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3. Faaliyetlere ĠliĢkin Bilgi ve Değerlendirmeler

3.2. Performans Bilgileri

3.2.1. Proje ve Faaliyet Bilgileri

3.2.1.4. Ġzleme ve Değerlendirme Faaliyetleri

3.2.1.4.2 Sosyal Destek Programı (SODES)

No âmbito dos sistemas legais, federal e estadual, os corpos hídricos foram classificados através da importância de suas utilizações e designam os níveis aceitáveis de qualidade a serem atendidos em função das classes da água. Tais níveis de atendimento são aplicados em conformidade com os patamares de proteção qualitativa dos corpos hídricos, a fim de promover o equilíbrio inerente às suas aplicações previstas.

Alguns patamares de lançamento de efluentes em corpos hídricos foram determinados em função do controle de agentes poluidores, bem como da complexidade e dos focos de poluição.

Geralmente, são utilizadas duas maneiras para a aplicação dos níveis paramétricos na produção de esgotos tratados. Uma delas interage com a aplicação de níveis padronizados inerentes ao risco ambiental, alçado pela produção de efluentes. A outra concebe a junção dos níveis padronizados, tendo como base o melhor cenário em termos tecnológicos disponíveis, em função dos processos de remoção dos parâmetros mais convencionais, tais como DBO e SST.

Na primeira abordagem, os níveis padronizados são condicionados a serem mais flexíveis, com restrições planejadas e menos exigentes, porém impõe um processo avaliativo individual em cada cenário e maior conhecimento em experimentação, bem como dos órgãos fiscalizadores no atendimento aos padrões normativos.

Já no segundo cenário, ocorre o alinhamento com os diferentes tipos concepções de tratamento, que causam níveis de impactos diversos, e, mesmo com a facilidade administrativa, impõe uma situação econômica confortável às nações, para que tenham competência no custeamento da implantação de estruturas modernas inerentes as melhores

tecnologias disponíveis, de forma a possibilitar uma qualidade do corpo receptor (Canadian Council of Minister of the Environment, 2005).

Tais entendimentos remetem que, dos fatores positivos e negativos de ambos os cenários, é prudente a combinação destas abordagens, onde em diversas nações já utilizam este conceito. Esta aplicação pôde ser difundida nos Estados Unidos, que já em 1977, por meio da Seção 301 do “U. S. Clean Water Act”, que promoveram exigências no atendimento aos níveis padronizados da produção de esgotos tratados, tendo como base o tratamento secundário de esgotos, em função do entendimento de que é inadmissível poluir quando da existência de concepções tecnológicas de tratamento disponíveis.

A Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente n° 357 de 2005, atualizada pela Resolução CONAMA n° 430 de 2011, foi estruturada, no Brasil, tendo por finalidade as suas utilizações importantes e planejadas em relação aos corpos hídricos e direcionar o controle dos esgotos tratados líquidos.

O setor ambiental estadual, costumeiramente, fundamenta-se nos padrões desta resolução, promovendo suporte e complementações ou injetando uma maior restrição aos níveis padronizados normativos.

No âmbito mundial, pode ser percebida uma tendência das diversas nações no desenvolvimento da captação dos níveis padronizados de qualidade utilizados pelos países ricos, que se modulam em um estágio muito diferenciado quanto aos problemas ambientais.

Alguns dos países desenvolvidos já conseguiram alçar superação inerente às dificuldades básicas de poluição de corpos hídricos e permitem-se estar em estágio de aprimoramento, quanto ao controle de micro poluentes ou aos danos por tipos poluidores no meio ambiente.

De acordo com Von Sperling (2005), existe um direcionamento executivo prático a fim de promover a viabilização, num atendimento gradativo, aos níveis padronizados ambientais, que, no caso, seria a aplicação de ação escalonada, referente à qualidade do efluente, visando evitar o inadimplemento costumeiro dos agentes produtores de afluentes. Tal procedimento, inerente a um planejamento bem adequado e fundamentado na participação de órgãos de fiscalização e deliberação ambiental, e, integral comprometimento do agente produtor de poluentes, certamente, seria mais proativo à ação de somente promover atendimento aos níveis padronizados, num só estágio.

Segundo Metcalf e Eddy (2003), os níveis máximos permitidos e exigentes para lançamento de DBO, SST e Trihalometanos (THMs), foram divulgados na publicação de 2001 do NPDES (National Pollutant Discharge Elimination System - EPA), e deverão ser

adotados até o ano 2006 no estado da Califórnia. Como exemplo, os padrões de lançamento médios mensais para DBO e SST, considerando amostragem diária composta, deverão ser de 10 e 15 mg/L, respectivamente.

Já os THMs, cujo limite para água potável em 2001 era de 100 mg/L, terão os seus valores médios mensais de lançamento fixados em 0,41 mg/L, para Dibromoclorometano, em 5,7 mg/L para clorofórmio e em 0,56 mg/L para Bromodiclorometano, considerando amostras mensais simples.

