QUADRO 7–Alunos: concepção de leitura e de escrita
(Continua) (Conclusão)
(Continua) Que elementos você julga importantes para ser um bom leitor e/ou produtor de textos? Por quê?
1. Para ser um bom leitor e/ou produtor de textos é importante ter diversos conhecimentos sobre a escrita (palavras, pontuação, acentos, jeito de escrever) e estar habituado a ler.
2. Precisa saber retirar todas as informações que estão contidas no texto e escrever para que qualquer pessoa possa te entender sem dificuldade. Claro que ela tem de saber sobre o que você está falando no texto.
3. Para ser bom leitor e/ou produtor de textos é necessário saber interpretar informações e articular argumentos, pois para que, quando for escrever, você seja claro na exposição de dados. Para escrever, você tem que ter compreendido bem o assunto.
4. Para os dois casos, você tem que ter um bom conhecimento da língua, saber unir as ideias de forma que as expresse da melhor forma possível. Ser leitor é ter facilidade para entender e relacionar vários aspectos a uma única coisa. Se você não ler bem, não compreender o texto é mais difícil escrever, porque é preciso dar os seus argumentos e saber organizar seu texto, informar bem.
5. Para escrever bem você precisa de uma boa elaboração dos textos, escolher as palavras certas, ter
criatividade e conhecer bem as regras da Língua Portuguesa. Ler é dar sentido ao que foi escrito, é entender e relacionar as informações. Ler também é relacionar um texto com outros textos. Para se preparar para uma profissão é preciso ler muito bem. Escrever é ser capaz de dizer o que pensa.
6. Ler é especialmente obedecer a pontuação, entender o que foi escrito. Escrever é usar bem as regras de escrita, ser claro, ser objetivo, ter início, meio e fim no texto. É usar direito as regras do Português.
(Conclusão)
7. A importância é muito grande, pois para registrar qualquer coisa, deixar um bilhete e estudar para se preparar para uma profissão é preciso ler muito bem. Escrever é ser capaz de dizer o que pensa.
8. Ler é ter uma boa interpretação, bom entendimento do que foi lido. Quanto mais livros você lê (gêneros), mais facilidade você tem de ser melhor leitor e conhecer muitas coisas e saber falar delas. Isso te ajuda a escrever textos em diversos temas e “gêneros” (jornalístico, literários e outros). Cada tipo de texto pede um jeito diferente para escrever e também depende para quem você escreve. Tem que ser bem organizado o texto, as ideias relacionadas e usar bem o Português.
9. A leitura ajuda no acúmulo e na utilização de um conhecimento grande de muitos assuntos e você pode aprender a escrever através de sua leitura, melhorando seu vocabulário, sua pontuação, aprende a articular as ideias na hora de escrever.
10. A leitura ajuda no acúmulo e na utilização de informações, garante maior domínio vocabular e poder de argumentação, pois expande as possibilidades de articulação de ideias frente ao diálogo ou discussões, sejam eles em família, na escola ou em outros núcleos de convivência. Escrever bem também funciona como uma “arma” do conhecimento, porque em momentos seletivos (provas, concursos) apontará e qualificará os mais capacitados ao exercício de qualquer atividade.
11. A leitura em minha vida é essencial em todos os aspectos, principalmente no acadêmico. Como fonte de conhecimento, ela me permite relacionar e interpretar o que é dito em sala de aula, tornando-se assim um complemento fundamental com o qual já me habituei. A leitura me ajuda também a analisar fatos e situações de maneira mais imparcial e perspicaz. O trato diário com as pessoas se tornou mais fácil e contornável, principalmente no ambiente familiar. Escrever é a minha paixão. Escrever é pegar o que está em sua cabeça e dar vida no papel, você tem que escolher bem tudo: palavras, frases, articular os parágrafos, usar a pontuação bem e deixar o seu pensamento muito claro para quem for te ler. Você tem que ajudar o seu leitor a entender o que você quer dizer e evitar que ele se sinta confuso. Também você tem de dar muita informação porque ele está longe de você e não pode te fazer perguntas sobre o que está escrito.
