1.4 ÖRGÜTSEL KÜLTÜRLERİN SINIFLANDIRILMASI
1.4.4 D EAL VE K ENNEDY M ODELİ
1.4.4.4 Süreç Kültürü
Neste tópico será demonstrada a estrutura básica da Administração Penitenci- ária do estado do Rio de Janeiro, para que se possa compreender o sistema de repartição de competências entre os diferentes órgãos que a formam.
3.1. Secretaria de Administração Penitenciária do Estado do Rio de Janeiro (SEAP)
O órgão principal da administração penitenciária no Estado é a Secretaria de Administração Penitenciária do Estado do Rio de Janeiro (SEAP), criada a par-
tir do decreto nº 32.621 de 200335, com o objetivo de dar um tratamento indivi-
dualizado e específico ao sistema Penitenciário do Estado do Rio de Janeiro36.
De acordo com informações institucionais, a missão da SEAP seria:
Planejar, desenvolver, coordenar e acompanhar as ativida- des pertinentes à Administração Penitenciária do Estado do Rio de Janeiro, no que concerne à custódia, reeducação e reintegra- ção do preso à comunidade em conformidade com as políticas
estabelecidas37.
A SEAP é composta por três Subsecretarias Adjuntas, das Unidades Prisio- nais, a de Infraestrutura e de Tratamento Penitenciário. Além disso, possui em sua estrutura uma Subsecretaria Geral de Administração Penitenciária.
Apresenta, ainda, três Coordenações de Unidades Prisionais (Gericinó; Frei Caneca e isoladas; e Niterói e Interior), com o objetivo de dar assistência mais personalizada às direções dos presídios.
A SEAP também possui os seguintes órgãos: a Fundação Santa Cabrini (FSC), responsável por gerir e promover o trabalho remunerado do preso, o Conselho Penitenciário do Estado do Rio de Janeiro (CONPE), órgão consultivo e fiscalizador da execução da pena e o Fundo Especial Penitenciário (Fuesp), destinado a proporcionar recursos financeiros para realização de obras, por exemplo. A SEAP possui também uma ouvidoria e corregedoria própria. 35 Disponível em:
http://alerjln1.alerj.rj.gov.br/decest.nsf/532ff819a4c39de50325681f0061559e/26655cf04ec73a cc83256d2d006628b6?OpenDocument. Acesso em 15 de dezembro de 2014.
36 Disponível em: http://www.rj.gov.br/web/seap/exibeconteudo?article-id=140682. Último acesso em 15 de dezembro de 2014.
37 Disponível em: http://www.rj.gov.br/web/seap/exibeconteudo?article-id=140682. Último acesso em 15 de dezembro de 2014.
3.2. Fundação Santa Cabrini
A Fundação Santa Cabrini (FSC) é responsável pela gestão do trabalho rea- lizado pelos internos do sistema penitenciário do Estado do Rio de Janeiro. Seu principal objetivo é promover a ressocialização e a profissionalização do detento, para que sua reinserção na sociedade seja facilitada. Ademais, cabe à Fundação oferecer postos de trabalhos aos presos, bem como garantir a remu-
neração dos mesmos e a redução das penas38.
3.3. Conselho Penitenciário do Estado do Rio de Janeiro
O Conselho Penitenciário é um órgão consultivo e fiscalizador da execução da pena, previsto pelo artigo 69 da Lei de Execução Penal (Lei nº 7.210 de 1984 —
LEP)39 e regulado pela legislação federal e estadual. O Conselho Penitenciário
possui quatro funções: fiscalizar as unidades prisionais, opinar sobre as comu- tações da pena e indulto, realizar as cerimônias de livramento condicional nas
unidades, supervisionar o patronato e acompanhar ao egresso40. O Conselho
Penitenciário do Estado do Rio de Janeiro é regulado em âmbito estadual pela
lei n. 6181/201241. Tal órgão é composto por professores da área do Direito Pe-
nal, Penitenciário ou de ciências correlatas, além de representantes da comu- nidade que são nomeados pelo Governador do Estado, para um mandato de quatro anos.
