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2. BÖLÜM: SOSYAL GİRİŞİMCİİK

2.2. SOSYAL GİRİŞİMCİLİK

O presente tema envolve reflexões dos professores participantes sobre o uso pedagógico do Currículo oficial proposto pela SEE e os materiais de apoio: Cadernos do Professor e do Aluno. Nele foram considerados alguns itens da questão 15 (a, b, j, o) e as questões: 22 a 33.

No transcurso da apresentação dos dados seguem alguns conteúdos de Arte propostos pelo Currículo ao longo do ano para cada uma das séries/ anos do EF Ciclo II e do EM, e qual a frequência que esses conteúdos foram ministrados pelos professores de Arte: Semanalmente, Mensalmente, Bimestralmente ou Nunca.

Para o trabalho dos professores com o Currículo foi organizado um mapa visual dos “Territórios da Arte”, para a proposta de pensamento curricular em Arte, que tomou como base a obra Estudo para Superfície e Linha de Iole de Freitas (Figura 6) e, a partir daí, foram configurados visualmente os conteúdos de estudo criativamente organizados por meio do Mapa dos “Territórios da Arte”. Esse mapa é apresentado no Currículo da área e também no Caderno do Professor de Arte de cada uma das séries.

Figura 6- Estudo Para Superfície e Linha. Artista: Iole de Freitas, Instalação no Centro Cultural Banco do Brasil (Rio de Janeiro, RJ). Policarbonato e Aço Inox, 4,2 x 30 x 10,6 m, 2005. Foto Sérgio Araújo.

Fonte: Germina Revista de Literatura & Arte. Disponível em: http://www.germinaliteratura.com.br/especial_cincomineiros_iole.htm

Os territórios da Arte a serem trabalhados ao longo das séries, não necessariamente nessa mesma ordem, são: Forma – conteúdo, materialidade, linguagens artísticas, processo de

criação, saberes estéticos e culturais, patrimônio cultural, mediação cultural. Conforme se visualiza no mapa a seguir:

Figura 7 - Mapa dos “Territórios da Arte”

Fonte: Caderno do Professor, Volume 1, Edição 2014- 2017, SEE/ SP.

As escolas recebem dois Cadernos do Professor e do Aluno anualmente, o Volume 1 e o Volume 2, cada um desses volumes vale por dois bimestres.

Na 5ª série/6ºano nos Cadernos do Professor e do Aluno o tema de estudo do Volume 1 que compreende os dois primeiros bimestres é “A tridimensionalidade como elemento estético” e o do Volume dois é “Luz: Suporte, Ferramenta e Matéria Pulsante na Arte.”

Os conhecimentos priorizados nessa série são: linguagens artísticas, tridimensionalidade, materialidade, luz, forma – conteúdo. Sendo assim, os temas e conteúdos do primeiro semestre buscam “A tridimensionalidade como elemento estético no território de forma- conteúdo”. E do segundo semestre visam “Luz e sombra: Elemento da Arte no território de forma-conteúdo”. O foco é em forma- conteúdo, assim considera-se para estudo que existe uma inseparabilidade entre forma e conteúdo, os elementos da composição conjugados com a matéria produzem a forma e dão sentido para o conteúdo que toma corpo na expressividade artística e traduz a visão poética do artista, conforme elucidam as figuras a seguir.

Figura 8 - Detalhe dos Conhecimentos Priorizados nos Vol. 1 do Caderno do Professor – 5ª série / 6º ano.

Fonte: Caderno do Professor, vol. 1, p. 10. Edição: 2014-2017, SEE- SP.

Figura 9 - Detalhe dos Conhecimentos Priorizados no Vol. 2 do Caderno do Professor – 5ª série / 6º ano.

Fonte: Caderno do Professor, vol. 2, p. 12. Edição: 2014-2017, SEE- SP.

Posto isso é possível iniciar a visualização dos dados extraídos dos questionários dos professores de Arte participantes do estudo sobre a frequência com que ministram os conteúdos em cada uma das séries/ anos. Ressalta-se que o número de professores varia nos próximos quadros, pelas respostas referirem-se somente aos que lecionam para aquela série/ano. O Quadro 19 permite iniciar o conhecimento desses dados.

Quadro 19 - Conteúdos de Arte e a frequência que foram ministrados na 5ª série/6º ano

Turma Participantes

5ª série/ 6º Ano CUB FAU IMP FUT DAD ABS SUR

Conteúdos Periodicidade/Frequência Espaços bi e tri S B B B B S M Produções S M B B B S M Tridimensionalidade S M B B B S B Luz/ Sombra S B B B N S M Sonoridades M B B B N S M Totais 4 S/ 1 M 3 B/ 2 M 5 B 5 B 3 B/ 2 N 5 S 4 M / 1 B

Fonte: Questionário: Elaboração própria.

Conforme o Quadro 19 apresentado, sete participantes dentre os nove que integram o estudo comentam sobre os conteúdos dessa referida série, conteúdos que contemplam alguns dos temas de estudo dos Cadernos do Professor e do Aluno de Arte: Espaços bi e tridimensional, Produções artísticas, Tridimensionalidade nas linguagens da Arte, Luz/ Sombra na Arte e A fonte das sonoridades.