12. A leitura e a escrita, de modo geral, possuem a mesma importância em relação à vida escolar, familiar e em outros vínculos sociais. Através dessas, ampliamos nossas visões e interpretações sobre o mundo e sobre o contexto lido. Quando citamos o espaço escolar, podemos concluir a importância de ambas em nossas vidas. Trabalha-se muito leitura e produções de textos nas disciplinas diversificadas, contribuindo assim para a nossa formação e aprendizagem sobre nossos próprios conceitos e assuntos diversos que precisamos aprender. Dessa forma, adquirimos conhecimentos, ampliando nosso leque e também aprendendo a passar as informações obtidas para o papel, processo que muitos ainda realizam com dificuldade. Essas relações são de extrema importância refletindo em nosso cotidiano. Sem a leitura, por exemplo, somos excluídos dos acontecimentos. Por sua vez, a ausência da escrita bloqueia uma das formas essenciais de se comunicar: o nosso mundo precisa que saibamos usar as formas de escrever formalmente e coloquialmente.
Apesar de o grupo de alunos ter vivenciado o mesmo conjunto de práticas pedagógicas, considerados os oito anos de escolarização, mas dando mais ênfase aos últimos dois anos em que os professores pesquisados com eles atuaram, observa-se que há dois grupos de pensamentos sobre o que é ser leitor e ser escritor de textos. Assim, observamos que, em 1 acima, os (sete) alunos dão ênfase ao uso das normas gramaticais tanto no que se refere à leitura quanto à escrita. Escrever bem é usar as normas gramaticais da língua e esse aprimoramento da escrita está vinculado ao desenvolvimento do hábito de leitura: quanto mais se lê, mais se aprende a escrever. O restante dos alunos – relatos de 2 a 11 – depreendem que ler necessita do conhecimento do funcionamento da língua, mas dão ênfase ao modo como se constrói os sentidos: articulação das informações internamente ao texto para compreender o que se deseja comunicar, relacionar as informações dadas com outras já conhecidas. A leitura fornece elementos que os ajuda a compreender outras dimensões da vida pessoal, escolar e social; contribui para uma ascensão social, pois esse é um diferencial daqueles que têm o que dizer sobre algo; garante boas colocações em concursos e mais: contribui para uma melhor aceitação social.
Sobre a escrita diz-se que exige, além do conhecimento dos recursos da língua, boa seleção vocabular, organização das ideias em prol de se construir um “todo” coeso e coerente, bom nível informacional, considerar o leitor do texto, fornecendo-lhe as pistas para a compreensão do texto. Há uma consciência em alguns da função da escrita: dar a conhecer os pensamentos de alguém que se encontra ausente, portanto a coerência e a coesão textual são imprescindíveis para isso. Outro ponto relevante dos dados é o entendimento de que a escrita está presente em todos os momentos da vida moderna e, por isso, as pessoas precisam saber escrever, adequando essa produção aos contextos em que circula e aos objetivos pretendidos. A capacidade de se comunicar por escrito pode, assim como afirmaram sobre a leitura, garantir a uma pessoa melhores chances de sucesso na sociedade. Para alguns desses, não basta a quantidade de leituras realizadas, mas principalmente a diversidade de textos, ou como um dos informantes destaca, diversidade de gêneros. A experiência de leitura melhoraria, segundo uma aluna , a capacidade de escrita, pois “quem lê tem o que dizer”.
Na pergunta número 9 – Anexo 2 – “Você se considera um bom leitor ou produtor de textos?”, as respostas foram, em sua maioria positiva, muitos disseram que se julgam um “pouco” bons, mas um grupo expressivo se considera muito bom leitor ou produtor de textos. Diante desses dados, ressurgem as falas dos professores sobre os julgamentos feitos às
habilidades leitora e escritora de textos desses alunos e a necessidade de confrontar com o modo como esses alunos percebem os textos usados nessas áreas.
