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SATAŞMALARA İLİŞKİN KONUŞMALAR

Belgede Türkiye Büyük Millet Meclisi (sayfa 57-65)

A) MİLLETVEKİLLERİNİN GÜNDEM DIŞI KONUŞMALARI

V.- SATAŞMALARA İLİŞKİN KONUŞMALAR

O islamismo é hoje uma das religiões que maiores questionamentos e inferências produzem por parte dos direitos humanos fundamentais. Desde a questão do tratamento diferenciado e inferior às mulheres aos cultos e crenças religiosos fundamentados em proselitismos negativos e estados religiosos ou influenciados pela religião.

Quando tivemos o cuidado, no capítulo 4, de dividir em quatro tipos de Estados: o laico, o que não aceita a religião, o que adota a religião de forma oficial e o que não adota a religião de forma oficial, porém, a religião ou o líder religioso possui uma nítida influencia política sobre o Estado, não foi à toa.

333 GUERRIERO, Silas. Intolerância e relativismo: o dinamismo das novas religiões no Brasil. Revista Estudos de

Nossa maior preocupação era justamente quando ingressássemos no assunto do fundamentalismo, porque o papel do Estado em relação à religião muda radicalmente se comparado ao regime, agora, adotado pela maioria dos países ocidentais estão acostumados.

As diferenças culturais são acentuadas, porém, o Estado se utiliza da religião como uma máquina de convencimento em massa para usar a população, via religião, a seus próprios interesses, sem qualquer preocupação com a liberdade religiosa, a dignidade da pessoa humana, em uma nítida afronta aos princípios adotados pelos direitos humanos que foram exaustivamente tratados ao longo desta obra.

E, digamos assim, a fonte de inspiração para todo esse fundamentalismo radical implementado nos países islâmicos foi exatamente a grande quantidade de barbáries cometidas ao longo dos séculos pela Igreja Católica e o cristianismo.

Os atentados terroristas se processam, dentre outras formas, com homens bombas perdendo suas vidas pela defesa da causa religiosa nada mais é do que a mesma intolerância religiosa praticada pela santa inquisição ao queimar aqueles que não pactuavam com os ideários e crenças do cristianismo.

Domingos Lopes334: “O fundamentalismo islâmico deve ser estudado não como um fenómeno isolado, produto do atraso de povos inferiores do Terceiro ou Quarto Mundo, mas como parte de uma era de extremos, que abrangeu os povos ditos mais desenvolvidos e em técnica andou freqüentes vezes ao serviço da perseguição, da intolerância e da exploração do Homem pelo Homem335”.

O que hoje faz o islamismo fundamentalista é o mesmo movimento praticado pela Igreja quando igualmente detinha o poder político.

334 A verdade é que o fundamentalismo surge como um dos muitos extremismos que caracterizam o final do século XX, e que foi objecto de um estudo global que o designou exactamente como a era dos extremos. Século em que o Homem atingiu, simultaneamente, os cumes da Ciência e da Técnica, mas em que mostrou que estes se podem conciliar com a barbárie. Século em que se sonhou atingir os cumes do Humanismo e da realização humana, mas em que os sonhos de emancipação mostraram poder ser usados para o poder pessoal e de oligarquias e para novas formas de opressão violenta. LOPES, Domingos & SÁ, Luís. Com Alá ou com Satã? Porto: Campo das letras, 1997, p. 33. 335 LOPES, Domingos & SÁ, Luís . Com Alá ou com Satã? Porto: Campo das letras, 1997, p. 33.

E, agora, dotados de um elevado moralismo os líderes das religiões ocidentais condenam as práticas islâmicas por ferirem os princípios dos direitos humanos, da paz, da tolerância, do amor e da harmonia dos povos.

Ora, as religiões ocidentais que incitaram as guerras através da dominação. A Igreja Católica usou largamente da dominação e do proselitismo através das cruzadas, e agora, seus líderes aparecem como os líderes do movimento dos politicamente corretos.

Não defendemos as práticas islâmicas, no entanto, é inegável que a inspiração cultural do mundo ocidental interferiu diretamente na produção do que temos hoje, esse Estado de terror permanente e pior: a criatura se voltou contra o criador, porque os mais afetados pela fúria religiosa dos países islâmicos são os países ocidentais.

E, para compreendermos como que o fundamentalismo ocorre será necessário analisar a relação entre o Estado e a religião novamente, mas agora, com o enfoque à dominação da religião sobre o Estado e o uso da religião pelo Estado para dominar os povos e fomentar o terror.

Com a relação do Estado com a religião veremos como que a manipulação da crença produz um verdadeiro arsenal armamentista por parte dos Estados que almejam o conflito via religião. E dentre eles, a maioria tem o islamismo como religião, senão oficial, exercendo uma forte influencia política336.

O primeiro passo é a ausência de um regime aberto, com pluralidade política. Os islâmicos não acreditam que a democracia seja a solução para os problemas políticos dos Estados

336 Insistimos nesse ponto de que não são todos os países árabes e nem todos os países em que a religião islâmica é predominante que adotam uma religião de forma oficial. A prova disso é a Carta Árabe de Direitos Humanos, de 1994, que prevê a liberdade religiosa nos seguintes dispositivos: Art. 2°. Cada Estado Parte compromete-se a Carta atual para garantir a todos os indivíduos no seu território e sujeitos à sua jurisdição o direito de desfrutar de todos os direitos e liberdades nela reconhecidos, sem qualquer distinção em razão de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política, origem nacional ou social, riqueza, nascimento ou qualquer outra condição e sem qualquer discriminação entre homens e mulheres.

Art. 26. Toda a pessoa tem direito garantido a liberdade de crença e opinião.

Art. 27. O adepto de cada religião tem o direito de praticar seus rituais religiosos e de manifestar suas opiniões através da expressão prática ou de ensino, sem prejuízo dos direitos dos outros. Nenhuma restrição deve ser imposta ao exercício da liberdade de crença e opinião, exceto nos casos previstos em lei.

árabes e, tampouco, para os conflitos religiosos, portanto, uma abertura à diversidade política e religiosa está fora de cogitação.337

Então, a conseqüência lógica é a criação de uma tensão entre os Estados laicos e os Estados fundamentalistas.

Belgede Türkiye Büyük Millet Meclisi (sayfa 57-65)

Benzer Belgeler