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3. Faaliyetlere ĠliĢkin Bilgi ve Değerlendirmeler

3.2. Performans Bilgileri

3.2.1. Proje ve Faaliyet Bilgileri

3.2.1.3. Proje Destek Faaliyetleri

3.2.1.3.1 Mali Destekler

A análise dos dados, segundo Creswell (2010), é um processo contínuo que leva o pesquisador a uma constante reflexão sobre os dados coletados. É um processo complexo e continuado, em que se busca organizar e sumarizar os dados para identificar as categorias de análise.

Na presente pesquisa, para a identificação das categorias de análise, optamos pela proposta de Miles e Huberman (1984). Os autores propõem que a análise categorial seja efetuada em três atividades iterativas, concomitantes e contínuas, a saber: a) data reduction (redução de dados); b) data display, (exposição ou exibição de dados) – que significa uma “‘montagem’ organizada de informações que permitem a tomada de ações e conclusões com base em inferências a partir de evidências ou premissas” (MILES; HUBERMAN, 1984, p. 23); c) conclusion

drawing/verification (verificação/conclusões com base em inferência a partir de

evidências ou premissas). Miles e Huberman (1984) elucidam os três fluxos concomitantes de atividades na Figura 31:

Figura 31 – Componentes da análise de dados – Modelo Interativo

Fonte: (MILES; HUBERMAN, 1984, p. 23)

Vale ressaltar que a redução de dados refere-se ao processo de seleção, concentração/convergência/focalização, simplificação, sumarização/redução e transformação dos dados brutos que aparecem nas anotações manuscritas da pesquisa de campo (MILES; HUBERMAN, 1984).

A organização dos dados para a análise baseou-se em duas categorias de análise: 1 - A influência dos princípios de mediação de Feuerstein sobre o avanço conceitual de alunos que apresentam deficiência intelectual; 2 - A manifestação de estratégias metacognitivas autorregulatórias em alunos com deficiência intelectual por meio do uso de jogos no contexto de uma intervenção pedagógica tutorada. Além de ancoradas na fundamentação teórica elegida, as categorias de análise precisam estar em concordância com os dados coletados durante a pesquisa e em consonância com os objetivos propostos. Na maioria das vezes as categorias surgem a priori, ou seja, surgem na análise dos dados. Fato que ocorreu com esta pesquisa. As categorias surgiram após a coleta e análise dos dados (Quadro 27).

Quadro 27 – Categorias de análises e a relação com os objetivos da tese

Categorias Objetivos da tese

1 A influência dos princípios de mediação de Feuerstein sobre o avanço conceitual de alunos que apresentam deficiência intelectual

Específico: Investigar se os princípios de mediação propostos por Feuerstein utilizados em uma situação de intervenção pedagógica tutorada podem favorecer o avanço conceitual dos alunos com deficiência intelectual, estabelecendo uma relação entre as atividades propostas e seus

processos metacognitivos de autorregulação.

2 A manifestação de estratégias metacognitivas autorregulatórias em alunos com deficiência intelectual por meio do uso de jogos no contexto de uma intervenção pedagógica tutorada

Geral: Analisar se emerge a manifestação da autorregulação em alunos que apresentam deficiência intelectual, através de uma intervenção pedagógica tutorada fundamentada nos princípios de mediação de Feuerstein, com o uso de jogos didático- pedagógicos.

2.1 A emergência das estratégias metacognitivas de autorregulação (indicadores de autorregulação) e sua relação com os jogos

Específico: Analisar se os jogos didático- pedagógicos favorecem o desenvolvimento e o uso de estratégias autorregulatórias por alunos com deficiência intelectual.

2.2 A relação entre o uso de estratégias metacognitivas de autorregulação e a construção da autonomia da aprendizagem de sujeitos com deficiência intelectual

Específico: Investigar se sujeito com deficiência intelectual, durante a promoção do processo de autorregulação no favorecimento da sua aprendizagem metacognitiva, pode demonstrar capacidade para estabelecer seus objetivos como aprendiz responsável e sujeito ativo em seus processos de aprendizagem, pela mediação exercida pela pesquisadora

A categoria de análise 1: A influência dos princípios de mediação de Feuerstein sobre o avanço conceitual de alunos que apresentam deficiência intelectual, procura responder ao nosso primeiro objetivo específico. Esta categoria irá discutir os princípios identificados durante as sessões. Dessa forma, a categoria será analisada de forma intersubjetiva, ou seja, entre as fases: intencional, executiva e autorregulatória; e de forma intrasubjetiva considerando a manifestação dos quatro princípios fundamentais no interior de cada uma das fases.

A categoria de análise 2: A manifestação de estratégias metacognitivas autorregulatórias em alunos com deficiência intelectual por meio do uso de jogos no contexto de uma intervenção pedagógica tutorada, pretende responder ao objetivo geral, ao segundo e ao terceiro objetivo específico. Esta categoria irá discutir sobre os tipos de estratégias metacognitivas autorregulatórias identificadas e sua relação com as tarefas e os jogos. Além de analisar se essas estratégias favorecem a aprendizagem metacognitiva e se contribuem para a autonomia dos sujeitos. No interior dessa categoria surgiram duas subcategorias: 2.1 A emergência das estratégias metacognitivas de autorregulação (indicadores de autorregulação) e sua relação com os jogos em uma análise intersubjetiva, entre os jogos, identificando quais os que mais favoreceram as estratégias autorregulatórias, e intrasubjetiva, no interior do jogo com os dados microgenéticos, exemplificando através dos diálogos quando essas estratégias manifestam-se; e 2.2 A relação entre o uso de estratégias metacognitivas e a construção da autonomia da aprendizagem de sujeitos com deficiência intelectual, fazendo uma análise da autonomia, com uma análise comparativa dos resultados entre o pré e o pós-teste, no sentido de identificar se ocorreu ou não a evolução conceitual dos sujeitos participantes.

