2.5. Veri Madenciliği Teknikleri
2.5.2. Sınıflandırma ve regresyon sorgusu
2.5.2.5. Doğrusal regresyon, lojistik regresyon
Os livros Brazil Builds (1943) e Modern Architecture in Brazil (1956) costumam ser apontados como veículos fundamentais na circulação das ideias no âmbito profissional, levando para locais mais distantes informações detalhadas sobre os projetos que vinham
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Em 1996, o termo foi utilizado em pesquisa realizada no âmbito do ArqBras (IAU/USP), coordenado pelos professores Carlos Martins e Renato Anelli. Atualmente o grupo tem buscado estabelecer uma rede i ter a io al i teressada a pes uisa La orat rio Lati o-americano. Arquitetura, Urbanismo e Cultura Urbana na América Latina 1945- .
58E , foi realizado e U erl dia u se i rio i ter a io al ue ti ha o o te a á ir ulação das
ideias na á ri a Lati a: o oder o a ar uitetura e ur a is o , o ual se i seria u o ju to de aç es iniciadas em 2004, com a realização do 1º Encontro Internacional de Estudos Comparados, organizado pela Universidade Michoacana de San Nicolas de Hidalgo, Morelia, México.
sendo realizados nos grandes centros do país, com maior destaque para o Rio de Janeiro e o grupo i ulado ha ada Escola Carioca .
Figura 2.1: Capa do livro Brazil Builds (1943), de Philip Goodwin.
Figura 2.2: Capa do livro Modern Architecture in Brazil (1956), de Henrique Mindlin.
Mais ue eí ulos de difusão/re epção estes li ros ajuda a o pree der a dimensão que vinha tomando a produção moderna brasileira. Juntamente com os periódicos especializados da área e os dois volumes de Arquitetura Contemporânea no
Brasil (1947 e 1948)60, estas publicações ajudaram a divulgar uma quantidade significativa de projetos e de arquitetos para além das fronteiras nacionais, dando indícios de um fenômeno que se manifestava em praticamente todo o país.
Goodwin (1943, p.97) chamou atenção para a velocidade com que se vinham construindo edifícios de apartamentos na capital brasileira, um fenômeno que parecia se erifi ar e todas as partes do u do, as ue era i pressio a te ere -se cincoenta
grandes edificios de cimento armado erigidos numa só cidade como aconteceu no Rio de Ja eiro, e .
Também no prefácio ao livro de Mindlin, Giedion (2000[1956], p.17) escreveu que o Brasil os arra ha- us rota por toda parte , afir a do ue ha ia ual uer coisa de irra io al o dese ol i e to da ar uitetura rasileira . Mais a fre te, desta ou ue o Brasil ha ia se al a çado u erto í el de realização , ue ão se li ita a s o ras de algu as i di idualidades e ep io ais , as ujas ara terísti as estavam presentes ta o í el dio da produção ar uitet i a , algo ue ão o orria a aioria dos outros países.
Mindlin (2000[1956], p.21) esclarece em nota que o livro foi concebido como um suplemento a Brazil Builds, mas com a inclusão de importantes exemplares que não haviam sido ilustrados naquele momento. Tinha também como objetivo certo rebatimento à crítica internacional acerca do formalismo na arquitetura brasileira, sobretudo, a partir da palestra que Max Bill proferiu na FAU/USP, em 1953.61
O objetivo deste livro é antes apresentar, da forma mais condensada e ordenada possível, por meio de um certo número de exemplos selecionados, a imagem daquilo que o Brasil alcançou no campo da arquitetura moderna, de modo a permitir um julgamento fundamentado, tanto por parte dos próprios arquitetos quando dos críticos daqui e do exterior. (Mindlin, 2000[1956], p.21)
Mindlin (2000[1956], p.29) afirma que, após a publicação de Brazil Builds, hou e um imediato e entusiástico reconhecimento externo, e o Brasil se deu conta de que a sua arquitetura moderna era uma das suas mais valiosas contribuições à cultura o te por ea . á partir desse o e to, o ho e o u , des o fiado e ir i o por natureza, começou a sentir orgulho de edifícios que a princípio tinha considerado e graçados ou izarros , orro ora do u a das hip teses da pes uisa de ue essa
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Xa ier reu iu a seção Olhar estra geiro , do li ro Depoi e to de u a geração: ar uitetura oder a rasileira , u a s rie de textos representativos desse momento da crítica internacional. Além do texto de Max Bill, O arquiteto, a arquitetura, a sociedade, fruto da palestra na FAU/USP e publicado na Architectural Review em 1954, estão: Um vigoroso movimento, publicado por Walter Gropius no mesmo número da Architectural Review em 1954; O Brasil e a arquitetura contemporânea, texto de Siegfried Giedion, que passou a integrar o prefácio do livro de Mindlin (1956); Pretextos por uma crítica não formalista, de Ernest Rogers (Casabella, 1954); Arquitetura moderna no Brasil, de Giulio Carlo Argan (Comunità, 1954); e ainda o texto de 1971 de Bruno Zevi, A moda lecorbusiana no Brasil. Sobre o tema, consultar também o livro de Tinem (2002).
aceitação mais geral da linguagem moderna se dá após a publicação do livro de Goodwin (1943) e, evidentemente, antes de Brasília.
