• Sonuç bulunamadı

2.2 Dönemin Gelişmelerinin Dergideki Yansımaları

2.2.9 Savaş Sonrası Şekillenecek İşletmecilik

5.1 Avaliando a Metodologia Utilizada

A cava é feita em um sistema de “Taludes” (pé e crista) a fórmula de cone simplificava isso, e transforma tudo em uma parede reta. Houve então a necessidade de revisão dos cálculos por um engenheiro de mina, para corrigir os dados fornecidos. Após a correção, os erros foram minimizados.

Viu-se que quanto menor a cava a ser preenchida, menor era o erro.

Observou-se a possibilidade de utilização do geoprocessamento para simulação da modificação da paisagem sem a necessidade de coletar dados em campo.

5.2 Avaliando a Recuperação da Paisagem

Levando em consideração a recuperação parcial do relevo, foram geradas simulações de reconstituição do relevo onde apresenta a proposta de preenchimento parcial e total. No preenchimento parcial, foi levando em consideração a distância das pilhas em relação à cava, visando atender as exigências de relação média de transporte calculado para o Plano Diretor do empreendimento. Para o preenchimento total da cava, desconsiderou-se essa distância e foi considerada a possibilidade de uma melhor recuperação do relevo, tentando aproximar ao máximo de sua configuração original.

Para melhor visualização de toda extensão das cavas e seu preenchimento, o resultado é apresentado de duas posições geográficas distintas: uma com visada de sul para norte e outra de norte para sul, tanto nas áreas MOPIN quanto MOPIS.

Relevo Original Alteração Após Atividades de Extração

Proposta de Reconstituição Parcial Proposta de Reconstituição Total

Figura 15 – Evolução do Preenchimento das cavas MOPIN em 3D de Sul para Norte.

Pilhas de Estéril

Cavas

1

2

3

4

Relevo Original Alteração Após Atividades de Extração

Proposta de Reconstituição Parcial Proposta de Reconstituição Total

Figura 16 – Evolução de preenchimento das cavas MOPIN em 3D de Norte para Sul.

1

3

Relevo Original Alteração Após Atividades de Extração

Proposta de Reconstituição Parcial Proposta de Reconstituição Total

Figura 17 – Evolução de preenchimento das cavas MOPIS em 3D de Sul para Norte.

1

2

3

4

Cavas

Pilhas de

Estéril

Relevo Original Alteração Após Atividades de Extração

Proposta de Reconstituição Parcial Proposta de Reconstituição Total

Figura 18 – Evolução de preenchimento das cavas MOPIS em 3D de Norte para Sul.

1

2

5.3 Comparação dos Resultados Obtidos

Após a introdução das cavas e das pilhas de estéril, constatou-se a inversão do relevo na paisagem, uma vez que a área onde foi aberta a cava sofre a subtração dos morros mais íngremes, e em contra partida, nas áreas de vales mais encaixados, a paisagem ganhou montanhas, alterando significativamente na configuração do relevo de Morro do Pilar. Tal processo é comum nos empreendimentos de mineração à céu aberto.

Na proposta de preenchimento parcial, mesmo levando em consideração a relação de menor distância entre as pilhas e cavas para diminuição dos custos de transporte, verificou- se uma reconfiguração da paisagem, no qual apresenta a diminuição dos impactos em relação à modificação do espaço.

Neste processo, na área MOPIN nota-se que ainda resta boa parte das cavas sem serem preenchidas, e no extremo norte desta área, duas cavas mantém-se completamente abertas. Já na área MOPIS, o volume preenchido é bem maior que a primeira, obtendo um resultado mais satisfatório.

Já na proposta de preenchimento total, nota-se que mesmo voltando com todo o volume das pilhas de estéril para dentro da cava, esse material ainda não foi o suficiente para preenchê-la completamente. Embora haja uma análise em torno de que o material quando sofre descompactação aumente de volume, dado o processo de “empolamento’, entretanto, deve-se considerar que houve uma grande retirada de material nas áreas. Por isso, no caso deste trabalho, não houve a recuperação total da área, embora possa considerar uma redução significativa dos impactos ambientais causados no relevo.

