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1. KÜRESELLEŞME, KÜLTÜR, SİYASAL SİSTEM VE SİYASAL

1.3. Siyasal Sistem, Siyasal Kültür ve Siyasal Davranış

1.3.2. Siyasal Kültür ve Siyasal Toplumsallaşma

De acordo com a legislação vigente, cabe ao governo federal organizar todo o sistema de educação superior no Brasil.

Segundo o site da Universia (2015), o sistema federal de ensino superior compreende as Instituições Federais que oferecem a continuidade dos estudos no ensino superior e também as Instituições Privadas, criadas e mantidas pela iniciativa privada, que complementam a oferta de vagas em todo o país.

Gozando de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial, as universidades devem obedecer ao princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, a adoção de regime de tempo integral e dedicação exclusiva, além da valorização da titulação docente e a produção científica (OLIVEIRA, 2009). Na universidade pública, o número de candidatos por vaga pode ser superior a 40 alunos por sala para os cursos mais procurados (UNIVERSIA, 2015).

No Brasil, a oferta de ensino superior pode ser feita por universidades, centros universitários, faculdades, institutos superiores e centros de educação tecnológica, nos quais o cidadão pode optar pela graduação em bacharelado, licenciatura ou formação tecnológica. Segundo o MEC, o tempo de estudo pode variar de 2 a 5 anos de acordo com o título e a área de estudo escolhida pelo aluno.

A norma brasileira para o grau de licenciatura ou bacharelado é atribuída na maioria das áreas das artes, humanidades, ciências sociais, ciências exatas ou ciências naturais, e exige normalmente quatro anos de estudos em uma universidade certificada. Graus de cinco anos conduzindo a um diploma profissional são concedidos na escolha de carreiras regulamentadas como arquitetura, engenharia, medicina veterinária, psicologia e direito. O profissional licenciado em medicina exige, por sua vez, seis anos de estudos pós-secundários: residência e cinco anos de estágio em um hospital de ensino. Antes de se matricular em uma instituição de ensino superior, o aluno deve consultar o MEC para saber quais são as faculdades e universidades credenciadas e os cursos autorizados a funcionar no país. (UNIVERSIA, 2015)

Ao optar por um curso superior, o cidadão deverá escolher entre as formas que são oferecidas, quais sejam: presencial (na qual o aluno deve ter o mínimo de 75% de presença em sala de aula), semipresencial (que inclui atividades presenciais e à distância) e Educação à Distância - EAD (na qual o aluno recebe livros e apostilas e têm à disposição material didático postado na internet para orientar seus estudos).

Uma vez graduado, o cidadão poderá dar continuidade em sua formação em cursos de pós-graduação, que são divididos entre lato sensu (especializações e MBAs) e stricto sensu (mestrados e doutorados).

Segundo o site da Universia (2015), quem planeja e coordena a Política Nacional de Educação Superior é a Secretaria de Educação Superior (SESU), órgão ligado ao Ministério da Educação e Cultura (MEC). Além de outras funções, o SESU responde pela manutenção, supervisão e desenvolvimento das instituições públicas federais de ensino superior (IFES) e a supervisão das instituições privadas de ensino superior, determinação esta apregoada na LDB. No País, as IES são acompanhadas pelo INEP, que utiliza o Índice Geral de Cursos como instrumento de medição de qualidade das Instituições e dos cursos oferecidos.

Para medir a qualidade dos cursos de graduação no país, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP) e o MEC utilizam o Índice Geral de Cursos (IGC), divulgado uma vez por ano, logo após a publicação dos resultados do ENADE. O IGC usa como base uma média ponderada das notas de graduação e pós-graduação de cada instituição de ensino superior. (UNIVERSIA, 2015)

Para que possam funcionar, as Instituições de Ensino Superior (IES) privadas dever passar pelo processo de credenciamento no MEC. De acordo com o site da Universia (2015), durante esse processo são avaliados, entre outros fatores, a proposta curricular e a estrutura de ensino oferecida pela Instituição. As faculdades que passam por essa etapa são autorizadas a funcionar por três anos, e os centros universitários e universidades, por cinco anos. Após esse período, toda IES deve solicitar o seu recredenciamento, que acontece paralelo à avaliação do SINAES (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior), instrumento utilizado para avaliar a qualidade do ensino oferecido.

O cenário da educação superior no Brasil apresenta altos índices de concorrência e de mudanças por parte dos alunos, sobretudo os das IES particulares.

