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KANUN TASARI VE TEKLİFLERİ İLE KOMİSYONLARDAN GELEN DİĞER İŞLER (Devam)

Belgede Türkiye Büyük Millet Meclisi (sayfa 84-148)

A) KANUN TASARI VE TEKLİFLERİ

VII.- KANUN TASARI VE TEKLİFLERİ İLE KOMİSYONLARDAN GELEN DİĞER İŞLER (Devam)

No caso dos atentados de 11 de setembro de 2001, o líder assumido dos atentados foi um soldado altamente treinado pelo próprio governo americano, que ficou muito rico ao longo do tempo e decidiu se “vingar” da política adotada por aquele país.

Com isso, a pressão popular (conflito interno) foi tão intensa que praticamente obrigou o seu governo a tomar uma atitude. Os cidadãos americanos entenderam que ao destruírem um dos símbolos de sua cultura (Word Trade Center, também conhecido como Torres gêmeas), a soberania dos Estados Unidos estaria ameaçada, e que o conceito de superpotência se mostrava extremamente frágil.

Sentindo uma necessidade de transmitir alguma resposta à população americana, o Governo editou a carta da América. O objetivo era invocar o sentimento nacionalista dos norte americanos como forma de ratificar e apoiar as ações que o governo iria implementar. Para construir a base de suas razões, os norte-americanos partiram do construto dos direitos humanos,

incontestáveis a toda raça humana e que ficou conhecido como as cinco verdades fundamentais referentes a todas as pessoas, se distinção:

1. Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos.

2. O objeto básico da sociedade é a pessoa humana, e o legítimo papel do governo é proteger e ajudar a fomentar as condições para a prosperidade humana.

3. Seres humanos desejam buscar a verdade somente o objetivo da vida e seus fins últimos.

4. Liberdade de consciência e liberdade religiosa são direito invioláveis da pessoa humana.

5. Matar em nome de Deus é contrário ã fé em Deus e é a maior traição da universalidade da fé religiosa. Lutamos pata nos defender e para defender esses princípios universais.

E, a resposta do governo, como sempre acontece quando uma Nação está inferiorizada e acuada, envolve o belicismo e com os Estados Unidos não foi diferente.

Seu presidente declarou guerra: primeiro ao Afeganistão e depois ao Iraque, em uma cruzada deliberada e desenfreada que resultou não apenas na caça a um inimigo e na busca de armas de destruição em massa, mas sim, em algo muito maior, tática igualmente antiga utilizada em guerra, o resgate ao nacionalismo.

Sendo assim, não bastava aos Estados Unidos atacarem um inimigo oculto, a resposta a ser dada é que o inimigo era conhecido e que a toda poderosa Nação americana iria triunfar, mas para isso era necessário que os próprios norte americanos colaborasse com a segurança da Nação, já que qualquer pessoa poderia ser o inimigo.

Hannah Arendt: “O terror, como execução da lei de um movimento cujo fim ulterior não é o bem-estar dos homens nem o interesse de um homem, mas a fabricação da humanidade, elimina os indivíduos pelo bem da espécie, sacrifica as “partes”em benefício do “todo”.371

Nessa esteira não bastava combater o terrorismo no âmbito externo através da guerra, também seria necessário se fazer sacrifícios internamente para se garantir uma vez mais a soberania da Nação e, quiçá, do próprio Mundo.

A resposta foi uma cruzada maciça e destrutiva atrás do terrorista conhecido como Osama bin Laden, que por todo o governo Bush se mostrou infrutífera, pois, nem ele e muito menos seu corpo fora encontrado.

E o não encontrar do terrorista impingiu uma contramedida concomitante ainda mais devastadora nos Estados Unidos: A Baia de Guantanamo.

Uma ilha que passou a ser usada fortemente como um instrumento de tortura com o claro interesse de extrair à força informações sobre os paradeiros dos terroristas.

Em Guantanamo os direitos civis, humanos, políticos e sociais foram relativizados e, em muitos casos, simplesmente suprimidos. Em uma demonstração de poder do governo norte americano de que o terror seria combatido, nem que para isso fosse necessário reagir com o uso do próprio terror.

