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YER SEÇİMİ VE ARAZİ MALİYETİ

Vários são os tipos de integração econômica a que os países se submetem. Esses tipos variam em nível de complexidade, podendo-se perceber que há uma sequência entre eles, aumentando gradativamente a complexidade para

114

KEGEL, Patrícia Luíza. O Sistema de Solução de Controvérsias na União Européia. p. 69-139. In: KLOR, Adriana Dreyzin de. et al. Solução de controvérsias: OMC, União Européia e Mercosul. Rio de Janeiro: Konrad-Adenauer-Stiftung, 2004, p. 71.

mudar de um nível para outro, como se o próximo fosse sempre o modelo anterior acrescido de um novo componente integrativo. Isso, contudo, não implica que os processos de integração devam começar de um nível inferior até atingir o outro superior. Por esse motivo, muitos autores utilizam a denominação fases ou níveis de integração, enquanto outros classificam como tipos de integração. Far-se-á aqui uma breve diferenciação entre esses estágios de integração econômica entre Estados.

O menos significativo deles é a zona de preferência tarifária, que consiste na adoção de tarifas especiais no comércio com determinados países, em setores específicos, podendo ter origem em tratados bilaterais ou multilaterais. Para Marcelo Böhlke115, na realidade o que existem são áreas de preferência, podendo estas ser divididas em três tipos, a saber, alfandegária, econômica e tarifária.

Observa o autor que essa fase não seria, ainda, de integração, tendo em vista sua superficialidade, mas tão somente um modelo de cooperação internacional116.

Já a zona de livre-comércio implica a ausência de barreiras comerciais, tarifárias ou não, entre os países integrantes, sendo caracterizada pela livre circulação de mercadorias.

[...] a zona de livre comércio comporta a livre circulação da mercadorias - isto é, a supressão de restrições quantitativas e de imposições aduaneiras nas trocas entre países participantes na zona.117

Quando definitivamente constituída a zona de livre-comércio, encontram-se afastadas todas as limitações quantitativas e qualitativas ao comércio. [...] As práticas de intervenção do Estado na economia, como subsídios à exportação, são monitoradas para não prejudicar o comércio regional.118

A união aduaneira é a cumulação de uma zona de livre comércio com a adoção de uma Tarifa Externa Comum (TEC) para os Estados integrados. Essa TEC consiste na homogeneização dos impostos de importação e exportação, utilizando, para tanto, um Código Aduaneiro Comum. Elizabeth Accioly afirma que a grande

115

BÖHLKE, Marcelo. Integração regional e autonomia do seu ordenamento jurídico. Curitiba: Juruá, 2002. p. 37.

116

Ibidem, p. 37. 117

CAMPOS; CAMPOS. op. cit., p. 519. 118

  63

vantagem política das uniões aduaneiras é “a existência de personalidade jurídica comum, o que possibilita que o bloco assuma compromissos internacionais, negociando e assinando tratados internacionais em comum”119.

A união aduaneira é uma fórmula mais ambiciosa que a zona de comércio

livre: comporta a livre circulação das mercadorias em geral - originárias dos

Estados-membros ou legalmente importadas de terceiros países e colocadas em livre prática em qualquer deles; e, eliminando os complexos problemas da definição das regras de origem a que acabamos de aludir, implica a protecção do espaço aduaneiro da União, em relação a terceiros países, mediante uma pauta aduaneira comum - o que significa que os produtos importados do exterior estão sujeitos a uma imposição do mesmo nível, seja qual for a fronteira da união aduaneira pela qual penetrem no respectivo território.120

A segunda etapa em processos de integração é, geralmente, a união aduaneira. Essa etapa surge como forma de evitar as deficiências da zona de livre-comércio. Conforme visto anteriormente, zonas de livre-comércio permitem aos Estados-Membros práticas isoladas de tarifas aduaneiras com relação a terceiros Estados. Isso gera o problema da triangulação e enseja a criação de regras de origem.121 (grifo do autor)

O mercado comum é um processo de integração mais complexo que os anteriores. Seu diferencial é a livre circulação de pessoas, serviços e capitais. É, portanto, uma união aduaneira onde não só as mercadorias circulam livremente dentro do mercado comum, como também as pessoas podem trabalhar em qualquer dos países integrados, bem como não há qualquer barreira à circulação de capitais. No mercado comum há “a necessidade de um direito comunitário, ou seja, a uniformização dos diversos direitos nacionais, da coordenação de políticas macroeconômicas, com a adoção de instituições supranacionais”122.

