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SERMAYE, YEDEKLER VE DİĞER ÖZKAYNAK KALEMLERİ

Belgede GSD Holding Anonim Şirketi (sayfa 55-63)

O Corpo físico é matéria e energia. A fonte de vida e a própria vida no homem e no universo é o pr na. Com estas poucas palavras é descortinada a concepção energética de vida e do ser humano que por milhares de anos é aceita na Índia e nos países do Oriente em geral. Então, sustentar a vida é sustentar a energia que demora em nós e no ambiente. E como fazer isso? O primeiro dia do curso é dedicado, inicialmente, a lembrar-nos que é necessário um estilo de vida que favoreça a elevação e o equilíbrio do pr na no nosso sistema físico: sono, alimentação, estado prazeroso da mente (ou meditação) e respiração são apresentadas como as principais fontes de vitalidade. Cada um destes temas foi abordado de modo claro, simples e direto, deixando em mim um espaço de reflexão sobre os meus próprios hábitos de vida.

Corpo físico ou annamayakosha deriva de anna que significa alimento. O corpo denso nasce do alimento, cresce por causa do alimento e retorna à terra, que é da natureza do alimento. A minha principal preocupação nos últimos anos de minha vida estava sendo perder peso, já que estava e ainda estou acima do meu peso ideal, aproximadamente oito quilos. Contar calorias, cortar doces, açúcar e carboidratos estavam sendo o meu foco. Apesar de conhecer a teoria sobre pr na ou chi, jamais havia assumido o compromisso de mudar os

meus hábitos alimentares. A alimentação vegetariana foi sugerida para os dias do curso, por ser a mais rica em pr na e não deixar toxinas no corpo derivadas das carnes. Aquela recomendação para mim soou como impossível, já que os 45 anos da minha vida passei comendo carnes e apreciando-as. Decidi excluir as carnes vermelhas, mas o peixe e o frango os manteriam. E quanto aos alimentos congelados, enlatados ou em caixinhas, com conservantes que são pobres em energia vital? Percebi o quanto eu mesma e a população mundial se alimenta mal. Como viver livre das doenças e com uma energia equilibrada se a sociedade estimula a ingestão dos piores alimentos para a nossa saúde, que não sustentam a vida, pelo contrário, roubam o pouco que temos de energia?

A abordagem sobre o sono, enquanto horas destinadas à regeneração do nosso sistema, o qual deve ser adequado em quantidade e qualidade, também me fez perceber o quanto as minhas longas horas de sono eram fonte de perda de energia e não de reposição energética. Eu sempre fui uma dorminhoca incondicional. Qualquer cansaço físico ou emoção e sentimentos desagradáveis me levavam para a cama. Dormir era para mim uma forma de distanciar-me do mal-estar de mim mesma. E cada vez mais eu me sentia cansada, sonolenta, pesada, deprimida e sem energia. Mudar os hábitos. Mudar os hábitos. Continuou ressoando na minha mente, mas a própria mente reagia. Era impossível, afinal, os hábitos se tornam parte de nós mesmos, começamos a gostar deles, mesmo que sejam maus hábitos.

O tema sobre o estado prazeroso da mente caiu como uma luva e como uma bomba para mim. Uma luva porque esta era uma das práticas de autotransformação e crescimento pessoal que eu já vinha praticando há cinco anos, e como uma bomba porque trouxe à minha consciência o quanto eu estava longe de alcançá-lo. Também chamado de estado meditativo ou mente positiva, implica a capacidade de viver com uma mente calma, tranquila e livre da negatividade, a qual é obtida pela prática de momentos diários de meditação, contemplação, boa música ou bons livros. Enveredando pela minha mente, encontrei toda a negatividade escondida em uma falsa visão positiva da vida. Como era frágil a minha positividade que se esfacelava frente a qualquer pequeno obstáculo! Toda a visão que eu estava tendo dos meus problemas pessoais e existenciais eram criados através desta lente negativa enraizada na minha mente. Quanto ainda tenho que percorrer nesta viagem de evolução para superar esta mente que julga que se apega ao negativo e duvida do positivo?

A abordagem da respiração como fonte de pr na, de vida, nos conduziu às práticas que são o coração dos cursos da Arte de Viver. A inspiração é o primeiro ato da nossa vida e também vai ser o último. O que acontece entre este primeiro e último ato é a vida, a qual é sustentada pela nossa capacidade respiratória. Nascemos com uma respiração perfeita,

natural, e o que acontece durante a nossa existência é que perdemos este ritmo natural, que é um ritmo que está em todo o universo, de expansão e contração. As experiências deixam marcas e memórias no nosso corpo que interferem na nossa respiração. Emoções e sentimentos estão ligados à respiração. Emoções diferentes provocam respostas respiratórias diferenciadas, o que com o tempo vai transformando a nossa respiração, criando um ritmo alterado. As consequências são uma baixa vitalidade e as inúmeras doenças que se manifestam no corpo físico e emocional. Reaprender a respirar, restabelecer o ritmo natural e espontâneo da respiração no nosso corpo, conduzir e controlar o pr na no nosso sistema é o caminho proposto neste curso.