Diversas pesquisas foram estruturadas em função do projeto e operação de unidades de tratamento, integrando operações físicas unitárias bem como de processos químicos e biológicos unitários.

Mesmo com grande preponderância do referido assunto, investigações direcionadas à avaliação de desempenho de ETEs mostraram que, de certa forma, tornaram-se mais exigentes e frequentes, igualmente ou mais importantes na ação de planejamento e projeto de concepções modais de tratamento, uma vez que o conceito de bom comportamento indaga o atendimento aos níveis padronizados de lançamento.

Em trabalho desenvolvido por Von Sperling e Chernicharo (2005) foram investigados 32 processos de tratamento mais comumente utilizados em todo o mundo e concluíram que a maioria deles é capaz de atingir valores razoáveis de qualidade de efluente, considerando DBO, DQO e, algumas vezes, SST, compatíveis com a maioria de padrões de lançamento existentes para efluentes.

No entanto, para a amônia, o nitrogênio, os coliformes termotolerantes e especialmente o fósforo, somente uma faixa limitada de tecnologias de tratamento consegue gerar um efluente compatível com eventuais níveis padronizados (VON SPERLING, 2005).

A fim de esclarecer em que parâmetros as companhias de saneamento do Brasil devem seguir, abaixo será detalhado o que a legislação ambiental vigente regulamenta através das resoluções dispostas pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA.

A resolução nº 357 de 17 de março de 2005, substituída pela resolução nº 430 de 2011 que trata sobre classificação dos corpos d 'água, consta ser o padrão a ser alcançado pelas empresas brasileiras, no atendimento aos padrões normativos, que dispõe da classificação dos corpos de água bem como das diretrizes ambientais para o seu enquadramento e o estabelecimento das condições e padrões de lançamento de efluentes, determinando que os efluentes de qualquer fonte poluidora somente poderão ser lançados, diretos ou indiretamente nos corpos d ’água, desde que obedeçam as condições previstas neste artigo, resguardadas outras exigências cabíveis:

§ 1o O efluente não deverá causar ou possuir potencial para causar efeitos tóxicos aos organismos aquáticos no corpo receptor, de acordo com os critérios de toxicidade estabelecidos pelo órgão ambiental competente;

§ 2o Os critérios de toxicidade previstos no § 1o devem se basear em resultados de ensaios ecotoxicológicos padronizados, utilizando organismos aquáticos, e realizados no efluente.

§ 3o Nos corpos de água em que as condições e padrões de qualidade previstos nesta Resolução não incluam restrições de toxicidade a organismos aquáticos, não se aplicam os parágrafos anteriores.

§ 4o Condições de lançamento de efluentes: I - pH entre 5 a 9;

II - temperatura: inferior a 40ºC, sendo que a variação de temperatura do corpo receptor não deverá exceder a 3ºC na zona de mistura;

III - materiais sedimentáveis: até 1 mL/L em teste de 1 hora em cone Imhoff.

Para o lançamento em lagos e lagoas, cuja velocidade de circulação seja praticamente nula, os materiais sedimentáveis deverão estar virtualmente ausentes.

IV - regime de lançamento com vazão máxima de até 1,5 vezes a vazão média do período de atividade diária do agente poluidor, exceto nos casos permitidos pela autoridade competente;

V - óleos e graxas: 1 - óleos minerais: até 20mg/L; 2- óleos vegetais e gorduras animais: até 50mg/L;

VI - ausência de materiais flutuantes.

§ 5o Padrões de lançamento de efluentes, conforme a Tabela 3 (compilada):

Todos estes parâmetros devem estar enquadrados às exigências normativas, porém, no caso das lagoas de estabilização, é na lagoa de maturação que os microorganismos patogênicos são removidos, pela influência dos altos valores de oxigênio dissolvido, de pH e da concentração de raios ultravioleta (NUNES 2010; BRITTO 2004).

Tabela 3 Lançamento de efluentes - padrões.

PARÂMETROS INORGÂNICOS Valor máximo

Arsênio total 0,5 mg/L As Bário total 5,0 mg/L Ba Boro total 5,0 mg/L B Cádmio total 0,2 mg/L Cd Chumbo total 0,5 mg/L Pb Cianeto total 0,2 mg/L CN Cobre dissolvido 1,0 mg/L Cu Cromo total 0,5 mg/L Cr Estanho total 4,0 mg/L Sn Ferro dissolvido 15,0 mg/L Fe Fluoreto total 10,0 mg/L F Manganês dissolvido 1,0 mg/L Mn Mercúrio total 0,01 mg/L Hg Níquel total 2,0 mg/L Ni

Nitrogênio amoniacal total 20,0 mg/L N

Prata total 0,1 mg/L Ag

Selênio total 0,30 mg/L Se

Sulfeto 1,0 mg/L S

Zinco total 5,0 mg/L Zn

PARÂMETROS ORGÂNICOS Valor máximo

Clorofórmio 1,0 mg/L

Dicloroeteno 1,0 mg/L

Fenóis totais (substâncias que reagem).

com 4-aminoantipirina) 0,5 mg/L C6H5OH

Tetracloreto de Carbono 1,0 mg/L

Tricloroeteno 1,0 mg/L

FONTE: CONAMA (2011).