Quando perguntados para qual disciplina têm mais cuidado na hora de produzir seus textos (nessa pergunta não houve restrição quanto a disciplina a ser apontada), oito alunos afirmaram ser a Matemática, “porque têm dificuldades e nela se exige mais concentração e mais esforços para a compreensão e solução dos problemas” ou “porque ela é complicada de entender”, ou “porque não consegue entender a lógica de alguns problemas e matérias”; ou “a Matemática é a única que só exige as respostas corretas sem ser em texto, mas tem que ter a resposta organizada e eu cuido de mostrar o que sei em todas”, ou “me preocupo mais com a Matemática, pois é a disciplina que mais exige conhecimentos e raciocínio dos alunos para resolver certo os problemas e a matéria é difícil demais”, ou “porque ela é complicada com aquele tanto de coisa para decorar”. Ao contrário do que pensa o professor, os alunos reconhecem a existência de escrita na Matemática e que ela exige deles cuidados para entender a lógica de seu funcionamento. Sem entender essa lógica, a escrita (e a leitura) em Matemática não se processa adequadamente.
A seguir foi apontada por sete alunos as Ciências porque “gostam dos conteúdos estudados”, “porque com a professora, não tem como não cuidar do texto, pois ela é muito exigente com a escrita”, ou “porque gosta muito da maneira que a professora trabalha e sabe que ela gosta de um texto escrito direito, com tudo que deve ter”, ou “porque é preciso, para informar bem os nomes e os modos estudados e observados no laboratório”, ou porque “não sei escrever nem ler direito, mas gosto da professora e me esforço para escrever, mas acho difícil escrever para todas as matérias, meus textos não são bons”, ou “porque gosto de desenhar as experiências do laboratório e desenho bem e a professora gosta que eu desenho. E aí escrevo o que desenho, mas tenho muita dificuldade, porém eu tento e gosto assim mesmo”, “acho que a Ciências, mas não sei falar porquê”. A especificidade das Ciências se revela em algumas dessas ‘falas’ de alunos: é preciso saber a terminologia e os conceitos, articular essas informações com diferentes sistemas de linguagens.
O Português foi apontado por outros cinco, “porque, a partir dele, podem melhorar a capacidade leitora e escritora em todas as disciplinas e em qualquer situação”, ou “porque tenho que aprender mais e escrevendo tudo que sei, se houver problemas, a professora vai me apontar onde devo melhorar”, ou “pois esses professores são os mais exigentes na hora de
produtor de textos”, ou “porque acho que se eu for bom em português vou ser bom em tudo que precisa ler e escrever”. Uma pessoa apontou o Inglês porque “tem muita dificuldade para aprender essa língua e a dedicação era para garantir não ficar retido”. Outros quatro respondentes disseram, em geral, que sua escrita é sempre a mesma, independente de para quem estejam escrevendo. Uma menina foi enfática nessa sua resposta ao dizer que “se você escreve bem, porque teria de escrever melhor para um ou outro professor? Tudo depende de leitura e de escrita e não dá para ser diferente”. Ressalva: essa é a mesma aluna que disse na análise da questão anterior gostar muito de escrever. A título de informação, essa menina tem o hábito de escrever poemas e musicar alguns deles. Além disso, faz teatro, balé clássico e dança moderna, participa de um tradicional grupo Sarandeiros de danças e de um corpo de balé de uma companhia, ambas as entidades sediadas na capital mineira. As práticas sociais dessa aluna parecem envolver mais experiências em diferentes esferas de circulação social do que o corriqueiro para os alunos e aventa-se que essa pode ser uma razão para a resposta dada à pesquisa.
