• Sonuç bulunamadı

2. GENEL BİLGİLER

2.1. Çelik Sac Metal Malzemeler

2.1.1. Çelik Sac Malzemelerin Sınıflandırılması

2.1.1.2. Metalürjik Özelliklerine Göre Sınıflandırma

Há três principais blocos de instrumentos regulatórios promocionais (FRAUNHOFER INSTITUTE SYSTEMS AND INNOVATION RESEARCH, 2006). O primeiro deles corresponde ao conjunto de medidas com ênfase no investimento. Estas medidas podem estar direcionadas para o preço ou à quantidade.

Quando direcionadas a preços, é estabelecido um “prêmio”. O prêmio pode ser promovido por (i) subsídios financeiros ou por (ii) incentivos fiscais. Exemplos de subsídios financeiros são o estabelecimento de garantias de retorno sobre os custos totais e as baixas taxas de juros no financiamento. Já os incentivos fiscais dizem respeito à redução de tributos sobre os investimentos.

62

Por sua vez, as medidas direcionadas à quantidade ocorrem sempre que se define a quantidade mínima de energia renovável a ser produzida para garantir o retorno aos investimentos das fontes renováveis. Esse benefício pode ocorrer via sistema de leilão, no qual os produtores participam de um leilão para ganhar contratos. Leilões exclusivos de determinadas fontes constituem uma forma de beneficiar as fontes renováveis.

O segundo bloco contém instrumentos voltados à geração. De forma semelhante ao bloco com ênfase no investimento, o bloco de instrumentos voltados à geração também contém medidas direcionadas a preço ou quantidade. Se as medidas estão relacionadas ao preço, envolvem feed-in tariffs ou incentivos fiscais; se voltadas à quantidade, podem envolver sistemas de leilão ou de quotas com certificados verdes.

No feed-in tariffs, os compradores da energia a ser promovida devem pagar um preço prêmio a ser estabelecido pelo governo, de forma a conceder o benefício aos produtores de tal energia. Em geral, tem sido um mecanismo bem sucedido nos países onde foi aplicado, pois: (i) apresenta menor risco ao investidor; (ii) permite a redução do prêmio conforme a curva de aprendizado da tecnologia se desloca, reduzindo o custo à sociedade gradualmente; (iii) é flexível o bastante para se aplicar preço prêmio diferenciado por tamanho da planta e localização geográfica, de modo a distribuir a tecnologia beneficiada de forma mais homogênea no país; e (iv) não incita a competição entre as tecnologias logo no início do desenvolvimento, embora possa introduzir a competição aos poucos (HUBER et al, 2004). A outra medida relacionada ao bloco de instrumentos voltados aos preços de geração, os incentivos fiscais, está relacionada à isenção de determinadas tarifas que são aplicadas sobre o preço do produto final de todos os produtores. Essa medida difere do feed-in tariffs no que diz respeito ao fluxo de caixa, na medida em que representa um custo evitado (pois o produtor deixa de pagar a tarifa) ao invés de uma renda adicional (preço prêmio).

Em seu turno, no caso de políticas promocionais de geração pelo lado da quantidade ofertada, tem-se o sistema de leilões e de quotas. No sistema de leilões, os produtores devem vender a quantidade de energia contratada pelo preço proposto no contrato. Em geral, ganham o contrato aqueles que oferecerem menor tarifa, o que pode incentivar à concorrência entre os investidores. A principal dificuldade deste tipo de incentivo está nos altos custos de transação de os investidores se prepararem para o lance, relacionados principalmente ao planejamento do projeto. Por outro lado, é um esquema que permite atingir a meta (em termos de quantidade vendida de renováveis) com pouca incerteza (HUBER et al, 2004).

63

Também pelo lado da quantidade, mas relacionado à demanda ao invés da oferta, o sistema de quotas busca garantir a demanda para as fontes emergentes. Isso ocorre por meio do estabelecimento da quantidade ou percentual de energia que deve ser produzido por tais fontes. Em geral, a imposição ocorre sobre o consumo no atacado (como sobre a compra das distribuidoras de energia elétrica). Sob esse mecanismo, tecnologias mais caras podem não ser promovidas. A razão que está por trás disso é que, em geral, se estabelecem quotas para todas as energias renováveis, sendo o comprador no atacado que decidirá qual energia irá comprar. A tendência é que ele escolha a tecnologia mais barata entre as renováveis.

Ainda, cabe dizer que, no sistema de quotas, é possível adotar os certificados verdes. Os certificados verdes são quotas de energia renovável que podem ser comercializadas com distribuidoras que adquiriram energia de combustíveis fósseis, como um mecanismo de compensação. Contudo, os eventuais ganhos de eficiência obtidos no médio e longo prazo com esse mecanismo devem ser absorvidos pelo produtor ao invés de voltarem à sociedade. Isso porque, para que os ganhos de eficiência se revertam em favor da sociedade, seria preciso aplicar um sistema padronizado e internacional, para que se tenha concorrência alta o bastante para inibir altos preços. Esse sistema ainda é incipiente nos países onde foi aplicado. Isso pode estar relacionado à dependência de alguns fatores para se desenvolver, como a validade dos certificados, o nível de penalidade, o volume de mercado e a estabilidade das condições de investimento (HUBER et al, 2004).

Por fim, o terceiro bloco de instrumentos regulatórios diz respeito a medidas indiretas, como a imposição de taxas ambientais sobre o uso de combustíveis fósseis, emissão das indústrias, etc. Essas taxas têm o objetivo de encarecer as energias convencionais, promovendo indiretamente as tecnologias emergentes. Podem também ser chamadas de “imposto de Pigou”. O imposto de Pigou é uma forma de internalizar externalidades negativas. Ao impor o imposto sobre os combustíveis fósseis, os custos de ofertar o energético no mercado aumentam, reduzindo, como consequência, a quantidade no mercado.

Alternativamente, as taxas ambientais, ao invés de aumentar o custo dos outros energéticos, podem se concretizar na forma de um aumento das exigências por parte do regulador, conforme explica Mankiew (2009). Por exemplo, o regulador poderia requerer um aumento da eficiência do combustível. Nesse caso, entretanto, há que se ressaltar que o aumento da eficiência não garante que o combustível seja consumido em menor quantidade – o que poderia continuar sendo um entrave ao desenvolvimento das novas tecnologias.

64

O Quadro 1 abaixo ilustra os tipos de instrumentos regulatórios promocionais.

Quadro 1. Resumo dos instrumentos regulatórios de políticas promocionais

Foco do instrumento Orientado a preço Orientado a quantidade Indireto

Investimento

Incentivos ao

investimento Sistema de leilão

Taxas ambientais Incentivos fiscais

Geração

Feed-in tariffs Sistema de leilão Incentivos fiscais Sistema de quotas

Fonte: adaptação de Fraunhofer Institute Systems and Innovation Research (2006).

Há que se falar ainda dos fundos de pesquisa e desenvolvimento e dos instrumentos voluntários de políticas promocionais. Os fundos de P&D, que em geral são públicos para as novas fontes energéticas (e compulsórios para as fontes mais maduras), constituem uma conta que reúne recursos para aplicação em pesquisa e desenvolvimento de energias renováveis. Em geral, possuem direito aos recursos aqueles projetos que seguem os critérios pré-estabelecidos em edital. No caso dos instrumentos voluntários, podem-se citar acordos com os consumidores para a redução de gases de efeito estufa por meio de uso de fontes renováveis ou definição prévia da quantidade de energia renovável a ser consumida (COSTA, 2006).

Benzer Belgeler