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Sektörlere Göre Kadın İstihdamı

3.3. Türkiye’de Kadın İstihdamı

3.3.3. Sektörlere Göre Kadın İstihdamı

A Lei Kandir, de 1996, desonerou da cobrança do ICMS os produtos primários e semi- elaborados destinados à exportação. As exportações de produtos industrializados já não eram tributadas. Contudo, ainda que as exportações tenham sido desoneradas, os produtos exportados continuaram sendo onerados em função das incidências, nas etapas anteriores, sobre os insumos e sobre os bens de capital utilizados na fabricação dos bens exportados. Sendo o ICMS um imposto sobre o valor agregado, o exportador compensa o imposto cobrado na compra de insumos e de bens de capital contra o débito do imposto relativo às operações internas. A questão é que contribuintes essencialmente exportadores não conseguem aproveitar os créditos, já que não possuem débitos de ICMS no mercado interno ou possuem débitos inferiores aos créditos registrados.

A existência de créditos acumulados por exportadores é um dos problemas mais comuns da tributação do valor agregado no mundo. Apesar de a Emenda Constitucional nº 42/2003 ter assegurado a imunidade das exportações, as fazendas estaduais relutam o máximo possível para reconhecerem os créditos e assim restituí-los. Um dos motivos utilizados para retardar o reconhecimento dos créditos são as dúvidas quanto a sua veracidade. A forma como a tributação das operações interestaduais é estruturada também constitui um motivo para que os estados resistam à devolução do crédito. O problema ocorre quando o exportador compra insumos fora do seu estado. O estado onde o exportador está localizado teria que restituir ao exportador um valor de imposto que na realidade foi arrecadado por outro estado, a saber, o estado onde o fornecedor do insumo está localizado. Essa questão seria resolvida com a adoção do princípio de destino nas operações interestaduais.

Diante disso, desde a Lei Kandir, as empresas exportadoras acumularam créditos do ICMS, ainda que os governos estaduais recebam do Tesouro Nacional repasses para compensar as perdas com a desoneração das exportações.

Para solucionar o problema do acúmulo de créditos, o IEDI (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial) propôs a securitização dos créditos tributários do ICMS reconhecidos pelos Estados em favor dos exportadores36. Através desse instrumento, os fiscos entregariam aos exportadores um título onde confessariam sua dívida e estabeleceriam um cronograma de pagamentos, com garantia de poder liberatório contra as receitas estaduais, inclusive transferências. Para dar liquidez aos créditos, o BNDES compraria os papéis dos exportadores, mediante deságio, e utilizaria os créditos do ICMS como moeda de pagamento nas suas transações com o Tesouro Nacional (pagamento de tributos federais e dividendos). Dessa forma, o Tesouro se tornaria credor do governo estadual e nas datas de vencimento do título a União cobraria do fisco estadual ou então exerceria a garantia, retendo e compensando automaticamente contra as transferências a que o Estado tem direito, inclusive transferências do Fundo de Participação dos Estados (FPE).

Ocorre que o montante de crédito do ICMS devido pelos fiscos estaduais não é conhecido e, portanto, não se poderia definir o montante do apoio financeiro do BNDES37. Haveria, ainda, a dificuldade para enquadrar nas políticas operacionais do BNDES uma operação que na prática concede giro para os governos estaduais. Além disso, a maioria dos governos estaduais não se enquadraria nos limites máximos de endividamento.

O fortalecimento da capacidade exportadora do país é de fundamental importância no processo de aceleração do crescimento promovido pelo governo atual. Nesse sentido, a busca de uma solução para o problema dos créditos acumulados do ICMS é inevitável. Convém destacar que a não-restituição desses créditos significa um aumento da carga tributária sobre as exportações. Nota-se que não basta solucionar a questão dos créditos acumulados no passado. Devem ser criados mecanismos capazes de evitar que novos créditos sejam acumulados pelos exportadores.

Alguns estados têm criado mecanismos para amenizar o problema dos créditos acumulados de ICMS, como por exemplo, a permissão para a utilização do crédito no pagamento de fornecedores, inclusive energia elétrica38. No Estado de Minas Gerais foi permitida, desde 2005, a utilização dos créditos para compensar até 30% do ICMS devido mensalmente pelas empresas. Já no Estado do Paraná, a legislação permite que os créditos sejam transferidos para outras empresas, com um deságio. De forma semelhante, no Estado de Santa Catarina, uma empresa do governo voltada para investimentos em infra-estrutura passou a comprar das empresas os créditos do ICMS. Com relação ao PIS e a COFINS, que não incidem sobre as exportações, também se verifica a impossibilidade de o exportador compensar o tributo cobrado nas compras de insumos utilizados na produção do bem exportado com débitos do próprio tributo no mercado interno. Mas sendo o PIS e a COFINS tributos federais, os créditos relativos às compras de insumos podem ser utilizados para compensar débitos de outros tributos federais. Entretanto, essa compensação apenas se aplica às empresas sujeitas ao regime não-cumulativo.

37 Estima-se que o montante esteja em R$ 15 bilhões.

38 Na realidade, os créditos acumulados são utilizados para anular o recolhimento do ICMS nas operações com os fornecedores. O ICMS não é recolhido na operação e a empresa compradora deixa de constituir crédito sobre a compra, evitando-se, assim, o aumento do estoque de crédito.

Para as empresas sujeitas ao regime cumulativo, aplica-se o mecanismo do crédito presumido do IPI, já mencionado anteriormente. Na impossibilidade de utilização dos créditos para compensar o IPI devido nas operações internas, a empresa exportadora poderá requerer o ressarcimento do crédito. Na prática, as empresas exportadoras encontram dificuldades para obter o ressarcimento, uma vez que não há prazo para ocorrer tal devolução. Ainda que a legislação tenha introduzido a tributação não- cumulativa para o PIS e para a COFINS, as exportações continuaram sendo prejudicadas pela cumulatividade, já que nem todas as empresas foram alcançadas pelo regime não-cumulativo. Diante disso, os preços dos bens exportados continuam sendo onerados pela tributação cumulativa.

Até maio de 2004, as importações não eram tributadas pelo PIS e pela COFINS, o que configurava uma desvantagem do produto doméstico, onerado pelos tributos internos, em relação ao produto importado. A Lei nº 10.685/04 eliminou essa desvantagem ao instituir a cobrança de PIS e COFINS sobre as importações. Cabe acrescentar que as importações também são tributadas pelo ICMS.

No que diz respeito ao IPI, as operações internacionais também são tributadas conforme o princípio de destino, ou seja, desoneram-se as exportações e tributam-se as importações. Os créditos de IPI referentes aos insumos adquiridos por empresa exportadora para a aplicação no processo de produção podem ser utilizados para compensar os débitos de IPI nas operações internas. Na impossibilidade de compensação com débitos de IPI, o exportador pode solicitar o ressarcimento do crédito. Quanto ao ISS, o mesmo também não incide sobre a exportação de serviços para o exterior e incide sobre serviços provenientes do exterior.

Pode-se observar que atualmente a regra é tributar as transações internacionais de acordo com o princípio de destino. Todavia, o que se tem verificado na prática é a dificuldade em desonerar integralmente as exportações através da devolução do tributo cobrado na compra dos insumos.

Benzer Belgeler