• Sonuç bulunamadı

V. SONUÇ, TARTIŞMA VE ÖNERİLER

5.1. Sonuç ve Tartışma

Mário Lima142, conhecido também como o “amigo da galera”143, é narrador de duas emissoras, atualmente. De residência oficial em Criciúma, atua na Rádio Eldorado144, de Santa Catarina, e na Rádio Guaíba. Seu mais importante bordão é o termo “Nasceu!”, uma referência metafórica ao gol em seu acontecimento. “Foi jogador profissional de futebol dos 16 aos 23 anos. Na rádio Sociedade da Bahia, cobriu sua primeira Copa do Mundo, em 1982. Em 2010 recebeu convite para atuar na Rádio Guaíba, retornando então para Porto Alegre” (VOZES DO RÁDIO, 2011). Essa, na verdade, é a segunda passagem de Mário Lima pela emissora da Caldas Júnior. Lima também narrou na equipe da Rádio Bandeirantes, de Porto Alegre, nos anos 1990.

Nascido em Arroio do Tigre, em 14 de maio de 1951. Mário Lima afirma que, oficialmente, começou no rádio em 1974, já na função de narrador, pois, conforme conta ao projeto Vozes do Rádio (2011), já narrava antes mesmo de se tornar um locutor de forma oficial. Mário Lima garante que trouxe dos campos de futebol, muitas referências para a sua linguagem narrativa. Ele iniciou sua carreira na Rádio Cruzeiro do Sul, de Curitiba, capital paranaense. Essa emissora, segundo ele, já foi extinta. À época, conforme conta, a rádio já fazia futebol, terceirizado. Segundo Mário Lima, é uma característica do rádio paranaense, principalmente de Curitiba, desde os anos 1970. O convite para o rádio aconteceu, na verdade, seis meses antes de deixar a carreira de jogador, definitivamente.

Eu jogava futebol profissional, e fui convidado para fazer a cobertura de jogos estudantis, na cidade de União da Vitória, no interior do Paraná, porque eu jogava no time da cidade, chamado Iguassu. E aí, fui convidado para participar da abertura dos jogos, com o perdão da redundância, como convidado, e participei da transmissão do desfile de abertura, e, como eu tinha o conhecimento das regras do basquete ball, os caras da rádio me convidaram para eu participar das transmissões do basquete ball, que era uma das modalidades lá da competição. E por que do convite? Porque eu dava boas entrevistas e eu tinha um português correto. Eu não tinha formação acadêmica ainda, mas tinha uma formação à época de ginásio e científico, que eram os cursos que antecediam a universidade, as faculdades. Então eu tinha, assim, uma colocação diferenciada dos demais jogadores da época. E

142 Ver entrevista em: http://eusoufamecos.uni5.net/vozesdoradio/vozes/vozes/m/mario-lima/.

143 Segundo contou ao projeto Vozes do Rádio, em 2011, o apelido foi dado por Jurandir Carioca, em

1979.

144 A emissora foi fundada em 1946 e é umas da mais tradicionais do estado de Santa Catarina.

Transmite futebol de 1950.Transmite nas frequências AM 570 e FM 89.5. Na internet: http://am570.com.br/index.php.

me parece que ainda hoje, a maioria dos jogadores de futebol têm dificuldades de expressão, enfim, não são muito cultos, essa que é a verdade. Não têm muita escolaridade, em sua maioria. E, na época, era pior ainda. Então como eu tinha essa facilidade e eles me convidaram, eu me expressava bem, e eu acabei não só comentando os jogos de basquete, de vôlei e de outras modalidades, como eu acabei narrando os jogos de basquete, porque o narrador da rádio não se deu bem nos jogos de basquete, e aí eu falei para o cara, “pois, olha, eu narro isso aí”. E aí, por que eu falei que eu narro? Porque eu brincava de narrar futebol, nos treinamentos de dois toques no sábado. Eu tinha uma afeição muito grande pelo rádio. (LIMA, 2015).

Mas Mário Lima também foi influenciado por profissionais que costumava ouvir, tais como Oduvaldo Cozzi e Fiori Gigliotti. No projeto Vozes do Rádio, Mário Lima ainda havia indicado outros nomes como Joseval Peixoto145, Doalceu Bueno de Camargo146, Waldir Amaral147 e Sérgio Moraes. No âmbito da narração de futebol no rádio gaúcho, Antônio Carlos Resende148 foi o mais marcante na carreira de Mário Lima.