6 CONCLUSÕES E CONSIDERAÇÕES FINAIS

Quando se fala em geoprocessamento, muitos ainda não sabem do que se trata, entretanto, há uma tendência de que suas ferramentas sejam incorporadas com mais freqüências em diversos tipos de trabalhos, tais como: mineração; monitoramentos de reservatórios de hidrelétricas; agricultura; agropecuária, monitoramento de florestas, desmatamentos, urbanização, dentre outros. Pois toda vez que há as perguntas “Onde” e “Como” é possível utilizar o georpocessamento como ferramentas para orientarem na resposta.

Um dos objetivos deste trabalho foi utilizar o geoprocessamento e a realidade virtual como ferramentas que podem ser incorporadas aos trabalhos de Estudos de Impactos Ambientais, com o intuito de auxiliar este processo, onde muitas vezes são realizados analogicamente planimetricamente.

A metodologia de análise tridimensional, baseada em cruzamento de planos de informação em formato matricial e vetorial, começou com a organização e tratamento da base de dados e a geração de modelos digitais de elevação da área em questão e dos elementos inseridos na paisagem – Cavas e Pilhas de Estéril. Uma vez montado as bases, iniciou-se o processo de subtração das imagens (raster) para visualizar a quantidade de massa retirada por meio da extração mineral, sua disposição nos arredores e a configuração da paisagem após retornar com este material para dentro das cavas, permitindo antever situações e construir propostas de intervenção ambiental na reconfiguração da paisagem.

Em relação à análise da paisagem, este trabalho possibilitou a compreensão da modificação do espaço, em modelo tridimensional, após atividades de extração mineral, o que normalmente requer grande abstração em apresentações planimétricas. Verificou-se também que por meio da proposta de recuperação utilizada há a possibilidade de minimizar a desconfiguração permanente do relevo.

No que se refere à utilização do ambiente tridimensional e da realidade virtual, observou-se que tal metodologia é mais bem aplicada quando a apresentação for realizada em meio digital, pois após a impressão no papel verificou-se a perda da qualidade da imagem e a tendência a achatar as formas do relevo, não ficando tão nítida a evolução da modificação do espaço.

Este trabalho focou em preencher as cavas com as pilhas de estéril para minimizar os impactos visuais resultantes das atividades de extração, entretanto, não foi analisado os pontos onde a vista da cava impactava mais. Como continuidade desta linha de pesquisa, futuros estudos são sugeridos enfocando a análise de eixos visuais para priorizar o preenchimento não em função da menor distância das pilhas em relação às cavas, mas sim em visando priorizar as regiões onde possuem maiores impactos visuais com base na percepção da população local em relação à paisagem.

7 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALVES, L.M. Construção de Modelos em Perspectiva por Meio da Digitalização de Mapas Topográficos. Viçosa UFV, 1982. 64p. Tese Mestrado.

ALVES, D.S. Modelo de Dados para Sistemas de Informações Geográficas. São Paulo, 1989. (Tese de Doutorado) – Escola Politécnica de São Paulo.

ASPIAZÚ, Celestino; ALVES, Laci Mota; VALENTE, Osvaldo Ferreira. Modelos Digitais de Terrenos Conceituação e Importância. Boletim de Pesquisa Florestal, Colombo, n. 21, p.27-36, da Universidade Federal de Viçosa/MG dez. 1990.

BACHELARD, Gaston. A poética do espaço. 6ª tiragem. Tradução de: Antonio de Pádua Danesi. São Paulo: Martins Fontes, 1993. Coleção Tópicos, 2003.

