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Conforme Art. 2º do Estatuto da Cooperativa de Desenvolvimento do Agronegócio no Vale do Piancó Ltda. – CODAGRO, o Conselho Regulador da Indicação Geográfica é um Órgão Social da entidade. O referido Conselho Regulador, visando o enquadramento da Indicação de Procedência Vale do Piancó (I.P. Vale do Piancó), segundo a Lei nº 9.279, de 14 de maio de 1996 – Art. 177 instituiu o presente Regulamento, conforme segue:

CAPÍTULO I – Da Produção

Art. 1º - Delimitação da Área de Produção

A área geográfica delimitada da I.P. Vale do Piancó localiza-se nos municípios de

Santana dos Garrotes, Nova Olinda, Pedra Branca, Itaporanga, Piancó, Olho D’água,

Catingueira, Emas, Coremas, Aguiar, Igaracy, São Jose de Caiana, Serra Grande, Boa Ventura, Curral Velho, Diamante, Santana de Mangueira, Ibiara, Conceição e Santa Inês, no Estado do Paraiba, com área total de Km2. Os limites do Vale do Piancó foram estabelecidos pelo cadastro de Produtores Rurais realizados nos municípios de Pedra Branca, Nova Olinda, Santana dos Garrotes, Itaporanga e Piancó, conforme laudo e mapa técnico apresentados a seguir: ?

Art. 2º - Sistema de Produção do Arroz Vermelho 2.1 Preparo do solo

São autorizados o preparo do solo a tração animal e mecânica, podendo ser utilizadas as práticas de subsolagem, aração, gradagem e nivelamento.

2.2 Variedades Autorizadas

Variedades tradicionais plantadas na região: Caqui e Amarelo (maranhão). Variedades melhoradas pela Embrapa: MNA 901 e MNA 902.

O Conselho Regulador da CODAGRO avaliará e autorizará o uso de variedades antes de cada safra de arroz vermelho através da publicação de um boletim técnico informativo, editado até o dia 30 de dezembro de cada ano.

2.3 Sementes

O produtor deverá manter registros sobre as sementes utilizadas no plantio de arroz vermelho, conforme registro 1 deste regulamento.

Somente poderão ser utilizadas nas lavouras de arroz vermelho, sementes produzidas de acordo com a legislação vigente no país.

2.4 Plantio e Densidade de Plantação e Espaçamento

O plantio pode ser manual com enxada, enxadões e matraca manual, com espaçamento médio de 20 a 30 cm entre plantas e 50 a 70 cm entre fileiras.

Plantio com plantadeira a tração animal e mecânica com espaçamento médio de 50 a 70 cm entre fileiras e 50 a 60 sementes por metro linear.

2.5 Época de Plantio

O plantio poderá ser de Janeiro a dezembro, ou seja, durante os doze meses do ano.

2.6 Adubação

Recomendar o manejo nutricional, preferencialmente, de acordo com a análise química do sol, conforme orientação técnica, podendo fazer uso de analise física do perfil do solo para diagnostico da granulometria, estrutura (densidade, porosidade), definição dos horizontes, camadas de compactação, etc..

Somente será permitida a utilização de insumos preconizados na Agricultura Agroecológica.

2.7 Irrigação

Serão permitidos o plantio de sequeiro e o irrigado, sendo este ultimo com a utilização dos sistemas de inundação e aspersão.

2.8 Defensivos Agrícolas e fertilizantes

Somente serão utilizados na cultura do arroz vermelho, produtos aprovados pelo Conselho Regulador.

O produtor deverá manter registros sobre os defensivos agrícolas e fertilizantes utilizados na cultura do arroz vermelho, conforme Registro 1 deste regulamento.

2.9 Licenciamento Ambiental

A pessoa jurídica ou física envolvida no processo produtivo do arroz vermelho deverá ter e manter atualizada sua licença ambiental, conforme legislação vigente no país e no Estado da Paraíba.

2.10 Uso da Água na Cultura do Arroz Vermelho

O produtor deverá manter registros de uso e manejo da água nas lavouras da propriedade, conforme o Registro 1 deste regulamento.

Outros registros que o produtor deverá manter referente ao sistema de produção do arroz vermelho, estão descritos no Registro 1 deste regulamento.

Art. 3º - Dos tratos culturais e Fitossanitários

Os tratos culturais serão realizados manualmente (capinas e roçadas) ou mecânico, com tração animal e tratorizada, sendo proibido o controle químico.

Art. 4º - Do controle de Pragas e Doenças

No controle de pragas e doenças, somente, serão permitidos os insumos preconizados pela Agricultura Agroecológica.

Utilizar equipamentos de proteção individual, quando necessários e fazer o controle químico baseado em monitoramento técnico, quando disponível e validado para a região.

No caso de utilização de produtos formulados por terceiros, dar destinação adequada às embalagens vazias.

Art. 5º - Da capacitação do produtor e dos técnicos

O produtor que pleitear a obtenção da Indicação de Procedência deverá, obrigatoriamente, ser capacitado no manejo da cultura do arroz vermelho, com foco nas praticas preconizadas neste regulamento, com carga horária mínima de 24 horas.

Os produtores e técnicos deverão passar por reciclagem de conhecimento, anualmente, com carga horária de 24 horas.

