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2. GENEL BİLGİLER

2.5. Sonlu Elemanlar Yöntemi

2.5.1. Sonlu Elemanlar Yönteminin İşlem Basamakları

O instrumento regulatório mais reconhecido nos países europeus é o feed-in tariffs (FRAUNHOFER INSTITUTE SYSTEMS AND INNOVATION RESEARCh, 2006). Esse sistema, em que se paga um preço prêmio para a energia renovável, foi amplamente implantado na Alemanha, na Espanha e na Dinamarca. Alemanha e Espanha puderam se beneficiar de rápidos progressos na difusão da energia eólica, seguida pela biomassa sólida e biogás.

No caso alemão, foram garantidos preços prêmio por cerca de 20 anos (Renewable Energy Act, de 2000) para as fontes hidrelétrica, eólica, biomassa, biogás, gás de mineração, solar, fotovoltaica e geotérmica. Os incentivos foram suficientes para que já no início dos anos 2000 as fontes renováveis ocupassem 25% da matriz elétrica alemã. Os preços, contudo, custam a cair, embora os custos já tenham declinado. O governo alemão estuda a possibilidade de, em 2017, finalizar o esquema feed-in tariffs e passar para uma política de quotas e leilões (LEIDREITER, 2014). Ainda, foram instituídos outros tipos de incentivos, como os financiamentos e investimentos, especialmente para biomassa e pequenas hidrelétricas. Entre os projetos eólicos, parte significativa dos investimentos foi financiada por recursos públicos. A biomassa e os parques eólicos offshore foram os que menos foram alavancados com as políticas de subsídios. No caso dos parques offshore, houve problemas de natureza técnica, pela distância ao continente e pela profundidade das águas. Já no que tange à biomassa, dois fatores foram preponderantes para inibir seu crescimento: incerteza quanto ao preço do combustível e elevados custos com infraestrutura.

Na Espanha, foi implantado o mecanismo feed-in tariffs da seguinte maneira. O produtor de energia renovável, no caso, eólica, fotovoltaica, pequenas hidrelétricas e biomassa, tinha o direito a um preço prêmio, calculado por meio da aplicação de um prêmio sobre a tarifa de mercado (Royal Decree 436/2004), a linhas de financiamento, provendo condições especiais de investimento, e a incentivos fiscais. Atualmente, o governo espanhol vem propondo cortes nos preços da energia, o que tem sido criticado pelos produtores (DEIGN, 2015).

Embora não com o mesmo sucesso observado nesses três países, o feed-in tariffs se tornou o principal instrumento regulatório na maior parte dos países europeus. Na Áustria, por exemplo, o Renewable Energy Act, de 2003, garantia por 13 anos o preço prêmio para pequenas hidrelétricas, plantas fotovoltaicas, eólicas, geotérmicas, de biomassa e biogás que solicitassem permissão entre janeiro de 2003 e dezembro de 2004. A limitação do período

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tornou a política ineficaz, pois nenhuma planta a partir de 2005 poderia solicitar a permissão. Os incentivos aos investimentos não foram suficientes para dar continuidade ao processo. No caso da França, os incentivos também não foram suficientes para alavancar as energias renováveis. O principal instrumento foi o feed-in tariffs, em um sistema no qual era garantido o preço prêmio para pequenas plantas por 15 a 20 anos, a depender da fonte energética (eólica, biomassa, geotérmica e gás de aterro por 15 anos e fotovoltaica e hidrelétrica por 20 anos). Também utilizaram subsídios aos investimentos para fotovoltaica, biomassa e biogás, além de sistemas de leilões com preços de contrato garantidos para biogás e eólica offshore. Semelhante à França, a Irlanda adotou o sistema de leilões com feed-in tariffs, combinado a uma política de incentivo aos investimentos. As fontes beneficiadas foram eólicas de pequena e grande escala, biomassa e hidrelétrica. Os contratos continham garantia de preço prêmio por 15 anos, mas também estipulavam um preço teto. O incentivo aos investimentos se deu com a redução de tributos aos investimentos das renováveis. Tradicionalmente, a hidroeletricidade na Irlanda é uma importante fonte de energia elétrica, embora a energia eólica e o biogás tenham crescido sua participação em virtude dos incentivos regulatórios. A eólica, contudo, permanece tímida comparada com o potencial eólico do país.

Na Finlândia, país cuja matriz elétrica é composta basicamente por hidroeletricidade e biomassa, a ênfase foi dada na redução de tributos para as energias eólica, biomassa, pequenas hidrelétricas e combustíveis reciclados. Para a energia eólica, foram ainda disponibilizados incentivos aos investimentos. Contudo, os incentivos não foram suficientes para tornar o preço das renováveis competitivo frente aos preços dos combustíveis fósseis e da energia nuclear.

