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BÖLÜM 1 : TÜKENMİŞLİK (BURNOUT) SENDROMU

2.9 Sağlık Çalışanlarında Tükenmişlik, Rol Çatışması ve Rol Belirsizliği

A Bauhaus (do alemão: “casa da construção”) foi uma escola de arte, design e arquitetura fundada pelo arquiteto alemão Walter Adolf Gropius em 1919, na cidade de Weimar,

Alemanha. Foi criada a partir da fusão da Academia de Belas Artes com a Escola de Artes

Aplicadas de Weimar. De acordo com Wick,

a Bauhaus pertence à tradição daqueles persistentes esforços que, desde a revolução industrial e, portanto, desde o Romantismo, tinham por objetivo reconstruir a unidade da esfera artística e cultural destruída pela industrialização, reintegrar arte e vida, evitar o estilhaçamento dos gêneros artísticos e, com isto, usar a própria arte como instrumento de regeneração cultural e social (1989, p. 14).

O contexto histórico da Revolução Industrial provocou a crise social do artesanato. Nessa

perspectiva, a Bauhaus se colocou como uma forma de conjugar numa mesma escola a formação de artistas “livres” e criadores de arte “aplicada”, buscando reconciliar o mundo do trabalho com a criação artística, solucionando, de acordo com o pensamento de Gropius, a

oposição entre arte, artesanato e indústria.

Para atingir esses objetivos foram necessárias novas concepções de ensino. Dessa forma,

reforma escolar. Para o Wick (1989), a Bauhaus foi a escola de arte que melhor captou as ideias

reformistas e para elas buscou soluções práticas.

A Bauhaus não foi um fenômeno isolado, mas algo que se inseriu no contexto da reforma

das escolas de arte ocorrida entre 1900 e 1933. O próprio Gropius afirmou que a Bauhaus nascia de “ideias reformistas típicas de uma época” (WICK, 1989, p. 70).

[...] a discussão da reforma das escolas de arte era motivada, de um modo geral, por um anseio de natureza econômica e sociopolítica de se fundirem arte e artesanato, com vistas à eliminação do “proletariado artístico” projetado e produzido pelas academias, bem como à sua incorporação às profissões artesanais (Ibid., p. 73).

O conceito pedagógico fundamental da Bauhaus tinha por base reflexões reformistas

surgidas durante e logo após a Primeira Guerra Mundial. Este conceito perpassava alguns

pontos, como a ideia de que a academia de arte estava superada e devia ser reestruturada; o

reconhecimento de que a arte não poderia ser ensinada, sendo passíveis de ensino e de

aprendizagem apenas técnicas artesanais; a formação em oficinas, um princípio que já era

praticado pelas escolas de ofícios; e a ideia de se constituir um curso ou escola preliminar que

servisse de introdução aos iniciantes, objetivando o autoconhecimento e a escolha da área a

seguir.

Havia toda uma preocupação com o chamado proletariado artístico, baseada na ideia de que o artista “livre” que fracasse em sua profissão, por meio do novo modelo de escola de arte, pautado no ensino de técnicas artesanais, poderia “retroceder” em qualquer momento às artes manuais, já que sua formação assim o permitia. Bode (1920), citado por Wick (1989, p. 73),

afirma a importância de uma escola unificada, onde deveriam ser educados na arte elevada, ou

seja, não aplicada, apenas aqueles especialmente dotados para ela. Sendo assim, o ensino

artesanal, a partir da resolução de 1921, seria um componente obrigatório da Bauhaus.

O programa da Bauhaus estava dividido em três fases: ensino básico (curso preliminar),

ensino principal e construção. De acordo com esse programa, todo estudante deveria aprender

a essa formação técnica e artística somava-se uma terceira, a formação teórico-científica, que

abrangia as disciplinas das ciências naturais e da tecnologia, história da arte, anatomia e

economia empresarial.

Também de acordo com a resolução de 1921, foi institucionalizada a implantação do

curso preliminar, orientado por Johannes Itten. O curso preliminar viria a tornar-se a base

pedagógica da Bauhaus. Paralelamente ao autoconhecimento, seu objetivo era assegurar que

todos os alunos compreendessem questões fundamentais de criação, que serviriam de

fundamento para os demais cursos.

A criação da Bauhaus fundamentou-se em dois importantes preceitos: a relevância da arte

para a moderna sociedade industrial e a arte como fonte de renovação espiritual. Seu programa

possuía dois objetivos: a síntese estética, ou seja, a integração de todas as linguagens artísticas

e de todos os tipos de artesanato sob a supremacia da arquitetura e a síntese social, voltada à

produção de acordo com as necessidades de uma fatia mais ampla da população e não apenas

daqueles social ou economicamente privilegiados.

A Bauhaus atraiu artistas de diferentes nacionalidades e concepções teóricas, gerando a

convivência de diversas orientações estéticas. Entre seus mais conhecidos professores estavam

Johannes Itten (1888-1967), Theo van Doesburg (1883-1931), Paul Klee (1879-1940), László

Moholy-Nagy (1894-1946), Wassily Kandinsky (1866-1914), Joseph Albers (1888-1976),

entre outros. Sendo assim, é praticamente impossível delinear um único conceito do que seria a “pedagogia da Bauhaus”, isso porque, segundo Wick (1989), significaria nivelar as diferenças e reduzir um todo complexo a um esquema simplificado demais. Mas quando pesquisamos

sobre as práticas pedagógicas de ensino da arte na escola, o nome de Johannes Itten é sem

dúvida o mais mencionado, mesmo que a pedagogia da Bauhaus não se reduza ao curso

Nos anos iniciais, de 1919 a 1923, quando Friedl frequentou seus cursos, a abordagem da

Bauhaus fundamentava-se no pensamento plástico do Expressionismo tardio e no ideal do

artesanato medieval. Essa perspectiva mais intuitiva e espiritual da arte foi trazida por Itten e

ensinada pela maioria dos professores. Numa fase posterior, passaram a dominar as concepções

plásticas do Construtivismo e a preocupação com a forma e a funcionalidade, tendo em vista as

exigências e possibilidades técnicas e de produção da indústria moderna. Ou seja, a Bauhaus

em sua segunda fase contradiz-se em relação às suas preocupações com a aprendizagem por

oficinas e a priorização de um ensino pautado no artesanato e nas técnicas manuais (WICK,

1989).

A Bauhaus foi oficialmente fechada em 1932 e, após uma frustrada tentativa de

recomposição em Berlim, encerrou suas atividades definitivamente em 1933 por determinação

do Partido Nacional-Socialista, por ser considerada comunista, anti-hitlerista e por ensinar e difundir os preceitos da arte moderna, considerada pelos nazistas como “arte degenerada”. A emigração dos professores para vários lugares do mundo fez com que as ideias da Bauhaus

fossem divulgadas em outros países. Grande parte deles emigrou para os Estados Unidos, onde foi criada a Nova Bauhaus, em Chicago (1937), e o Architecte’s Collaborative, um escritório de arquitetura criado por Gropius em 1945, quando foi professor em Harvard. Friedl lecionou

na Bauhaus de Weimar por algum tempo, ministrando aulas para os alunos iniciantes através

do curso preliminar criado por Johannes Itten.