O mercado comum representa estágio bem avançado de integração. Nessa etapa somam-se às características da zona de livre-comércio e da união aduaneira, a livre circulação de todos os fatores produtivos.

Para que determinado bloco de integração possa ser considerado um mercado comum, portanto, é necessário que haja completa liberdade de circulação de bens, capitais, serviços e pessoas, política de comércio

119

ACCIOLY, Elizabeth. Sistema de solução de controvérsias em blocos econômicos: contributo para o sistema permanente de solução de controvérsias do Mercosul. Coimbra: Almedina, 2004. p. 225.

120

CAMPOS; CAMPOS. op. cit., p. 520. 121

BÖHLKE, op. cit. p. 39. 122

exterior harmonizada e a existência de TEC aplicada por todos os Estados- Membros.123

Segundo Campos e Campos:

A noção de mercado comum foi introduzida no léxico jurídico e económico por força dos Tratados comunitários. Com efeito, jamais existira no quadro das relações económicas internacionais qualquer realidade que justificasse o emprego desta expressão; e o mercado comum europeu continua na prática - não obstante tentativas (mal sucedidas) de recurso noutros continentes a esse processo de integração - a ser um caso único no mundo.124

O estágio de integração mais avançado é a união econômica e monetária, sendo este muito mais complexo que os anteriores. Envolve a criação de órgãos comunitários, sendo fundamental um banco central comunitário, posto que os países integrados desta forma adotam uma moeda comum, bem como a unificação de metas de política monetária.

Para Marcelo Böhlke:

A união econômica e monetária requer, portanto, a liberalização completa do movimento de bens, capitais, serviços e pessoas, a aplicação de TEC, harmonização integral das políticas macroeconômicas e setoriais, a criação de Banco Central comunitário e de moeda comum para todo o bloco. A política econômica e monetária fica sob coordenação comum.125

Já Campos e Campos asseveram:

A união económica é algo mais do que o mercado comum emergente dos Tratados comunitários: exige que as legislações nacionais com incidência directa ou indirecta no sistema económico sejam, se não uniformizadas, pelo menos convenientemente harmonizadas (tal é o caso, por exemplo, da legislação aduaneira, do direito das sociedades, da legislação fiscal, etc.); que as políticas económicas, financeiras e monetárias dos Estados- membros sejam coordenadas sob a égide da autoridade comunitária; e que a certas políticas nacionais que interessam ao domínio económico se substituam regras e políticas comuns elaboradas no quadro comunitário (tal é o caso da política agrícola, da política industrial e energética, da política

123

BÖHLKE, op. cit., p. 39. 124

CAMPOS; CAMPOS, op. cit., p. 521. 125

  65 dos transportes, da política regional, da política social, da política do ambiente...).126

E acrescentam a noção de união monetária:

União monetária não significa, necessariamente, moeda única emitida por um Banco Central da união sob a forma de moedas ou notas de banco com igual valor, idêntica expressão facial e curso forçado em todos os países membros.

Em rigor, a noção de união monetária implica tão-somente câmbios fixos e

convertibilidade obrigatória das diferentes moedas nacionais. Mas impõe-se

reconhecer que a existência de uma moeda única facilita consideravelmente as transacções que se processam no quadro da união e reduz o custo das operações de troca.127

O único exemplo de união econômica e monetária da atualidade é a União Europeia, que adotou o EURO como moeda comum, e conta hoje com diversos órgãos supranacionais, valendo destacar o banco central e o parlamento europeus, bem como o Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias, dentre outros.