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Dez marcadores foram dosados: proteína C reativa ultra-sensível (hs-CRP), fração solúvel do receptor da interleucina 2 alfa (IL-2sRα), proteína quim iotática de m onóci- tos-1 (MCP-1), metaloproteinase 2 (MMP-2), metaloproteinase 9 (MMP-9), inibidor teci- dual de metaloproteinases-1 (TIMP-1), molécula de adesão intercelular-1 (ICAM-1), P- selectina, interleucina 6 (IL-6) e fator estimulador de colônias de monócitos (M-CSF).

Os marcadores IL-2sRα, MCP-1, TIMP-1, ICAM-1, Interleucina 6 e M-CSF foram dosados pela técnica de ELISA (enzyme-linked immunosorbent assay). A faixa de de- tecção foi de 31 pg/mL a 2000 pg/mL para IL-2sRα, TIMP-1 e M-CSF, e de 15.625 pg/ mL a 1000 pg/mL para MCP-1 e ICAM-1, e de 9.375 pg/mL a 1000 pg/mL para IL-6. Foram utilizados kits que contêm os componentes básicos para desenvolvimento do en- saio (DuoSet ELISA development system, R&D Systems, Minneapolis, USA). Estes kits foram com plem ent ados com placas, soluções, diluent es e subst rat os adquiridos sepa- radam ent e e preparados em nosso laborat ório, conform e orient ações do fabricant e.

A técnica utilizada na realização do ensaio é descrita nos passos abaixo.

1-Sensibilização da placa. Cada placa contem 96 poços para dosagem. O anticorpo de captura foi diluído em solução estabilizadora (PBS) sem proteína carreadora e 100 m icrolit ros de solução foram colocados em cada poço. A placa foi ent ão selada e dei- xada incubar à noite em ar ambiente. No dia seguinte foi lavada e aspirada conforme prot ocolo do fabricant e ant es do ensaio.

2-Adição da am ost ra. Foram adicionados 100 m icrolit ros do soro por poço e incu- bada a placa por 2 horas.

3-Adição do ant icorpo det ect or. Após repet ir o ciclo lavagem e aspiração, adiciona- m os 100 m icrolit ros do ant icorpo por poço e incubam os por 2 horas.

4-Streptavidina-HRP. Após lavagem e aspiração, adicionamos 100 microlitros por poço desta solução e incubamos por 20 minutos mantendo a placa longe da luz.

5-Após lavagem e aspiração, adicionamos 100 microlitros de substrato enzimático e incubamos a placa por 20 minutos longe da luz direta.

7-Leitura das placas. Realizada imediatamente após parar a reação, com o leitor calibrado para um comprimento de ondas de 450 nanômetros.

Um a curva padrão da concent ração das m oléculas dosadas foram const ruídas em cada placa a part ir da solução padrão fornecida pelo fabricant e, de concent ração co- nhecida. Est a solução sofreu diluições sucessivas, t endo a solução seguint e m et ade da concent ração da ant erior, num t ot al de set e pont os de diluição. Foram usados 16 poços para const rução da curva padrão, rest ando oit ent a poços para dosagem . Com o t odas as dosagens foram em duplicat a, cada placa t eve capacidade para dosar 40 pont os. Um gráico foi construído plotando as concentrações da curva padrão no eixo X contra suas absorbâncias médias no eixo Y. Uma reta foi obtida deste gráico usando a análise de regressão linear, e com a equação desta reta as absorbâncias foram convertidas em concent ração sérica.

Os marcadores MMP-9, MMP-2 e p-selectina foram dosados pelo ELISA com kits comerciais prontos para uso (Quantikine HS Human®, R&D Systems, Minneapolis, USA). A faixa de detecção para MMP-9 é de 0.156 ng/ml a 20 ng/ml; para MMP-2 é de 0.78 ng/ml a 100 ng/ml; e para P-selectina é de 0.5 ng/ml a 50 ng/ml. Os coeicientes de variação int ra- ensaio e int er- ensaio fornecidos pelo fabricant e são respect ivam ent e: menor que 3% e menor que 8% para MMP-9; menor que 6% e menor que 10% para MMP-2; e menor que 6% e menor que 10% para P-selectina.