BRASIL, Constituição Federal de 1988, 5ª ed. rev. e atual, São Paulo: Revistas dos Tribunais Ltda., 2000. Art. 225

BRASIL DNPM – Departamento Nacional de Produção Mineral, Diposnível em: http://www.dnpm.gov.br, Acesso dia 09 de julho de 2011.

BRASIL IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Diposnível em: http://www.ibge.gov.br, Acesso dia 09 de julho de 2011.

BRASIL IBRAM – Instituto Brasileiro de Mineração. Diposnível em: http://www.ibram.org.br, Acesso dia 09 de julho de 2011.

BRASIL, DECRETO N° 97.632, de 10 de abril de 1989. Disponível em: <http://4ccr.pgr.mpf.gov.br/institucional/grupos-de-trabalho/gt-

aguas/docs_legislacao/decreto_lei_97632.pdf> acesso dia 09 de julho de 2011.

BRASIL, PORMIM Ministério de Minas e Energia – Governo Federal. Recuperação de Áreas Degradadas e Fechamento de Minas. Sem data e sem Edição. Disponível em:http://www.pormin.gov.br/biblioteca/arquivo/recuperacao_areas_degradadas_e_fecha mento_minas.pdf, acesso em 06 de novembro de 2011.

BRASIL, Prefeitura de Morro do Pilar/MG. Informações sobre a cidade. Disponível em: <http://www.prefeituramorrodopilar.com.br/index.php?exibir=plano_diretor&ID=38>

acesso dia 10 de julho de 2011.

BRASIL, RESOLUÇÃO CONAMA Nº 001, de 23 de janeiro de 1986. Publicado no D.O.U de 17 de fevereiro de 1986. O CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE – IBAMA. Disponível em:

http://www.ecologia.dbi.ufla.br/site%20ecoaplicada/legisla%C3%A7%C3%A3o/Resolu% C3%A7%C3%A3o%20CONAMA%20N%C2%BA%2001-1986.htm Acesso em 26 de agosto de 2011.

CÂMARA, Gilberto et al. Conceitos Básicos em Geoprocessamento, apostila sobre fundamento de geoprocessamento, elaborada para o curso de SBD da Universidade Federal do Pará – UFPA. Disponível em: http://www.ufpa.br/sampaio/curso_de_sbd/sig/cap02- conceitos.pdf, acesso dia 03 de setembro de 2011

COFFEY, Consultoria e Serviços Ltda. Relatório – Projeto Conceitual Morro do Pilar, Desenvolvido para a Empresa Terrativa S.A. 2010, 313p.

COFFEY, Consultoria e Serviços Ltda. Relatório – Plano Diretor do Empreendiemnto Morro do Pilar, Desenvolvido para a Empresa Terrativa S.A. 2011, 412p.

COUTO, Leandro C. O. Geoprocessamento: Conceito e Prática, Trabalho de Conclusão de Curso da especialização em Geoprocessamento do Centro Universitário de Belo Horizonte

– UNI-BH (2009). Disponívelm em: http://www.crea-

mg.org.br/03_Gab_GCM_publicaes/Geoprocessamento.pdf, acesso dia 03 de setembro de 2011

CHRISTOFOLETTI, Antônio. Modelagem de Sistemas Ambientais. São Paulo: UNESP. Edgard Blucher, 1ª edição, 1999. 236 p.

FELGUEIRAS, Carlos Alberto. Modelagem Numérica de Terreno. Divisão de Processamento de Imagens – DPI Instituto de Pesquisas Espaciais – INPE, São José dos Campos/SP, 2001, 39p. Disponível em:

<http://mtc-m12.sid.inpe.br/col/sid.inpe.br/sergio/2004/04.19.14.52/doc/cap7-mnt.pdf> Acesso em 22 de setembro de 2001

FELGUEIRAS, Carlos Alberto. Análises Sobre Modelos Digitais de Terreno em Ambiente de Sistemas e Informações Geográficas. Divisão de Processamento de Imagens – DPI Instituto de Pesquisas Espaciais – INPE, 2009.