Por outro lado, a leitura de uma ar uitetura ue aprese ta a perdas , ou de ualidade i ferior e relação uela produzida pelos ar uitetos aprese tados os dois livros, já se manifestava nesta publicação:
A julgar pelas aparências, o movimento moderno tinha triunfado no Brasil. Infelizmente, as aparências enganam. Ainda há muito por fazer antes que a presença essencial do arquiteto, sua função como organizador do espaço urbano possa atingir a grande massa da população.
Nos últimos quinze anos, um conjunto apreciável de obras de valor indiscutível foi realizado, apesar das limitações impostas pela incipiente produção industrial do país. Mas essas conquistas foram, em certa medida, prejudicadas pelo grande número de obras de qualidade duvidosa, que traem uma incompreensão dos princípios fundamentais da arquitetura moderna. Esse é um resultado inevitável da elevadíssima taxa de edificação inerente ao desenvolvimento econômico brasileiro. Mesmo considerando as leis das variações em torno da média, ainda continuou-se a construir edificações de qualidade inferior, até que decorresse tempo suficiente para que pontos de vista mais corretos fossem aceitos e para que técnicas construtivas mais eficientes fossem adotadas. Ainda assim, até mesmo as construções contemporâneas de qualidade inferior mostram que os imitadores estão procurando à sua maneira, seguir o bom caminho. (MINDLIN, 2000[1956], p.29)
Passaram-se vinte e cinco anos entre a publicação do livro de Mindlin e a do livro de Bruand (1981)62, que, segundo Martins (1987) teria consolidado aquela linha narrativa iniciada com Brazil Builds. Com maior fôlego e um levantamento significativo sobre a produção da arquitetura brasileira do século XX, Bruand passou a ser referência obrigatória para os trabalhos que se dedicaram a estudar a história da arquitetura oder a rasileira ou, e últi a i st ia, a difusão/re epção da li guage oder a em outros lugares do Brasil.
Nesse intervalo entre as duas publicações, nota-se um esforço de retomada e revisão dos debates sobre a arquitetura brasileira. Encontros e publicações resultantes dessa necessidade de discussão passaram a incluir profissionais de outros estados do país, trazendo à tona produções que até então não eram amplamente conhecidas.
2.3 “Após Brasília”: uma experiência a (re)conhecer
Em 1963, a Escola de Arquitetura da Universidade de Minas Gerais publicou o livro
Inquérito Nacional de Arquitetura INá , e traído do “uple e to Do i i al do Jor al do
Brasil 63. O livro tinha como objetivo trazer, a partir das respostas a um questionário
ela orado pelo ar uiteto álfredo Brito, o pe sa e to de i te dos ais ategorizados arquitetos nacionais sobre a situação da Arquitetura Brasileira face aos problemas so ioe o i os e sua e pressão for al .64
Alguns anos mais tarde, foi lançada a ABA-CAB, revista quadrimestral de arquitetura contemporânea brasileira, em edições bilíngues (português e inglês), sob direção de Vicente B. Gagliardi. Os Cadernos de Arquitetura Brasileira (CAB) foram concebidos como suplemento à revista Arquitetura Brasileira do Ano (ABA)65, que o sistia e pu li ar, a ual e te, a sú ula da ati idade ar uitet i a rasileira, através de seus mais palpitantes ângulos, e numa representação gráfica à altura do prestígio ue desfruta a a ar uitetura rasileira.
Apesar de consistir em um complemento da revista ABA, o CAB I foi publicado antes do primeiro número da mesma, trazendo como tema inaugural a produção do arquiteto Ulisses Burlamaqui. Além de projetos dos arquitetos Antony e Pereira Cunha, Sabino Barroso, Paulo Casé e Wit-Olaf Prochnik, dois textos integram o volume:
Urbanista defende a sua cidade , de Lú io Costa, e O dono da casa , de Bi a Fo at.
63 Suplemento dos meses de fevereiro e março de 1961.
64 Nos anos 1980, a ideia do inquérito foi retomada, as perguntas atualizadas e enviadas a 47 profissionais
ue ti era atuação rele a te os últi os a os de nossa arquitetura, incluídos aqueles que haviam respo dido ao º I u rito Na io al de ár uitetura FáE‘“TEIN et. al., p. . O II Inquérito Nacional de Arquitetura foi pu li ado o Jornal do Brasil e, e , e for ato de li ro pela Projeto Editores Associados Ltda., com o IAB/RJ.
