5. Sonuç Raporunun Hazırlanması
6.1. Sıcaklık Dağılımları
Na análise da densidade demográfica destaca-se Diadema, município da região do Grande ABC, que tem o segundo menor território da região (30,8 km2), abriga quase 400 mil habitantes e comporta a população mais densa da
Região (12.728,64 habitantes por km2). Essas características demográficas
associadas ao contexto histórico da cidade corroboram a compreensão de uma dinâmica urbana comum na RMSP – as pessoas trabalham e/ou estudam fora
155 Fonte: “As 10 cidades mais populosas do mundo em 2013. No mundo existem milhares de cidades, porém algumas
são consideradas metrópoles em função da alta concentração populacional”. Disponível em: <http://super.abril.com.br/galerias-fotos/10-cidades-mais-populosas-mundo-2013-753993.shtml#6>. Acesso em: ago. 2013.
156 Em “Improviso do mal da América”, poema de “Remate dos Males”, Mário de Andrade (1928) descreveu os traços
de diferenciação interna da população paulistana. Explicitou a questão central do contato, do olhar mútuo e estrangeiro, estranho, trocado entre as partes, ao relatar a chegada dos "penetras", das “bateladas” de imigrantes que deram vida e
forma à cidade. “(...) Lá fora o corpo de São Paulo escorre vida ao guampasso dos arranhacéus, E dança na ambição
compacta de dilúvios de penetras, Vão chegando italianos didáticos e nobres; Vai chegando a falação barbuda de Unamuno, Emigrada pro quarto-de-hóspedes acolhedor da Sulamérica; Bateladas de húngaros, búlgaros, russos se despejam na cidade… — Coro? Onde se viu agora coro a quatro vozes, minha gente! — São coros, coros ucranianos batidos ou místicos, Sehnsucht d'além-mar! Home… Sweet home… Que sejam felizes aqui!” (citado por Schpun,
do município que residem. Por isso Diadema recebeu o atributo de “cidade- dormitório”, reforçado por tornar-se opção de residência para os trabalhadores sem habitação do parque industrial automobilístico de São Bernardo – na maioria, imigrantes nordestinos e mineiros que ocupam, desordenadamente, o espaço urbano da região (tabela 3).
3.1.1 Grau de urbanização
Quanto à urbanização, das 7 Regiões de Saúde, a da Rota dos Bandeirantes e a de Guarulhos foram as únicas que apresentaram o grau de 100% (tabela 3). No início do século XX, a antiga Rota dos Bandeirantes e dos tropeiros, cujo percurso se apagou com o tempo, começou a passar por um processo de urbanização e industrialização que deu os primeiros traços das cidades da região, no entorno do município de São Paulo. A região de Guarulhos compreende o próprio município pela magnitude de sua população, economia e posição geográfica estratégica, considerando que ali se situa o Aeroporto Internacional de Guarulhos. O município cresceu às margens da Rodovia Presidente Dutra (BR 116), é a segunda maior cidade paulista em 2013, contando com mais de 1,2 milhões de habitantes (densidade de quase 4,0 mil habitantes/km2) e se consolidando como importante polo indutor de urbanização para a RMSP.
Comparativamente, a região do Alto do Tietê tem duas cidades que apresentam graus de urbanização extremos; de um lado, Itaquaquecetuba com 100%, e de outro, Salesópolis, com 63,6%. A inauguração da variante da Estrada de Ferro Central do Brasil foi de suma importância para a urbanização de Itaquaquecetuba em 1925, e desde então, cresceu e prosperou, conquistando a condição de município autônomo em 1953. O nome adotado nessa ocasião, de origem tupi, era proveniente de “taquaquicétuba”, cujo significado completo é “lugar abundante de taquaras cortantes como facas”. Salesópolis caminhou para outra direção. Inicialmente, com a chegada de imigrantes japoneses, sua economia girou em torno do cultivo de diversos produtos agrícolas e hortaliças. Atualmente estância turística, abriga a Estação Biológica de Boraceia e 98% de seu território é área de proteção de mananciais e da Mata Atlântica. Essa perspectiva permitiu a incorporação do turismo ambiental na economia da cidade – estruturalmente associado às riquezas
naturais – que, ao longo do tempo, mantém o menor grau de urbanização e a menor densidade demográfica encontrados entre todos os municípios da região metropolitana. Sua denominação é em homenagem ao presidente do Brasil, Campos Sales, em 1905.157
Na região do Grande ABC destaca-se que, dos 7 municípios, apenas São Bernardo do Campo tem parcela da população na área rural. Reconhecidamente, a urbanização do Grande ABC se deve às indústrias que ali se instalaram, transformando a região em: (1) primeiro centro da indústria automobilística brasileira, (2) berço do segundo ciclo da revolução industrial no Brasil e (3) sede de diversas montadoras, como Mercedes-Benz, Ford, Volkswagen e General Motors.