Causou surpresa, os alunos não terem registrado dificuldades em ler e escrever sobre/em/com Geografia. Não há como hipotetizar sobre esse dado com qualquer dos instrumentos de pesquisa utilizados neste estudo, mas arriscamo-nos a afirmar que esse conforto que sentem pode estar nas práticas de escrita empregadas pela professora Laís (escrita de diferentes versões de um mesmo texto) e de leitura, pois são usados, com frequência vários suportes textuais (vídeos, filmes, textos de jornais, ensaios fotográficos, internet) para introduzir, problematizar, aprofundar os conteúdos trabalhados. Além disso, ela sempre vincula os conteúdos entre si, enfatizando em que eles se aproximam e em que se distanciam. A problematização de questões atuais com os conteúdos escolares faz com que os alunos percebam o estudo da Geografia mais próximo? Mas como se explica a especificidade da Geografia e as múltiplas linguagens que nela perpassa? Apesar de os alunos não a terem identificado como uma disciplina escolar em que a escrita e a leitura exige cuidados por parte deles, insistimos em mantê-la como objeto de estudo.
Os alunos que apontaram a Matemática e as Ciências como disciplinas em que têm mais cuidado para escrever parecem referendar a fala desses professores de que “a turma” não consegue interpretar os enunciados dessas áreas. Em virtude desses resultados, julgamos relevante aplicar outros instrumentos de pesquisa com ênfase em diferentes estratégias e recursos matemáticos (Anexos 3 a Anexo 7). Outras justificativas para esse procedimento
são: a forma como a linguagem Matemática se organiza; o emprego de recursos e itens da Matemática nas duas outras disciplinas estudadas – Ciências e Geografia - (em fórmulas, em tabelas, em gráficos, diagramas, mapas, escalas de diferentes naturezas, cronologia de eventos e experimentos práticos e idealizados).
TABELA 4- Questionário 3 – Práticas sociais com a Matemática 2
Atividade A B C D E
Verificar a data de vencimento de produtos 17 00 06 00 05
Preparar uma lista de compras 22 00 04 00 02
Comparar preços entre produtos 22 00 04 00 02
Conferir os preços de minhas compras 22 00 04 00 02
Conferir o consumo de água, luz, telefone e outros 10 01 11 04 02
Controlar os meus gastos pessoais 10 10 02 03 03
Controlar saldos e extratos de contas bancárias 00 00 05 22 02 Controlar gastos, saldos e extratos de contas telefônicas 02 00 10 14 02 Controlar gastos, saldos e extratos de cartões de crédito 02 00 08 16 02 Conferir e controlar os horários de ônibus 16 02 06 02 02 Operar máquinas eletrônicas em bancos, postos de atendimentos e lojas 10 04 06 02 02 Procurar ofertas em jornais, folhetos e bancas de produtos 14 02 08 02 02
Ver as horas em relógio digital 26 00 00 00 02
Ver as horas em relógio de ponteiros. 26 00 00 00 02
Ver horas em aparelhos eletrônicos 26 00 00 00 02
Ler bulas de um remédio 18 04 00 04 02
Ler manuais para instalação de aparelhos eletrônicos 16 04 02 04 02 Ler manuais para operação com aparelhos eletrônicos e outros 12 04 06 04 02
Realizar medições. 12 06 06 02 02
Reclamar direitos junto a empresas prestadoras de serviços 10 02 06 08 02 Reclamar direitos junto a empresas comerciais por defeitos em produtos adquirido 16 12 00 08 02 Realizar tarefas escolares que exigem operações com números, medidas e fórmulas 16 02 00 08 02 Auxiliar meus pais (outerceiros) nas compras a prazo, com crediário 04 02 10 10 02 Auxiliar pais (ou terceiros) no controle das contas mensais 02 00 14 10 02 Auxiliar meus pais (ou terceiros) na conferência de suas compras 10 00 10 06 02 Auxiliar meus pais (ou terceiros) no preparo uma lista de compras 16 00 06 04 00 Auxiliar meus pais (ou terceiros) na leitura de informações do contracheque 02 00 12 12 02 Auxiliar meus pais (ou terceiros) na verificação da data de vencimento de produtos 20 00 04 02 Auxiliar meus pais (ou terceiros) na conferência de troco 18 02 04 02 02 Auxiliar meus pais (ou terceiros) na leitura e conferência de contas água, luz,
telefone, e outros.
