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BAŞKANLIĞIN GENEL KURULA SUNUŞLARI A) MECLİS ARAŞTIRMASI ÖNERGELERİ

Belgede Türkiye Büyük Millet Meclisi (sayfa 65-72)

A) MİLLETVEKİLLERİNİN GÜNDEM DIŞI KONUŞMALARI

VI.- BAŞKANLIĞIN GENEL KURULA SUNUŞLARI A) MECLİS ARAŞTIRMASI ÖNERGELERİ

O fato de um Estado ser laico não o credencia a ser imune ou isento da intolerância religiosa dentro do seu território ou, via política externa, de outros países contra o Estado laico. Nesse sentido temos os Estados Unidos e vários países da Europa como exemplo em que a laicidade também se torna alvo do fundamentalismo religioso.

Quando o Estado adota uma religião de forma oficial o fundamentalismo tende a aflorar e a ser usado com mais freqüência ou pelo Estado ou pelo líder religioso, quando a palavra da fé possui não apenas uma força espiritual, como também um declarada influencia política338.

O fundamentalismo religioso é um assunto complexo e se refere ao uso extremado da fé de seus praticantes. Esse uso pode ser positivo ou negativo. No primeiro caso temos a ratificação da própria crença e dos cultos que se fortificam e assim incrementam a fé do grupo. Contudo, no segundo caso, é possível usar da fé como instrumento de combate.

337 Para os islamitas, a política não é um espaço de construção democrática, de resolução pacífica dos conflitos, de relatividade dos interesses e das paixões; a política é um espaço de “soberania de Deus”(Hâkimiyyat-Allâh). Como construir então um Estado de direito e uma sociedade pluralista, laica, tolerante, baseada no respeito das tradições, e um projeto comum para o futuro capaz de garantir a “vida em comum”e a coesão social? FUNDAMENTALISMOS

INTEGRISMOS Uma ameaça aos direitos humanos. ACAT. Trad. de Mariana Nunes Ribeiro Echalar. São Paulo:

Paulinas, 2001, p. 85.

338 Confundir Estado com religião implica a adoção oficial de dogmas incontestáveis, que, ao impor uma moral única, inviabilizam qualquer projeto de sociedade aberta, pluralista e democrática. A ordem jurídica em um Estado Democrático de Direito não pode se converter na voz exclusiva da moral de qualquer religião. Os grupos religiosos têm o direito de construir suas identidades em torno de seus princípios e valores, pois são parte de uma sociedade democrática. Mas não têm o direito de pretender hegemonizar a cultura de um Estado constitucionalmente laico. PIOVESAN, Flávia Cristina. Direitos Humanos e Justiça Internacional. São Paulo: Saraiva, 2006, p. 20.

O lado positivo é a defesa de seus dogmas criando um conceito como uma verdade absoluta, um modelo a ser seguido. Como conseqüência natural, o que é externo a essa religião tende a ser repelido, como um símbolo do mal, que se não forem destruídas podem fragilizar a verdade trazida pelo profeta.

Com isso, importante salientar, que esse sentimento de autopreservação extremo em nada se confunde com o radicalismo religioso que se converte em terrorismo.

De tal sorte que, podemos afirmar que não são todos os Estados islâmicos que defendem o fundamentalismo e, mais, tampouco pregam a guerra entre os povos e a perpetração da intolerancia e do terror339.

E nem todos os Estados árabes são fundamentalistas e intolerantes, Dubai, por exemplo nos parece um Estado árabe muito mais próximo do capitalismo e de uma certa abertura do que o Irã, em um comparativo de Estados com religioes similares. O segundo possui uma rigidez e um radicalismo inexistente no primeiro, apesar de igualmente defender os ideias do islamismo.

O lado negativo é a manipulação do fundamentalismo com o intuito de forma um conflito armado através da luta incansável pela defesa da fé, através de um Estado centralizador avesso à democracia e às liberdades340.

339 Igualar todo o Islã à perseguição religiosa, no entanto, seria um exagero incrível. Mesmo assim, ao lado dos marxistas, dos comunistas maoístas e dos extremistas hindus, os muçulmanos têm acumulado um recorde, em tempos modernos, como líderes em cometer atrocidades contra a humanidade. Essa violência é, na maioria dos casos, feita por indivíduos ou grupos pequenos, mas com freqüência, com o consentimento das autoridades. CANER, Ergun Mehmet & CANER, Emir Fethi. Trad. Haroldo Jansen. O islã um olhar sobre a vida e a fé

muçulmana. São Paulo, Vida, 2008, p. 198.