Na Região de Mananciais, onde se concentra o maior sistema produtor de água para a RMSP, metade dos municípios (n=4; 50%) apresenta grau de urbanização de 100%; da outra metade, apenas Juquitiba apresenta grau inferior a 90%; em consequência à ocupação urbana desordenada, a região evolui com um dos quadros mais críticos do país no que diz respeito à garantia de água em quantidade e qualidade para o abastecimento da população – especialmente devido às péssimas condições de conservação das áreas de mananciais mais próximas da cidade, como as bacias hidrográficas da Billings e Guarapiranga, e das áreas mais distantes, como as represas do Sistema Cantareira.
157 À época da localização dos sujeitos alvo, quando a autora tentou contato telefônico com a SMS de Guararema,
ninguém atendeu; ligou para outros números (de outros serviços públicos na web), como Prefeitura, UBSs, Secretaria de Assistência Social (SAS), e não foi bem-sucedida. Por fim, ligou para o Pronto Socorro Municipal (Pronto Atendimento). Ao explicar o inusitado para a telefonista, foi informada que naquele dia (19 de setembro de 2011, uma segunda-feira) era feriado na cidade; comemorava-se o aniversário de Guararema... (Fonte: Diário de Campo, set. 2011).
Tabela 3
Área geográfica (km2), população total, densidade demográfica (habit./km2) e grau de urbanização (%), por localidade. RMSP (IBGE, 2010).
Localidade Território e População
Área (Km2)
População Densidade demográfica
(Habit./km2) Grau de urbanização (%) Alto do Tietê (n=10) Itaquaquecetuba 82,61 335.787 4.064,73 100 Poá 17,26 108.968 6.313,33 98,4 Salesópolis 425,00 15.983 37,61 63,6 Suzano 206,20 270.887 1.313,71 96,4 Ferraz de Vasconcelos 29,57 175.583 5.937,88 95,5
Mogi das Cruzes 712,67 401.201 562,95 92,1
Arujá 96,11 79.275 824,84 96,0 Biritiba-Mirim 317,41 29.674 93,49 85,8 Guararema 270,82 26.881 99,26 86,0 Santa Isabel 363,30 51.868 142,77 78,4 Grande ABC (n=7) Diadema 30,80 392.042 12.728,64 100 Mauá 61,87 430.448 6.957,30 100
Rio Grande da Serra 36,34 45.710 1.257,84 100
Ribeirão Pires 99,12 115.000 1.160,21 100
São Caetano do Sul 15,33 150.035 9.787,02 100
São Bernardo do Campo 409,48 780.735 1.906,65 98,3
Santo André 175,78 681.819 3.878,82 100 Franco da Rocha (n=5) Franco da Rocha 134,16 137.782 1.027,00 92,1 Mairiporã 320,70 86.240 268,91 87,3 Caieiras 96,10 90.669 943,49 97,5 Francisco Morato 49,07 160.078 3.262,24 99,8 Cajamar 131,33 68.115 518,66 97,9 Mananciais (n=8) Itapecerica da Serra 150,87 157.666 1.045,05 99,1
Vargem Grande Paulista 42,48 45.882 1.080,08 100
Cotia 324,01 214.911 663,29 100
São Lourenço da Serra 186,33 14.432 77,45 91,0
Taboão da Serra 20,39 256.183 12.564,15 100
Embu das Artes 70,39 249.469 3.544,10 100
Embu-Guaçu 155,63 64.334 413,38 97,3
Juquitiba 522,18 29.188 55,90 77,3
Rota dos Bandeirantes (n=7)
Barueri 65,69 247.935 3.774,32 100 Carapicuíba 34,55 377.622 10.929,73 100 Itapevi 82,66 211.282 2.556,04 100 Jandira 17,45 112.839 6.466,42 100 Osasco 64,95 670.416 10.322,03 100 Santana de Parnaíba 179,93 117.568 653,41 100
Pirapora do Bom Jesus 108,52 16.605 153,01 100
Guarulhos (n=1)
Guarulhos 318,68 1.260.840 3.956,45 100
São Paulo (n=1)
São Paulo 1.521,10 11.446.275 7.525,00 99,1