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Silahlı Kuvvetlerin Yönetime İlk Müdahalesi 27 Mayıs 1960

1.7. DEMOKRASİ VE EKONOMİ İLİŞKİSİ

2.1.3. Silahlı Kuvvetlerin Yönetime İlk Müdahalesi 27 Mayıs 1960

A revisão da literatura sobre conexão entre a estratégia e o conhecimento na criação de valor adicional para stakeholders expressivos, visando uma nova forma de organizar os contextos capacitantes, apoiou-se, particularmente, no estudo da análise das lacunas estratégica e de conhecimento, na dinâmica do processo de criação do conhecimento, na participação nos contextos capacitantes e na percepção e criação de valor.

Em decorrência dessa revisão, foi possível refinar o problema, a questão de pesquisa, a tese e elaborar as proposições que deram sustentação à pesquisa e nortearam os trabalhos de campo. Após a coleta, tratamento e análise dos dados obtidos nas entrevistas, e visando validar os trabalhos anteriores, um conjunto dos comentários mais relevantes para a pesquisa foi submetido à validação dos entrevistados. Com base nessa etapa final, tomando como referência os elementos essenciais da pesquisa (Problema e Questão de Pesquisa – Tese e Proposições), a análise dos principais resultados será, a seguir, explicitada.

Problema de Pesquisa

“As organizações estão deixando de aproveitar ativos de conhecimento passíveis de gerar valor.”

A pesquisa evidenciou que as organizações estão deixando de aproveitar os excedentes cognitivos de seus integrantes, o que pode ser atestado pelos índices de concordância dos especialistas entrevistados, particularmente em relação ao questionamento sobre como as organizações lidam com os excedentes cognitivos, a saber:

- 100% concordam que os excedentes cognitivos podem contribuir para o aumento do potencial inovativo e da competitividade das organizações (P6);

- 94,1% concordam que as organizações não sabem o que fazer com os excedentes cognitivos de seus integrantes (P1);

- 88,2% concordam que as organizações não estão conseguindo dar conta do conhecimento que elas identificam como necessários para suas estratégias em curso, quanto mais com os excedentes cognitivos (P1); e

- 100% estão de acordo que as organizações não possuem uma abordagem estruturada para tratar os excedentes cognitivos de posse dos seus integrantes (P1).

O registro de que as organizações não estão conseguindo dar conta nem do conhecimento diretamente ligado à estratégia é um forte indício das dificuldades para se lidar com os excedentes cognitivos nas organizações e sinaliza a necessidade de atenção especial por parte dos estudiosos, pesquisadores, estrategistas e gestores do conhecimento.

Questão de Pesquisa

“Por que as organizações estão deixando de aproveitar os excedentes cognitivos de seus integrantes que podem gerar valor adicional para seus

stakeholders expressivos?”

O referencial teórico apresentou os excedentes cognitivos como elementos capazes de gerar valor adicional para os stakeholders expressivos das organizações. A pesquisa empírica, por sua vez, indicou aspectos que respondem ao “por que” da questão de pesquisa. Nesse sentido, além dos comentários que atestaram o problema, acrescentam-se:

- 70,6% concordam que falta às organizações a percepção da importância do conhecimento que os excedentes cognitivos representam (P3);

- 70,6% dos especialistas estão de acordo que uma das principais barreiras à evidenciação e mobilização dos excedentes cognitivos para gerar valor é o rigor no alinhamento aos objetivos estratégicos (P3); e

- 64,7% foram de parecer que os superiores ignoram os excedentes cognitivos dos seus subordinados nas organizações (P7).

As 46 (quarenta e seis) repostas apresentadas pelos especialistas à pergunta sobre as principais barreiras aos excedentes cognitivos geraram 112 (cento e doze) comentários, sendo 92 (noventa e dois) institucionais e 20 (vinte) de caráter ligado às pessoas. Esse número excessivo indica as diversas razões que têm levado as

organizações a deixarem de aproveitar esses ativos de conhecimento passíveis de gerar valor adicional para seus stakeholders expressivos.

Tese

“Os atuais contextos capacitantes constituem barreiras à criação adicional para os stakeholders expressivos pela inibição aos excedentes cognitivos.” Proposição 1

“Os contextos capacitantes são definidos, articulados e orientados como plataformas para a criação do conhecimento segundo a lógica dominante da

estratégia em curso.”

Essa primeira proposição, sustentadora da tese, tratava sobre a Estratégia Tradicional e a sua lógica subjacente de alinhamento aos objetivos e metas estabelecidos na execução da estratégia. A essa proposição estavam atreladas, inicialmente, as perguntas ímpares (P1- P3 - P5 - P7) que apresentaram índices capazes de validá-la, a saber:

- 58,8% dos entrevistados foram de parecer que o que rege os contextos capacitantes nas organizações é o alinhamento à estratégia em curso (P5).

- 58,8% concordaram que a eficiência na obtenção das metas (resultados) está entre os fatores que definem, articula e orientam os contextos capacitantes (P5).

Os dois primeiros percentuais confirmam a proposição de que existe uma lógica dominante decorrente da estratégia na concepção dos contextos capacitantes. Entretanto, os comentários da Pergunta 4 que tratava sobre a existência dos contextos capacitante indicaram uma inconsistência com o sentido geral da proposição de que as organizações criam intencionalmente os contextos capacitantes como plataformas para a criação do conhecimento.

- 58,8% dos especialistas entrevistados discordaram que os contextos capacitantes são criados intencionalmente pelas organizações como plataforma para a criação do conhecimento (P4).

