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3.2. Biyo Ethanol Nedir ? Nasıl Üretilir?

3.2.6. Selülozlu hammaddelerden alkol eldesi

Em seu estudo sobre a incorporação de terras rurais às cidades, Miranda (2002) aponta que a “face mercantil do capital imobiliário” manifesta-se na concessão pública do direito ou do privilégio, já no ato de transformação de uma área rural em área urbana passível de ser loteada, ou mesmo através da atribuição de um zoneamento passível de multiplicar o coeficiente de aproveitamento, ou mesmo de permitir a constituição de condomínios de casas, mais densos e mais rentáveis.

A autora destaca, portanto, que os processos de valorização imobiliária de terras, iniciam-se com a própria definição dos limites do perímetro urbano, passando pela definição do zoneamento, até a permissão de uso de áreas públicas transformando-as em áreas de uso exclusivo de condôminos, no caso dos loteamentos fechados. Aponta também que somente após 1979, com a publicação da Lei Federal 6.766/79 (Lei Lehman), foi exigido dos municípios a definição de um perímetro urbano, pois a lei só permitiria a implantação de loteamentos em área urbana.

A partir do perímetro urbano os terrenos foram divididos em duas grandes categorias: de um lado terras urbanas passíveis de serem loteadas e tributadas pelo IPTU, e, de outro, terras rurais proibidas de serem parceladas e que são taxadas pelo Imposto Territorial Rural (ITR). Isto permitiu que glebas situadas na franja urbana e servidas por infra-estrutura continuassem a pagar o ITR. As terras rurais se mantiveram mais baratas, embora situadas em áreas infra-estruturadas, conectadas ao centro metropolitano de forma eficiente e rápida.

Em Campinas, objeto de nossa pesquisa empírica, só no ano de 1979, ano de publicação da Lei 6.766, foram acrescidos mais de 227 milhões de metros quadrados à área urbana.

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reserva um terreno à utilização exclusiva, pode cercá-lo ou fechá-lo, observando o tipo de tapume previsto na convenção. Pode aliená-lo com o terreno reservado. Mas não lhe assiste o direito de dissociar a sua unidade do conjunto condominial nem separá-la da fração ideal que lhe corresponde nesse conjunto. E muito menos apropriar-se das partes de uso comum ou embaraçar sua utilização pelos demais.

(Pereira apud Freitas, 2005: 318)

O que caracteriza o condomínio é “a ocorrência de praças e ruas particulares (não são logradouros públicos), possibilidade de bloquear o acesso ao condomínio aos comuns do povo, através de portão ou portaria dividindo solo público e privado”. (Pessoa apud Freitas, 2005: 319) Esta é a principal diferença entre o condomínio e o loteamento fechado: a propriedade de ruas e praças de uso condominial, e, portanto o direito de acesso e uso exclusivo a estas por parte de seus proprietários. O acesso aos logradouros públicos se dá a partir de um sistema viário próprio.

Entretanto o proprietário/condômino fica sujeito ao cumprimento de regras internas tais como as proibições de:

I - alterar a forma externa da fachada;

Il - decorar as partes e esquadriais externas com tonalidades ou cores diversas das empregadas no conjunto da edificação;

III - destinar a unidade a utilização diversa de finalidade do prédio, ou usá-la de forma nociva ou perigosa ao sossêgo, à salubridade e à segurança dos demais condôminos;

IV- embaraçar o uso das partes comuns.

§ 1º O transgressor ficará sujeito ao pagamento de multa prevista na convenção ou no regulamento do condomínio, além de ser compelido a desfazer a obra ou abster-se da prática do ato, cabendo, ao síndico, com autorização judicial, mandar desmanchá-Ia, à custa do transgressor, se êste não a desfizer no prazo que lhe fôr estipulado.

§ 2º O proprietário ou titular de direito à aquisição de unidade poderá fazer obra que (VETADO) ou modifique sua fachada, se obtiver a aquiescência da unanimidade dos condôminos. (Pereira apud Freitas, 2005: 318)

A lei institui a obrigatoriedade do pagamento das taxas referentes às despesas do condomínio, prevendo multas de até 20% sobre o débito, no caso do condômino não pagar a taxa no prazo estipulado.

3.1.2 .

3.1.2.1.

Urbano ou Rural?

Inserido na discussão da ilegalidade, cabe também a este trabalho discutir o que se denomina área urbana e zona rural. Nossas pesquisas revelam que começam a surgir, em maior quantidade, loteamentos fechados para fins urbanos em zona rural, dada as vantagens imobiliárias encontrada na zona rural.

O perímetro Urbano

Em seu estudo sobre a incorporação de terras rurais às cidades, Miranda (2002) aponta que a “face mercantil do capital imobiliário” manifesta-se na concessão pública do direito ou do privilégio, já no ato de transformação de uma área rural em área urbana passível de ser loteada, ou mesmo através da atribuição de um zoneamento passível de multiplicar o coeficiente de aproveitamento, ou mesmo de permitir a constituição de condomínios de casas, mais densos e mais rentáveis.

A autora destaca, portanto, que os processos de valorização imobiliária de terras, iniciam-se com a própria definição dos limites do perímetro urbano, passando pela definição do zoneamento, até a permissão de uso de áreas públicas transformando-as em áreas de uso exclusivo de condôminos, no caso dos loteamentos fechados. Aponta também que somente após 1979, com a publicação da Lei Federal 6.766/79 (Lei Lehman), foi exigido dos municípios a definição de um perímetro urbano, pois a lei só permitiria a implantação de loteamentos em área urbana.

A partir do perímetro urbano os terrenos foram divididos em duas grandes categorias: de um lado terras urbanas passíveis de serem loteadas e tributadas pelo IPTU, e, de outro, terras rurais proibidas de serem parceladas e que são taxadas pelo Imposto Territorial Rural (ITR). Isto permitiu que glebas situadas na franja urbana e servidas por infra-estrutura continuassem a pagar o ITR. As terras rurais se mantiveram mais baratas, embora situadas em áreas infra-estruturadas, conectadas ao centro metropolitano de forma eficiente e rápida.

Em Campinas, objeto de nossa pesquisa empírica, só no ano de 1979, ano de publicação da Lei 6.766, foram acrescidos mais de 227 milhões de metros quadrados à área urbana.

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A facilidade em articular forças políticas, executivo e Câmaras Municipais, para mudança do perímetro urbano, incentivou durante décadas a aquisição de terras rurais para futuros projetos imobiliários. Comprava-se terra rural a ser transformada quando da incorporação em terra urbana. Muitos foram os casos de loteamentos fechados promovidos desta forma.

Sem controle urbano, ficar fora do perímetro urbano tornou-se vantajoso para o setor imobiliário. Este fato se observa no preço dos lotes situados em uma mesma região. A variação entre o metro quadrado de um lote rural fechado e um lote urbano fechado varia de R$15,00 a R$ 480,00. Conclui-se, portanto, que possuem custos de produção bastante diferenciados também.

Benzer Belgeler