65 O contato com esta revista se deu nos últimos meses da pesquisa de doutorado, através da doutoranda
Vládia Heimbecker, o que impossibilitou uma investigação mais detalhada sobre a mesma. Apesar de escassas as informações acerca da publicação, o texto de Burlamarqui, publicado no CAB I, fornece algumas i for aç es so re o editor. Vi e te Gagliardi, paulista, li reiro de ar uitetos e estuda tes – homem que, desde os primórdios desta nossa divulgada, debatida e controvertida arquitetura moderna, nos vem a aste e do, ge erosa e te, das o idades ue ão pelo u do . á áBá, a i agi ação do editor, de eria ter u pri or gr fi o tal o o Zodiac (BURLAMAQUI, 1967, p.8). Em propaganda nas últimas p gi as do CáB I, as elhores re istas de ar uitetura editadas o u do são di ulgadas por Vi e te Belleza Gagliardi – li reiro / i portador de pu li aç es ie tífi as e t i as , o ais de a os a ser iço da ultura o Brasil .
O primeiro volume da ABA, com 238 páginas, foi dedicado ao Amazonas, destacando a ida, a partir de 1964, de arquitetos cariocas, paulistas e estrangeiros para a construção de uma série de edifícios públicos.66 O texto inicial do editor apontava que a uele ú ero da re ista áBá daria u a isão do pri eiro o i e to ue se faz a s rio no Norte do Brasil, no sentido de dotar a Arquitetura rasileira de sua es ola tropi al (GAGLIARDI, 1969, p.16).
Em 1976, a Projeto Editores lançou os Cadernos Brasileiros de Arquitetura67, pu li ação dirigida a ar uitetos, o strutoras, rgãos pú li os, es olas de ar uitetura, consultoras e escritórios de pla eja e to , o o sloga : De tr s e tr s eses, u o o do u e to o str i a hist ria da ar uitetura rasileira CáDE‘NO“, , p. .68
Essas iniciativas, posteriores à construção de Brasília, buscavam uma retomada das discussões sobre a arquitetura brasileira, num momento em que a mesma parecia passar por erto de lí io , ua do o parado ao período de triu fo dos a os . Nessa mesma direção, entre 1976 e 1978, o IAB-RJ, reuniu arquitetos de vários estados do Brasil o i tuito de ampliar a reflexão sobre os fundamentos teóricos e críticos, a estrutura profissional e as formas de contribuição político-social da categoria (GUIMARAENS, 2002, p.1).
á e pressão ap s Brasília pare e ter sido ofi ializada o título dos tr s volumes publicados pelo IAB-RJ contendo os depoimentos de onze arquitetos, resultantes das discussões empreendidas pela Comissão de Estudos de Arquitetura, que era composta por Ceça Guimaraens, Cláudio Taulois, Flávio Ferreira e Sérgio Magalhães (coordenador).
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Além de textos explicativos sobre a condição do Amazonas, foram publicados projetos de Severiano Porto, Cesar Oiticica e de Antony & Pereira da Cunha. Oiti i a , p. desta ou o te to á azo as – e peri ia do li a e ateriais a ha itação popular ue o as pri eiras i ias lo ais dos arquitetos chegados a Manaus a partir de 1965, surgiu o interesse pela definição mais precisa das condicionantes de uma arquitetura que estivesse de acordo com o clima e que utilizasse materiais da região .
67 Vale ressaltar a semelhança entre os nomes da publicação da Projeto e do suplemento da revista ABA. 68 Os convites aos arquitetos partiam de Vicente Wissenbach, editor da Projeto. Nos dois primeiros
volumes, com introdução do arquiteto Ruy Othake, foram publicados 15 anos de sua atividade profissional (1961- , i i iada a os ap s sua for ação pela FáU/U“P. Othake , p. afir a a ue á ultura brasileira, naquilo que ela tem de específico na arquitetura, iniciada e desenvolvida pelos mestres Lúcio Costa, Oscar Niemeyer e Vilanova Artigas, é uma preo upação o sta te e ossos tra alhos OTHáKE, 1976, p.01). O volume 3 era apresentado por Vilanova Artigas e trazia projetos de Miguel Juliano. O volume 4, com os projetos de Décio Tozzi, foi apresentado por Oscar Niemeyer. Já o volume 5 (1978), dedicado ao paisagismo, foi introduzido por Burle Marx.
Figura 2.3: Capa do livro Arquitetura Brasileira após Brasília/Depoimentos, v. 1, 1978.