Appadurai (1994) afirmou que a queda das barreiras comerciais favoreceu os competidores mais fortes. O setor de educação superior no Brasil tem sofrido não somente com a concorrência entre IES locais que oferecem o ensino presencial, mas também entre as que oferecem o ensino à distância, o que abre o processo de concorrência entre IES de outras regiões do País e até mesmo internacionais. Todo esse processo é entendido pelo autor como uma mudança qualitativa na oferta, que é provocada pelo aumento quantitativo das IES diante dos inúmeros concorrentes.

A Educação Superior no Brasil vem apresentando, ao longo dos últimos anos, um crescimento bastante expressivo, que colocou nosso país entre os maiores pólos educacionais do Mundo.

Segundo notícia publicada no Portal Terra (2012), o Brasil melhorou sua posição no ranking das 100 melhores universidades do mundo com menos de 50 anos. Em 2012, a Unicamp conseguiu a 28ª posição na lista cuja responsável é a publicação inglesa Times Higher Education (THE), que leva em consideração para a preparação do documento as universidades “novatas”, mas com diferenciais mais estratégicos e inovadores no processo de formação e pensar universal.

[Em 2012] a Unicamp conseguiu a posição 28. Considerando que no ano passado a instituição estava na posição 44, e no ranking também aparecia a UNESP na posição 99, a Unicamp demonstrou um belo crescimento e reconhecimento mundial. Conforme nota do editor da publicação, Phil Baty, “a disparada da Unicamp para o 28º posto do ranking prova que ela é um das mais jovens e vibrantes universidades do mundo”. (TERRA, 2012)

O texto diz, ainda, que o “indicador leva em conta a qualidade de ensino, a relevância das pesquisas científicas, o processo de inovação e também as ações de internacionalização da universidade.”

Ainda que as universidades brasileiras precisem desenvolver ações estratégicas mais intensas para uma melhor percepção mundial, vale destacar que IES como UNESP, USP e instituições privadas como IBMEC e FGV começam a

ganhar corpo e força pelas ações que estão desenvolvendo perante o mundo, além de projetos inovadores e de qualidade que geram reconhecimentos internacionais. “A própria USP tem se mostrado eficiente em diversos rankings internacionais, e coloca a América Latina em uma posição mais estratégica.” (TERRA, 2012)

Já em notícia publicada pelo Portal Exame.com (2013), a Universidade de São Paulo foi incluída na lista das 100 instituições de ensino superior do mundo com a melhor reputação. Essa informação, também publicada pelo instituto britânico

Times Higher Education (THE), diz que a USP levou o Brasil a figurar entre as

melhores universidade do Mundo. "O top 100 representa 0,5% das instituições de ensino superior do mundo, então esse é um grupo muito exclusivo. São apenas 19 países na lista e o Brasil está entre eles. [...] Para o editor do THE, a posição da universidade brasileira, que passou a integrar a lista pela primeira vez, reflete o crescimento econômico do Brasil.” (EXAME.COM, 2013).

Pelos esforços brasileiros, a publicação da Revista Exame (EXAME.COM, 2013) sinaliza que nos próximos anos outras instituições de ensino superior poderão também ingressar no ranking de reputação de Instituições de Ensino Superior. Nesse contexto, é importante destacar que esse ranking leva em conta critérios subjetivos, uma vez que é elaborado a partir da opinião dos acadêmicos.

Anualmente, no mês de outubro, é publicado o principal ranking sobre Instituições de Ensino Superior intitulado Ranking Mundial de Universidades, no qual a USP ainda não aparece entre as 100 melhores. A notícia publicada pela Revista Exame afirma que "precisamos levar em conta que a posição no ranking de reputação é bem superior ao ranking mundial, que é feito com base em 13 indicadores de desempenho muito rígidos. O levantamento do THE referente ao biênio 2012-2013 apontou a USP na posição 158º. Entre os critérios desse levantamento, estão o número de estudos publicados, a qualificação do corpo docente e o investimento em pesquisa.” (EXAME.COM, 2013).

Na classificação global das Universidades apresentada pelo The Higher

Education, a Universidade de São Paulo figura no biênio 2013-2014 na posição de

número 242, com as maiores médias para a pesquisa (50,8) e a titulação dos professores (47,2). Vale ressaltar que essa posição está aquém daquela

conquistada nos biênios 2012-2013 (158º lugar) e 2011-2012 (178º lugar). (THE, 2014).

Pelos dados do CWUR – Center of World Universities Ranking (2015), a Universidade de São Paulo aparece no 132º lugar no Ranking por eles organizado.

Segundo o Mapa do Ensino Superior do Estado de São Paulo, documento publicado em 2013 pelo Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo – SEMESP, no ano de 2011, as Instituições de Ensino Superior (IES) Privadas foram responsáveis pela formação de 657 mil alunos concluintes em cursos presenciais. As IES Públicas foram responsáveis pela formação de 178 mil concluintes.