340 É evidente que a ideologia islamita é essencialmente antidemocrática e antihumanista; é um sério obstáculo à criação democrática, um perigo para as liberdades, um freio para o desenvolvimento das instituições pluralistas e para o desenvolvimento da cultura do cidadão. Contudo, não seria abusivo interpretar a adesão de muitos jovens a certos movimentos islamistas como expressão – ambígua, confusa e contraditória – de um desejo de liberdade, como vontade de participar dos assuntos do Estado. Excluídos, marginalizados num ambiente que os condena a uma situação de precariedade, esse jovens têm a ilusão de que só o islamismo pode transformar em realidade o seu desejo de expressão e integração. Nas pequenas comunidades formadas nas mesquitas ou nas associações fundamentalistas, eles têm a impressão de encontrar o que seu meio não lhes oferece, isto é, refúgio e segurança.

FUNDAMENTALISMOS INTEGRISMOS Uma ameaça aos direitos humanos. ACAT. Trad. de Mariana Nunes

Ao se direcionar o fundamentalismo religioso para um alvo certo sob a égide de proteger o seu Deus, a sua crença e o culto, os fiéis atacam o inimigo por acreditarem na causa341.

O fundamentalismo pode se desenvolver através de conflitos regionais, com fulcro basilar na própria religião, ou num plano externo com o uso indevido da fé através do medo e da insegurança por um movimento que o mundo conheceu como terrorismo.

O sucesso ou o fracasso do fundamentalismo religioso varia de acordo com a forma que o líder espiritual trata a informação para seu grupo, ou, em outras palavras, realiza a propaganda da informação. Se o líder demonstrar que o inimigo é, de fato, o Satã e que esse precisa ser combatido para a mantença da unidade religiosa e a segurança das famílias, o seguidor irá aderir a tal pensamento342.

No mesmo sentido temos o exemplo de Cass R. Sunstein: “Suponha que você esteja em um grupo de pessoas cujos membros tendem a pensar que Israel é o verdadeiro agressor do conflito do Oriente Médio, que comer carne não é saudável ou que casamentos homossexuais são uma boa idéia. Em um grupo como esse, você vai ouvir muitos argumentos sobre o assunto. Por causa da distribuição inicial das opiniões, você vai ouvir relativamente menos opiniões contrárias. É muito provável que você já tenha ouvido alguns, mas não todos os argumentos que vão aparecer na discussão. Depois de ouvir tudo o que foi dito, você provavelmente desviará no sentido de acreditar que Israel é o verdadeiro agressor, contra comer carne e a favor dos

341 No caso do fundamentalismo islâmico dificilmente se pode separar o seu êxito entre grandes massas, ou o apoio popular à revolução iraniana, por exemplo, de uma situação de subdesenvolvimento e de uma procura de dignidade de povos que a viram, às vezes secularmente, espezinhada. Este potencial do fundamentalismo como instrumento de canalização do descontentamento é uma das razões que justifica o apoio que lhe foi concedido em determinados momentos por sectores políticos e económicos que se afirmam comprometidos com o liberalismo. Visavam, assim, impedir a canalização desse descontentamento para forças de esquerda e para a efectiva transformação social de sentido libertador e igualitário. Daí o fundamentalismo possa ter uma dimensão que alguns apresentam como anti- ocidental, mas também seja irrecusável o apoio de potências ocidentais ao fundamentalismo, sobretudo quando se tratava de fazer face a correntes progressivas e de esquerda. LOPES, Domingos & SÁ, Luís. Com Alá ou com Satã? Porto: Campo das letras, 1997, p. 38.

342 Nesse sentido Domingos Lopes: “Um dos aspectos mais interessantes do fundamentalismo e de várias formas de extremismo é surgirem freqüentemente como tentativas de resposta radicalizada não só a aspirações religiosas mas também a problemas políticos e sociais muito graves, que parecem não encontrar solução noutro contexto que não o de uma transformação profunda, em que religião deixe de ser um assunto privado para ser um assunto eminentemente público e político e, até, regulador essencial da esfera política. LOPES, Domingos & SÁ, Luís. Com

casamentos homossexuais. E mesmo que você não mude de idéia – mesmo que seja imune ao que os outros pensam -, a maioria dos membros será provavelmente afetada”.343

A informação e, principalmente, a manipulação da mesma será determinante para o sucesso do terrorismo.

E, no que tange a situação do mundo árabe e, em especial, as tensões do mundo islâmico e também do conflito palestino, importante salientar o processo histórico para compreender os conflitos presentes.

Para tanto, fundamental será compreender a disputa territorial que perdura por séculos acerca da terra prometida: Jerusalém para os judeus e a palestina para a os muçulmanos. A intensa disputa religiosa pelo bem maior ocasiona uma série de atos de guerra, intolerância e conflitos que transcendem à religião e ganham uma nítida conotação política.

Belgede Türkiye Büyük Millet Meclisi (sayfa 65-72)

Benzer Belgeler