Na Bélgica, foram combinados dois tipos de incentivos: feed-in tariffs e quotas, especialmente para as fontes eólica, solar, biomassa e hidrelétrica. O governo federal exigia um certificado verde com demanda mandatória (quota) e preço mínimo garantido (preço prêmio). Caso a quota não fosse atingida até o período estipulado, se impunha uma penalidade por MWh gerado. Em função das penalidades e do pequeno mercado belga, tais políticas não tiveram muito sucesso.

Cumpre dizer que, apesar de o feed-in tariff ser o tipo de incentivo mais adotado na Europa, a política de quotas se tornou o principal instrumento regulatório de três países: Itália, Suécia e Reino Unido. Na Itália, impôs-se a obrigação aos compradores de energia no atacado de adquirir quotas de renováveis crescentes a cada ano, bem como foi proposto o feed-in tariffs

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apenas para a energia fotovoltaica. Entretanto, as dificuldades para obter autorização local e os altos custos de conexão à rede contribuíram para o fraco crescimento das renováveis. No sistema de quotas da Suécia, a energia renovável era vendida pelos produtores no mercado spot, os quais também comercializavam seus certificados de energias renováveis com os geradores convencionais - que deveriam cumprir a quota para não pagar multa (em 150% do valor do certificado). Especialmente a co-combustão de biomassa se tornou viável com o esquema de quotas adotado. No caso da eólica, adotou-se um sistema de incentivos aos investimentos que não obteve o sucesso esperado, tendo em vista o potencial de geração de energia eólica no sul do país, comparável ao observado na Dinamarca.

No Reino Unido, a implantação dos incentivos por quotas (atrelados à aquisição de certificados verdes transacionáveis) para todas as fontes renováveis foi acompanhada pela isenção dos certificados Change Levy, que consistiam em uma taxa aplicada sobre o MWh produzido. Eram aplicadas multas sobre os distribuidores de energia que não cumpriram as metas referentes à quantidade adquirida de energia renovável e as receitas recolhidas devido às multas deveriam ser repartidas entre os distribuidores na proporção do uso dos certificados verdes. Interessante notar que, em virtude desse mecanismo, a atratividade dos certificados verdes aumentou e, consequentemente, o seu preço acabou superando o preço de mercado. Isso possibilitou receitas adicionais para os produtores de renováveis. Atualmente, o Reino Unido é um dos países mais maduros entre aqueles que adotaram o sistema de quotas na Europa. O sucesso se deve, em parte, ao mecanismo de redistribuição de receitas.

Frente a essas colocações, o estudo de Fraunhofer Institute Systems and Innovation Research (2006) elaborou um índice de efetividade das medidas regulatórias desses países para as fontes eólica, biomassa, fotovoltaica e hidroeletricidade em pequenas plantas. O índice estabelecido consiste na razão entre o “adicional de energia renovável consumida entre o ano base e o ano anterior” e a “diferença entre a meta de consumo renovável total do país até 2020 e a observado no ano anterior”. No Gráfico 2, segue a reprodução dos índices para os países europeus acima citados.

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Eólica Biomassa

Fotovoltaica Pequenas hidrelétricas

Legenda

Gráfico 2. Índice de efetividade das medidas regulatórias de países europeus selecionados – 1997-2004

Fonte: adaptação de Fraunhofer Institute Systems and Innovation Research (2006).

Observa-se que a medida feed-in tariffs obteve maior índice de efetividade nos países estudados, para o período que abrange 1997 a 2004. Combinações com feed-in tariffs também foram mais bem sucedidas do que as demais combinações, com exceção da biomassa. Para a biomassa, se destacaram a isenção de tributos e as combinações com quotas: quota + isenção de tributos, quota + feed-in tariffs e quota + leilões.

Por fim, ressalta-se que os fundos públicos de pesquisa e desenvolvimento ficaram estagnados até meados da década de 2000. A partir do momento em que as datas-limite para atendimento das metas de ampliação da participação das energias renováveis passaram a se aproximar, os fundos voltaram a crescer (WITTE, 2009). O Seventh Framework Programme (FP7) constituiu um fundo de um bilhão de euros a ser aplicado em P&D de renováveis entre 2007 e

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2013 nos países que se associaram. Deste valor, pretendia-se aplicar 24% em projetos de segunda geração de combustíveis derivados da biomassa, 22% para a energia fotovoltaica, 11% para biomassa, 9% para biorrefinaria, 7% para maremotriz, 7% para eólica e 19% para outras renováveis (ECOFYS, 2011).

Benzer Belgeler