14 00 04 08 02 Auxiliar meus pais (ou terceiros) na leitura de horas em relógio de ponteiros 12 00 02 12 02 Auxiliar meus pais (ou terceiros) na horas em relógio de digitais 10 00 02 14 02 Auxiliar meus pais (ou terceiros) na leitura de receitas médicas 12 00 02 12 02 Auxiliar meus pais (ou terceiros) na leitura de bulas de remédios 10 02 02 12 02 Auxiliar meus pais (ou terceiros) na leitura de manuais para instalação de aparelhos
eletrônicos
14 02 02 08 02 Auxiliar meus pais (ou terceiros) na leitura de manuais para operação com
aparelhos eletrônicos e outros.
12 04 02 06 04 Auxiliar meus pais (ou terceiros) na leitura de manuais para instalação de aparelhos
eletrônicos
16 02 02 06 02 Auxiliar meus pais (ou terceiros) na realização de medições 10 04 02 10 02 Auxiliar meus pais (ou terceiros) na leitura de receitas culinárias e no seu preparo. 12 02 02 10 02 Auxiliar meus pais (ou terceiros) na operação com máquinas eletrônicas em
bancos, postos de atendimentos e lojas
14 02 02 08 02 Legenda: A Faço sem dificuldade; B Faço com dificuldade; C Não faço; D Nunca precisei fazer; E Em branco.
Tentamos verificar, com esse instrumento, que usos esses alunos fazem de instrumentos, recursos, estratégias e ações vinculadas ao conhecimento matemático no seu cotidiano.
Os alunos conseguem desempenhar um conjunto bem vário de tarefas usando a Matemática no seu dia a dia e, apesar de, como vimos anteriormente na discussão sobre as atividades práticas de Matemática, os exercícios (problemas) descreverem ou narrarem situações da vida pública, com fins de se caracterizar um problema a ser solucionado, a partir de utilização de conceitos, princípios e modos de organização muito peculiares a esse campo, os alunos não conseguem aplicar esse conhecimento. Uma questão a pensar é: por que eles encontram tantas dificuldades em ler e escrever em/com/sobre Matemática? Para analisar a complexidade dessa questão, apresentaremos outros dados constantes do Anexo 4 – que foi elaborado com base no instrumento usado por Evangelista (2000).
A TABELA 4 apresenta uma lista de 40 atividades envolvendo tarefas de uso da leitura de instrumentos e de portadores de textos distintos e, inclusive, em graus de dificuldades. Há algumas atividades práticas como a comparação de preços, o controle de despesas e de saldo das ligações telefônicas, algumas operações de medições, controle de horários, busca por ofertas de produtos que exigem, por exemplo, os mesmos conhecimentos e, portanto operações com números e proporções, que estão presentes no estudo de funções.
De alguma forma, esses estudantes operam com o conhecimento matemático para lidar com esse e outros conceitos e conseguem solucionar de forma satisfatória as tarefas que as envolvem. Há de se considerar, ainda, por exemplo, que fazem a leitura de bulas de remédios que possuem alguns elementos que dificultam a leitura: linguagem científica que vem expressa na descrição de sua prescrição com uso de termos da medicina; descrição da composição do medicamento, baseada em fórmulas químicas e expressas em linguagem alfanumérica; descrição da dosagem, também apresentada na mesclagem de texto alfabético e texto matemático. Se não é a linguagem Matemática que interfere nos mecanismos processamentos de sentidos na leitura dos alunos, seria, então, a necessidade de utilizar uma forma determinada para se obter a solução de um desafio colocado na aula de Matemática? Usar os procedimentos reconhecidos como adequados pela Matemática não é, portanto, o único caminho para se chegar a uma resposta “certa”.
Pretendemos, a seguir, discutir, com base em teóricos desses campos, quais são as características e especificidades das linguagens usadas nesses campos, o que é o objeto de estudo deles, como se organiza o processo de ensino e práticas que os orientam.