145“Nasceu no Rio de Janeiro, em 26 de outubro de 1938. Viveu sua infância na região oeste do estado

de São Paulo. Aos 16 anos, se apresentou a uma das emissoras da cidade de Presidente Prudente, e se fez como locutor. Em 1959, foi contratado para atuar na Rádio Bandeirantes, por Edson Leite. Em 1963, se transferiu para a Rádio Jovem Pan, e cobriu o mundial de 1970, no México. Narrou a final entre Brasil e Itália. Narrou a Copa de 1978 pela Rádio Tupi. É Bacharel em Direito. Após 1980, deixou a crônica esportiva e atuou no jornalismo, o que faz, ainda hoje. Seus últimos destaques, são o ‘Jornal da Manhã’, pela Jovem Pan, e, na televisão, o ‘Jornal do SBT’”. Fonte: ENCICLOPÉDIA DO RÁDIO ESPORTIVO BRASILEIRO (2012).

146“Nasceu em 18 de março de 1930, em Itápolis, interior de São Paulo, e começou sua carreira na

PRI 2 Rádio Clube, em Marília. Em seguida, trabalhou nas Rádios Continental, Guanabara e Tamoio. Criou a figura do comentarista de arbitragem. De 1965 a 2009, além de narrador, foi diretor de esportes da Rádio Tupi, do Rio de Janeiro. Na década de 1990, foi responsável pela contratação do consagrado Armando Nogueira. Sua última participação no esporte, foi na Copa da França, de 1998. Faleceu, aos 79 anos, no dia 29 de agosto de 2009. No ‘antigo’ Maracanã, a Tupi o homenageou batizando a cabine de esportes da emissora de Doalcei Bueno de ‘Camargo’”. Fonte: ENCICLOPÉDIA DO RÁDIO ESPORTIVO BRASILEIRO (2012).

147“É natural de Pilar, interior de Goiás, nascido no dia 17 de outubro de 1926. Começou na Rádio

Clube de Goiânia, aos 18 anos. No Rio, atuou em emissoras como: Tupi, Mauá. Continental, Mayrink Veiga e Nacional. Na Rádio Globo, permaneceu de 1961 a 1983, como narrador e chefe de esportes. Criou diversos bordões como: ‘indivíduo competente’, ‘o relógio marca’, e ‘tem peixe na rede’. Foi quem criou o apelido ‘galinho de quintino’, utilizado por Zico, até hoje. Cobriu nove Copas do Mundo. Encerrou a carreira em 1992 e faleceu em 7 de outubro de 1997, aos 71 anos”. Fonte: ENCICLOPÉDIA DO RÁDIO ESPORTIVO BRASILEIRO (2012).

148“O radialista e escritor Antônio Carlos Trommer Resende nasceu em Cachoeira do Sul, em 27 de

abril de 1929. Em março de 1947, começou seu primeiro trabalho com carteira assinada, na Rádio Farroupilha, como locutor comercial. Já em 1954, se formou em Direito na UFRGS, Chegando a advogar por dois anos, mas, segundo ele, “não tinha talento nem vocação”. No final da década de 40, o radialista mudou-se para Rádio Gaúcha, como locutor comercial. Até 1969, Resende trabalhou na Rádio Gaúcha, quando fecharam o esporte. Ele foi obrigado a se mudar para o Rio de Janeiro. Antônio Carlos Resende voltou para Porto Alegre em 1975, como diretor da TVE, que funcionava na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). Já em 1978, trabalhou na Tv Difusora, hoje Bandeirantes, fazendo áudio de futebol. Depois em 1980, a Farroupilha ainda tentou ressuscitar o futebol, trazendo de volta Resende. Ele então narrou três jogos lá, mas como estava terminando um livro resolveu largar”. Fonte: Vozes do Rádio (s/d).

