• Sonuç bulunamadı

SONUÇ YERİNE

EK 1: Anket Formu

A proposta de Gestão do Conhecimento, ancorada na formação de uma espiral, também denominada, modelo SECI (Socialização, externalização, combinação e internalização),consiste em demonstrar o modo como o conhecimento é criado e utilizado em uma organização por meio de quatro modos de conversão do conhecimento, os quais envolvem os conceitos de conhecimento tácito e explícito, a saber: “(1) socialização: de tácito para tácito; (2) externalização: tácito para explícito; (3) combinação: de explícito para explícito; e (4) internalização: de explícito para tácito. (NONAKA & TAKEUCHI, 2008, p. 23). A espiral tem início na socialização e passa pelos quatro modos de conversão.

Os autores do modelo, Nonaka e Takeuchi (2008), ressaltam um acentuado interesse pelo conhecimento organizacional, em oposição ao individual, motivo pelo qual consideram duas dimensões de criação de conhecimento: uma ontológica, que versa sobre a observação de que só os indivíduos são capazes de produzir conhecimento, ou seja, uma organização não produz conhecimentos sem indivíduos; e uma epistemológica, que se sustenta na distinção entre o conhecimento tácito (subjetivo, difícil de ser formalizado) e o conhecimento explícito (objetivo, formal e sistemático).

Os conhecimentos tácito e explícito, embora aparentemente opostos, complementam- se, propiciando o desenvolvimento de atividades criativas, através de um processo dinâmico de interação no qual ambos se relacionam mutuamente. A esse respeito, Nonaka e Takeuchi (2008, p. 59) explicam:

nosso modelo dinâmico de criação de conhecimento está ancorado no pressuposto crítico de que o conhecimento humano é criado e expandido através da interação social entre o conhecimento tácito e o explícito. Chamamos essa interação de conversão do conhecimento.

Essa conversão, como dito anteriormente, ocorre de quatro modos:

1) Socialização: Consiste no compartilhamento de experiências que culminam na criação de conhecimento tácito e de habilidades técnicas. Esse processo se sustenta na experiência compartilhada. A socialização ocorre em contextos específicos, pois o repasse de informações desvinculadas de um contexto não fará sentido. As atividades em grupo, reuniões formais e informais facilitam esse processo, que é gerador de modelos mentais e habilidades técnicas.

2) Externalização: É o processo que articula o conhecimento tácito e o explícito a partir do diálogo e da reflexão entre um grupo de pessoas. Trata-se da transformação do conhecimento tácito em um conhecimento explícito a partir de metáforas, comparações, conceitos e modelos. Por criar novos conceitos e sistematizá-los a partir do conhecimento tácito, a externalização é a chave para a criação do conhecimento.

3) Combinação: Consiste na conversão do conhecimento explícito em explícito, através do qual são sistematizados e disseminados os conceitos existentes em um sistema de conhecimento. A combinação implica prática de conhecimentos a partir de documentos, reuniões e comunicações por meio de recursos tecnológicos. Esse modo de conversão ocorre na educação formal, em eventos e em redes de informações.

4) Internalização: é o processo através do qual o conhecimento explícito é convertido em conhecimento tácito e está intimamente relacionado à prática, ao aprender fazendo. Uma condição para que o conhecimento explícito se torne tácito é a verbalização ou diagramação em documentos, manuais ou mesmo relatos orais.

Segundo Nonaka e Takeuchi (2008), é da interação entre os quatro modos de conversão do conhecimento que surge a inovação. Esse processo é próximo dos conceitos de organização aprendente, pois, com ele, os indivíduos estão sempre envolvidos em ciclos de criação e conversão de conhecimentos, garantindo uma aprendizagem contínua.

De acordo com o exposto, para efeito da conquista em excelência educacional, entendemos que a gestão do conhecimento deve ocorrer de modo sistematizado na escola, primando sempre pela preservação da natureza política e pedagógica da educação, através de uma postura democrática que expanda a participação em todas ações desenvolvidas no âmbito escolar. Assim, a espiral do conhecimento, por meio dos seus quatro modos de conversão:

socialização, externalização, combinação e internalização são bases para os parâmetros: construção de conhecimentos, partilha de conhecimentos, registro de conhecimentos, publicização dos conhecimentos, incorporação e aplicação de conhecimentos.

A construção do conhecimento ocorre em todos os níveis da escola, sejam envolvendo os processos de gestão, formação e planejamento dos professores, a efetivação do ensino em sala de aula e em atividades de pesquisa e o desenvolvimento de competências e habilidades para a atuação dos indivíduos dentro e fora da instituição.

A partilha de conhecimentos ocorre a partir da socialização do conhecimento construído, de modo a contribuir para o crescimento do outro, transformando a escola em um ambiente de colaboração e aprendizagem coletiva a partir da garantia de que não haverá conhecimentos concentrados.

O registro de conhecimentos consiste em formalizar os saberes produzidos pela instituição. Isso é feito a partir da construção de documentos que servem de norte à prática escolar, com vistas à sistematização da identidade, objetivos e normas que compõem a organização.

A publicização ocorrerá através de todas as formas de disseminação de conhecimentos e se estenderá, além da instituição (funcionários, professores, estudantes), à comunidade (famílias, sociedade em geral, intercâmbio entre escolas). Esse processo ocorrerá, à medida que a escola publicizar suas ações em espaços formalizados – seja em eventos acadêmicos e apresentações de experiências exitosas a outras escolas, como também no âmbito escolar ao se estender informações a comunidade em geral.

A incorporação e aplicação de conhecimentos estão relacionadas à apropriação dos conhecimentos construídos e compartilhados na organização como meio de possibilitar resgates, ao longo do tempo, visando a futuras contribuições para a compreensão de contextos anteriores e construção de novos conhecimentos para a aplicabilidade em situações recorrentes.

Por meio dos parâmetros apontados, os conhecimentos tácito e explícito do todo que compõe a instituição interagem entre si, gerando um contínuo de aprendizagens através da atribuição de significados a todas as ações ocorridas na escola, que não deve ser rompido em momento algum, como propõe a espiral do conhecimento (NONAKA & TAKEUCHI, 2008).

Tendo como objeto deste estudo as ações de gestão escolar com ênfase nas práticas de gestão do conhecimento em uma escola pública estadual, que apresenta como especificidade o fato de oferecer o ensino médio em tempo integral, é relevante apontar, como principal ponto convergente entre gestão escolar e gestão do conhecimento, a circunstância de ambas centra-

se nos indivíduos e sua atuação individual e coletiva no que tange à construção, sistematização e disseminação dos conhecimentos produzidos, assim como, a relevância da gestão do conhecimento para a efetivação de uma gestão democrática e, consequentemente, para a constituição e consolidação de uma escola aprendente.