4.4. Çevresel ve sosyal etkileri
4.4.1. Çevresel etkileri
Exporemos a seguir alguns pontos no qual se baseia a argumentação da ilegalidade encontrada nos loteamentos fechados. Basearemos nossa explicação em pareceres, ações civis, ações de inconstitucionalidade expedidas pelo Ministério Público, em processos referentes a loteamentos fechados.
3.3.
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Freitas cita como referência as defesas de Elvino Silva Filho, “Loteamento Fechado e Condomínio Deitado”, RDI, vol 14, julho/dezembro-1984 e Marco Aurélio Viana, “Loteamento Fechado e Loteamento Horizontal”, AIDE, 1991.
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Tal situação tem sido questionada por parte do Ministério Público, que entende que a ocupação rural instituída pela referida norma não faz referência a parcelamento ou divisão de imóvel rural, menciona "alterações de uso do solo rural" para situações onde, por exemplo, pretende-se instalar um equipamento comercial ou de serviços como um hotel-fazenda, ou uma escola técnica. Assim a alteração de uso se dá para finalidade urbana sem haver o parcelamento do imóvel. Hely Meirelles (1992) argumenta também que as instruções normativas “não podem contrariar a lei, o decreto, o regulamento, o regimento ou o estatuto do serviço, uma vez que são atos inferiores de mero ordenamento administrativo interno”.
Nossas pesquisas na Região Metropolitana de Campinas demonstram o grande impacto ambiental e urbano causado por tais implantações. Por não obedecerem as regras de parcelamento urbano, possuem áreas nunca inferiores a um milhão de metros quadrados, mas não elaboram estudos de impacto, mesmo que este seja grande devido à proximidade de áreas naturais, desocupadas e de uso rural. A impermeabilização de grandes áreas no meio rural deverá acarretar alterações nas dinâmicas naturais da região, trazendo conseqüências para as áreas urbanas situadas nas mesmas sub-bacias.
O artifício legal das prefeituras
O fechamento dos loteamentos convencionais da Lei 6.766/79, operado mediante obstrução das vias internas ao acesso do público, com a colocação de obstáculos, cancelas e guaritas, é sustentado por alguns autores como lícito , sendo freqüente o argumento de que o município pode viabilizá-lo pelo instituto da concessão real de uso das áreas públicas previsto no artigo 7º do Decreto-lei no 271, de 28.02.67.
(Freitas, 2005: 327)
Baseados neste entendimento, diversos municípios brasileiros elaboraram leis de concessão de uso para a permissão de fechamento de ruas e praças internas aos loteamentos convencionais.
A lei de Campinas, 8.736/96, utiliza a permissão a título precário de uso das áreas públicas de lazer e das vias de circulação, como forma de permitir a constituição de Loteamentos Fechados. Ela exige a constituição de uma Associação de Proprietários, na forma de pessoa jurídica, para a permissão de uso das áreas públicas de lazer e das vias públicas. A permissão é concedida “por tempo indeterminado, podendo ser revogada a qualquer momento pela Prefeitura Municipal”. (Artigo 8º).
3.2.
2
O artifício da permissão surge como alternativa no caso da impossibilidade de venda e compra das áreas públicas por parte dos “condomínios”. No caso da venda de área pública, esta dependeria de autorização legal de desafetação (dada por meio de lei) e posteriormente submetida a um processo público de venda: a licitação. Porém a venda de imóvel público é permitida apenas aos bens dominiais, sendo incompatível para os bens de uso comum do povo. A desafetação de uma via pública, conforme explicitado por Freitas (2000), só poderá se dar se for comprovado ter ela perdido a função de circulação.
O processo de licenciamento tem sido também importante instrumento para viabilização dos loteamentos fechados. Conforme estabelece o Artigo 9º da lei 8.736/96, em Campinas, a “permissão de uso e a aprovação do loteamento serão formalizados por decreto do Poder Executivo”. Aprova-se o loteamento como aberto, segundo as regras da lei 6.766/79, como se fosse um loteamento convencional, e fecha-se posteriormente mediante autorização especial dada pela Prefeitura Municipal. As autorizações de fechamento de ruas e praças não são de conhecimento público e a Prefeitura alega ter pouco controle sobre elas, isto é, ruas e praças fechadas, bem como guaritas, não fazem parte dos cadastros municipais. A informação sobre o que se autorizou, ou não, não é obtida.
Os traçados sinuosos, com ruas em culs-de-sac, desconectadas do grid das ruas da cidade, facilita a argumentação quanto ao fechamento das mesmas. Conforme apresentaremos no capítulo 4, traçados sinuosos foram, desde os primeiros subúrbios, ferramenta para facilitar o fechamento dos acessos.
A falta de controle urbano sobre ruas que se fecham sem autorização prévia faz parte da cumplicidade das administrações municipais em autorizar a ilegalidade. Esta é a regra: mantém-se o fato consumado da ilegalidade.
A argumentação da ilegalidade
Exporemos a seguir alguns pontos no qual se baseia a argumentação da ilegalidade encontrada nos loteamentos fechados. Basearemos nossa explicação em pareceres, ações civis, ações de inconstitucionalidade expedidas pelo Ministério Público, em processos referentes a loteamentos fechados.
3.3.
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Freitas cita como referência as defesas de Elvino Silva Filho, “Loteamento Fechado e Condomínio Deitado”, RDI, vol 14, julho/dezembro-1984 e Marco Aurélio Viana, “Loteamento Fechado e Loteamento Horizontal”, AIDE, 1991.
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Há um entendimento de que ao se fecharem ruas e praças públicas de loteamentos convencionais, ferem-se diversas leis de âmbito federal e estadual.
Ao começar pela análise da Constituição Federal, passando pelos Códigos Penal e Tributário e terminando pelo Código Civil, constata-se que os cidadãos estão sendo ofendidos em seus direitos e garantias fundamentais.
Isto porque as associações atuam da seguinte maneira:
a) Fecham várias vias de acesso ao bairro, construindo muros ou colocando enormes blocos de concreto sobre as mesmas. Sobre as vias não fechadas, constroem guaritas e portarias, instalando cancelas, portões eletrônicos e/ou sistemas internos de filmagem com o objetivo de parar os transeuntes, identificá-los e indagar seu destino. Diminuem assim, as opções de entrada e saída do bairro, sobrecarregando o fluxo de trânsito em algumas vias em detrimento de outras. Do mesmo modo, perturbam o direito de ir e vir dos cidadãos, obrigando-os a transitar por caminhos pré-determinados;
b) Concedem poderes de polícia a vigilantes privados, pessoas que, à evidência, não têm legitimidade para tanto, os quais terminam por usurpar a função da autoridade pública;
c) Invadem a privacidade dos indivíduos, indagando-lhes o destino;
d) Cobram taxas (ilegais) dos moradores pelos serviços executados no bairro, quando na verdade deveriam exigi-las do Poder Público Municipal, pois é este quem arrecada impostos para manter a Cidade em condições de habitabilidade;
e) Ao interceptar os cidadãos na portaria, partem do pressuposto de que eles são desonestos e perigosos até prova em contrário;
f) Formam guetos ou feudos enclausurando alguns cidadãos privilegiados em detrimento da integração social.
(Souza Neto, M. Da Proibição de Fechamento de Loteamento, publicado no livro “Temas de Direito Urbanístico 1”do Ministério Público do Estado de São Paulo, p.241/242)