5.5. Uygulama Sonucu Elde Edilen Çıkarımlar
5.5.4. Stratejik analizi
5.5.4.7. Sayfa gösterimlerinin grupsal dağılımı
Antes de tratar sobre as contribuições das pesquisas de pós-graduação sobre o tema, verificamos a necessidade de responder a algumas questões: Qual a origem dessas pesquisas no âmbito da pós-graduação? Como elas se inserem nos programas acadêmicos? Elas acompanharam a dinâmica de expansão dos programas e também dos seminários DOCOMOMO?
No início dos anos 1990, algumas pesquisas de mestrado em arquitetura e urbanismo passaram a ter como objeto de estudo a produção moderna de determinadas idades, at e tão ause tes da historiografia dita ofi ial . Co sideramos que os próprios programas de pós-graduação tiveram papel fundamental na inserção dessas pesquisas, através dos orientadores e linhas de pesquisa específicas.95
Até 2014, existiam 35 programas e cursos de pós-graduação em arquitetura e urbanismo, sendo 13 com apenas mestrado acadêmico e 16 com mestrado e doutorado
94 Há de se levar em consideração também que a autoria dos artigos apresentados nos seminários
DOCOMOMO é bastante heterogênea: alunos de graduação, de pós-graduação, profissionais autônomos, professores de nível superior etc.
95 É preciso considerar, como apontou Andrade Jr. (2012, p.146), que a produção de conhecimento sobre a
arquitetura carioca e paulista também acompanhou a expansão da rede de programas de pós-graduação, tendo crescido exponencialmente com relação a períodos anteriores, através de uma série de trabalhos dedicados a arquitetos até então relegados ao segundo plano, como Lucjan Korngold, Oswaldo Corrêa Gonçalves, Abelardo de Souza, Zenon Lotufo, Jacques Pilon, David Libeskind, Francisco Bolonha, Eduardo Kneese de Mello, Giancarlo Palanti e Ernst de Carvalho Mange.
acadêmicos.96 Considerando os cursos criados até 2010, com maior potencial de possuírem teses e dissertações concluídas e disponíveis para consulta, tem-se 11 com mestrado e doutorado e 10 com apenas mestrado.
Programas de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo
Instituição (Ano Início)
Mestrado Doutorado USP/S.Carlos 1971 2002 FAU/USP 1972 1980 UFBA 1983 1999 UFRJ Arq. 1985 2003 UFRGS 1990 2000 UFRJ Urb. 1994 2001 UnB97 1995 2003 UFMG 1995 2009 PUCCAMP 1997 2012 UFRN 1999 2007 UPM 2000 2006 UFSC 2001 2010 UFF 2002 2012 UFAL 2003 2013 USJT 2005 - UFES 2007 - UFPB 2008 2014 UFPEL 2008 - UFJF 2010 - UFV 2010 - UFPA 2010 - UNICAMP 2012 2012 PUC-Rio 2012 - UEM 2012 - UFU 2013 - UNIRITTER 2013 - UNESP/Bauru 2013 - UFG 2013 -
Tabela 3.1: Lista de cursos de pós-graduação stricto sensu recomendados e reconhecidos pela CAPES (mestrado e doutorado acadêmicos). Fonte: http://www.capes.gov.br, adaptado pela autora.
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Os outros seis referem-se a mestrados profissionais, que não foram computados na pesquisa.
97 Em paralelo à criação da Universidade de Brasília, foi criado em 1962 um curso de Mestrado na área, o
qual foi encerrado em 1965 com o governo militar. Com a reforma universitária de 1968, criaram-se condições para a articulação entre ensino e pesquisa nas instituições universitárias.
Os dois primeiros cursos de mestrado foram criados no início dos anos 1970 no âmbito da USP – pela Escola de Engenharia de São Carlos (em 1971)98 e pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (em 1972) –, colocando esses dois programas a frente das pesquisas de pós-graduação na área. Nos anos 1980, após a criação do doutorado da FAU-USP (1980), surgiram mais dois mestrados – UFBA (1983) e UFRJ-PROARQ (1985). Nos anos 1990, foram criados seis novos cursos de mestrado, além do curso de doutorado da UFBA, no mesmo momento em que foram iniciadas as primeiras pesquisas de mestrado sobre a difusão/re epção da arquitetura moderna brasileira99, mas praticamente todas desenvolvidas no âmbito da USP.
Em 1991, Mello (1996) iniciou sua pesquisa sobre Goiânia-GO, pela FAU-USP; em 1992, Gnoato (1997), sobre Curitiba-PR, pela FAU/USP; em 1993, Naslavsky (1998) sobre Recife-PE, também pela FAU/USP; em 1994, Ribeiro (1998), sobre Uberlândia-MG, pela EESC/USP; em 1994, Alves (2000) sobre Santos-SP; pela FAU/USP; em 1996, Castelnou Neto (1999), sobre Londrina-PR, pela EESC/USP; e assim por diante.
