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2.3. Türkiye’deki ve Dünyadaki Türkçe Öğretim Merkezleri ve Türkoloji Bölümler

2.4.1. Sovyetler Birliği’nin Türkistan’daki Dil Politikaları

O Projeto Quilombolas foi divulgado por meio de uma chamada pública lançada pelo órgão federal responsável por esta política (BRASIL, 2011). O edital tinha por objeto a seleção de instituição – empresa pública ou privada, associação de produtores, ONG – para execução serviços de extensão rural junto a famílias quilombolas em situação de vulnerabilidade social. O projeto incluía uma série de atividades individuais e coletivas – compreendendo planejamento, execução e avaliação – para melhoria dos resultados da atividade agrícola com vistas à inclusão produtiva e social das famílias de agricultores.

Quilombolas é o nome dado aos descendentes de escravos que, antes da abolição da escravatura (ocorrida em 1888), fugiam de seus donos e fundavam suas próprias vilas chamadas quilombos. Consideram-se comunidades remanescentes de quilombos “os grupos étnico-raciais, segundo critérios de autoatribuição, com trajetória histórica própria, dotados de relações territoriais específicas, com presunção de ancestralidade negra relacionada com a resistência à opressão histórica sofrida” (BRASIL, 2003)31.

A previsão do público beneficiário da chamada pública era de 5.520 famílias quilombolas pertencentes a 67 comunidades localizadas nos cinco estados com maior concentração de

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Há, na literatura, ampla discussão sobre marcos legais e especificidades dessas comunidades e povos tradicionais: identidade social e étnica, relação com o território, modos de viver e de produzir (ABA, 2006; CARRIL, 2006; IPEA, 2012; SILVA, 2008).

comunidades quilombolas certificadas e/ou tituladas (Pará, Bahia, Pernambuco, Maranhão e Minas Gerais), além do Território de Sapê do Norte, no estado do Espírito Santo. No município focalizado por este estudo, o órgão federal estabeleceu como meta o atendimento a 320 famílias quilombolas. Em face das dificuldades encontradas pela empresa para identificar esse número de famílias, a meta foi ajustada para 260 famílias.

Um dos critérios de inclusão de famílias no escopo deste projeto era a obrigatoriedade de que os beneficiários possuíssem a DAP – Declaração de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF)32. Não poderiam participar famílias quilombolas que já estivessem sendo assistidas por convênios, contratos de repasse e contratos administrativos de serviços de extensão rural celebrados pelo governo federal.

A chamada pública convidava a enviar propostas instituições públicas ou privadas, com ou sem fins lucrativos, previamente credenciadas junto ao órgão federal que patrocinava o projeto. Todas as famílias quilombolas deveriam ser assistidas, respeitando a relação estabelecida de um técnico para, no máximo, oitenta famílias.

O prazo total previsto no edital para execução dos serviços era de quinze meses e considerava a possibilidade de prorrogação da vigência em casos particulares. As organizações interessadas deveriam constituir equipes compostas por técnicos de nível médio e superior, com uma composição multidisciplinar, cada equipe deveria contar com um coordenador com formação em nível superior para cada grupo de até quinze técnicos. A condução dos serviços deveria se basear na metodologia para a ação de extensão rural pública, que tem os mesmos elementos da metodologia adotada pela empresa focalizada por este estudo (a ser apresentada no próximo capítulo). O projeto previa oferecer a cada família participante o valor de R$ 2.400,00 a título de fomento a fundo perdido33 pago em três parcelas (uma parcela de R$ 1.000,00 e duas de R$ 700,00), além de garantir assistência técnica durante a vigência do projeto, conforme atividades descritas a seguir:

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Por esse motivo, neste trabalho irei me referir a todos os participantes do Projeto Quilombolas como “agricultores familiares”, mesmo nos casos em que os indivíduos tivessem outra profissão ou exercessem atividades de trabalho não relacionadas ao setor agrícola.

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“Fundo perdido” é uma modalidade em que a instituição que oferece o financiamento não exige o reembolso do valor financiado.

