• Sonuç bulunamadı

TOPLUMSAL YABANCILAŞMA

2.3. Saptırılan Kutsallık ve Dini Yabancılaşma

Nossas questões e objetivos nos conduziram à abordagem qualitativa e a opção metodológica pela hermenêutica em profundidade (HP) nos direcionou à análise formal dos 70 artigos do corpus para posterior interpretação/reinterpretação. Constatamos que com o auxílio do software Atlas ti o corpus seria melhor analisado em sua totalidade.

Como afirmam Bandeira-de-Mello (2010) e Kelle (2002), o software é um suporte. A forma como o pesquisador vai utilizá-lo, o sucesso ou fracasso, dependerá da competência do pesquisador, que poderá conseguir (ou não) codificar e fazer emergir do corpus as dimensões que possibilitarão sua construção teórica, analítica e/ou interpretativa.

Optamos pelo software Atlas ti para realização das análises e tratamento dos dados. Tomamos conhecimento desse programa por meio de dois textos (BANDEIRA-DE-MELLO, 2010; KELLE, 2002) que discutem o uso de softwares nas pesquisas qualitativas..

O software Atlas ti pareceu-nos uma boa opção porque agregava tanto a possibilidade de geração de teoria a partir de códigos como a visualização da teoria na forma de redes semânticas, construídas por meio de ferramenta que relaciona códigos com códigos e/ou códigos com citações, a partir de vínculos estabelecidos pelo pesquisador/interpretante72.

Dentre as propriedades do programa no processo de análise destacamos: a triangulação de perspectivas complementares dadas por vários métodos de recolha de dados; a proximidade do participante; o contexto está sempre presente; o pesquisador está no controle e o espaço para a possibilidade de surpresas com o que não se esperava encontrar. (SOFTWARE ATLAS TI 7, 2006).

A pesquisa exploratória foi utilizada para a localização e mapeamento dos artigos no site da Abrapcorp. A princípio, criamos um instrumento para levantamento de informações preliminares nos trabalhos que constituíram corpus. (APÊNDICE A).

72 Adquirimos a licença para uso da versão completa do programa Atlas ti, realizamos cursos on-line e

buscamos vídeos tutoriais e apostilas que nos auxiliassem na aprendizagem e compreensão da interface do software e uso de suas ferramentas.

Uma vez mapeados, fizemos o download dos artigos, que salvos no computador foram organizados em pastas por ano, e lhes foi atribuída a codificação: AC/AN – com a numeração dos artigos científicos (AC) por ano (AN). De tal modo que o artigo 01/07 equivale ao artigo número 1 do ano de 2007.

Na sequência foi criada, no software Atlas ti, a unidade hermenêutica (UH) denominada TESE, na qual foram agregados os artigos (documentos primários - DPs). Cada documento primário (artigo) recebeu uma numeração de 1 a 70. Procedemos igualmente, a organização desse conjunto de artigos, com a sinalização da codificação quanto ao ano de aceitação e à unidade hermenêutica (APÊNDICE B), no qual são também apresentados, sob a forma de tabela, os autores (as), o título, as palavras-chave e o link para acesso.

Agrupamos os artigos (documentos primários - DPs) por famílias73 por dois critérios: por ano de apresentação (de 2007 a 2015) e por dimensão para análise definida a priori (COD e redes sociais).

A análise formal se deu por meio de vários movimentos interpretativos de codificação/interpretação dos artigos do corpus. Descrevemos, a seguir, o que denominamos de “movimentos interpretativos”:

1º movimento – realizamos a leitura compreensiva do corpus, ainda sem que fosse feito nenhum tipo de codificação;

2º movimento – criação de códigos, que foi primeiramente dedutiva, com base na teoria, na leitura prévia e de acordo com o direcionamento das questões a serem codificadas;

3º movimento – procedemos a codificação indutiva, com base no que emergia de uma nova leitura do corpus, dessa vez, com a intenção interpretativa;

4º movimento – os códigos foram agrupados no software em famílias de códigos de: Identificação, Temática, Metodológica, Teórico-conceitual e

Bibliográficos;

5º movimento – criação dos quadros com a conceituação/definição operacional dos códigos, visando esclarecer os fundamentos que orientaram sua utilização nas codificações;

6º movimento – utilização da ferramenta que permitia a identificação, pelo cruzamento de dados, de quais códigos estavam presentes nos artigos. Nesse

73 Termo usado no Atlas ti para grupos de documentos primários (artigos) que são constituídos pela

momento, fizemos a segmentação por ano, de modo que os resultados, gerados em planilhas do Excel, pudessem ser melhor visualizados e que isso facilitasse a sua análise. Esse procedimento possibilitou evidenciar as articulações das temáticas, as combinações metodológicas e as relações das abordagens teóricas com os autores citados nos artigos;

7º movimento – construção das redes de códigos que foram atribuídos em cada família (Identificação, Temáticos, Metodológicos, Teórico-conceituais e Bibliográficos). As redes são produzidas a partir da seleção de códigos e da vinculação/relação estabelecida entre eles. A ferramenta possibilita a definição do formato, cores, bem como salvar como arquivo gráfico. A ferramenta apresenta limitação em relação ao tamanho padrão da representação gráfica da rede74 e que ao ser ampliada, gera distorção;

8º movimento – elaboração dos textos das análises interpretativas75, subsidiada pelos movimentos anteriores, portanto, com base nas leituras, planilhas, e redes de códigos. Nesse momento, consideramos relevante trazer evidências empíricas, sob a forma de fragmentos de textos extraídos do corpus, que pudessem ilustrar/evidenciar as conexões da nossa interpretação com as “estruturas articuladas” das “construções simbólicas” (THOMPSON, 1995);

9º movimento – à luz das análises produzidas a partir dos movimentos interpretativos, buscamos, com a (re)interpretação, (re)conhecer as limitações e potencialidades da produção científica sobre comunicação organizacional digital apresentada no espaço de discussão específico dos congressos da Abrapcorp.

A codificação foi atualizada ao longo da realização dos movimentos, desta vez indutivamente, uma vez que, a cada (re)leitura, novas possibilidades de operação analítica/interpretativa emergiam.

As codificações Teórico-conceitual e Bibliográfica foram processadas e sua análise foi realizada em conjunto, por considerarmos que a sua dissociação prejudicaria a interpretação e isolaria dois elementos ligados intrinsecamente: a base teórica e o autor/pesquisador que lhe dá sustentação argumentativa no âmbito da revisão bibliográfica dos artigos.

74 A representação gráfica da rede pode ser salva como imagem (jpg)

75 Havíamos iniciado as análises dos artigos por ano, mas em razão das muitas variações e ausências

de registros de algumas temáticas em alguns anos, optamos por segmentar pela recorrência dos temas.

Ressaltamos que as referidas codificações (Teórico-conceitual e

Bibliográfica) foram realizadas exclusivamente nas duas famílias de documentos

relativas às duas dimensões definidas a priori, ou seja, nos artigos do corpus que receberam a codificação temática da comunicação organizacional digital (29 artigos) e das redes sociais on-line (14 artigos), de forma que pudéssemos aprofundar as análises.

O software dispõe de várias ferramentas de exploração, análise, cruzamento de dados e construção de redes semânticas. Cada rede gerada por esse mecanismo será apresentada em tamanho limitado no corpo do trabalho e em tamanho ampliado, que facilitará a leitura e a visualização, como exemplificado no apêndice D. Outro instrumento de cruzamento de dados utilizado produziu resultados gerados em formato de planilhas do Excel e que também constam dos apêndices desta tese.

Benzer Belgeler