Art. 6º - Do suporte técnico e gerencial

A associação ou cooperativa que pleitear a Indicação de Procedência do Arroz Vermelho do Vale do Piancó deverá estruturar-se para dar suporte técnico e gerencial aos produtores, tanto nas praticas agronômicas para a produção com qualidade, bem como no controle dos custos de produção, beneficiamento, classificação e comercialização dos produtos.

Art. 7º - Da rastreabilidade da produção

A produção deverá ser separada por cultivares e lotes durante a colheita, conforme a época de plantio, áreas e glebas.

Será obrigatória a identificação dos lotes, constando na sacaria a identificação do produtor, cultivar, número do lote e data ou período de colheita.

Os lotes com cultivares e épocas de plantio diferentes devem ser colhidos, secados e armazenados, separadamente.

Art. 8º - Da área plantada por cada produtor

Cada produtor rural só poderá plantar em todas suas propriedades, até 50 hectares de arroz vermelho visando receber o selo da I.P.A.V. V.P.

Art. 9º - Do cadastro do produtor para obtenção da I.P.A.V.V.P.

Para a obtenção do Selo da I.P.A.V.V.P. o produtor se cadastrará junto a Associação ou Cooperativa credenciada para seguir o Regulamento previsto no Conselho Regulador, mesmo não sendo associado à Associação ou Cooperativa. O produtor pagará uma taxa de inscrição, anual, que será definida neste regulamento, sendo proposto o valor de R$ 100,00 (cem reais) por produtor/safra/ano.

Art. 10º - Da quantidade e qualidade do arroz vermelho em casca produzido na fazenda para fins da I.P.A.V.V.P.

Até o dia 30 de maio de cada ano o produtor deverá entregar ao Conselho Regulador da Associação ou Cooperativa, as informações referentes à quantidade e qualidade do arroz vermelho certificável de sua propriedade, conforme o registro 3 deste regulamento.

Art. 11º - Da entrega da produção do produtor

O produtor só poderá vender a Associação ou Cooperativa sua produção própria, conforme parecer do corpo técnico que o acompanha, ficando proibida a entrega de produção de terceiros juntos com a I.P.A.V.V.P.

Art. 12º - Da compra do arroz vermelho em casca com a I.P.A.V.V.P.

Com o manejo realizado pelo produtor, conforme recomendado pelo corpo técnico para a obtenção do selo de I.P.A.V.V.P., o preço sugerido para a compra do arroz em casca é de R$ 72,00 (setenta e dois reais) o saco de 60 kg.

CAPÍTULO II – Da Colheita e Pós-colheita

Art. 13º - Da colheita do arroz vermelho em casca com a I.P.A.V.V.P.

A colheita do arroz vermelho pode ser manual ou mecanizada

Proceder à colheita, somente, quando os grãos estiverem com teor médio de umidade entre 18 a 20%.

O produtor deverá manter registros sobre a colheita do arroz vermelho, assim como sobre o destino do produto colhido, e, no caso de armazenamento na propriedade, registros sobre o controle e praticas de manejo da mesma, conforme o registro 2 deste regulamento, e de acordo com o sistema de rastreabilidade elaborado e controlado

pela Associação ou Cooperativa.

Art. 14º - Do transporte da produção do arroz vermelho em casca com a I.P.A.V.V.P. para o armazém da fazenda

O transporte do arroz vermelho em casca para o armazém da fazenda deverá ser feito em carro de boi, caminhonete ou caminhão, devendo estes, serem limpos antes do transporte para evitar contaminação do produto.

Art. 15º - Da Secagem do arroz vermelho em casca com a I.P.A.V.V.P.

A secagem dos grãos, somente, será permitida em terreiros cimentados ou com secadores apropriados para essa finalidade.

Evitar o acesso de animais domésticos e silvestres.

Utilizar camadas finas de até 10 cm de espessura, revolvendo duas vezes ao dia, dando preferencia aos horários quentes.

Amontoar o arroz no final da tarde formando pilhas e cobrir com lona plástica durante a noite. No dia seguinte espalhar o arroz vermelho no terreiro pela manhã.

A secagem se processará desta forma até chegar ao ponto ideal de armazenamento, ou seja, com teor médio de umidade do grão igual a 13%.

Ensacar em sacos de aniagem e plástico, identificados por meio de etiquetas onde constará o nome do produtor, nº do lote, a variedade e a data da colheita.

Art. 16º - Do armazenamento na fazenda do arroz vermelho em casca com a I.P.A.V.V.P.

O armazenamento deverá ser, obrigatoriamente, em local limpo, seco e ventilado, sobre estrado de madeira.

Não armazenar o arroz vermelho em casca junto com ferramentas, fertilizantes, óleos, rações e outros produtos.

O local deve ser exclusivo para o armazenamento do arroz e outros grãos, desde que separados.

É recomendado que o local fosse fechado e vedado à entrada de animais domésticos e silvestres (cachorros, gatos, roedores, pássaros, morcegos, baratas, etc.)

O produtor não poderá misturar na colheita e armazenagem diferentes variedades de arroz vermelho.

Art. 17º - Do transporte da fazenda para a indústria do arroz vermelho em casca com a I.P.A.V.V.P.

O transporte do arroz vermelho colhido e/ou armazenado nas fazendas rurais deverá ser realizado por transportador cadastrado junto ao Conselho Regulador da Associação ou Cooperativa. A nota fiscal deste produto deverá ter identificação que caracterize o arroz cadastrado para certificação.

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