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7. TÜRKİYE’DE İNŞAAT VE GAYRİMENKUL SEKTÖRÜNÜN

7.3 Sektörel Büyüme Değerleri

Apenas alguns dos funcionários afirmaram por meio dos seus depoimentos em entrevista por pauta, que as constantes reformas no ambiente físico são bem aceitas, não havendo prejuízo no dia a dia de suas atividades laborais; conforme relacionado abaixo:

“Pelo que estou vendo as melhorias são boas; com as construções de novos setores e novas unidades” (Cl2SIC).

“Não senti muito [...] só falta me adaptar [...] apesar de ser uma unidade aqui outra ali, reforma aqui reforma ali” (Cl9 SIC).

“No momento em relação à parte física não tenho problema no meu setor de trabalho” (Cl4 SIC).

“A ordem da direção é continuar a reforma [...] e essa reforma é para melhorias, velho” (Cl10 SIC).

“As reformas das instalações estão sendo boas [...] as reformas são ótimas [...] eles tem muitos recursos” (Cl3 SIC).

“As reformas que acontecem são extremamente plausíveis porque vão trazer benefícios tanto para o corpo docente e funcionários como também para o aluno no processo ensino aprendizagem” (P5 SIC).

“Houve grandes melhorias e tem havido cada vez mais dentro do aspecto logístico. A compra de equipamentos e montagem de novos laboratórios [...] aquisição de novos anexos, como é o anexo II da área de saúde, que foi recém inaugurado, o colégio Nossa Senhora do Carmo que vai ser totalmente reformulado, mesmo mantendo a arquitetura neoclássica, mas se preparando para a área de tecnologia da nossa faculdade” (Cd1 SIC).

Estamos todos familiarizados com as mudanças e reformas no ambiente [...] entendemos que será para melhorias” (Cd3 SIC).

No que tange ao aspecto „ambiente físico‟, verifica-se que bem mais numerosos são os depoimentos dos colaboradores afirmando otimismo diante do contexto das reformas nas entrevistas por pauta; um contraste com as falas dos professores e coordenadores. De fato, o uso de nosso bom senso em circunstâncias como essa, pode nos levar à compreensão de que tal transtorno não será permanente, trazendo benefícios posteriores (SCOTT 1998). Contudo, o que mais se percebe na seção acima, é que tais posicionamentos descritos refletem muito de suas preocupações quanto ao papel que exercem dentro da instituição. Os colaboradores aqui analisados (funcionários administrativos e auxiliares de serviços gerais) representam uma grande parcela na empresa. A rotatividade de seus cargos é bem mais frequente e ocorre com maior facilidade. Dentro de uma situação de mudança organizacional, em que são convidados a registrar suas opiniões sobre o processo, é natural essa predominância de suas visões mais otimistas, demonstrando que estão adaptados às novas condições impostas e que desejam permanecer trabalhando ali. Por parte dos coordenadores, sua função de liderança, solidez e equilíbrio transparece em suas falas.

Segundo o Ministério de Saúde (2001), o ambiente de trabalho está ligado diretamente à saúde do funcionário e inúmeros são os riscos nesse ambiente laboral de acordo com as tarefas desempenhadas. Sendo assim, interpretar as falas acima nos remete a uma tranquilidade pelo otimismo dos participantes da pesquisa em todos os níveis hierárquicos. Compreender e perceber o que foi ou está mudando e saber identificar que as alterações são para melhorias revela a importância de saber lidar com as situações causadoras de estresse nos riscos físicos e ergonômicos (SESI, 2005).

Como bem observado por uma colaboradora, o ato de reformar, construir e adaptar as áreas da unidade e dos postos de trabalho só foi possível por fazer parte do planejamento de um grupo com maior recurso financeiro que o anterior. Ainda assim, segundo Wisner (1994), as inovações das reformas não produzirão os mesmos resultados se os envolvidos na obra não assimilarem a importância da ergonomia como um conjunto de conhecimentos científicos relativos ao homem que levam à concepção de instrumentos, máquinas e dispositivos que possibilitem o máximo de conforto e eficiência ao trabalhador.

Confirmando o sentimento dos funcionários ainda é possível citar que a compreensão, comprometimento, motivação e desempenho do trabalhador são reflexos da noção de valor e importância que a organização possui sobre ele, e que as melhorias estão diretamente ligadas ao seu bem-estar (LIMONGI-FRANÇA, 1996).

Percepções negativas:

Mesmo que os depoimentos anteriores indiquem a aceitação das reformas nos espaços físicos e das dificuldades inerentes, os resultados da observação participante sobre o comportamento dos colaboradores divergem perceptivelmente das declarações registradas por meio das entrevistas por pauta. As queixas principais estavam relacionadas à demora das obras e aos transtornos decorrentes da reforma.

“O que encabula mais são as reformas” (Cl2 SIC).

“Depois da mudança de local da secretaria [...] ficou horrível atender o aluno com esse barulho” (Cl20 SIC).

