Antigamente eram utilizados nas empresas murais de fórmica ou de feltro verde, onde eram “espetadas” as informações. Elas ficavam semanas e até meses sem atualização, penduradas no quadro. Isso quando conseguiam se manter penduradas. Hoje, os antigos murais foram substituídos pelos jornais de parede, ou jornais murais, que possuem espaços bem definidos para todos os tipos de comunicação. Brum (2012), porém, aponta o lado ruim dos escaninhos de acrílico: a limitação dos formatos. “Um espaço aberto, sem escaninhos, permite a utilização de cartazes verticais, horizontais, com facas diferenciadas. Isso chama a atenção do público interno, que percebe rapidamente estar diante de uma nova campanha” (BRUM, 2012, p. 43).
Os jornais murais devem ser inseridos nas áreas operacionais. Um único painel no refeitório ou numa área de circulação é pouco. Pensando na disseminação da informação, Brum (2012) fala da importância de se desenvolver uma versão do jornal mural para ambientes e áreas que não tenham paredes. A autora também sugere incluir conteúdos externos como previsão do tempo, movimentação da Bolsa de Valores e até mesmo os resultados da atuação dos principais times de futebol da região, mas não deve passar disso. “Um jornal mural deve ser 90% corporativo e ter no máximo 10% de outras informações que ajudem a chamar a atenção das pessoas” (BRUM, 2012, p. 46).
É importante que o jornal mural possua espaços reservados e específicos para cartazes motivacionais. Esse é um meio de divulgação muito eficaz para divulgar as campanhas motivacionais da empresa. Colocar urnas junto aos jornais murais pode ser uma boa ideia:
abre-se um acesso para que os colaboradores possam entrar em contato com a gerência ou com a presidência, enfatizando assim, os canais interativos.
Outro aspecto importante é o local de instalação dos jornais murais. Apesar do nome, eles podem ser colocados em suportes e distribuídos pela empresa, dando, assim, mobilidade a comunicação. Este formato é especialmente eficaz em locais onde não há a possibilidade de instalação de murais ou em acessos a refeitórios e caixas eletrônicos, geralmente com grande movimentação de colaboradores. Brum (2007) também cita corredores externos, entrada e saída como pontos interessantes para a instalação de suportes fora dos setores produtivos das organizações.
2.4.3 Brindes
Podemos considerar nesta categoria toda a natureza de utensílios elaborados com o intuito de passar uma mensagem para os colaboradores, de conscientizar ou de informar. Objetos como canecas, mouse pads e até mesmo cubos mágicos – especialmente os mais inusitados, por serem mais curiosos e chamarem mais a atenção – funcionam como um lembrete a todos sobre aquele importante programa de responsabilidade ambiental ou o treinamento sobre segurança da informação que todos os funcionários devem realizar através da intranet até o final do mês.
Vale tudo para conquistar a emoção do colaborador e, neste caso, a criatividade é o que conta na hora de colher os resultados esperados. Trata-se de um canal de Endomarketing eficaz, devido ao custo acessível e a visibilidade. Também é importante salientar que os colaboradores passam a maior parte do tempo em suas mesas de trabalho, tornando este o espaço perfeito para a criação de peças de comunicação graciosas e que façam o colaborador pensar. E agir.
Tenha sempre biscoitos, balas, torradas, etc. com a marca corporativa da empresa à disposição das pessoas nas salas de reuniões. Essa é mais uma oportunidade de interação do público interno com a marca para a qual trabalham (BRUM, 2012, p. 154).
Desenvolva jogos interativos reais ou virtuais, como quiz na intranet, jogos de dominó, caça-palavras. Embora os jogos virtuais chamem mais a atenção das pessoas, os reais podem ser levados para casa para interagir com os familiares, já que nem todas as empresas disponibilizam o acesso à intranet fora do trabalho (BRUM, 2012, p. 152).
Deve-se, porém, planejar bem a entrega de brindes. Por maior que seja o orçamento da empresa, uma pequena parte deve ser considerada para a elaboração de brindes, com o risco de se perder o valor agregado. Brum (2012) sugere a utilização de brindes ecológicos, sustentáveis e diferenciados, como vasinhos de cactos (que exigem pouca água e vivem bem nos ambientes secos pelo ar condicionado dos escritórios); canecas personalizadas (de preferência, agregadas a uma campanha maior de Endomarketing) etc.
Empresas que investem em patrocínios de eventos podem ir além do marketing, inserindo ações de Endomarketing em seus projetos. Convidar o garoto-propaganda da empresa para encontros exclusivos com os funcionários, por exemplo, leva a um engajamento total dos funcionários: todos querem ver o ídolo. Eles, por sua vez, mobilizam familiares e vizinhos. Bekin (2005) conta que, quando cuidava da marca Malboro na Philip Morris, apostava na diversificação das ações de marketing para investir também em Endomarketing para, desta forma, conseguir mais facilmente a aprovação da alta cúpula da empresa.
Um dos instrumentos que usamos foi uma cota fixa de ingressos que disponibilizávamos para todos os jogos em São Paulo. Quando possível, envolvíamos o pessoal das filiais. Veja bem, não estamos falando de gastos a mais na conta da empresa. Era como se colocássemos assim para a diretoria: “Eis a campanha para o marketing externo e também a do marketing dirigido para nossos funcionários”. E os diretores aprovavam aquelas iniciativas (BEKIN, 2005, p. 4).
Hoje existem milhares de fornecedores com a experiência para produzir os brindes mais inusitados, e com custos cada vez mais baixos, principalmente de entrega. Este deixou de ser o ponto mais oneroso dos cursos com brindes para campanhas de Endomarketing. E fez mudar o antigo pensamento de que as empresas locais podiam oferecer preços mais baixos. Com a evolução da Logística, é comum se conseguir preços mais convidativos, incluindo a entrega, de fornecedores de outros estados e, algumas vezes, de outros países. A globalização do brinde facilitou muito a elaboração de planos eficazes de Endomarketing.