A hs-CRP foi dosada pelo método de quimiluminescência (immulite®, DPC Labs, Los Angeles, CA, USA) . As am ost ras foram adicionadas a um a unidade de t est e que t em na sua parte interna uma pérola recoberta com anticorpo especíico conjugado com fosfat ase alcalina. Após período de incubação com agit ação int erm it ent e, a unidade gira no seu eixo vertical em alta velocidade, o que faz com que o líquido excedente suba e seja capturado numa câmara lateral da unidade. A câmara principal da unidade sofre várias lavagens para retirada do material não ligado ao anticorpo. Por im, um substrato luminogênico é adicionado. A luz emitida pela reação química é então lida por um con- tador de fótons de alta sensibilidade (luminômetro). A faixa detectável da hs-CRP neste método é de 0.01 mg/dl a 890 mg/dl.

Os níveis do sirolim us foram dosados no sangue t ot al pelo m ét odo da crom at ogra- ia liquida de alta performance do tipo ultravioleta (HPLC/UV), com limite inferior de de- tecção de 80 picogramas, estendendo a faixa detectável com linearidade até pelo me- nos 25 nanogram as128, 129. Est es valores com preendem com boa m argem de segurança

o necessário para o cont role das doses de sirolim us em pregadas na prát ica clínica.

3.5-Apresentação de Dados e Análise Estatística

Todas as variáveis contínuas foram expressas como média ± desvio-padrão e as varáveis categóricas como porcentagens. No caso de haver assimetria na distribuição dos dados, transformação logarítmica ou de raiz quadrada dos dados era realizada.

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Os valores basais dos três grupos foram comparados usando a análise de variância (ANOVA), e no caso de encontrar diferenças entre grupos o teste de Tukey foi aplica- do. No seguimento foram analisadas as médias das variações absolutas, ou deltas, dos m arcadores em relação ao t em po basal para cada um dos quat ro t em pos do segui- m ent o, ou sej a, 24 horas, 1 sem ana, 4 sem anas e 8 sem anas. A variação foi obt ida pela subtração do valor de cada tempo menos o valor basal. Para análise estatística foi usado um modelo misto de análise de variância para medidas repetidas com a correção de Kenward-Roger130 para os graus de liberdade131. No caso de ser detectada intera-

ção signiicativa tempo-grupo - ou tempo-tratamento – testes de efeitos simples eram aplicados para t est ar o efeit o do grupo em cada um dos t em pos de seguim ent o. Com o o estudo foi uma comparação entre duas séries de casos e portanto não randomizado, havia a possibilidade de recrut am ent o de pacient es em est ágios diferent es da doença em cada grupo. Isto poderia se reletir em diferenças nos níveis basais dos marcadores entre os grupos sirolimus e controle, introduzindo um importante viés na interpreta- ção dos resultados. No caso de ocorrer esta situação em qualquer dos marcadores, o m odelo de m edidas repet idas em pregado seria inadequado pois seus pressupost os não cont em plam event uais diferenças int rínsecas ent re os grupos. Assim , em pregam os também modelos de análise de covariância (ANCOVA) com ajuste para os níveis basais dos m arcadores para com parar os grupos sirolim us e cont role em cada um dos t em pos de seguim ent o132.

Apresentamos os dados com gráicos do tipo barra-erro. Neles a média das varia- ções é represent ada com o um pequeno círculo t ranspassado por um a linha vert ical com limites superior e inferior, que são os limites do intervalo de coniança (IC 95%).

Toda a análise estatística foi feita com o software SAS (versão 9.2 ;SAS Institute, Inc., Cary, N.C,USA). Todos os testes são bi-caudados. Considerou-se estatisticamente signiicantes diferenças com valores de P menores que 0.05. Valores maiores que 0.05 e menores que 0.10 foram considerados marginalmente signiicantes e interpretados como tendência e valores iguais ou maiores que 0.10 foram considerados não signii- cant es.

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Benzer Belgeler