5. Sonuç Raporunun Hazırlanması
6.4. Çakıştırma (Overlay)
De modo geral, os indicadores sociais baseados em informações objetivas (como renda, eventos vitais etc.) parecem gozar de maior status de confiabilidade por parte de pesquisadores e usuários de serviços públicos do que os derivados de quesitos de opinião ou avaliação subjetiva. Atentarmo-nos ao Indice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), verificando a posição e a dimensão de crescimento da localidade em perspectiva programática, é essencial para formulação e monitoramento de políticas públicas.
O índice é calculado de zero a um. Zero (0) significa nenhum desenvolvimento humano e um (1) desenvolvimento humano total. Quanto mais próximo de um, mais desenvolvido é o município. O IDHM é formado a partir da avaliação de critérios relacionados à saúde, educação e renda.
O levantamento do PNUD (2013) mostrou que dos 5.565 municípios brasileiros, apenas 0,7% (44) apresentam (pela escala do estudo) índices muito altos de desenvolvimento humano (entre 0,800 e 1,000).158 Entre os
considerados muito baixos estão 32 cidades, o que representa 0,5% do total (entre zero e 0,490). Ao todo, 1.889 (33,9%) cidades têm IDHM alto (entre 0,700 e 0,799), outras 2.233 (40,1%) registram índices médios (de 0,600 até 0,699) e 1.367 (24,5%) municípios têm IDHM baixo (entre 0,500 e 0,590 pontos).
O índice já está em sua terceira edição, e desde o primeiro levantamento, um dos municípios da RMSP, São Caetano do Sul, é identificado como a cidade com o melhor índice do Brasil – primeiro lugar ao alcançar pontuação de 0,862 na avaliação da ONU, com dados do IBGE (2010). Francisco Morato aparece com 0,703 pontos, o que é considerado alto desenvolvimento humano, mas na última posição entre os municípios da região (1811º lugar entre os brasileiros). Comparativamente, de acordo com o levantamento divulgado, evidencia-se a distância da pontuação da dimensão educação entre os dois municípios – São Caetano do Sul com 0,811 pontos e Francisco Morato com 0,647 pontos (tabela 4).
158 Dados levantados no Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013, ferramenta gratuita de acesso a
informações sobre 5.565 municípios brasileiros. Nele estão contidos o IDHM para cada município e os resultados da análise de mais de 180 indicadores socioeconômicos do país – sob a perspectiva municipal: entre eles demografia, educação, renda, habitação, trabalho e vulnerabilidade. O Atlas é fruto da parceria entre PNUD, IPEA e FJP (Fundação João Pinheiro), e teve seu processo iniciado em junho de 2012. Seu lançamento marcou a ampla disseminação dos retratos municipais por meio de uma plataforma online, disponibilizado pelo PNUD.
Um grande avanço na área de educação para Francisco Morato foi a construção e o início das atividades de uma Escola Técnica Estadual (ETEC) na cidade, oferecendo ensino médio para formar mão de obra qualificada. Com a vinda da ETEC em 2010, a população passou a vislumbrar novas perspectivas de empregabilidade.159 Somando-se a isso, em 2011 ocorreu o
anúncio da construção da primeira instituição de ensino superior pública na cidade – um campus do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP).160
Em “Sanca” (como São Caetano do Sul é carinhosamente chamado por seus moradores), uma das razões para que a população tenha melhores condições de vida foi o fortalecimento da área de serviços sem descuidar da presença industrial, que tornou a cidade ao longo do tempo (1) intensamente conurbada com São Paulo, Santo André e São Bernardo do Campo. Os moradores se dirigem a outras cidades a trabalho, perdendo os limites físicos entre esses municípios; (2) marcada pelo desenvolvimento industrial, automobilístico – cidade sede da General Motors no Brasil – e do comércio, abriga a matriz da rede de lojas Casas Bahia e; (3) beneficiada pelo turismo da capital paulista, recebendo visitantes de várias localidades nacionais e internacionais.
São Caetano do Sul, na vice-liderança entre os municípios do país em relação à educação, investe cerca 35% do seu orçamento na formação educacional, há mais de 100 escolas, um centro de formação de professores e uma universidade municipal. Apesar dos ótimos indicadores, cerca de 4% das crianças de 5 a 6 anos e de 30% dos jovens de 18 a 20 anos não estão na escola.161
159 Fonte: “Etec de Francisco Morato”. Disponível em: <http://www.etecmorato.com.br/>. Acesso em: ago. 2013.
160Fonte: “Acordo de cooperação técnica n°. 01/05/2011-pre, que entre si celebram o Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia de São Paulo e o município de Francisco Morato, por intermédio de sua superintendência de educação, objetivando a cooperação técnico-científico-pedagógica para a implementação do ‘Programa de integração da educação profissional com a educação básica na modalidade de educação de jovens e adultos’ nos municípios brasileiros.” Disponível em: <http://www.ifsp.edu.br/index.php/component/search/?searchword=Francisco+Morato&ordering=&searchphrase=all>. Acesso em: ago. 2013.
161 Fonte: Revista Exame. “Por que São Caetano do Sul é a nº1 do Brasil em IDH”. Disponível em:
<http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/por-que-sao-caetano-do-sul-e-a-no1-do-brasil-em-idh>. Acesso em: ago. 2013.
3.2.1 Renda per capita
O levantamento mostrou ainda que em reais, a renda per capita mensal do brasileiro cresceu R$ 346 nas últimas duas décadas, tendo como base agosto de 2010.162 De 1991 a 2010, o IDHM Renda evoluiu 14,2%; contudo,
90% dos 5.565 municípios brasileiros aparecem na categoria de baixo e médio desenvolvimento nesse índice, comprovando que o crescimento econômico foi insuficiente.