Numa leitura vertical, percebe-se que o participante Abstracionista foi o único que respondeu que ensina todos os itens semanalmente. O Impressionista e o Futurista mencionam que lecionam todos os conteúdos bimestralmente. Cubista, trabalha os quatro primeiros semanalmente e apenas o conteúdo Sonoridades, mensalmente. Fauvista instrui, bimestralmente, os Espaços bi e tri, a Luz e Sombra, as Sonoridades, já as Produções e a Tridimensionalidade são trabalhadas mensalmente. Dadaísta, trabalha bimestralmente os três primeiros conteúdos, mas nunca contempla conteúdos com Luz/Sombra e Sonoridades. Surrealista, leciona mensalmente a maioria dos conteúdos, o único que contempla bimestralmente é a Tridimensionalidade.

Nos demais itens, não há uma regularidade nas respostas, o conteúdo Produções tem três referências bimestrais, duas semestrais e duas mensais, já Luz/Sombra tem três bimestrais, duas semestrais, uma mensal e um nunca e, finalmente, Sonoridades têm três referências bimestrais, uma semestral, duas mensais e um nunca. Concluindo, a análise dos dados revela que não há entre os professores um consenso na periodicidade e frequência dos conteúdos, o que parece sugerir que os docentes trabalham os referidos conteúdos de acordo com uma lógica própria ou de acordo com as condições das salas de aula que podem influenciar o ritmo das aprendizagens.

Há no Currículo a indicação dos conteúdos por bimestre, bem como no Caderno do Professor a duração de cada situação de atividade proposta. Pode acontecer de o professor

realizar outro percurso, desconsiderando as situações propostas nos Cadernos do Professor e do Aluno, recorrendo a outros materiais paralelos como os livros didáticos, algum Objeto Digital de Aprendizagem – ODA, entre outros, sem, no entanto, acarretar prejuízo pedagógico para o aprendizado do aluno. No entanto, deve-se salientar que, a ausência de acompanhamento das ações curriculares, bem como, a desconsideração dos alunos PAEE na formulação curricular, e a falta de investimentos, acarretam prejuízos educacionais, porque o professor encontra-se solitário na resolução de toda essa problemática e, precisa ter grande conhecimento das metodologias, fato que nem sempre se efetiva.

Outro fator determinante da periodicidade com que os conteúdos foram ministrados aparenta ser o domínio ou expertise do professor em relação ao conteúdo proposto pelo Currículo, o que propõe indicar que quando não há domínio pode ocorrer a supressão de conteúdos por parte do professor como, por exemplo, no caso do professor Dadaísta que nunca contemplou os conteúdos Luz/Sombra e Sonoridades.

Cabe reconhecer que outros fatores podem ser causadores dessa omissão de conteúdos como, por exemplo, o fator tempo, tendo em vista que o referido participante esteve em licença das suas atividades pedagógicas. Em todo caso, a natureza do Currículo, disposto em territórios de aprendizagem permite o livre tráfego do arte-educador pelos conteúdos propostos, conforme comenta Bosco (2011).

O que o novo currículo propõe parece-nos um passeio pelos campos da arte através de um jogo lúdico de territórios em um mapa que permite idas e vindas, possibilitando ao aluno o contato mais apropriado com conteúdos e conceitos artísticos. (BOSCO, 2011, p. 83)

A afirmação da autora ressalta a autonomia do professor no trato com o Currículo de Arte, por meio dos seus desdobramentos (Caderno do Professor e Caderno do Aluno) como recurso pedagógico flexível, que permite alterações de conteúdos, desde que sejam necessárias e mantenham o foco nas habilidades e competências exigidas pelo Currículo para cada uma das referidas séries/ anos.

Na sequência, são tratados os dados referentes à 6ª série/7ºano nos Cadernos do Professor e do Aluno o tema de estudo do Volume um que compreende os dois primeiros bimestres é “O desenho e a potencialidade do registro no território das linguagens artísticas” e o do Volume dois é “O “Trans – formar” matérico em materialidade na Arte.”

Os conhecimentos priorizados nessa série são: Linguagens artísticas, O desenho e suas potencialidades; materialidade, forma-conteúdo. Sendo assim, os temas e conteúdos do primeiro semestre buscam “O desenho e a potencialidade do registro no território das linguagens artísticas”. E do segundo semestre visam “Os diálogos de matérias e ferramentas com as linguagens da Arte”. O foco é nas linguagens artísticas e na materialidade, portanto, a partir das linguagens das Artes Visuais, Música, Dança e Teatro, surgem possibilidades de cruzamentos e hibridismos que geram novas linguagens para além dos limites previstos e considerados possíveis, por meio do estudo das linguagens impossibilidades criam formas, assim, é possível comparar períodos artísticos e ampliar as percepções dos saberes estéticos e culturais para criar e ler práticas artísticas, conforme fica visível nas figuras 10 e 11.

Figura 10 - Detalhe dos Conhecimentos Priorizados no Vol. 1 Cadernos do Professor – 6ª série/ 7º ano

Fonte: Caderno do Professor, vol. 1, p. 10. Edição: 2014-2017, SEE- SP.

Figura 11 - Detalhe dos Conhecimentos Priorizados no Vol. 2 Caderno do Professor– 6ª série/ 7º ano

No quadro 20 é possível verificar os dados referentes aos Conteúdos de Arte da 6ª série / 7º ano e a frequência com que eles são ministrados.

Quadro 20 - Conteúdos de Arte e a frequência que foram ministrados na 6ª série/7º ano

Turma Participantes

6ª série/ 7º Ano CUB FAU IMP FUT DAD ABS SUR

Conteúdos Periodicidade/Frequência

O desenho e suas conexões M S B B B S S

Desenho como registro S S B B B S S

Matérias e ferramentas S M B B B S S

Totais 1M/2S 2 S/ 1 M 3 B 3 B 3 B 3 S 3 S