A Superintendência Estadual do Meio Ambiente - SEMACE é o órgão ambiental do Ceará responsável pelo controle da poluição hídrica. Assim, considerando a necessidade de se estabelecer padrões de lançamento para os efluentes das indústrias instaladas nos Distritos Industriais dotados de Sistema Público de Esgoto provido de ETE; os padrões de lançamento

nos corpos receptores, para os efluentes industriais e de outras fontes de poluição hídrica, que se encontram instaladas em áreas desprovidas de um sistema de esgotamento sanitário; os efluentes industriais e outras fontes de poluição hídrica que utilizam a Rede Pública de Esgoto com disposição final no oceano através do Emissário Submarino; considerando que a saúde e o bem estar humano, bem como o equilíbrio ecológico aquático não devem ser afetados em consequência da deterioração da qualidade das águas e que o regime de intermitência dos corpos receptores dos efluentes líquidos industriais e domésticos e a escassez das reservas de água do Estado; de acordo com a Portaria nº 154/2002, resolve dispor sobre padrões e condições para lançamento de efluentes líquidos gerados por fontes poluidoras.

Em seu artigo 4º dispõe que as indústrias ou qualquer fonte poluidora localizada em áreas não dotadas de Rede Pública de Esgoto provida de sistema de tratamento deverão possuir Estação de Tratamento Própria, de maneira a atender aos padrões de qualidade dos cursos de água estabelecidos em função de sua classe, segundo seus usos preponderantes, bem como a enquadrar seus despejos líquidos aos seguintes padrões:

I - pH entre 5,0 a 9,0;

II - temperatura inferior a 40ºC, sendo que a elevação da temperatura do corpo receptor não deverá exceder a 3ºC;

III - materiais sedimentáveis : até 1,0 ml/L em teste de 1 hora em Cone Imhoff;

IV - regimes de lançamento com vazão máxima de até 1,5 (uma e meia) vezes a vazão média do período da atividade diária do empreendimento;

V - substâncias solúveis em hexano, da seguinte forma: a) óleos minerais até 20 mg/L;

b) óleos vegetais e gorduras animais até 50 mg/L; VI - ausência de materiais flutuantes;

VII - valores máximos admissíveis das substâncias constantes do Anexo III. VIII- Demanda Química de Oxigênio (DQO): 200 mg/L;

IX- Sólidos em suspensão totais, da seguinte forma a) para efluentes industriais: 100 mg/L

b) para efluentes predominantemente domésticos: 50 mg/L; X - NMP de coliformes fecais: 5.000 CF/100 mL;

XI - Tratamento especial se provierem de hospitais e outros estabelecimentos, nos quais hajam despejos infectados por microrganismos patogênicos;

XII - Além de obedecerem aos padrões de emissão deste artigo, os efluentes não poderão conferir ao corpo receptor características em desacordo com a classe do mesmo;

§ 1º Para outras substâncias potencialmente prejudiciais, não constantes do Anexo III, serão fixadas concentrações máximas de lançamento por esta entidade ambiental.

§ 2º Devido às características específicas, os efluentes provenientes de sistemas de lagoas de estabilização deverão obedecer aos mesmos padrões estabelecidos para o Art. 4º, com exceção dos seguintes:

I - pH: entre 7,5 à 10,0;

II - Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) da amostra filtrada em filtro de fibra de vidro e poro com diâmetro (Ø) entre 0,7 à 1,0 µm: 60 mg/L;

III - Demanda Química de Oxigênio (DQO) da amostra filtrada em filtro de fibra de vidro e poro com diâmetro (Ø) entre 0,7 à 1,0 µm: 200 mg/L;

IV – Só lidos em suspensão: 150 mg/L; V - Oxigênio dissolvido > 3,0 mg/L.

Já, em seu artigo 7º, dispondo sobre as estações de tratamento de esgotos existentes (ETE’s), deverão adequar-se para atender ao disposto no Artigo 4º, detalhado anteriormente. Nos casos onde houver limitações de ordem técnica ou física, a(s) instituição(ões) responsável(eis) pela(s) ETE(s), deverá(ão) apresentar à esta entidade ambiental estudo técnico justificando a não possibilidade de alteração da(s) unidade(s) de tratamento de efluentes.

§ 1º As empresas terão prazo de 06 (seis) meses para apresentação de projeto técnico de adequação de suas ETE’s a esta Portaria;

§ 2º No caso das instituições prestadoras de serviços públicos de e s g o t a m e n t o sanitário, os prazos serão de 12 (doze) meses para apresentação de projetos;

§ 3º Depois de l i c e n c i a d o , o prazo máximo de implementação do projeto junto à entidade ambiental será de 12 (doze) meses.