A intenção ao se estabelecer essas categorias de análise foi o de agrupar os dados em torno dos conceitos basilares da tese, no intuito de sintetizar a análise meticulosa dos encontros de intervenção, bem como a análise evolutiva dos sujeitos quanto as estratégias de autorregulação, a partir dos resultados do pré e pós testes.

É importante salientar que a questão da originalidade desse estudo, não quer dizer nesse sentido, que a pesquisa seja inédita. Ela propicia ao investigador um “retorno à origem, à essência, à verdade, ainda que esta verdade tenha sido perdida, obscurecida ou esquecida, pois, originalidade, a rigor, significa pela própria etimologia da palavra, ‘voltar às fontes’ (origem quer dizer princípio)”. (SALOMON, 1993, p.255).

5 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS DADOS: AVANÇOS PROVOCADOS

“Apenas quando somos instruídos pela realidade é que podemos mudá-la." (Bertolt Brecht)

Antes de procedermos à análise retomaremos, de modo breve, as características do funcionamento intelectual de sujeitos que apresentam deficiência intelectual, bem como os princípios de mediação de Feuerstein (1979, 1980).

De acordo com estudos realizados por (BUSEMANN, 1966; BUCHEL; PAOUR, 2005), o sujeito que apresenta deficiência intelectual, caracteriza-se, em seu processo de aprendizagem, pela dificuldade em distinguir informações relevantes e irrelevantes, por apresentar ações desordenadas na resolução de uma situação-problema, desatenção no tratamento dos dados, dificuldade para considerar simultaneamente duas ou mais fontes de informação, e, por atuarem sobre o meio, de modo pouco eficiente, e, portanto, interiorizar uma realidade “mais fragmentada”.

Segundo Albuquerque (2000); Bebko; Luhaorg (1998); Buchel (2003); Buchel; Paour (2005); Whitman (1990), os sujeitos que apresentam deficiência intelectual demonstram dificuldades em organizar suas ideias e distinguir as características dos objetos do meio, além de apresentarem uma reflexão deficitária dos próprios processos de aprendizagem (autorregulação) Essas características de aprendizagem conduzem a respostas egocêntricas, impulsivas e a condutas do tipo “ensaio e erro”. Entretanto, para Feuerstein (1979; 1980; 1994; 1997), as pessoas com deficiência intelectual não desenvolvem seus processos de aprendizagem pela

falta e/ou inadequada mediação. Desse modo, para esse autor, restaurar a

possibilidade de mediação é uma forma de estimular e impulsionar as capacidades de aprendizagem.

Ainda de acordo com Feuerstein (1979; 1980; 1994; 1997), o mediador é a pessoa que interpreta as experiências de um determinado sujeito, orientando-o para um objetivo. O mesmo autor afirma que, o processo de mediação envolve 12 critérios (princípios)35: 1) mediação da intencionalidade e reciprocidade, 2) mediação do significado, 3) mediação da transcendência, 4) mediação (sentimento de)

35

Os princípios de mediação de Feuerstein foram descritos de modo detalhado no capítulo 3, subtópico 3.3

competência, 5) mediação da autorregulação e controle do comportamento, 6) mediação (comportamento de) compartilhamento, 7) mediação da individuação e diferenciação psicológica, 8) mediação da conduta de busca, planificação e realização de objetivos, 9) mediação do desafio, 10) mediação da consciência da modificabilidade, 11) escolha otimista de alternativas e 12) mediação do sentimento de pertença.

Consoante às contribuições de Feuerstein (1979; 1980; 1994; 1997) e os

estudos até aqui realizados, consideramos que todos os critérios de mediação

podem auxiliar na construção de indivíduos autônomos, mas sem os três primeiros (1- mediação da intencionalidade e reciprocidade, 2- do significado, 3- da transcendência) e o décimo princípio (10- Mediação da Consciência da Modificabilidade Humana) não há mediação. Esses princípios da mediação são necessários, segundo Feuerstein, Klein e Tannenbaum (1994) e Giugno (2002), para qualificar as intenções de uma aprendizagem mediada (Figura 32).

Figura 32 – Princípios universais para uma aprendizagem mediada

Fonte: Elaborada pela pesquisadora

Para Feuerstein, Klein e Tannenbaum (1994) e Giugno (2002), esses quatro princípios são considerados universais, visto que eles devem estar sempre

presentes durante a interação entre mediador e mediado. Os mesmos autores acrescentam ainda que, os demais princípios podem estar presentes ou ausentes em diferentes situações de mediação, tendo em vista à própria diversificação do comportamento cognitivo do ser humano.

Tomando como referência as bases teórico-epistemológicas desta pesquisa, organizamos a análise dos dados em duas categorias: 5.1 A influência dos princípios de mediação de Feuerstein sobre o avanço conceitual de alunos que apresentam deficiência intelectual; 5.2 A manifestação de estratégias metacognitivas autorregulatórias em alunos com deficiência intelectual, por meio do uso de jogos no contexto de uma intervenção pedagógica tutorada. Essas duas categorias serão discutidas, a partir dos subitens que se seguem.

5.1 Categoria de análise 1: A influência dos princípios de mediação de