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2.5. Göstergebilim

2.5.2. Göstergebilimin Tarihçesi

2.5.2.3. Saussure ve Peirce Sonrası Göstergebilim Kuramcıları

Nota-se à primeira vista que o BADIP apresenta um maior número de ocorrências de pronomes acusativos de terceira pessoa em praticamente todas as categorias, seja no total, com 168,14 ocorrências a cada 10.000 palavras contra 146,06 do C-ORAL-ROM italiano, seja em sua função não forica de constituinte deslocado, com 139,93 ocorrências no BADIP e 115,9 no C-ORAL-ROM italiano. No caso dos deslocamentos, seja à direita seja à esquerda, as divergências não são significativas, pois contam 15,48 ocorrências no BADIP e 16,49 no C-

ORAL-ROM italiano no caso dos deslocamentos à direita, e foram encontradas 12,72

ocorrências a cada 10.000 palavras no BADIP e 13,66 ocorrências C-ORAL-ROM italiano no caso dos deslocamentos à esquerda.

Decidiu-se a este ponto operar uma comparação cruzada, comparando os dados do

corpus Raso-Vale com aqueles do C-ORAL-ROM italiano e aqueles do corpus Raso-Ferrari

com aqueles do BADIP para verificar se as divergências permaneciam ou se eram os corpora de monolíngues que estavam distorcendo nossos dados.

O gráfico explicita de forma clara as tendências: em todos os casos há erosão linguística, apesar de aparentemente haver um andamento oposto nos deslocamentos à esquerda quando a comparação é feita com o corpus Raso-Vale. Vejamos as porcentagens nos detalhes: nos casos em que os acusativos de terceira pessoa são não fóricos de constituinte deslocado o confronto de corpora Raso-Vale comparado com o BADIP evidencia uma diminuição de 50,98%, aquele

Gráfico 12: Comparação cruzada entre os corpora de bilíngues e monolíngues e as respectivas comparações originais. -50,98% 26,02% -53,55% -45,39% -32,22% -15,17% -63,63% -33,85% -40,82% 17,34% -56,39% -37,14% -18,17% -21,01% -65,85% -23,86% -80,00% -60,00% -40,00% -20,00% 0,00% 20,00% 40,00%

lo,la, li, le, l' não fórico de constituinte deslocado

lo,la li, le, l' anafóricos de desloc.à esq.

lo, la, li, le, l' catafóricos de desloc à dir.

lo, la, li, le, l' totais

Comparação Raso- Vale/BADIP Comparação Raso- Ferrari/BADIP Comparação Raso-Vale/C- ORAL-ROM italiano Comparação Raso- Ferrari/C- ORAL-ROM italiano

Raso-Ferrari, sempre comparado com o BADIP mostra sempre uma diminuição menor de 32,22%; as comparações com o C-ORAL-ROM italiano evidenciam reduções bem menores: o confronto Raso-Vale com o C-ORAL-ROM italiano mostra uma queda de 40,82% nas ocorrências enquanto aquele Raso-Ferrari comparado com o C-ORAL-ROM italiano de -18,17. As comparações com os pronomes anafóricos de constituintes deslocados à esquerda apresentaram no corpus Raso-Vale confrontado com o BADIP um aumento de 26%, naquele Raso-Ferrari comparado com o BADIP é registrada uma diminuição de 15,17%; no caso de Raso-Vale no confronto com o C-ORAL-ROM italiano foi novamente evidenciado um aumento, de 17,34%, enquanto no Raso-Ferrari comparado com o C-ORAL-ROM italiano novamente uma diminuição, de 21,01%. Os acusativos catafóricos de constituintes deslocados à direita evidenciaram em todas as comparações perdas bem parecidas: no caso de Raso-Vale comparado com o BADIP de -53,55%, no Raso-Ferrari confrontado com o BADIP de -63,63%, no Raso-Vale na comparação com o C-ORAL-ROM italiano de -53,39%, no Raso- Ferrari no confronto com o C-ORAL-ROM italiano de -65,85%. Finalmente, os pronomes acusativos de terceira pessoa em seus totais mostraram também perdas em todos os casos comparados: no caso de Raso-Vale confrontado com o BADIP de -45,39%, no Raso-Ferrari comparado com o BADIP de -33,85%, no Raso-Vale comparado com o C-ORAL-ROM

italiano de -37,14%, no Raso-Ferrari comparado com o C-ORAL-ROM italiano de -23,86%.

Os números e gráficos expostos acima evidenciam duas questões intimamente ligadas entre si. Os dados que à primeira vista se mostram divergentes são aqueles relativos ao corpus Raso-Vale em comparação com os dois corpora de bilíngues. E os dados de Raso-Ferrari parecem não confirmar as explicações de Raso e Vale (2009) e Raso (2009) a respeito do aumento dos pronomes anafóricos de deslocamentos de elementos à esquerda. A questão que é posta é: seriam mais confiáveis os dados do corpus de Raso-Vale ou aqueles de Raso- Ferrari? Ou existe uma explicação alternativa? Os dados de Raso e Vale, quanto aos pronomes anafóricos de deslocamentos à esquerda, são confirmados também pelos dados relativos às frequências de topicalizações em PB, nos bilíngues e em italiano139. Como foi visto, a

pesquisa dos estudiosos confirmou que o PB utiliza muito mais tematizações, os bilíngues se colocam em uma posição intermediária e os italianos monolíngues utilizam menos tematizações e geralmente tematizam somente através do deslocamento à esquerda. Ou seja, o

aumento de tematizações é por si um sinal de erosão, o que gera mais pronomes anafóricos de constituintes deslocados à esquerda, já que a retomada pronominal é obrigatória no italiano.

Talvez a explicação para as divergências nesta pesquisa seja a diferente arquitetura dos dois corpora de bilíngues. Os textos do corpus Raso-Vale, como dissemos várias vezes, são entrevistas, portanto a tendência é que sejam mais monológicos: o informante está narrando uma situação e deve em continuação operar uma referência cognitiva ao tema sobre o qual realiza a ilocução. Ao contrário, o corpus Raso-Ferrari contém situações muito mais interativas, os informantes estão agindo em um ambiente enquanto conversam e assim sendo os elementos cognitivos que constituem o âmbito semântico de um ato são dados justamente pela condivisão do espaço dos participantes e do tempo situacional. Consequentemente não é necessário tematizar estes elementos e não haverá a retomada anafórica pronominal. Isto explicaria a diminuição dos pronomes anafóricos de elementos deslocados à esquerda no

corpus Raso-Ferrari. Não é portanto que não haja erosão linguística neste traço, mas é a

tipologia dos textos do corpus que determina uma menor necessidade de uso deste tipo de pronome.

Isso seria confirmado pela proximidade dos dados quanto aos deslocamentos das catáforas pronominais de elementos deslocados à direita. Os deslocamentos à direita são usados frequentemente também para retomar elementos dados. Se pensamos em instaurar um âmbito de aplicação de uma ilocução, a estratégia normal é topicalizá-lo, para fornecer a referência cognitiva da ilocução. Mas se a ilocução é feita sobre algo que é dado situacionalmente, podemos retomar a referência através de um deslocamento à direita.

O fato de ter utilizado um corpus diferente permitiu que estas características fossem evidenciadas e confirmou outros dados anteriores sobre a erosão pronominal. Dessa forma foi possível explicar, acreditamos, os dados vistos acima. Naturalmente a confirmação desta hipótese poderá ser feita somente com corpora maiores e que sejam comparáveis entre si.