1899-1966), dono de um estúdio fotográfico, representa bem esse momento experimental, estimulado pelos fotoclubes dos quais participou (4).
A exposição de Gasparian reúne cerca de 150 imagens, realizadas principalmente nas décadas de 1940 e 1950, todas "vintage", ou seja, ampliadas na época em que foram realizadas.
Através delas se percebe que, se Gasparian não possui necessariamente um tipo de registro peculiar, ele estava totalmente sintonizado com a produção de sua época, especialmente aquela voltada para a pesquisa.
É possível observar, num alto nível, desde seu trabalho pictorialista, quando a fotografia buscava se aproximar da pintura, até obras com caráter construtivo, onde objetos criam imagens geométricas.
(FABIO CYPRIANO)
ESTÚDIO DE ARTE IRMÃOS VARGAS/GASPAR GASPARIAN, UM FOTÓGRAFO
QUANDO de ter. a dom., das 10h às 18h; até 14/11
ONDE Pinacoteca do Estado (pça. da Luz, 2, centro, SP, tel. 0/xx/ 11/3324-1000) QUANTO de R$ 3 a R$ 6 (sábado, gratuito)
AVALIAÇÃO (2) ótimo (ambas)
Mostra de fotógrafo argentino resgata traumas da ditadura63
DE SÃO PAULO
Exilado na Espanha desde a década de 1980, o fotógrafo argentino Marcelo Brodsky retornou ao seu país na década seguinte. Foi quando achou uma foto de sua classe, no primeiro colegial, tirada em 1967.
"Depois de 25 anos, reencontrei meus colegas de classe e propus tirar uma foto de cada um, com elementos de sua vida atual, usando como fundo a foto de 1967", diz.
Essa imagem, que funciona como uma espécie de "madeleine", de "Em Busca do Tempo Perdido", de Proust, é o centro da exposição "Buena Memoria, um Ensaio Fotográfico de Marcelo Brodsky", que é inaugurada, hoje, pelo Memorial da Resistência, na Pinacoteca.
63 CYPRIANO, Fábio. Mostra de fotógrafo argentino resgata traumas da ditadura. Folha de S. Paulo,
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A foto realiza, assim, uma triste cartografia sentimental da história recente argentina, que inclui o desaparecimento de Fernando Rúbens Brodsky, irmão de Marcelo, sequestrado em 14/8 de 1979.
"Depois de 20 anos, as autoridades do colégio aceitaram, pela primeira vez, que nos lembrássemos daqueles que desapareceram ou foram assassinados pelo terrorismo de Estado", diz Brodsky.
A mostra traz dois vídeos, "Ponte da Memória" e "Brincando de Morrer", com imagens da infância dos irmãos Brodsky.
Completa a exposição uma documentação do Parque da Memória, local construído para lembrar os sequestrados e desaparecidos durante a ditadura argentina (5).
(FC) (3)
BUENA MEMORIA
QUANDO abertura, hoje, às 11h; de ter. a dom., das 10h às 18h; até 27/2/2011 ONDE Estação Pinacoteca (lgo. General Osório, 66, tel. 0/xx/11/ 3335-4990) QUANTO R$ 6 (grátis aos sábados)
AVALIAÇÃO (2) ótimo
Outras duas críticas, 6 e 7, serão analisadas em conjunto. Publicadas no
Ilustrada de 23 de outubro de 2010, ambas se referem a mostras fotográficas realizadas em espaços públicos paulistanos – Pinacoteca do Estado e Estação Pinacoteca – e têm a mesma autoria, o jornalista e crítico de arte Fábio Cypriano. Na primeira, intitulada “Imagens traçam panorama da evolução da arte da fotografia”, há indicações explícitas do gênero no chapéu (1) e na indicação de nota (2) ao evento. A segunda é marcada apenas pela indicação de nota (2). Nesta, a autoria é registrada pelas iniciais do autor (3) FC – Fábio Cypriano –, solução recorrente da edição de jornais para evitar repetição de créditos quando, na página, há mais de uma matéria assinada pelo mesmo autor.
Entretanto, a despeito das marcas explícitas que caracterizam os textos como crítica, não se observa a estrutura argumentativa constituída de hipótese/conclusão típica dos textos opinativos, conforme descrição de RÊGO e AMPHILO (2010:98)64 para o estilo. O que se vê são descrições das mostras, com breves manifestações das impressões do autor. Diferenciam-se dos textos anteriores do mesmo autor no aspecto da profundidade e da tomada de posição. Estas características recomendam a classificação dos textos como resenhas, e não como críticas. Embora os termos sejam adotados muitas vezes como equivalentes, há diferenças fundamentais que não podem ser desconsideradas.
Grosso modo, ambas, resenha e crítica, são dedicadas a produtos culturais. No entanto, enquanto a crítica objetiva uma reflexão sobre a manifestação artística/cultural, esquadrinhando-a em função da estética, da pertinência, da temporalidade, da poética,
64 RÊGO, Ana Regina; AMPHILO, Maria Isabel. Gênero opinativo. IN: MELO, José Marques de;
ASSIS, Francisco de. Gêneros Jornalísticos no Brasil. São Bernardo do Campo, Universidade Metodista de São Paulo, 2010.
73 do contexto, entre outros critérios, a resenha objetiva apenas um olhar circunstanciado. Às vezes confundida com resumo literário, outras vezes descrita como formato intermediário entre a sinopse e a crítica – mantém o caráter descritivo da primeira, ao qual se acrescenta certo grau de avaliação próprio da segunda –, a resenha é definida por RÊGO e AMPHILO (2010:103) como “apreciação de uma obra, tendo por finalidade orientar seus consumidores, ou apreciadores”. Já a definição de crítica apresentada por RABAÇA e BARBOSA (2002)65 no Dicionário de Comunicação é bem mais detalhada:
1. Discussão fundamentada e sistemática, a respeito de determinada manifestação artística, publicada geralmente em veículos de massa (jornal, revista, livro, rádio, TV) e emitida por jornalista, professor, escritor ou por outros especialistas, em geral profissionalmente vinculados ao veículo como colaboradores regulares. Apreciação estética e ideológica, desenvolvida a partir de um ponto de vista individual, em que entra a experiência prática e/ou teórica do crítico, a respeito de trabalho literário, teatral, cinematográfico, de artes plásticas etc. O exercício da crítica implica a compreensão de tudo o que participa do processo de criação de uma obra artística, suas técnicas, significados, propostas e importância no âmbito de um contexto cultural. "A crítica visa ao conhecimento e valoração da obra, tendo em mira orientar o gosto e a curiosidade do leitor" (Massaud Moisés). Elaborada a partir de um padrão – moderno ou acadêmico – de proposta artística e pela comparação dos valares e informações da obra com o ideal estético daquele que analisa e opina, a critica é também uma atividade criativa, na medida em que reinterpreta intelectualmente o objeto examinado e propicia ao leitor um conjunto de impressões, ideias e sugestões que, inclusive, enriquecem a informação original. 2. Conjunto dos profissionais que exercem a função de críticos.
Não são estas as características dos textos – especialmente o 7. Assemelham-se mais a resenha impressionista, conforme ilustra o trecho (4) em destaque no texto 6 e (5) no texto 7. O autor não omite, porém, a prestação de serviço ao leitor: ambos os textos são seguidos de notas que recomendam as exposições. Entretanto, faz bem menos que se espera do crítico de arte: reinterpretar intelectualmente o objeto examinado e propiciar ao leitor um conjunto de impressões, ideias e sugestões que enriqueçam a informação original – de acordo com a descrição da crítica por RABAÇA e BARBOSA transcrita acima.