FERNANDES, Manoel do Couto; DE MENEZES, Paulo Márcio Leal. Comparação entre Métodos para Geração de MDE para a Obtenção de Observações em Superfície Real no Maciço da Tijuca-Rj. RBC - Revista Brasileira de Cartografia Nº 57/02, 2005, 154 – 161 p. (ISSN 1808-0936)

GUTIERREZ, E., (1991) Análise de Modelos Tri-dimensionais de Terreno,. In: Anais do XV Congresso Brasileiro de Cartografia, coletânea de trabalhos temáticos, volume 3, Universidade de São Paulo, USP, S.P.

HILLIS, Ken. Tecnologias da realidade virtual:elementos para uma geografia da visão. Professor de Estudos em Comunicação da Universidade da Carolina do Norte (Chapel Hill, Estados Unidos). Revista FAMECOS • Porto Alegre • nº 17 • abril 2002 • quadrimestral. LUZ, R.P.D. Proposta de Especificação de uma Plataforma de Desenvolvimento de Ambientes Virtuais de Baixo Custo. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Produção) - Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Produção, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 1997. 108f.

MEIRELLES, M. S. P., Camara, G. e Almeida, C. M. Brasília, DF: Embrapa Informação e tecnologia. P. 55-104. 2007. Disponível em:

< http://www.hidro.ufcg.edu.br/dissertacoes/Melo_fevereiro_2010.pdf> Acesso em 08 de setembro de 2011.

MENDES, C. A. B. e CIRILO, J. A. Geoprocessamento em Recursos Hídricos: Princípios, Integração e Aplicação. ABRH: Porto Alegre, 2001. 536p.

RIBEIRO, G.P.; ZAMBALDE, André.L.; ANDRADE, Maria Thereza M.J.C. Editor de Mapas para Modelagem de Terreno Utilizando Método de Interpolação de Curvas na Forma Bézier e Traçado Vetorial. Rio de Janeiro, 1994, 285p. (Trabalho Acadêmico) – UFRJ / COPPE/ Engenharia de Sistemas e Computação.

ROSA Jr., O. LRVCHAT3D - Desenvolvimento de um Ambiente Virtual Tridimensional Multiusuário para Internet, Dissertação (Mestrado em Engenharia de Produção) - Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2003. 109f.

SILVA, Vinícius de Amorim. A Utilização de Técnicas de Geoprocessamento para Modelagem de Cenários de Uso e Perda de Solo na Bacia Hidrográfica do Rio Colônia no Litoral Sul da Bahia (Brasil). Artigo publicado no VI Seminário Latino Americano de Geografia Física II Seminário Ibero Americano de Geografia Física Universidade de Coimbra, Maio de 2010.

SIMÕES, Margareth Gonçalves. Modeladores Digitais de Terreno em Sistemas de Informação Geográfica. Dissertação de Mestrado em Engenharia de Sistemas e Computação - Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ. 1993, 158p.

TUCCI, C. E. M. Modelos Hidrológicos. Editora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – ABRH. 669 p. 2ª Edição. Porto Alegre, 2005.

TERRATIVA S.A. Empresa de mineração responsável pelo patrocínio desta pesquisa – forneceu a base de dados vetoriais, matriciais e relatórios. Belo Horizonte, 2010.

TORI, Romero; KIRNER, Cláudio. Realidade Virtual – Conceitos e Tendências. Livro/Resumo do Pré-Simpósio VII Symposium on Virtual Reality – São Paulo/SP. 19 de Outubro de 2004. 78p

TORI, Romero; KIRNER, Cláudio; SISCOUTTO, Robson. Fundamentos e Tecnologia da Realidade Virtual Aumentada. Livro do Pré-Simpósio VII Symposium on Virtual Reality – Belém/PA. 02 de Maio de 2006. 422p

Benzer Belgeler