“Com essa reforma última, na unidade aqui de saúde [...] apesar de o prédio ser lindo e a biblioteca estar enorme [...] o problema é a questão da mobilidade, a gente está indo pro outro lado bater o ponto [...] dizem que é provisório, mesmo assim, esse prazo que eu não sei quanto tempo vai ser [...] e estar atravessando para ir pra copa do outro lado...” (Cl9SIC).

“Já faz mais de um ano e ainda não providenciaram um ar condicionado para sala dos assistentes acadêmicos [...] que reforma demorada [...] acho que vou trazer um ventilador de casa” (Cl4 SIC).

“Já faz mais de mês que estamos sem cantina [...] isso é por causa da reforma” (Cl10 SIC).

“Estou logo avisando, os alunos vão reclamar [...] uma parte do estacionamento será interditada para colocar o material da obra” (Cl3SIC).

“Em nenhum momento foi questionado aos professores sobre a mudança da sala. Esse local é terrível de trabalhar, os alunos ficam no corredor dos laboratórios dificultando a passagem e o trabalho dos professores com o barulho” (P9 SIC).

“Com essa reforma os alunos ficaram sem a xerox, estão todos reclamando” (P10 SIC).

“Eu acho que reformas são necessárias, mas infelizmente, pontos tem que ser melhor trabalhados como a questão da própria obra no momento de aula [...] tem realmente barulho” (P8 SIC).

“Em alguns momentos eu tive até que parar a aula e falar com o pedreiro para parar o barulho [...] fica impossível [...] ou ele parava a construção ou eu parava a aula” (P11 SIC).

“Eu fui na faculdade essa semana, está tudo quebrado, não vai dar tempo de terminar a reforma antes de começar as aulas. Vai se repetir mais um semestre, o quebra-quebra com as aulas acontecendo” (P5 SIC).

“Os meus alunos estão reclamando o tempo todo por estarem numa sala diferente todo dia” (Cd1 SIC).

“Essas salas não ficam prontas nunca, prometeram que ficariam prontas para o inicio do semestre de 2013.1 já estamos no final do semestre e não sei mais o que falar aos alunos” (Cd2 SIC).

“A clínica toda pronta [...] vão quebrar tudo para fazer em outro lugar, é muita vontade de gastar dinheiro” (Cd3 SIC).

“Percebo que é muito estressante para todos, principalmente para os professores e alunos. O professor não consegue nem se concentrar numa linha de raciocínio e no que ele está falando, os alunos também não, por causa do barulho constante que tira a atenção e fica difícil de você ter um aproveitamento. Compromete na verdade o processo ensino aprendizagem” (Cd2 SIC).

As declarações transcritas acima ratificam as colocações de Giroux (1993) em seus estudos acerca das diversas manifestações de não concordância apresentadas por funcionários em situação de mudança organizacional, variáveis de acordo com o cargo de cada funcionário.

Em relação às reformas constantes no ambiente físico durante o horário de expediente, a informalidade e espontaneidade das declarações acima relacionadas ratificam o clima geral de descontentamento. Os professores, cuja baixa frequência de depoimentos positivos na entrevista por pauta foi evidente, mais uma vez se fazem notar, junto aos colaboradores. O grupo dos docentes lidava diretamente e com mais frequência com os transtornos advindos das reformas (barulho, entulhos, poeira, descontentamento e desconcentração dos alunos, etc.) em grande parte ocorridos entre os corredores e ao lado das salas aula, mostrando-se nitidamente insatisfeito. Tal comportamento por parte dos dois grupos, também pode ser interpretado como uma resposta involuntária à pressão ao qual foram diária e constantemente submetidos junto ao público externo (ULRICH, 1998).

Analisando o grupo de coordenadores, uma vez comparados os resultados da entrevista por pauta com a observação participante é possível notar que os relatos registrados

possuem um enfoque mais direcionado à preocupação com os prejuízos para os alunos, não demonstrando o mesmo ponto de vista mais individualista dos colaboradores e professores.

Figura 3 – Reformas e Ampliações da Sala de Esterilização

Fonte: A autora

Seguindo nossa análise, através da foto acima é possível compreender o teor e intensidade dos depoimentos das entrevistas por pauta e observação participante. Com obras acontecendo por toda parte, paredes sendo quebradas, é possível imaginar os ruídos, as vibrações e a poeira causadas pelas reformas, situação que afeta a saúde de todo e qualquer trabalhador. Retomando o nosso referêncial teórico, segundo Carvalho, Pedreira e Aguiar (2005), os ruídos acima do permitido prejudicam a atuação do profissional dificultando a realização das suas tarefas, por diminuir sua concentração e agilidade, podendo desencadear distúrbios de comportamento.

Figura 4 – Reformas e Ampliações

Fonte: A autora

A próxima imagem fotográfica ilustra o acontecimento das reformas na instituição, em pleno momento de expediente. Por tratar-se de uma instituição de ensino superior, funcionários e alunos deslocam-se próximo às obras. As suas atividades rotineiras são, portanto, consideravelmente alteradas durante esse período, interferindo na tranquilidade, segurança, satisfação e conforto de cada um. Lembrando as palavras de Corbella (2003), o indivíduo demonstra sentir-se bem abrigado em locais que não apresentam empecilhos capazes de incomodar suas atividades.