Há muito eu tinha consciência das alterações na minha respiração. Desde os primeiros trabalhos de bioenergética, desenvolvidos no início da década de 90, que eu havia tomado consciência de uma grande armadura que envolvia o meu peito e dificultava a minha inspiração e expiração. Os diversos trabalhos psicoterapêuticos haviam atuado de alguma forma nesta zona, porém, eu ainda sentia os limites da minha capacidade respiratória. A minha respiração era muito lenta e pouco profunda, o que muitas vezes dificultava a minha prática de exercícios respiratórios diários e a meditação. Segundo Lowen (1983), este é um padrão respiratório apresentado por pessoas depressivas. Mas eu não me reconhecendo como deprimida, negava este padrão em mim. Pelo contrário, achava uma grande vantagem. O quanto eu estava enganada e enganando a mim mesma! Já nos primeiros exercícios propostos ficou claro que as minhas limitações estavam ainda presentes. E fazer os pr nayam 1 apresentados, Ujjayi e Bhastrika, como são praticados na Arte de Viver, trouxeram um bem- estar imediato. Senti uma grande calma, a mente tranquila e muita energia circulando em todo o corpo. Naquele tempo eu não tinha um conhecimento profundo do Yoga e nem o praticava. As minhas experiências se restringiam à minha prática dos pr nayamas ensinados na Self- Realization Fellowship de Paramahansa Yogananda, e um curso de Yoga Integral segundo Sri Aurobindo, mestre de Yoga indiano.

Mas eu estava curiosa para conhecer e experimentar o Sudarshan Kriya®. O que haveria de tão especial nesta prática? Queria verificar se tudo o que se falava a respeito era realmente confiável e verdadeiro. Porque todo este grande segredo em torno desta prática? Em nenhum lugar encontrei a descrição de como fazê-la, o que me parecia estranho e pouco

1 Pr nayama significa “extensão ou expansão do pr na”. As técnicas de pr nayama são um método através do qual a força da vida pode ser ativada ou regulada elevando nosso estado de energia vibratório e conseqüentemente levando-nos a ultrapassar nossas limitações.

democrático. Afinal o Yoga é uma prática muito antiga e universal, em todos os livros pode- se encontrar as descrições das posturas e dos pr nayamas. A minha mente questionava e julgava, questionava e analisava, em um círculo que se repetia incessantemente.

Trabalhar o corpo físico a partir de posturas é uma das partes do Yoga. Ásanas são posturas que trazem inúmeros benefícios para o conjunto corpo-mente. Há muito tempo estes ásanas são praticados na Índia como parte de um sistema complexo de evolução pessoal que tem como finalidade a liberação do homem, levando-o à união com o divino ou estado de yoga. Foi neste curso que entrei em contato com a prática de ásanas. Na Arte de Viver os ásanas são praticados segundo o estilo Sri Sri Yoga, idealizado pelo próprio Sri Sri Ravi Shankar. É uma prática divertida, alegre, relaxada que se diferencia bastante dos estilos conhecidos no Ocidente, os quais são formais e estruturados. A minha primeira impressão foi de estranhamento, afinal os primeiros movimentos de aquecimento se pareciam com uma aula de ginástica comum. Algumas posturas mais complexas foram realizadas me deixando com uma sensação de frustração, pois não consegui seguir o ritmo da atividade. Como eu estava rígida e fora de forma! “Preciso dar uma maior atenção ao meu corpo físico”, pensei comigo mesma. Tomei, então, consciência que o meu bem-estar deveria começar pela dimensão corporal. Isso, é claro, eu já sabia, afinal discutir saúde e qualidade de vida faz parte da minha profissão. Porém, ironicamente, eu não estava integrando este conhecimento à minha vida diária, aos meus hábitos. Há quanto tempo eu estava sem praticar qualquer atividade física? Quase três anos haviam se passado desde a minha última aula de tai-chi-chuan, ainda na Itália. De vez em quando, eu fazia uma pequena caminhada, mas não tinha determinação e força de vontade suficiente para manter uma prática contínua. Toda a minha vida estava limitada pelas minhas dificuldades emocionais, pelo meu estado depressivo, e, como eu havia descoberto no curso, pelo baixo nível de pr na. A minha maior necessidade naquele período era elevar a energia vital no meu organismo. Fazer circular o pr na, eliminar a energia estagnada no meu corpo e, principalmente, eliminar a gordura desnecessária. Mas eu não tinha tanta certeza de que eu seria capaz de fazê-lo, a minha visão negativa estava sempre em ação, colocando obstáculos, dificultando a minha ação.

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