SOSYOLOJİK YAKLAŞIM: FİLM İNCELEMELERİ
4.2.4. Siyasal Göç ve Yabancı Bir Ülkede Kadın Olma
Tradicionalmente a participação pública ocorre sob a forma de audiências públicas, as quais requerem a presença física dos cidadãos. Como tal podem constituir um fator limitante ao envolvimento de todos os stakeholders, uma vez que as audiências ocorrem em horários e localizações restritas. Alguns cidadãos podem ver-se impedidos de participar, quer seja por limitações horárias ou por falta de meio de deslocamento para o local em questão. Por outro lado, nestas audiências gera-se ocasionalmente um ambiente de confrontação, o que constitui outro fator desencorajador para a participação (Kingston et al., 2000). As audiências públicas constituem assim canais de participação offline (Phang e Kankanhalli, 2008).
O aparecimento das TIC veio revolucionar o modo como são criadas as oportunidades de participação, tornando possível a criação de canais de participação online, através de ligação à internet. Desta forma os cidadãos ficam dotados de acesso a uma maior quantidade de informação, o que lhes permite participar de forma mais eficiente na tomada de decisão (Komito, 2005). A World-Wide Web (WWW) conduziu assim à criação de um domínio público para apoiar a interação e o debate entre os cidadãos, levando ao surgimento de novas formas de democracia que vieram revolucionar a sociedade atual. Desta forma deixaram de existir restrições geográficas e temporais à participação, pois a informação encontra-se acessível em qualquer lugar e a qualquer hora, mediante uma ligação à internet (Komito, 2005).
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Este novo modo de participação obteve a designação de e-participação e assenta em três pilares fundamentais: cidadão, tecnologia e processo (Figura 2.12) (Salamat et al., 2011). Esta forma de participação caracteriza-se assim pela utilização das TIC para reforçar e promover a participação pública, em processos de tomada de decisão, recorrendo a estas tecnologias para apoiar a comunicação e a partilha de conhecimento entre cidadãos, comunidades e entidades governamentais (Bailey e Ngwenyama, 2011). Para que as iniciativas de e-participação sejam bem-sucedidas é necessário criar um ambiente de fácil comunicação e confiança. Tendo em conta este objetivo, devem ser utilizadas ferramentas TIC como portais Web com fóruns de discussão e chat online (com requisito de autenticação), entre outras.
Figura 2.12 - Pilares da e-Participação (Adaptado de Salamat et al., 2011)
No entanto, não existe uma única gama de ferramentas TIC adequadas a este tipo de iniciativas. Assim é necessário adaptar o conjunto de ferramentas empregadas aos objetivos da iniciativa em questão (Phang e Kankanhalli, 2008).
Utilização das TIC na monitorização ambiental
Tal como anteriormente realçado as TIC possuem um papel determinante na gestão ambiental, em particular no que se refere à inclusão de dados recolhidos por cidadãos em atividades de gestão, ou seja, na tomada de decisão ambiental. Estas tecnologias possuem um papel facilitador em termos das tarefas de monitorização ambiental, ao permitirem o desenvolvimento de iniciativas voluntárias por parte dos cidadãos. Isto é, as TIC possibilitam a implementação de iniciativas de monitorização colaborativa, devido à utilização da internet, bem como da computação e comunicação móveis. Estas ferramentas criaram novos modos de recolha, acesso, processamento e comunicação de dados ambientais (Gouveia et al., 2004).
Especialmente o aparecimento das tecnologias Web 2.0 veio transformar o modo como é criado e gerido o conteúdo online. Este termo refere-se a um conjunto de aplicações online interativas e controladas por utilizadores, de natureza open-source. Estas aplicações apoiam a criação de comunidades virtuais de utilizadores como forma de facilitar a partilha de ideias e conhecimento, ao
e-Participação Cidadão
Tecnologia
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permitirem um eficiente desenvolvimento e partilha de conteúdos. Este conjunto de tecnologias engloba cinco categorias (Constantinides e Fountain, 2008):
Blogs - abreviação de Web logs;
Redes sociais – aplicações que permitem aos utilizadores criarem Websites pessoais, acessíveis a outros utilizadores (e.g. Facebook);
Comunidades - Websites para partilha de determinados tipos de conteúdo (e.g. Youtube); Fóruns – sites para troca de ideias e informação, habitualmente sobre assuntos específicos
(e.g. Python);
Agregadores de conteúdo - aplicações que permitem aos utilizadores customizarem integralmente o conteúdo Web a que pretendem aceder (e.g. Netvibes).
A monitorização ambiental colaborativa pode beneficiar da utilização deste tipo de tecnologias, pois permitem a criação de comunidades virtuais de voluntários. Dentro destes grupos os utilizadores partilham objetivos comuns, dados e informação (Gouveia e Fonseca, 2008). É possível enunciar um conjunto de características que um sistema de monitorização ambiental colaborativa deve possuir, para que seja eficiente em diversos aspetos (Gouveia et al., 2004):
Recolha de dados - deve permitir a qualquer cidadão introduzir dados sobre o estado do ambiente, promovendo ao mesmo tempo a visibilidade dessa mesma informação e a reutilização dos dados por outros;
Acesso e exploração de dados – deve permitir realizar pesquisas temáticas, temporais e espaciais de informação ambiental, assim como permitir a visualização interativa de dados; Validação de dados - deve existir uma estrutura para validação dos dados, por forma a apoiar
os voluntários na recolha de dados com qualidade conhecida, para que a informação resultante se torne útil;
Comunidades de monitorização online – estas comunidades devem permitir a todos os stakeholders partilharem as suas visões e receios sobre o estado do ambiente, para que possam empenhar-se conjuntamente na sua melhoria.
Dado este tipo de sistema centrar-se no envolvimento de cidadãos com diferentes níveis de conhecimento e na utilização das TIC, existem alguns desafios inerentes à sua implementação. Estas dificuldades estão relacionadas com o acesso e uso da tecnologia necessária, dado poderem existir lacunas relativamente ao conhecimento técnico necessário para lidar com este tipo de tecnologias. Por outro lado, os custos financeiros associados podem igualmente restringir o acesso dos cidadãos (Gouveia e Fonseca, 2008). Desta forma é necessário facilitar o acesso dos cidadãos às tecnologias TIC e fornecer o treino adequado para ultrapassar a sua falta de familiaridade. É ainda essencial a implementação de ferramentas de utilização simples, que facilitem a participação por parte de todos os stakeholders (Gouveia et al., 2004).