2.2. Tüketim Kültürü ve Muhafazakâr Kadının Gündelik Yaşam Pratikleri
2.2.3. Boş Zaman ve Sosyal Ağlar
Conforme o DATASUS (2008) o SINASC foi implantado pelo Ministério da Saúde no ano de 1990. O objetivo deste sistema é o de se constituir em repositório nacional das informações epidemiológicas concernentes aos nascimentos notificados no Brasil.
Conforme o Manual de Procedimentos do SINASC (2001) foi criado dentro de uma plataforma informatizada (diferente do SIM que iniciou seus registros de forma não informatizada) e no ano de 1998 passou por atualizações que resultou em uma nova versão da Declaração de Nascido Vivo (DN). Tal versão encontra-se vigente até o momento. O Ministério da Saúde possui o entendimento de que os registros efetuados no SINASC são valiosos subsídios para o desenvolvimento de ações de atenção tanto à gestante quando ao recém-nascido.
A Secretaria de Vigilância à Saúde (2008) apresenta os seguintes documentos regulatórios das DN:
1) Lei nº 6.015, de 31 de dezembro de 1973 (Lei dos Registros Públicos). Em seu Capítulo IV (artigos 51 a 67) define as normas e providências para registro dos nascimentos em todo o território nacional;
2) Decreto n° 4.726, de 09 de junho de 2003 (Presidência da República). Aprova a estrutura regimental do Ministério da Saúde - MS e cria a Secretaria de Vigilância em Saúde/SVS.
3) Portaria nº 20, de 03 de outubro de 2003 (Secretaria de Vigilância em Saúde - SVS) regulamenta as rotinas de coleta de dados, fluxo e periodicidade de envio das informações sobre óbitos.
4) Portaria nº 1.929, de 09 de outubro de 2003 Define as atribuições da Secretaria de Vigilância em Saúde e do Departamento de Informática do SUS no que se refere aos Sistemas de Informações. Esta portaria em seu artigo 1º designa a SVS como órgão gestor no nível nacional do Sistema de Informações sobre Mortalidade. O Departamento de Análise da Situação de Saúde (DASIS), por intermédio da Coordenação Geral de Informações e Análise Epidemiológica (CGIAE), é o órgão da SVS responsável por este gerenciamento, aqui incluídas a definição de variáveis, críticas e agregações de dados, impressão e distribuição dos documentos de captação dos dados (declarações de nascido vivo), manuais de operação do sistema, bem como a ordenação de alterações que se fizerem necessárias;
5) Portaria nº 16, de 23 de abril de 2004 Constitui o Comitê Técnico Assessor do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (CTA-Sinasc) e dá outras providências.
O documento que alimenta o SINASC é a DN11. O Manual do SINASC presta orientações para o preenchimento da DN que é composta pelos seguintes blocos de variáveis:
Bloco I – Cartório – trata das informações correspondentes ao cartório do registro civil, onde foi efetuado o registro do nascimento. Este bloco é de inteira responsabilidade do Oficial do Registro Civil.
Bloco II – Local da Ocorrência – informa sobre o local onde ocorreu o parto, se no hospital, outros
estabelecimentos de saúde, se no domicílio, outros (quando não ocorreu nem em estabelecimento
de saúde nem em domicílio), ignorado (quando não como identificar o local onde ocorreu o nascimento).
Bloco III – Mãe – trata da identificação, história reprodutiva e características da mãe.
Bloco IV – Gestação e parto – diz respeito às características da gestação e do parto que deram origem ao recém-nascido: duração da gestação (em semanas), tipo de gravidez, tipo de parto e
número de consultas de pré-natal.
Bloco V – Recém-Nascido – é destinado ao registro das características do recém-nascido: data de
nascimento, sexo, índice de apgar, raça/cor, peso ao nascer (em gramas), detectada alguma malformação congênita e/ou anomalia cromossômica.
Bloco VI – Identificação – consiste na aposição da impressão digital da mãe e da impressão plantar do recém-nascido na 3ª via.
Bloco VII – Responsável pelo preenchimento – refere-se aos dados de identificação do responsável pelo preenchimento da DN, quais sejam nome, função, identidade, órgão emissor e data de
preenchimento da DN.
Tal documento é gerido e distribuído pelo Centro Nacional de Epidemiologia (CENEPI) que é um órgão vinculado à Fundação Nacional de Saúde (FUNASA), seguindo o fluxo a seguir:
FIGURA 5 – Fluxo de distribuição do documento padrão - DN.
Fonte: Manual do SINASC, 2001.
Temos, conforme a figura acima que o CENEPI efetua a confecção das DN e repassa às Secretarias Estaduais de Saúde (SES) que encaminham às Diretorias Regionais de Saúde (DIRES), quando estas existem. Estas, por sua vez, enviam às Secretarias Municipais de Saúde que se encarregam de distribuir aos Estabelecimentos de Saúde que após o devido preenchimento repassam a 2ª via aos Cartórios.
As DN são preenchidas em três vias e fluxo da informação das mesmas sofre variações dependendo se o parto ocorre no âmbito hospitalar ou domiciliar. Veja a figura:
FIGURA 6 – Fluxo da informação – declaração de nascido vivo – partos hospitalares.
Fonte: Manual do SINASC, 2001.
No caso dos partos hospitalares, a DN é preenchida e a 1ª via é encaminhada ao Órgão de Processamento, a 2ª via fica com a Família que deverá levar até o Cartório para que o Registro de Nascimento seja realizado, a 3ª via permanece no hospital onde ocorreu o parto.
Já os partos domiciliares podem ser registrados, tanto pelo cartório quanto pela unidade de saúde. No primeiro caso o fluxo é o seguinte:
FIGURA 7 – Fluxo da informação – declaração de nascido vivo – partos domiciliares.
Fonte: Manual do SINASC, 2001.
A família procura o Cartório que por sua vez efetua o preenchimento da DN e envia a 1ª via ao Órgão de Processamento, permanece com a 2ª via, entrega a 3ª via à Família do Nascido que deverá entregá-la à Unidade de Saúde. Contudo, esse fluxo em alguns momentos é interrompido pois, as famílias muitas vezes não efetuam a entrega junto à Unidade de Saúde.
Há também os Partos Domiciliares que são registrados primeiramente pela Unidade de Saúde, veja a figura:
FIGURA 8 – Variação do fluxo da informação – declaração de nascido vivo – partos hospitalares.
Fonte: Manual do SINASC, 2001.
Neste caso também podem ocorrer falhas no fluxo caso a família deixe de levar a 2ª via ao Cartório para efetuar o Registro de Nascimento. É importante ressaltar que com os programas do governo como o Auxílio Maternidade o índice de registros vem aumentando.
As discrepâncias podem ocorrer nas situações previstas pelos fluxos apresentados, contudo, é imprescindível que medidas sejam tomadas no sentido de que tais discrepâncias não ocorram ou que possuam baixo índice de ocorrência. O SINASC é uma ferramenta essencial para traçar minimamente o panorama do contingente populacional do país e deve ser o mais fiel possível a realidade.