As primeiras pesquisas de doutorado também foram desenvolvidas no âmbito da FAU/USP, que possuía o único curso de doutorado até 1999, ano em que foi criado o PPGAU-UFBA: Gnoato (2002), com pesquisa iniciada em 1997; Guadanhim (2002), com início em 1998; e Naslavsky (2004), em 1999.
Verifica-se que essas primeiras pesquisas foram desenvolvidas majoritariamente por professores que haviam concluído o curso de graduação em arquitetura e urbanismo entre os anos 1970 e 1980, e que trabalhavam em instituições de ensino privadas ou públicas.100 Com exceção da pesquisa de Naslavsky (1998) sobre Recife, tinham como
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Em 2010, o programa passou a fazer parte do IAU/USP.
99 ái da ue o te a da difusão/re epção ão fosse o o jeto pri ipal destas pes uisas, elas já
procuraram registrar ou refletir sobre a produção realizada fora das principais capitais (Rio de Janeiro e São Paulo).
100 A primeira dissertação identificada tratou da arquitetura moderna em Goiânia, apesar do recorte mais
abrangente que tinha como o jeti o realizar u pa ora a da hist ria da ar uitetura goia ie se o período dos dois pri eiros flu os dese ol i e tistas MELLO, , p. . á autora ha ia o luído a graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás em 1982 e foi professora auxiliar nesta mesma instituição entre 1987 e 1989. Esses professores eram, em geral, responsáveis pelas disciplinas de teoria e história e vinham realizando investigações junto a essas disciplinas. Informações obtidas através de levantamento realizado na Plataforma Lattes e nos anais dos seminários.
recorte temático a arquitetura de localidades mais próximas ao estado de São Paulo: Goiânia, Curitiba, Uberlândia e Londrina.
No que se refere às relações entre essas pesquisas e os seminários DOCOMOMO, dos 10 autores citados até aqui, 06 tiveram alguma participação nos eventos, apresentando trabalhos ou ainda assumindo algum cargo nos núcleos regionais.101 À medida que os seminários foram sendo ampliados, e também as pesquisas de pós- graduação, observa-se um crescimento no número de participações nesses eventos.
Aos poucos, a dinâmica vai se tornando mais complexa, com o surgimento de novos programas de pós-graduação e de pesquisas sobre a produção de locais mais afastados dos grandes centros, apontando para a necessidade de se ampliar a i estigação so re o te a da difusão/re epção .
A partir de meados dos anos 1990 algumas pesquisas começaram a ser desenvolvidas fora da USP, como é o caso da pesquisa de mestrado pela UFBA de Nascimento (1998), sobre a atuação de Diógenes Rebouças em Salvador; a dissertação de Bahia (1999) sobre as residências de Belo Horizonte, iniciada em 1996 na UFMG; o mestrado de Arruda (2000) sobre Campo Grande-MS, iniciado em 1997 na UFRGS; a dissertação de Chaves (2001) sobre Pelotas-RS, iniciada em 1998 na UFPEL; e a de Nery (2002), iniciada em 1999 sobre Salvador-BA, na UFBA.102
O mapa 3.1, elaborado a partir do levantamento das teses e dissertações sobre o tema, permite uma melhor visualização não apenas dos trabalhos realizados, mas também das localidades contempladas por estas pesquisas.103
101 Luis Salvador Gnoato é coordenador do DOCOMOMO-PR, Patrícia Ribeiro é membro do DOCOMOMO-
Brasil. Naslavsky faz parte do Conselho Consultivo do DOCOMOMO Brasil (gestão 2014-2016).
102 Apesar da expansão dos programas de pós-graduação, os cursos da USP continuaram a reunir o maior
número de pesquisas sobre o tema, o que talvez se justifique pela reputação dessa instituição. É importante considerar também a promoção, por exemplo, de mestrados e doutorados realizados entre a USP e outras universidades: entre 2003 e 2005, foi firmado o mestrado interinstitucional (MINTER) e, entre 2008 e 2012, o Doutorado Interinstitucional (DINTER) entre o DAU-UFC e a FAU-USP. Aí se enquadram, por exemplo, as pesquisas de mestrado e doutorado de Sampaio Neto (2005 e 2012) sobre Fortaleza - CE.
103 Para os trabalhos em destaque no mapa foram preenchidas fichas de leitura, de modo a facilitar o acesso
às informações obtidas neles quando da redação da tese. Todos os trabalhos, inclusive aqueles que se referem à produção de arquitetos específicos foram inseridos no banco de dados do Access construído pela autora. A lista das teses e dissertações catalogadas no banco, e um modelo da ficha utilizada foram inseridos nos apêndices.
Mapa 3.1: Teses e dissertaç es so re a difusão/re epção da ar uitetura oder a rasileira.