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TÜRKİYE HALK SAĞLIĞI KURUMU

6. SONUÇ VE ÖNERİLER

Nesta subcategoria, a abordagem progressista, é vislumbrada como uma proposta transformadora de uma prática dominante do paradigma da aptidão física e esportiva. O Professor 1 , assim como nós, também acredita que: “[...] na escola já tem projeto para o futsal, projeto para o vôlei, projeto para isso e para aquilo. Então, a Educação Física que estamos direcionando é aquela que contemple o desenvolvimento integral da criança”.

Segundo a definição de Pereira e Hannas (2000, p. 117), na abordagem progressista:

A Educação Física deve cuidar do corpo não como algo mecânico, independente do resto, mas na perspectiva de sua relação com os outros sistemas: mental, emocional, estético, religioso, etc. Ou seja, deve considerar o ser humano um todo que interage e é interdependente com o todo mais amplo que o rodeia. Não basta praticar exercícios físicos; é necessário desenvolver a consciência corporal, que deve acontecer em qualquer situação escolar [...].

A partir de um processo intenso de reflexão sobre a área de Educação Física, no qual inúmeras críticas aos objetivos e propostas historicamente produzidos, resultaram que pouco este componente curricular estava contribuindo para a formação dos educandos.

Estudiosos da área têm se dedicado a precisar problemas e procurar caminhos que possam orientar novas propostas para a organização deste componente curricular.

Percebemos, na fala do professor 1, que este, não está mais direcionando a sua prática apenas para ensinar determinadas modalidades esportivas, mas para uma compreensão maior do movimento e de uma visão mais ampla de ser humano, saindo da visão separatista (dicotomia corpo- mente), considerando o aluno como um todo.

Embora numa aula de Educação Física os aspectos corporais sejam mais evidentes, mais facilmente observáveis, e a aprendizagem esteja vinculada à experiência prática, a este respeito, nos PCNs (BRASIL, 1997, p. 33) é destacado que:

O aluno precisa ser considerado como um todo no qual aspectos cognitivos, afetivos e corporais estão inter-relacionados em todas as situações. Não basta a repetição de gestos estereotipados com vistas a automatizá-los e reproduzi-los. É necessário que o aluno se aproprie do processo de construção de conhecimentos relativos ao corpo e ao movimento e construa uma possibilidade autônoma de utilização de seu potencial gestual.

De acordo com Bracht (1999), para que tenhamos essa leitura de Educação Física, precisamos entender o objeto da Educação Física, o movimentar-se humano como fenômeno histórico-cultural. Uma vez entendido que o movimento é constituído na relação sujeito- cultura, é possível inferir em suas formas, traduzidas em gestos e posturas significativas a cultura na qual o sujeito está inserido.

Referindo-se ao entendimento de cultura Neira (2007, p. 5) considera que:

[...] entre as práticas sociais ou formas culturais de cada grupo encontram-se as práticas corporais que são provenientes da intencionalidade comunicativa da motricidade humana sistematizada, redimensionada e transmitida de geração a geração em cada grupo cultural e nas suas infinitas hibridizações. Esse patrimônio histórico- cultural se fixou pelas expressões hoje conhecidas por esporte, ginástica, luta, dança, brincadeiras e outras manifestações culturais expressas pela motricidade humana. Essas práticas corporais ou formas de manifestações culturais são denominadas cultura corporal, cultura corporal de movimento ou cultura de movimento.

A Educação Física desenvolvida em uma abordagem progressista não se direciona para formar atletas, mas para refletir e entender as manifestações culturais que envolvem o movimento.

Segundo Castellani Filho (2007, p. 220), esta abordagem:

[...] se respalda na Concepção Histórico- Crítica de Filosofia de Educação, veicular o entendimento de que o movimento que privilegiam enquanto elemento por excelência da Educação Física, reveste-se de uma dimensão humana, uma vez que extrapola os limites orgânicos e biológicos onde comumente se enquadra a atividade física, pois homem é um ser eminentemente cultural e o movimento humano, por conseguinte, representa um fator de cultura, ao mesmo tempo em que também se apresenta como seu resultado.

Professor 6, em sua fala, parece que está desenvolvendo esta consciência:

A Educação Física está bastante voltada para a formação do cidadão, na formação da pessoa, não voltada só para o lado competitivo, também tem, mas, não se desenvolve só a Educação Física pensando na competição, a gente pretende formar o cidadão, é integrar ele na comunidade escolar e na sua própria comunidade através do esporte, da ginástica, das diferentes manifestações.

Reitera-se também nesta fala, o nosso pensamento de que este componente curricular, deverá possibilitar aos alunos a autonomia e emancipação do pensamento, através de experiências reflexivas, críticas e sensíveis que ampliem o vocabulário corporal e cultural dos alunos.

E complementa Neira (2009, p. 40):

O objetivo da Educação Física é o mesmo objetivo da escola: colaborar na formação das pessoas para que elas possam ler criticamente a sociedade e participar dela atuando para melhorá-la. Dentro dessa missão, cada disciplina estuda e aprofunda uma pequena parcela da cultura. O que a Educação Física analisa é o chamado patrimônio corporal.

Nesta ótica, percebemos que não se concebe mais um pensamento reducionista e fragmentado, a realidade já não é mais unidimensional, mas multidimensional. Sobre a complexidade do mundo atual, que requer uma reforma do pensamento mais sintonizada com as novas realidades e suas respectivas demandas, Moraes (2004, p. 47) coloca:

Acreditamos que a configuração de um paradigma educacional envolvendo as dimensões emocionais e espirituais e o estudo de suas implicações didáticas, epistemológicas e curriculares possa ser uma contribuição significativa para a área educacional, no sentido de colaborar para o delineamento e a consolidação de novas propostas educacionais e respectivas práticas embasadas em sólida construção teórica, superadora do modelo tradicional do paradigma da simplificação ainda tão vigente nas escolas.

Propugnamos um modelo de ensino comprometido com as exigências da sociedade atual, pautado em uma abordagem pedagógica que propicie uma aprendizagem crítica e transformadora. É importante salientar que o docente ao optar por um determinado modelo,

por uma determinada abordagem, necessita entender o mundo que o educando vive e seu contexto, assim em que paradigma quer atuar e buscar dentro dele a realização docente.