- 88,2% dos especialistas entrevistados concordaram que existem algumas iniciativas isoladas e não sistematizadas de criação de contextos capacitantes nas organizações (P4).

-76,5% por sua vez afirmaram que os contextos capacitantes só existem nas organizações modernas que valorizam o conhecimento (P4).

Mesmo que existam algumas iniciativas isoladas para a criação de contextos capacitantes nas organizações, a miopia estratégica e a limitação na visão periférica, decorrentes do foco excessivo na obtenção de metas e alinhamento à estratégia em curso podem comprometer a evidenciação e mobilização dos excedentes cognitivos, conforme será visto a seguir.

Proposição 2

“Os contextos capacitantes, como tradicionalmente definidos, articulados e orientados para suprir as lacunas evidenciadas pela estratégia, podem conduzir à rigidez estratégica e inibir a evidenciação e mobilização dos

excedentes cognitivos.”

Os comentários que foram elencados para sustentar a Proposição 2 são oriundos, também das perguntas ímpares, isto é, as que tratavam da Lógica Tradicional. Assim, são responsáveis pela miopia estratégica e limitação da visão periférica os aspectos já listados anteriormente: alinhamento aos objetivos (70,6%); alinhamento à estratégia em execução (58,8%); busca da eficiência na obtenção das metas (58,8%). Somam-se a isso o fato das organizações não saberem o que fazer com os excedentes cognitivos (94,1%) e não possuírem uma abordagem estruturada para tratar os excedentes cognitivos (100%), além dos superiores ignorá-los (64,7%).

Esses índices retratam a inibição a que os excedentes cognitivos estão sujeitos, tanto em sua evidenciação quanto na sua mobilização para gerar valor adicional. Nessa lógica tradicional, os contextos capacitantes funcionam como verdadeiros filtros, deixando passar somente o que interessa à estratégia estabelecida.

Proposição 3

“Os excedentes cognitivos podem induzir a criação de valor adicional para os stakeholders expressivos da organização.”

Essa proposição está vinculada à Lógica Emergente proposta para a criação, articulação e orientação dos contextos capacitantes como loci de evidenciação e mobilização dos excedentes cognitivos. Com base nessa nova lógica, foram formuladas as perguntas pares (P2 – P4 – P6). Os índices de concordância dos comentários das entrevistas atestam a potencialidade dos excedentes cognitivos como elementos de valor e, portanto, capazes de gerar valor adicional.

- 100% dos especialistas concordaram que os excedentes cognitivos produzem um aumento do potencial inovativo e da competitividade (P6);

- 76,5% estão de acordo que os excedentes cognitivos induzem novas estratégias (P2);

- 88,2% concordam que os excedentes cognitivos contribuem para a melhoria do desempenho das organizações (P6);

- 88,2% concordam que o reconhecimento das ideias e a valorização dos detentores dos excedentes cognitivos podem induzir a criação de valor adicional nas organizações (P6). - 94,1% estão de acordo que a ampliação dos níveis de comprometimento gerados pela

mobilização dos excedentes cognitivos de seus detentores induz a criação de valor adicional nas organizações (P6); e

82,4% concordam que a mobilização dos excedentes cognitivos amplia os sensos de realização e de identidade de seus detentores (P7).

Além dessas aspectos, dois outros comentários validados pelos especialistas entrevistados apontaram para a possibilidade de geração de benefícios futuros, a saber:

- 70,6% - criar oportunidades para a evidenciação e mobilização dos excedentes cognitivos (P2); e

- 82,4% - alocar as pessoas nas funções onde possam aplicar seus excedentes cognitivos (P2).

Esses índices confirmam a Proposição 3 e indicam a potencialidade dos excedentes cognitivos como elementos capazes de gerar valor que atendam às necessidades, interesses e expectativas (função utilidade) dos stakeholders expressivos da organização.

Proposição 4

“Os excedentes cognitivos podem sugerir novas dinâmicas de funcionamento para os contextos capacitantes como plataformas para a criação do

A Lógica Emergente está baseada nas culturas da participação, abundância e generosidade, e pode gerar novas normas sociais de interações e sugerir novas dinâmicas decorrentes do fluxo de excedentes cognitivos que passarão e existir nos contextos capacitantes. Nesse sentido, os especialistas expressaram seus graus de concordância em relação aos excedentes cognitivos como capazes de gerar as seguintes ações:

- 70,6% - ampliar as interações e conexões entre os integrantes da organização (P2); - 76,5% - induzir novas estratégias (P2);

- 94,1% - gerar inovações (P2);

Com base no que foi obtido na revisão da literatura e confirmado pela pesquisa empírica é possível confirmar a tese de que os atuais contextos capacitantes constituem barreiras à criação de valor adicional para os stakeholders expressivos pela inibição aos excedentes cognitivos.

A lógica dominante da Estratégia Tradicional traz consigo uma rigidez que torna os contextos capacitantes verdadeiros filtros que dificultam a evidenciação e mobilização dos conhecimentos que não estão diretamente alinhados com a estratégia em curso.

Embora não negando a validade da Estratégia Tradicional, uma nova forma de organizar os contextos capacitantes é proposta, tendo como lógica subjacente as culturas da participação, abundância e generosidade, o que poderá proporcionar flexibilidade às estratégias em curso, induzir a criação de valor adicional e sugerir novas dinâmicas de funcionamento para os contextos capacitantes como plataformas para a criação do conhecimento organizacional.

O Quadro 50 apresenta uma síntese do confronto entre os elementos essenciais da pesquisa e os principais resultados obtidos.

O capítulo 6. CONSIDERAÇÕES FINAIS apresentará as reflexões decorrentes da

Benzer Belgeler