2. TCP/IP UYGULAMA KATMANI
2.2. UYGULAMA KATMANI PROTOKOLLERİ
2.2.5. SNMP (Simple Network Management Protocol)
Contam os historiadores que os sumérios, civilização que teria vivido entre 4.500 a 4.800 anos antes de Cristo, desenvolveram os primeiros traços do Estado de nossos dias. Este povo criou um conjunto de regras sobre leis, ouro, moedas, jóias, crédito, astronomia, literatura. Vencidos pelos babilônicos, estes aproveitaram a experiência dos sumérios e promulgaram o famoso Código de Hamurabi, em 2.400 ou 1.790 a.c.37
O artigo 5º do Código de Hamurabi tratava da sentença, que podia ser oral ou escrita. Havia recomendação para que a sentença fosse justa, bem como a previsão de pesadas multas ao seu prolator em caso de erro judiciário, além de declará-lo impedido de julgar outro processo38 A pena capital era
prevista para aqueles que furtassem bens de Deus, da Corte ou escravos.39
No Código de Manu40, a sentença não advinha do raciocínio lógico do juiz, pois na verdade o magistrado somente proclamava o resultado do juízo de Deus ao qual era submetido o réu. O resultado da sentença dependia exclusivamente das ordálias.41
O processo romano dividia os atos do juiz em sententias e
interlocutiones.42 Por meio da sentença, o juiz julgava efetivamente o direito da
37NORONHA, Carlos Silveira. Evolução histórica da sentença no processo lusitano. Revista de Processo, São Paulo, v. 23, n. 92, p. 220, out./dez. 1998.
38Id. Ibid.
39Continua o autor: “As sentenças impunham severas penas pecuniárias, privativas da liberdade e até a pena capital para quem furtasse bens de Deus e da corte (arts. 7º e 8º). Do mesmo modo, a sentença que condenasse alguém por furto de um escravo ou escrava pela porta da cidade, imporia ao culpado a pena capital”. Id. Ibid. 40“Esse nome é dado pelos hindus a quatorze pessoas diversas, cada uma delas presidindo a um período. Manu é, pois, o
primeiro homem nascido de Brahman, pertence à casta hindiana, cujos membros são iguais à divindade e superiores aos reis, tocando-lhes tudo o que diz respeito com a religião e a justiça. As outras castas são os Xatryas, donde saem os reis e governantes; os Vaisyaas, lavradores e mercadores; e os Sudras que servem os demais”. Id. Ibid., p. 221.
41Id. Ibid.
42“A primeira era ato do juiz que julgava o direito da parte, e como se desconheciam outros tipos de tutela, a sentença era sempre de “condenação” ou de “absolvição”, que após a sua prolação e diante da inexistência de recursos, ou mesmo após o julgamento desses, passava em julgado (res judicata). Já as interlocutórias eram os pronunciamentos do juiz que resolviam questões durante o curso do processo”. JORGE, Flávio Cheim. Sentença cível. Revista de Processo, São Paulo, v. 26, n. 104, p. 112, out./dez. 2001.
parte. As interlocutiones eram utilizadas para resolver questões no curso do processo.
No direito germânico, o processo era dividido em duas fases: probatória e de julgamento e o juiz proferia duas sentenças. A primeira sentença era lançada para regular o ônus da prova. A segunda efetivamente julgava o direito material das partes. Ambas as sentenças alcançavam a coisa julgada.43
O direito canônico é dividido tradicionalmente em dois grandes períodos pelos estudiosos e tem como marco o Decreto de Graciano (1139- 1145). Assim, costuma-se falar em período pré-Graciano44 e pós-Graciano.45
No período pré-graciano a sentença era proferida pelo guia dos cristãos e era irrecorrível.46 Após o Decreto, em relação a sentença, houve uma preocupação de ordem moral. Isto porque o julgador só deveria pronunciar o julgamento quando estivesse imbuído de certeza moral (Cânon 1608 do Código Canônico). 47 Com as Decretais de Gregório IX, foi instituído o processo escrito,
43“No direito germânico, a sentença passou a ter outro valor e conceito. No processo germânico existiam duas fases bem distintas: a fase probatória e a fase de julgamento. A primeira terminava por sentença, e seu escopo era regular o ônus da prova. Após essa fase, proferia-se outra sentença proclamando o resultado. Assim, como lembra Buzaid, o processo germânico se desenvolvia intercalado de sentenças que decidiam ora matérias processuais, ora matérias substanciais, ambas prolatadas no decorrer do processo e sujeitas à impugnação mediante recurso de apelação. Na tradição germânica, não só a sentença definitiva alcançava a coisa julgada, mas também a sentença proferida na primeira fase (interlocutória)”. Id. Ibid.
44“Anteriormente ao decreto, a canonística era regida pelas Sagradas Escrituras, pelos escritos pseudo- apostólicos (Didachê, Didascalia, Cânones eclesiásticos, constituições apostólicas, bem como pelas normas emanadas dos concílios (de Nicéia, de Toledo, nos anos 325 e 587, respectivamente, pelas Decretais ou Epistoles, Decisões dos bispos e por regras monásticas e penitenciais de São Parcônio e São Basílio, em 320 e 370, respectivamente sem se distanciarem todas elas da tutela do direito romano, principalmente a partir de Constantino. Foram relevantes também para a regência da canonística pré-graciana algumas coleções pertinentes ao direito bizantino do oriente tais como a Écloga (726), Procheiron (875), Epanagogue (886) e Basílicas (890). A partir de Constantinopla, há que se referir ainda, como fontes do direito canônico daquele momento, outras coletâneas, tais como Collectiones Dionisiana, Hispana et Adriana, respectivamente em 500, 636 e 802. Foram estas, juntamente com outras de menor importância, promulgadas, atendendo exigências de normas processuais novas, em momento de grande afluência de feitos perante as episcopalis audientiae”. NORONHA, Carlos Silveira. op. cit., p. 224, citando aula de pós-graduação proferida pelo Prof. Moacir Lobo da Costa em 14.09.99 na Faculdade de Direito da USP.
45NORONHA, Carlos Silveira. op. cit., p. 223. 46Id. Ibid., p. 224.
47Continua o autor: ‘além da certitudo moralis, que é o elemento fundamental da sentença canônica, outros princípios basilares sobre as sentenças, consagrados pela história da civilização jurídica e que se constituem também na espinha dorsal do direito da Igreja, estão presentes no decreto, podendo-se recordar, como exemplo, alguns deles: a) sententia definitiva obtinet auctoritatem rei judicatae (c. 29C. 2. Q. 6); b) iniqua
ganhando incremento as sentenças interlocutórias, já que o processo era dividido em várias fases e comportava várias sentenças, todas recorríveis.48
No período visigótico, a sentença de primeiro grau era proferida por um juiz inferior (normalmente um conde). Raramente pelo rei, titular da Suprema Magistratura. Para se chegar ao julgamento, utilizavam a tortura e o juramento.49
Também no direito português as sentenças se dividiam em definitivas e interlocutórias, por influência do direito germânico.50 Foi o Código de Processo Civil de 1939 que adotou o novo conceito de sentença como o pronunciamento judicial com vistas à extinção do processo, cindindo-o, portanto, das decisões interlocutórias.51