Na RMSP a desigualdade fica clara quando comparados os municípios que se encontram nos extremos do indicador. O acompanhamento dos registros de renda per capita mensal na tabela 2 mostra renda de R$ 1.578,74 para o primeiro colocado da região (São Caetano do Sul, onde 0,5% da população está entre a linha da pobreza e da indigência, e 0,4% abaixo da linha da indigência). Uma diferença de quase quatro vezes em relação ao último colocado, que registrou renda per capita mensal de R$ 396,07 (Francisco Morato tem 6,3% da população entre a linha da pobreza e da indigência, e 6,8% abaixo da linha da indigência). Em Juquitiba (penúltima colocada) evidenciou-se a proporção de 7,2% de pessoas entre a linha da pobreza e da indigência, e 5,8% abaixo da linha da indigência. Já em Santana de Parnaíba (vice-colocada), a proporção foi de 3,1% e 3,7%, respectivamente.163
162 “A renda per capita mensal serve para estimar a proporção de pessoas que estão abaixo da linha da pobreza, para
isso soma-se a renda de todas as pessoas do domicílio, e o total dividido pelo número de moradores, sendo considerados abaixo da linha da pobreza os que possuírem renda per capita de até R$ 140,00. No caso da indigência, este valor será inferior a R$ 70,00”. Disponível em: <http://www.portalodm.com.br/relatorios/PDF/gera_PDF.php?cidade=51030>. Acesso em: ago. 2013.
163 Fonte: “Portal Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) de cada um dos 5564 municípios brasileiros”.
Elaboração: IPEA/NINSOC - Núcleo de Informações Sociais. Disponível em: <http://www.portalodm.com.br>. Acesso em: ago. 2013.
Tabela 4
Ranking do IDHM e participação no PIB do Estado (%), por localidade. RMSP (IBGE, 2010).
Condições de Vida e Economia Ranking do IDHM e Localidade
IDHM* Renda* IDHM Longevidade* IDHM Educação* IDHM
Renda per capita (R$)** Alto do Tietê (n=10)
100 º Arujá 0,784
0,761 0,866 0,730 745,40 110 º Mogi das Cruzes 0,783
0,762 0,851 0,740 757,93 220 º Poá 0,771 0,710 0,856 0,754 569,23 289 º Suzano 0,765 0,708 0,873 0,723 552,44 823 º Ferraz de Vasconcelos 0,738 0,691 0,828 0,703 460,59 823 º Santa Isabel 0,738 0,700 0,834 0,689 543,50 965 º Salesópolis 0,732 0,687 0,829 0,690 511,46 993 º Guararema 0,731 0,729 0,817 0,656 621,85 1486 º Itaquaquecetuba 0,714 0,665 0,844 0,648 413,35 1546 º Biritiba-Mirim 0,712 0,710 0,795 0,640 478,17 Grande ABC (n=7)
1 º São Caetano do Sul 0,862
0,891 0,887 0,811 1578,74 14 º Santo André 0,815
0,819 0,861 0,769 1021,51 28 º São Bernardo do Campo 0,805
0,807 0,861 0,752 944,67 100 º Ribeirão Pires 0,784 0,749 0,847 0,760 726,35 274 º Mauá 0,766 0,721 0,852 0,733 583,61 420 º Diadema 0,757 0,717 0,844 0,716 564,99 562 º Rio Grande da Serra 0,749
0,684 0,823 0,745 487,07 Franco da Rocha (n=5) 76 º Mairiporã 0,788 0,767 0,881 0,723 738,89 119 º Caieiras 0,781 0,740 0,861 0,749 683,16 993 º Franco da Rocha 0,731 0,702 0,852 0,654 479,44 1081 º Cajamar 0,728 0,713 0,810 0,668 571,55 1811 º Francisco Morato 0,703 0,659 0,815 0,647 396,07 Mananciais (n=8) 128 º Cotia 0,780 0,789 0,851 0,707 882,64 227 º Vargem Grande Paulista 0,770
0,755 0,884 0,683 717,88 238 º Taboão da Serra 0,769 0,742 0,863 0,710 664,47 562 º Embu-Guaçu 0,749 0,713 0,834 0,708 516,15 719 º Itapecerica da Serra 0,742 0,699 0,852 0,687 487,17 897 º Embu das Artes 0,735
0,700 0,839 0,676 474,17 1081 º São Lourenço da Serra 0,728
0,704 0,823 0,666 507,98 1638 º Juquitiba 0,709
0,680 0,791 0,662 404,53
Rota dos Bandeirantes (n=7)
16 º Santana de Parnaíba 0,814 0,876 0,849 0,725 1507,66 87 º Barueri 0,786 0,791 0,866 0,708 877,46 168 º Osasco 0,776 0,776 0,840 0,718 757,55 366 º Jandira 0,760 0,738 0,841 0,706 683,76 562 º Carapicuíba 0,749 0,721 0,842 0,693 577,56 897 º Itapevi 0,735 0,687 0,855 0,677 474,89 1107 º Pirapora do Bom Jesus 0,727
0,679 0,810 0,698 443,73 Guarulhos (n=1) 320 º Guarulhos 0,763 0,746 0,831 0,717 633,33 São Paulo (n=1) 28 º São Paulo 0,805 0,843 0,855 0,725 1126,97 RMSP (n=39) 948,09
Estado de São Paulo 0,783 853,75