Com a implantação de programas de Financiamento Estudantil propostos pelo Ministério da Educação e Cultura, como o ProUni (Programa Universidade para Todos) e o FIES (Fundo de Financiamento Estudantil), as IES Privadas, uma vez cadastradas nesses Programas, tiveram a oportunidade de aumentar substancialmente o número de matrículas nos cursos presenciais.

Em 2012 foram firmados no Brasil 375 mil novos contratos do FIES. O primeiro semestre de 2013 registrou o montante de 327 mil novos contratos, o que representa 87% do montante do ano anterior.

Tudo isso indica uma evolução no número de matrículas no nível de educação superior brasileiro, especificamente nos cursos presenciais (com a inserção de cursos tecnológicos), na ordem de 49% de crescimento acumulado. Quanto aos cursos presenciais mais o EAD, o crescimento acumulado alcançou 72%, como ilustra o Gráfico 1.

Os últimos 11 anos representaram um crescimento também expressivo quanto à abertura de novas escolas que atuam no segmento de educação superior. Foi registrado pelo SEMESP (2013) um crescimento de 107,3% nas IES Privadas e 61,4% nas públicas. Em 2013, segundo o INEP, o Brasil contava com 2.391 IES, sendo que 2.090 delas eram IES Privadas, que juntas matricularam 7.305.977 alunos. No Estado de São Paulo o INEP (2013) registrou 590 IES, sendo 500 delas IES Privadas que, juntas, matricularam 1.592.159 alunos.

Gráfico 1: Evolução de matrículas no ensino superior entre 2003 e 2013 (em milhões). Fonte: Mapa do Ensino Superior no Estado de São Paulo, SEMESP. 2013. p. 7.

A Figura 3 apresenta as 15 Regiões Administrativas (RA) que subdividem o Estado de São Paulo para a organização da administração estadual em todos os seus setores de gerenciamento dos serviços públicos.

Figura 3: Perfil das regiões administrativas do Estado de São Paulo

A Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) é formada por 39 municípios e compreende uma população de mais de 19,7 milhões de habitantes. Segundo o SEMESP (2013), a região possuía neste ano a quantidade de 220 IES, sendo 198 privadas e 22 públicas que, juntas, matricularam mais de 872 mil alunos.

O Brasil, segundo os dados do INEP (2013), contava com 2.391 Instituições de Ensino Superior (IES), sendo que 301 eram mantidas pelo Governo, ou seja, organizadas e mantidas pelo poder público, e 2.090 IES organizadas e mantidas pela iniciativa privada. Esse montante representa 87,41% de IES privadas no país.

Outro dado interessante é que, no montante total de IES no Brasil, 2.016 são Faculdades e, dessas, 140 IES Públicas e 1.876 IES privadas.

O estado de São Paulo, em 2013, continua liderando o país em número total de Instituições, apresentando a quantidade de 590 IES, das quais 90 são IES públicas e 500 IES privadas. Esse total representa 25% do montante nacional. Delas, ainda, 500 IES são Faculdades, das quais 78 são IES públicas e 422 IES privadas. São Paulo é seguido pelo Estado de Minas Gerais com 338 IES; nos demais Estados, a representatividade é bem mais diluída.

Quanto ao número de matrículas, o Brasil registrou, segundo o INEP (2013), o total de 7.305.977 matrículas nas IES distribuídas pelo país. Desse montante, 1.932.527 foram realizadas em IES públicas e 5.373.456 em IES privadas.

O INEP apresenta um dado também interessante, que é o número real de ingressantes nos cursos de graduação oferecidos pelas IES no Brasil. Esse número registrou um total de 2.742.950 alunos efetivamente ingressantes e representa 531.846 ingressos em IES públicas, contra 2.211.104 ingressos em IES privadas.

Pelo fato do Estado de São Paulo liderar o ranking de IES no país, o mesmo acontece com o montante de matrículas que, segundo o INEP (2013), registrou um total de 1.860.174, das quais 268.020 foram matrículas efetivadas em IES públicas e 1.542.159 em IES privadas no Estado.

Vale ressaltar que, desse total de matrículas ingressantes, 526.409 foram realizadas em Faculdades, das quais 79.726 em IES públicas e 446.683 em IES privadas.

O Estado de São Paulo lidera a distribuição de matrículas no Ensino Superior do País na ordem de 26% bruto, ou seja, considerando IES públicas e privadas em todas as suas modalidades de oferta de ensino superior.