Há muitos anos ele não narrava mais. Era um narrador chamado Antônio Carlos Resende, que era um narrador que tinha aqui, que trabalhou na Gaúcha, trabalhou na Guaíba, trabalhou nas emissoras daqui, e eu também ouvia o rádio de Porto Alegre, claro, porque eu sou daqui. A minha infância, a minha juventude é toda daqui. Eu ouvia muito o Antônio Carlos Resende e eu gostava muito do Antônio Carlos Resende, porque eu também tenho influências musicais e o Antônio Carlos Resende era um narrador que narrava, mais ou menos, em tons musicais, em notas musicais, dó, ré, mi, fá, sol, lá, si, ou seja, uma narração que, assim, oscilava, tipo, sai da defesa com uma velocidade, chega no meio de campo com outra velocidade, e, na hora da conclusão da jogada, nos lances de gol e nos lances de ataque, a narração dele se tornava mais contundente e isso me influenciou bastante também. E ele era realmente um narrador que tinha, assim, como outros narradores, Fiori Gigliotti tinha isso aí também, aquela coisa de uma escala musical, sabe? Para não ficar uma narração reta e para não ser uma narração do tipo corrida de cavalo, que é aquela tonalidade o tempo todo, então, isso aí me influenciou bastante também (LIMA, 2015).

As rádios da Argentina também influenciaram, de alguma forma, o trabalho de Mário Lima, pois, como viveu toda a sua infância e parte da juventude no Rio Grande do Sul, na região próxima da fronteira, nas Missões, ouviu, por consequência, muitas rádios da do país vizinho. Segundo ele foi assim porque as rádios não tinham muito limite de potência e entravam facilmente no Rio Grande do Sul. Conforme conta, sempre lhe chamou atenção o modelo de locutor publicista, do narrador mais o locutor comercial. “Eu acho bonito aquilo. Até tentei implantar uma época aqui na Rádio Bandeirantes, mas não vingou, sabe? Não vingou porque a rádio não deu sequência” (LIMA, 2015).

Conforme descreve o projeto Vozes do Rádio (2011), após narrar em União da Vitória, foi para Curitiba e atuou, sem salários, na rádio Cruzeiro do Sul para depois, trabalhar como repórter policial na rádio Difusora de Lages, Santa Catarina, onde teve a chance de narrar futebol também. Da Rádio Universo, de Curitiba, como terceiro narrador, voltou ao Rio Grande do Sul e trabalhou em rádios de Caxias do Sul e Novo Hamburgo. No final dos anos 1970, “subiu” o Brasil para narrar na Rádio Ribamar, em São Luís, do Maranhão. Uma de suas grandes fases de sucesso foi na Rádio Sociedade da Bahia, onde cobriu sua primeira Copa do Mundo, em 1982. Trabalhou na Verdes Mares, de Fortaleza, Rádio Clube, de Salvador e Difusora de Porto Alegre, ainda nos anos 1980. Em 1995, com a reabertura da equipe de esportes da Bandeirantes, Mário voltou a Porto Alegre. No ano de 1999, atuou na Rádio Eldorado de Criciúma, na companhia de João Nassif, Roberto Costa e Luís Fernando Siqueira, o Pelotinha.

Figura 19 – Equipe da BAND (1996)

Fonte: Revista Goool149, Porto Alegre, 1996. p. 35.

Mário Lima segue narrando em Criciúma, onde também atua o plantão esportivo Dênis Luciano, que teve passagem pelo rádio de Porto Alegre, em especial na Rádio Guaíba. E em 2010, recebeu o convite para retornar à Guaíba, para substituir Haroldo de Souza.

O estilo de narração de Lima se baseou, primeiramente, nos nomes, inicialmente citados, consagrados, conforme ele. Para Mario Lima, não há problema algum em se basear em outros narradores para, depois, criar o seu estilo próprio, pois é um caminho natural para “todo o cara que está começando. Não é fidelidade a frase do Chacrinha né, do que é rádio e televisão ‘nada se cria e tudo se copia’, não é isso. Mas modelos, né?” (LIMA, 2015).

Após seu início, nos anos 1970, passou a desenvolver algumas técnicas “exclusivas”, espontâneas, ou seja, com a criação de seus próprios bordões. Porém,

no caso dos bordões, Mário Lima admite que todos surgiram durante suas narrações. A técnica que mais apurou, foi em relação às escalações dos times.