1. Diagnóstico da unidade de produção familiar

Levantamento que deveria ser executado por meio de visitas técnicas e oficinas com o objetivo de identificar a situação atual das unidades de produção familiar, os conhecimentos e as práticas tradicionais de produção. Durante a execução do diagnóstico, todos os integrantes das famílias deveriam ser orientados sobre o acesso aos benefícios sociais e obtenção dos documentos necessários para o acesso também às políticas públicas. Essa atividade incluía a elaboração de um relatório por comunidade quilombola beneficiária, contendo os dados sistematizados dos diagnósticos e das oficinas, as propostas de intervenções e as potencialidades identificadas.

2. Projetos de estruturação produtiva e social familiar e coletivo

O projeto previa também a realização de visitas às unidades familiares e oficinas nas comunidades quilombolas para elaboração dos denominados “Projetos de estruturação produtiva e social familiar e coletivo”, visando à produção de alimentos para autoconsumo e a organização do excedente da produção para o acesso ao mercado, com incentivo à adoção de tecnologias agroecológicas, adequadas à realidade local e ao perfil do público beneficiário e ações de gestão ambiental. O projeto previa ainda a realização de quatro visitas técnicas para cada família quilombola beneficiária ao longo de sua vigência.

Durante a execução do projeto, deveriam ser realizados “Dias de Campo”34 com temática definida a partir dos dados obtidos nos projetos de estruturação elaborados na etapa anterior. O texto da chamada pública sugeria a realização de visita a um estabelecimento da agricultura familiar, próximo à comunidade, onde existisse um sistema de produção ou de beneficiamento de produtos que tivesse resultados positivos. O Dia de Campo teria, assim, o objetivo de mostrar como funcionava o sistema de produção ou de beneficiamento visitado, abordando as principais dificuldades e soluções encontradas no caso real.

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No próximo capítulo, apresentarei como o chamado Dia de Campo foi executado no projeto. No momento, para uma compreensão mais geral, informo que se trata de um dia (ou de parte dele) dedicado a instruções em campo dadas pelos extensionistas aos agricultores sobre temas relacionados à produção agropecuária.

3. Avaliação do resultado dos projetos de estruturação

A chamada pública previa a realização de reuniões para avaliação final dos resultados alcançados e monitoramento dos índices de qualidade de vida e renda da unidade familiar, utilizando modelo de formulário específico e orientações de avaliação fornecidas pelo órgão federal que patrocinava a ação.

Cada atividade a ser desenvolvida no projeto – Dia de Campo, oficina ou reunião – deveria ter a participação de cerca vinte famílias (permitia-se variação de quatro famílias a mais ou a menos) de forma que todas pudessem participar das atividades, observando-se a obrigatoriedade de no mínimo 30% de participação feminina. Para a participação das famílias quilombolas nesses eventos deveria ser assegurado, de acordo com o edital, “o fornecimento de materiais didáticos adequados, alimentação, transporte, alojamento e atividades de recreação para as crianças, de forma a garantir a gratuidade, qualidade e acessibilidade à atividade” (BRASIL, 2011, p. 6).

Tendo como base as etapas determinadas pelo edital, a empresa de extensão rural focalizada por esta pesquisa elaborou, para realização das atividades do Projeto Quilombolas, um cronograma que previa quinze meses de trabalho, em consonância com as exigências do programa. Após a aprovação da proposta e o início da execução do projeto, o cronograma foi sendo adequado para acomodar intercorrências no desenvolvimento das etapas previstas. Como consequência desses ajustes, o cronograma executado foi de 28 meses. Sendo assim, de abril de 2012 a julho de 2014, as seguintes etapas foram cumpridas pelos extensionistas em interação com os agricultores e suas famílias: 1) Realizar um diagnóstico da situação e das práticas de produção agropecuária; 2) Apoiar os agricultores na elaboração de suas propostas para investir os recursos do projeto; 3) Promover oficinas (workshops) sobre produção de alimentos para consumo da família e para comercialização do excedente produzido; 4) Visitar cada família quatro vezes ao longo do período de execução do projeto para fornecer orientações sobre questões específicas da atividade produtiva objeto da proposta elaborada. Essas visitas se prestavam também para verificar se as famílias estavam investindo o dinheiro de acordo com o planejado; e 5) Realizar uma reunião final com grupos de famílias participantes com o objetivo de avaliar os resultados do Projeto Quilombolas. O Quadro 2 sintetiza as atividades previstas no cronograma.

Quadro 2 – Cronograma ajustado pela empresa para execução do Projeto Quilombolas

Fonte: Pesquisa de campo, 2013-2014

Benzer Belgeler