Castro (2000), em estudo que demonstrou as desigualdades no sistema educacional brasileiro na década de 90, explicou que, seguindo a história das desigualdades brasileiras no sistema de ensino infantil, fundamental e médio, o ensino superior não fugiu à regra e, pior, representou resultados de desigualdade ampliada tanto quantitativa quanto qualitativamente.

Na época, 73,7% dos alunos matriculados no ensino superior viviam nas regiões Sudeste e Sul, que concentravam o maior número de instituições de ensino superior no país. Ela explica que, no Sudeste, de cada dez alunos universitários, oito já estudavam em IES privadas. Na região Sul a proporção era muito parecida, de cada 10 alunos, sete estudavam em IES particulares.

Mesmo representando um percentual bem menor de alunos inseridos na universidade, as região Centro-Oeste, Norte e Nordeste também apresentavam percentuais significativos de alunos estudando em IES particulares. Os percentuais eram 64,2%, 65,4% e 64,2, respectivamente.

Em seu estudo, Castro (2000) identificou também a relação alunos concluintes do ensino médio e ingressantes no ensino superior. A relação identificou que havia uma demanda maior de vagas para que se pudesse atender o número de concluintes. A autora apresenta os números indicando que no Norte e no Nordeste essa diferença era maior, vejamos: Sul – 1,5, Sudeste – 1,9, Centro-Oeste 1,7, Norte – 3,4 e Nordeste 3,3 concluintes por vagas ingressantes na universidade.

O estudo apontou, ainda, que a faixa etária prioritária para estudos no nível superior, à época, era de 20 a 24 anos, com alunos oriundos das classes mais elitizadas do país.

A autora finaliza dizendo que os indicadores do ensino superior no Brasil eram ainda mais desfavoráveis no Norte e no Nordeste, onde poucos alunos tinham acesso ao ensino médio e uma parcela ainda menor chegava ao ensino superior. As taxas de escolarização bruta nessas regiões estavam bastante abaixo da média

nacional, que era de 14,8%. O Norte apresentava uma taxa de 7,8% e o Nordeste, de 7,6%. O quadro era ligeiramente melhor nas demais regiões do país. 20,4% no Sul, 18,8% no Sudeste e 15,5% no Centro-Oeste.

Segundo dados publicados pelo INEP em 2013, o Brasil contava com 2.391 Instituições de Ensino Superior, sendo 301 públicas e 2.090 privadas.

Observando-se o montante de IES privadas, as regiões apresentaram os seguintes números: Sudeste 1.004 IES, Sul 366 IES, Centro-Oeste 222 IES, Nordeste 378 IES e Norte 120 IES.

Em um total de 21.199 cursos oferecidos pelas IES privadas, registrou-se o montante de 5.373.450 matrículas em 2013.

Os dados apontam que 5.999.068 candidatos se inscreveram para ingresso no ensino superior naquele ano; desses, 2.211.104 ingressaram em um dos cursos oferecidos no país. Importante ressaltar que 1.934.997 alunos ingressaram pelo processo seletivo convencional.

Atualizando os dados apresentados por Castro (2000), segundo o INEP (2013), o Brasil contava com 76,6% de alunos matriculados em IES privadas. A região Sudeste apresentou o expressivo percentual de 83,5% de matriculas no ensino superior privado, seguido pelo Centro-Oeste (79%), pela região Sul (68,8%), Norte (67,7%) e Nordeste (66%).

Quanto à relação alunos concluintes do ensino médio e ingressantes no ensino superior, a atualização dos dados mostrou que em 2013 havia 1,3 concluintes do ensino médio para cada ingressante no ensino superior. Isso se deve aos incentivos do Governo Federal que possibilitaram aos adultos que não tiveram condições de seguir com os estudos em nível superior à sua época retornarem ao banco da escola, mesmo fora da faixa etária de expectativa que é de 18 anos para ingresso na universidade. Nos dados de 2013, a única região que representou número abaixo de 1 nessa relação foi a região Nordeste (0,9). As demais regiões apresentaram os seguintes resultados: Região Sudeste 1,5; Sul 1,6; Centro-Oeste 1,8 e região Norte 1,1.

De acordo com o Portal Brasil (2015), site oficial do Governo Federal, dados da Pesquisa Nacional de Amostragem de Domicílios (PNAD 2012) apontaram que o percentual médio de escolarização do brasileiro na faixa de 18 a 24 anos subiu para 29,4%, o que significa um aumento real e importante quando comparado com os 14,8% de escolarização média apresentados por Castro em estudo do ano 2000.

1.4 A mudança de paradigma na educação brasileira e as facilidades do

Benzer Belgeler