[...] porque hoje, com a facilidade que se tem, a informação que se tem de todas as equipes do futebol brasileiro e do futebol mundial, então qualquer pessoa sabe as escalações dos times de futebol, muito embora, os jogadores não permaneçam muito mais de um ano, dois anos nos clubes. Mas, de qualquer maneira, com a internet, com a rede, você sabe a escalação do Manchester, do Barcelona, do Milan, do Sampaio Corrêa, porque está na rede toda hora, e passam jogos toda hora. Mas, na época, era uma dificuldade de se conhecer os jogadores (LIMA, 2015).

Mário Lima aprimorou a capacidade de decorar as escalações. Quanto aos times mais “famosos”, como Grêmio, Inter, Santos, Corinthians, Palmeiras, geralmente não havia dificuldades, pois se conhecia bem, segundo ele, a formação dessas equipes. Mas em relação aos adversários, dos times “menores”, dos campeonatos regionais, havia e há uma necessidade maior de atenção nas respectivas formações, do histórico dos clubes, para que a narração possa fluir, “naturalmente” e de forma harmônica entre as duas equipes que estão em destaque em um determinado jogo transmitido. Essa experiência, segundo ele, se adquire com o passar dos anos, através de jogos de menos repercussão e que, normalmente, se transmite muito no início de uma carreira, que são os torneios amadores que, para, “aí são quinhentos jogadores, né, a questão da numeração, do detalhe da chuteira, do detalhe de um é preto, o outro é branco, o outro tem um cabelo amarelo, o outro usa barba” (LIMA, 2015). A técnica adotada por Mário Lima é: anotar a escalação e repetir três ou quatro vezes, mentalmente, e para fazer “decoreba”. Em relação aos bordões, todos que foram criados por Lima, de alguma forma, são utilizados porque “ficaram”.

Ah, o principal deles é o complemento do gol, o “eu vi tudo, sim senhor, claro que vi, meu senhor”. Esse é o que realmente marcou, foi criado no estádio do Maracanã, num jogo entre Flamengo e Palmeiras, no Campeonato Brasileiro de 1984, e a história dessa criação é muito interessante, porque o Flamengo tinha um super time e o Palmeiras tinha um time razoável, e era o jogo de abertura do Campeonato Brasileiro, um sábado à noite, chovia muito no Maracanã, e o Flamengo martelava, martelava, e a bola não entrava, e era um massacre, era blitz o tempo todo. Em uma determinada jogada, o Leandro foi à linha de fundo, cruzou, o Leandro lateral, famoso no futebol brasileiro, cruzou, a bola caiu com o Zico, o Zico bateu, o goleiro defendeu, aí a bola voltou, o Nunes tentou fazer o gol, a bola voltou no Adílio, foi uma sucessão de chutes a gol incrível que, se não saísse o gol, seria inacreditável. Mas, finalmente a bola entrou. O Nunes colocou a bola para dentro e eu gritei o gol, e ato contínuo no grito de gol, porque tinha as vinhetas, e eu trabalhava na Rádio Verdes Mares, de Fortaleza, na época. E aí a vinheta do gol, a música de torcida e aquela coisa toda, quando voltou, cortou para mim, na minha

concepção, na minha cabeça, eu tinha visto todo o lance. E tinha visto mais do que todo o lance, eu tinha narrado todo lance, com fidelidade. Na minha concepção, né? Eu digo, eu vi tudo isso aí, né? E aí veio o “eu vi tudo”. E mais do que isso, “eu vi tudo, eu vi tudo sim senhor, claro que vi, meu senhor” (LIMA, 2015).

Lima conta que voltou para Fortaleza quatro dias depois, e narrou um jogo de um time de cearense no Campeonato Brasileiro, e não falou o “eu vi tudo, sim senhor”, depois do gol. O coordenador de esportes da Verdes Mares, então, o chamou para uma conversa.

