5. MODEL TASARIMI
5.3. MODELĠN TEST EDĠLMESĠ
5.3.1. Sınıflandırıcı Performansını Değerlendirme Metrikleri
Desde os últimos anos da década de 1970, nos quais a América Latina estava passando por regimes ditatoriais e autoritarismos, apareceram os novos movimentos sociais que se
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desenvolveram na Europa em condições de democracia. Por sua parte, na região latino- americana, estes movimentos foram criados como resposta a estes governos autoritários que tinham uma regulação exclusivamente mercantil, acabando, muitas vezes, com os serviços públicos por meio da privatização. Como o assinala Paramio (1991), a diferença da Europa onde os movimentos sociais eram interpretados por Habermas e outros autores como a demanda de uma nova comunidade frente à invasão da vida pela racionalidade do mercado e do Estado de bem-estar. Na América do Sul, os movimentos sociais eram caracterizados pela sobrevivência e redistribuição, além de serem forçados a se organizar por uma exclusão de extensas capas sociais dos circuitos de mercado e do Estado. O autoritarismo negava a representação e a organização formal a aqueles que o ajuste neoliberal expulsava de fato do mercado de trabalho e do mercado geral, deixando-os sem opções.
Desta forma, é possível observar que na América Latina os movimentos sociais representam segmentos sociais que não encontram voz na institucionalidade existente. Vários desses movimentos procuraram, desde seus inícios, a negociação com os organismos da democracia representativa com o propósito de alcançar suas reivindicações ou causas. Muitas vezes estes movimentos procuram o acesso ao mercado capitalista e à rede redistributiva do Estado, reagindo ante a exclusão do mercado e do Estado.
Como tem sido apontado ao longo deste trabalho, existem várias discussões sobre a cidadania e a democracia na vida política. Habermas (1997) reflete sobre questões da consolidação da democracia e da efetivação da cidadania por meio da participação politica. Para este autor, uma cidadania efetiva remete à discussão que envolve a institucionalização de dois modelos políticos: o republicano e o liberal. O modelo liberal argumenta que os direitos humanos freiam a vontade coletiva em detrimento das liberdades individuais, enquanto o republicano baseia-se na função dos direitos humanos que implica impor a vontade coletiva sobre a autonomia dos cidadãos.
Diante desse panorama apresentado pelo filósofo, nem o modelo republicano nem o liberal, separadamente, são suficientes para entender a democracia latino-americana. Na verdade é necessária uma unidade de valores e práticas políticas que possam se estabelecer em uma sociedade constituída por várias complexidades, de forma que tenta-se propor, portanto, um equilíbrio entre os dois modelos, ou seja, a ação política proposta pelo modelo republicano e ao mesmo tempo a inviolabilidade das liberdades individuais e privadas do cidadão propostas pelo modelo liberal.
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Em consequência, é destacável que existem dificuldades para organização da sociedade seguindo tipos de modelos democráticos, inclusive para Habermas (1997), há muitos desafios presentes na discussão e, consequentemente, no processo de instauração da democracia. A conjunção entre diferentes variáveis e modelos de análises se faz necessária, assim como a realização de novas propostas que sugerem um modelo de reconstrução de cidadania.
Discutindo a esfera pública em Habermas (1997), se destaca o conceito de discurso e a sociedade diferenciada a partir do momento em que é permitido contrastar opiniões com base na identificação das necessidades existentes de todos os cidadãos. Dessa maneira, se pretende apontar possíveis soluções para determinados problemas sociais latino-americanos por meio da mobilização e articulação das pessoas.
Ainda de acordo com as análises de deliberação cidadã habermasiana, é destacável a interpretação de RENAN (2006), autor que defende que a esfera pública deve ser constituída como um espaço para todos os cidadãos – mulheres, negros, minorias raciais, trabalhadores – para que, através dos direitos de comunicação e participação política, os indivíduos consigam ser politicamente autônomos para discutir publicamente, seus problemas, questões e necessidades.
Dessa maneira, a esfera pública é constituída como um espaço de confronto de ideias onde todo cidadão, sem importar sua condição social, cultural, política ou religiosa, pode participar na sociedade, seguindo princípios democráticos. Segundo Bautista (2013), trata-se de um espaço no qual direitos e deveres devem ser respeitados para conseguir um ponto de equilíbrio entre os princípios de liberdade individual e vontade coletiva.
A democracia na América Latina exige a constituição de uma esfera pública na qual exista deliberação cidadã que leve em consideração os princípios de participação popular de todos, sem exclusão das minorias em favor de uma sociedade mais justa e igualitária. Habermas (2003), reintroduz a questão democrática através de um aspecto participativo e social, em que todos os cidadãos podem ter oportunidade de expressão, por meio da razão comunicativa, tornando possível o medium lingüístico através do qual as interações se interligam e as formas de vida se estruturam. O autor defende o conceito de cidadania como uma dimensão ativa da pessoa humana que outorga uma identidade política e uma ação comunicativa no âmbito social ou na esfera pública.
Dentro do contexto social de participação e organização cidadã, estão os fundamentos normativos do Estado Democrático de Direito na teoria habermasiana interpretada dentro da
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América Latina, entendidos como resultado de procedimentos deliberativos, iniciados pelos cidadãos, com a intenção de criar uma associação de participantes do direito, de forma livre e igual. Isto permite associar a mobilização social como forma de participação politica e expressão da cidadania.
Torna-se necessária a democracia deliberativa entre os sujeitos de direito, tornando essencial o desenvolvimento de métodos e condições de debate e discussão que dissolvam e trabalhem na divisão entre o individual e o coletivo. Para Bautista (2013), há ainda uma necessidade autêntica de unificar ideias em prol da sociedade democrática como um todo.
A divisão entre o individual e o coletivo, entre maiorias e minorias deve ser trabalhada dentro da questão da representação da sociedade latino-americana que deve levar em conta a totalidade dos indivíduos. De qualquer forma, maiorias e minorias devem confluir e adquirir uma voz popular interativa contribuindo para a criação de mecanismos de representação adicionais. Não se trata de ter apenas um representante de minorias dentro do Congresso e sim a inclusão das minorias na sociedade geral em uma outra perspectiva específica, quer dizer, levando em conta sua diversidade.
Trazendo novamente para o presente debate o conceito de poliarquia de Dahl e a questão deliberativa habermasiana, é possível estabelecer que dentro dos regimes relativamente democratizados nos quais há diversos problemas, a importância dos movimentos sociais é fundamental na busca pela inclusão, o respeito ao pluralismo e a horizontalização das relações sociais com base na dispersão e a tomada do poder político pela maioria dos grupos da população que compõem a estrutura social, seguindo assim processos de mudança social.
1.2. MOVIMENTOS SOCIAIS NA ESFERA PÚBLICA: ORGANIZAÇÕES