E em caminho paripasso o belicismo e a supressão de direitos caminharam nos Estados Unidos em ritmo desenfreado, quase como que uma resposta a si mesmo para garantir a seus cidadãos de que aquele País era novamente seguro.

E o grande perigo dessas respostas bélicas é o poder que o governante toma para si e usa praticamente a mesma arma do inimigo: o terror, mas agora, como forma de legitimar seus atos.

Com isso, um perigoso Estado de exceção pode se instaurar e transformar a democracia em totalitarismo, em inúmeros exemplos que somente causaram destruição à humanidade.

A chegada do governo de Barack Hussein Obama trouxe a esperança do fim do conflito bélico e do cumprimento de uma das promessas de campanha do agora Presidente dos Estados Unidos: a desativação da Baia de Guantanamo.

O fato é que o primeiro governo do Presidente Obama está por chegar ao fim e Guantanamo segue inatingível e com aura de local intocável, pois, ao longo de seu governo o objetivo maior fora alcançado: Através dos métodos nada ortodoxos os agentes do serviço secreto norte americano descobriram o paradeiro do inimigo até então invisível: Osama bin Laden.

Em uma operação militar que culminou com a morte de seu maior inimigo, com o uso de aeronaves que nem a maior parte da população sabia ou tinha conhecimento.

E a reação da população norte americana foi de alívio e o retorno da tão almejada segurança372. Contudo, o espólio foi elevado: duas guerras, no Iraque e no Afeganistão, cento e cinquenta mil mortos e mais de $1 trilhão de dólares gastos.

A grande questão que permanece é se a morte do líder da Al-Qaeda será o suficiente para trazer a paz nessa guerra ao terror ou se Osama bin Laden poderá ser usado como um mártir para garantir o continuismo da causa373.

372 Revista Newsweek, May 16, 2011, p. 6: “Bin Laden’s dispatch was a triumph on several counts. It is almost unanimously regarded as Just. Bin Laden was a mass killer, a hero to very few. The feelings about his timely departure are unequivocal, especially here in America. What a rare unity of emotion that is. It’s hard to remember a comparable moment, save for 9/11 itself. Bin Laden’s death is almost universally popular. Bush can begrudgingly limit his congratulations to the U.S. military. But even Tea Partiers praise the president for pulling the trigger. Obama now has virtually the whole nation behind him on this central issue. The Arab and Muslim world, which had begun to take America less seriously after its troubles in Iraq, Afghanistan, an Libya, are reminded of what the U.S. is capable of – and are looking at America with new respect”. Revista Newsweek, 16 de maio, 2011, p. 6: "A morte de Bin Laden foi um triunfo em vários aspectos. É quase unanimemente considerado como justo. Bin Laden era um assassino em massa, um herói para poucos. Os sentimentos da sua morte em um momento tão oportuno são claros, especialmente aqui na América. Que emoção única! É difícil lembrar de um momento que se compara, exceto pelo 11/09. A morte de Bin Laden é quase universalmente popular. Bush pode limitar parabéns para os militares dos EUA. Até mesmo grupos de senhoras idosas elogiaram o presidente por ter puxado o gatilho. Obama agora tem virtualmente a nação inteira apoiando ele com relação a esta questão central. O mundo árabe e muçulmano, que tinha começado a levar a América menos a sério depois de seus problemas no Iraque, Afeganistão e Líbia, foram lembrados do que os EUA são capazes e estão olhando para a América com uma nova atitude de respeito".

De concreto temos que se o terrorismo almejar o continuísmo do terror novos ataques serão deflagrados e tanto a ação quanto a reação, uma vez mais, farão uso da força.

Esse uso indiscriminado de força somado à supressão dos direitos de um cidadão mostra que o totalitarismo pode não ser explícito, contudo, é nítida a sua presença.

Belgede Türkiye Büyük Millet Meclisi (sayfa 84-148)

Benzer Belgeler