Ele disse, “vem cá, por que você não usou aquele negócio no gol do Fortaleza, que você fez no Rio, no jogo do Flamengo?”. Eu digo, “que negócio?”. Eu estava numa ressaca desgraçada, naquele tempo o “bicho pegava”, né? O “bicho pegava”, imagina em Fortaleza?. Nove horas da manhã, numa ressaca total, mal dormido, eu digo “que negócio, cara?”. Ele disse, “aquele negócio do eu vi não sei o que...”. Aí eu, “ah, eu falei mesmo um troço, né...”. Então ele, “vamos ali na central, vamos na sala de gravação para ver...”. Então fomos lá ver o gol. Aí ele, “você tem que usar isso, cara. Como é que você fez isso?”, e eu, “fiz na hora”.

Outro bordão de Mário é o “roda de samba”, que tem ligação com o carnaval, festa popular da qual o narrador é fã. Segundo ele, o círculo central do campo, primeiramente, vem à sua mente e os volantes, na sua avaliação, se parecem muito com mestres sala em um desfile de uma escola de samba. Dessa forma, surgiu o “roda de samba”. Há também o bordão “moça branca”, que, conforme Mário, “veio”, ao natural, desde o início da carreira, e que se refere à bola do jogo. Ainda há um bordão que Mário Lima utiliza nos giros de tempo e placar, “das maravilhas mil”. Segundo conta, esse, em especial, foi um bordão absolutamente projetado, um case, como ele diz. Sempre que informa o tempo de jogo, Mário, com esse bordão, destaca aspectos históricos e turísticos de alguma cidade do Rio Grande do Sul. Até agora, segundo ele, não surgiram interessados na ideia do narrador, que segue utilizando o

case.

Mas o bordão mais conhecido e característico de Mário Lima, a sua marca registrada, é, de fato, o “Nasceu!”. O bordão, na verdade, não foi criação sua. E ele faz questão de ressaltar que, originalmente, o crédito é de outro profissional.

Que não é meu. Esse é uma cópia. Ele tem uma história bem legal. Um narrador chamado Mário Freitas, da Rádio Excelsior, da Bahia, e eu trabalhava na Bahia, na época, na Rádio Sociedade, e baseado no José Carlos Araújo, que na época era da Rádio Nacional, do Rio, ele fala até hoje. O José Carlos Araújo está na Tupi, agora, ele fala, quando acontece o gol, “entrou”. E o Mário Freitas criou o “nasceu”, mais ou menos em cima da ideia

do José Carlos Araújo. Só que ele não usou o “nasceu”, usou três ou quatro vezes, e não gostou. Presumo eu, né. Aí, ele passou para o Silvio Mendes, que na época era da Rádio Clube. E nós éramos todos amigos. E o Silvio Mendes passou a usar o “nasceu”, com a concordância do Mário Freitas. Quando eu fui embora da Bahia, em 1985, o Silvio pediu alguns dos meus bordões, como, por exemplo, o “roda de samba”, o “moça branca” e outras mais. E digo, “pode usar, cara”. E ele, “se tu quiseres usar o nasceu, que não é meu, é do Mário Freitas, mas ele não quis mais, tu podes usar”. Eu não usei imediatamente, porque eu usava o “lá dentro”. E aí, um belo dia aqui, eu passei a usar o “nasceu” quando eu assumi a direção de esportes da TV Educativa, e fui narrar alguns jogos na TV Educativa, e passei a usar na televisão. E aí o pessoal gostou e ficou, né, mas eu faço questão de dizer que a criação não é minha (LIMA, 2015).

Mário Lima considera que, apesar de ter mais história fora do Rio Grande do Sul, ainda assim, acredita que conseguiu estabelecer um nome de importância, por aquilo que construiu.

Figura 20 – Mário Lima (2011)

Fonte: Vozes do Rádio (2011)

Este trabalho analisa a técnica e o estilo de Mário Lima em dois episódios, um deles, o clássico Gre-Nal do dia 8 de maio de 2011, e um duelo entre Internacional e Corinthians, dia 16 de setembro de 2015, ambos jogos no Beira-Rio. Na sequência, o próximo destaque fica para um narrador que, argentino de nascimento, conquistou o reconhecimento por sua voz, pela sua dicção e pelo conteúdo de suas palavras e frases, e que narrou nas principais emissoras de rádio da capital do Rio Grande do Sul, tais como Guaíba, Gaúcha e Bandeirantes, onde continua. Se trata do locutor e advogado José Aldo Pinheiro.

Benzer Belgeler