3.4. Fundo Especial Penitenciário
O Fundo Especial Penitenciário foi criado pela lei n. 1125 de 1997 com o objetivo de proporcionar recursos financeiros para a realização de obras de restaura-
38 Disponível em: http://www.santacabrini.rj.gov.br/Html/missao.htm. Último acesso em 21 de outubro de 2014.
39 Lei 7210/1984. Art. 69. “O Conselho Penitenciário é órgão consultivo e fiscalizador da exe- cução da pena.
§ 1o O Conselho será integrado por membros nomeados pelo Governador do Estado, do Distrito
Federal e dos Territórios, dentre professores da área do Direito Penal, Processual Penal, Penitenciário e ciências correlatas, bem como por representantes da comunidade. A legis- lação federal e estadual regulará o seu funcionamento.”
§ 2o O mandato dos membros do Conselho Penitenciário terá a duração de 4 (quatro) anos.
Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7210.htm. Último acesso em 15 de dezembro de 2014.
40 Lei 7210/1984. Art. 70 da LEP: Incumbe ao Conselho Penitenciário: I emitir parecer sobre indulto e comutação de pena, excetuada a hipótese de pedido de indulto com base no estado de saúde do preso; II inspecionar os estabelecimentos e serviços penais; III apre- sentar, no 1o (primeiro) trimestre de cada ano, ao Conselho Nacional de Política Criminal
e Penitenciária, relatório dos trabalhos efetuados no exercício anterior; IV supervisionar os patronatos, bem como a assistência aos egressos. Disponível em: http://www.planalto. gov.br/ccivil_03/leis/l7210.htm. Último acesso em 15 de dezembro de 2014.
41 Disponível em http://gov-rj.jusbrasil.com.br/legislacao/1031364/lei-6181-12. Último acesso em 15 de dezembro de 2014.
ção, aquisição de materiais e reequipamento das unidades prisionais, dentre
outras funções42.
3.5. Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária
Conforme mencionado, a SEAP é o principal órgão da administração peniten- ciária do Estado, mas ela deve obedecer às diretrizes estabelecidas pelo Con- selho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP), que é um órgão
subordinado ao Ministro da Justiça43 e foi instituído por meio do Decreto nº
84.632/198044.
Cabe ao CNPCP, em síntese: propor diretrizes da política criminal, sugerin- do, inclusive, as metas e prioridades da política criminal e penitenciária, além de estimular e promover a pesquisa criminológica, promovendo também a forma- ção e aperfeiçoamento do servidor; avaliar, periodicamente, o sistema criminal, de modo que seja assegurada sua adequação às necessidades do país; esta- belecer regras sobre a arquitetura e construção dos estabelecimentos penais, assim como estabelecer os critérios a serem utilizados para a elaboração da estatística criminal; inspecionar e fiscalizar os estabelecimentos penais acerca do desenvolvimento da execução penal nos Estados, Territórios e Distrito Fe- deral propondo medidas que as aprimorem e, em caso de violação das normas referentes à execução penal, representar ao Juiz da execução ou à autoridade administrativa para que seja instaurada sindicância ou procedimento adminis- trativo, podendo ainda representar à autoridade competente para que seja re-
alizada a interdição do estabelecimento penal. 45
Além dos órgãos que compõem a estrutura da SEAP e do CNPCP, existem outros órgãos que também fazem parte da execução penal: o Juízo da Exe- cução, o Ministério Público, os Departamentos Penitenciários, o Patronato, o Conselho da Comunidade e a Defensoria Pública. Portanto, todos esses órgãos são competentes para atuar na execução da pena e conforme será elaborado no presente parecer, deveriam ter uma preocupação especial com a execução da pena de detentas grávidas.
Analisadas as competências dos órgãos que formam a estrutura básica da Administração Penitenciária do estado do Rio de Janeiro, passa-se agora ao
42 Lei 1125/1997. Disponível em http://alerjln1.alerj.rj.gov.br/contlei.nsf/f25571cac4a61011032 564fe0052c89c/80b56659754a029b03256546006692df?OpenDocument. Último acesso em 15 de dezembro de 2014.
43 Lei 7210/84. Art. 62. Disponível em: http://www.justica.gov.br/seus-direitos/execucao- -penal. Último acesso em 21 de outubro de 2014.
44 Disponível em: http://www.justica.gov.br/seus-direitos/execucao-penal. Último acesso em 21 de outubro de 2014.
45 Lei 7210/84. Art. 64. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7210.htm. Último acesso em 15 de dezembro de 2014.
estudo da legislação acerca do tema, como por exemplo, as normas do âmbito federal, as do CNPCP e as normas e convenções internacionais.